segunda-feira, 11 de março de 2019
De acordo com fontes da "Carta", os funerais dos mortos decorreram numa tímida cerimónia em que apenas estiveram presentes os poucos residentes que nos locais afectados optaram por abdicar da fuga e expor-se a sanha assassina dos criminosos. Em Mitope, por exemplo, houve vandalização de infraestruturas.
Ainda segundo as nossas fontes, na quarta-feira (06) nenhum transporte público foi a Mocímboa da Praia. Os passageiros eram descarregados em Awassi e Mueda. Na sequência destes últimos ataques, à semelhança do que tem acontecido em quase todas as situações idênticas, muitos habitantes das aldeias atingidas abandonarem as suas casas que mais tarde foram reduzidas a cinzas pelos atacantes.
Entre os mais sacrificados por esta última invasão dos agressores ao distrito de Mocímboa da Praia destacam-se professores e alunos, que tiveram de abandonar as respectivas escolas à procura de refugio noutras paragens aparentemente mais seguras.
Dizem as nossas fontes que ainda é notório um certo traumatismo nos poucos habitantes que restaram nas aldeias atingidas pelos ataques de terça-feira. Muitas empresas que operam ao longo da estrada que liga Moçambique e Tanzânia dispensaram os seus trabalhadores.
Na terça-feira, dia da ocorrência dos ataques, os distritos e as aldeias atingidos estavam sem electricidade devido à queda de uma torre na linha de transmissão de alta tensão. O problema só foi resolvido no dia seguinte, à noite, com a retirada da torre improvisada de madeira que fora derrubada pela força das águas do rio Lúrio, e que ameaçava arrastar outras torres da mesma linha.
CARTA – 08.03.2019

Sem comentários:
Enviar um comentário