"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Triste realidade!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

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Momade Assife Abdul Satar, 7 yeni fotoğraf ekledi.
5 saat

Vão me desculpar pelas imagens aqui postadas. Fi-lo porque até certo ponto precisava sensibilizar alguns sectores responsáveis que até aqui só assobiam para o lado.
A verdade é que o que acontece nas estradas moçambicanas é triste. Ou seja, as estradas moçambicanas viraram autênticas fábricas de morte. E nem com as pseudo-campanhas de sensibilização levadas a cabo pela Polícia a coisa muda. Cada dia que passa há mais mortes.
Acidentes de viação….
E isto só leva a uma certeza: as tais campanhas de sensibilização aos automobilistas são ineficazes. Aliás, como quase tudo no meu empobrecido Moçambique. É que, presumo eu, não basta a Polícia aparecer na televisão a dizer que declara tolerância zero contra estes prevaricadores. É preciso medidas mais contundentes.
A Polícia fala bonito, mas, de alguma forma, também é responsável por esta matança. São poucos os agentes da Polícia de Trânsito que efectivamente vão às estradas para cumprirem o seu dever. Estão para a extorsão. Não honram a farda que vestem. Tornam o terreno mais fértil para que haja mais mortes.
Por outro lado, julgo que para a tarefa de transportar vidas humanas se devia olhar para a idoneidade do automobilista. E, quiçá, os passageiros também têm a sua quota parte. Quantas vezes fingem que não vêem quando um automobilista conduz a beber? Outros já chegam embriagados ….
País do pandza, como muitos gostam de dizer…
Em boa verdade, as autoridades competentes estão a perder esta batalha. É hora de buscar outro tipo de soluções. É que estamos num país em que escasseia quase tudo mais balúrdios de dinheiro são desviados dos cofres do Estado para sustentar caprichos de algumas pessoas.
A antiga PCA do FDA até compra viaturas para amantes com dinheiro público. Em poucas horas, no jantar de angariação de fundos para a realização do congresso da Frelimo, quanto dinheiro saiu? Mas nunca se pensa em levar o mesmo dinheiro, por exemplo, para a compra de ambulâncias.
Com 10 milhões de dólares pode-se comprar 500 ambulâncias.
Será que o nosso país não tem?Desembolsou se a pouco tempo cerca de 5 milhões de dólares para comprar luxuosas viaturas Mercedes benz para deputados
Vergonha!
Com 500 ambulâncias era suficiente para cobrir todo o país
e assim minimizamos o problema de falta de socorro atempado. É por isso que algumas pessoas sem vergonha até se fazem à estrada, quando há acidentes, não para socorrer, mas para tirar selfies com os acidentados. O país vai nu!
Estamos num país onde já não se respeita a morte. O professor Cistac quando foi baleado não morreu imediatamente. Faltou-lhe socorro rápido mesmo estando próximo da maior unidade hospitalar do país. Não há ambulâncias. Os filhos da puta de sempre estiveram ali para filmar, fazer fotos para postarem nas redes sócias.
África do Sul ou Swazilândia, países bem vizinhos de Moçambique, não existe isso. O que nos custa afinal copiar os bons exemplos?
Não existe nada mais precioso no mundo do que a vida humana. Aliás, esta é a maior empresa que cada ser humano tem. E desprezamo-la. Sabotamo-la. Fazemos pouco dela. Até as galinhas são melhores do que nós…
PS. Um helicóptero ambulância não passa de 100 mil usd
Era preferível comprar 50 helicópteros ambulância duque comprar Mercedes para deputados.
E 50 helicópteros ambulâncias eram suficientes para o país.
PS 2- algumas fotos que posto são acidentes ocorridos a dias.
Outras fotos são de ambulâncias que têm pneus "carecas" um autêntica vergonha!

Nini Satar
Assante Cornelio Saure, Juvenal Castro, Simões António José ve 256 diğer kişi bunu beğendi.
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Atuia Bachir
Atuia Bachir Se não estivéssemos no processo de devolução das ofertas em Moçambique, traria aqui o primeiro pedido/proposta Mr. Nini para oferecer um helicóptero ambulância mas infelizmente já nem posso porque vão devolver...
34 saat
Kaldır
Xavier Antonio
Xavier Antonio Meus caros, todos sectores deste país estão péssimos, uns destacam pela sua natureza, tal é o caso da área de condução porque revela-se pelas mortes, outros não se notam com facilidade, mas nenhum sector está a funcionar à altura. Olham para a saúde, educação, a justiça . ..
Os que dizem que estamos a desenvolver servem de medida a um grupo de pessoas que eles fazem parte e não do país como todo.
Vejam a festa da Matola, própria de um país do primeiro mundo. É aquilo que alguns chamam de desenvolvimento. A solução está connosco o povo/eleitor.
A baixa qualidade de educação contribui para a fraca visão de jovens que não sabem os deveres do governo, não sabem distinguir o Estado e o partido. Confundem tudo e viram instrumentos animados inconscientemente na esperança de ter vaga e promoção na função pública, onde vai se beneficiar de corrupção e protecção
Eduardo Chuquelane Vilanculo
Eduardo Chuquelane Vilanculo Esta situacao, esta de mal para pior. veja que iventou se uma empresa de inspencao de viaturas, so para encher bolso de alguem e de proprios policias porque, quem tem dinheiro nem se quer vai para la. Segundo o proprio policia de transito, esta mais para dinheiro do que o trabalho. Deviam verificar o sistema de travoes, pneumaticos, iluminacao que sao mais importante num veiculo automovel.
24 saat

Camaradas!

ta-feira, 29 de setembro de 2017
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Nyusi não avisou que ia a Gorongosa para não ser impedido pelos “camaradas”

29/09/2017

Companhia aérea africana de baixo custo anuncia entrada no mercado doméstico moçambicano

29/09/2017

PSD diz que Nyusi é um exemplo contra a corrente mundial

29/09/2017

Dialéctica da FRELIMO "pós Samoriana, entenda-se !!!"

30/09/2017

“Espírito de exaltação ao chefe deve desaparecer”

quinta-feira, setembro 28, 2017

Lourenço do Rosário defende fim do ‘lambebotismo’ e exaltação ao presidente da Frelimo
O académico Lourenço do Rosário defendeu, hoje, o fim do ‘lambebotismo’ e exaltação ao presidente da Frelimo. À margem dos debates das propostas sobre a revisão dos estatutos do partido, o académico defendeu a necessidade de os membros centrarem-se em questões importantes como a paz e o combate à corrupção, conforme o próprio presidente frisou no discurso de abertura do XI Congresso.
Do Rosário considera que o pedido de indicação de Nyusi para candidato do partido às próximas eleições presidenciais é um momento de exaltação mas existem estatutos que regem o partido.
“Tinha-se criado dentro do partido que preciso exaltar o chefe, mas isso vai desaparecer porque não é necessário”.
O académico acrescenta que Filipe Nyusi ganhou visibilidade no partido e dificilmente deixará de ser o candidato do partido.
O candidato do partido para as eleições gerais é indicado, no congresso, pelo Comité Central, que, para já, será eleito amanhã.
Por outro lado, o académico defendeu a necessidade de rejuvenescimento da Comissão Política, de forma a que esta possa acolher os fundamentos do que é ser órgão de direcção do partido, que pense e que tenha a capacidade de poder e discutir ideias que possam alimentar outros órgãos do partido. “A minha esperança é que seja rejuvenescida de tal forma, que deixe de ser apenas um momento de exaltação, elogios, lambebotismo, etc, destacou.

Os debates sobre a revisão dos estatutos do partido acontecem à porta fechada, mas Lourenço do Rosário garantiu que os mesmos decorrem normalmente e que as ideias estão a ser colocadas abertamente.

Fonte: O País - 28.08.2017

STV-Quem acreditará em mudanças na Frelimo?(video)

28/09/2017

Ajuda financeira do FMI a Moçambique tornou-se menos provável

29/09/2017

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Nyusi quer corrupção banida a começar nas hostes da Frelimo

26/09/2017

Processos contra funcionários públicos em Moçambique: uma manobra de distração?

terça-feira, setembro 26, 2017

Segundo o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Nampula, o número de funcionários do Governo processados está a aumentar. Analistas falam em tentativa de desviar atenções do caso das dívidas ocultas.
O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Nampula tem, nos últimos meses, recebido muitas denúncias envolvendo dirigentes do Estado que praticam vários crimes. Entre eles estão os de peculato, corrupção e abuso de poder. Só no primeiro semestre de 2017, foram reportados mais de 200 casos.
Recentemente, o gabinete processou o edil da Mocimboa da Praia, em Cabo Delgado, acusado de pagamentos indevidos e abuso de poder. O Presidente do Conselho Municipal de Malema, na província de Nampula, também foi julgado e condenado pelo crime de corrupção e abuso de poder — uma pena de um ano e quatro meses que foi convertida em multa. A mesma situação se repetiu com o edil de Lichinga, no Niassa, ainda neste ano.   Ler mais (Deutsche Welle – 26.09.2017) 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Governo é contra os pobres

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Por Edwin Hounnou
O Governo acabou de demonstrar luta, de forma incansável,  contra os moçambicanos mais desfavorecidos pelas recentes medidas punitivas. 
Ora vejamos:
  1. O Governo não aplicava nenhuma taxa na importação do peixe carapau, como uma forma de não tornar a vida das populações mais difícil,  porém,  doravante, mandou aplicar 20% sobre as importações do carapau. Esta medida vai, logicamente, tornar o carapau mais caro ainda. Quem vai sentir na pele as consequências desta medida são os pobres que consomem o carapau - caril dos pobres.
  2. O Governo, fazendo o mesmo jogo de punição,  vai aumentar a taxa de importação de viaturas com mais de 7 anos. Esta medida é,  claramente, anti-popular porque quem importa viaturas usadas, tenham elas 7 ou mais anos, são moçambicanos de baixa renda, aqueles que sem a possibilidade de ter um carro do Estado à porta. Esta medida draconiana teria algum sentido se o Governo tivesse o sector de transporte público já organizado para oferecer opções às pessoas. Não é este caso,  as pessoas de baixa renda viajam em carrinhas de caixa aberta, em plena cidade de Maputo, como de gado se tratasse. 
  • Outra medida anti-povo foi o aumento da taxa na importação de roupa de segunda mão, conhecida vulgarmente por xicalamidade. O país não tem uma única fábrica de roupa. Todas as que existiam, à data da independência,  foram sufocadas e destruídas pela incompetência de gestão e imposições do Banco Mundial/FMI. Agora Moçambique não tem nenhuma fábrica têxtil porque os sucessivos governos da Frelimo sempre se revelaram incompetentes de proteger a indústria nacional seja de que for. 
  • Porquê o Governo estas medidas?
    Com as dívidas escondidas ou inconstitucionais e a falta de vontade política para que os responsáveis pela contratação dessas dívidas, os parceiros económicos fecharam as torneiras que jorravam dinheiro que produz uma classe endinheirada sem causa, o executivo está "arrasca" para o funcionamento da máquina administrativa. Como forma de "aguentar", o Governo vai-se lançando em tudo quanto afrrasaguentarcha que tirar afrrasaguentarchalgum dinheiro. Nesta luta pela sobrevivência, o Governo tem-se mostrado voraz e feroz -vai deixando o povo sem pele nem cabelos.
    Estamos lixados com esses tipos! 

    Prezada Senhora Presidente do Município de Chókwè, Senhora Lídia Cossa

    25/09/2017

    Ministro moçambicano garante que país não tem armas da Coreia do Norte

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    Atanásio Mtumuke desafia peritos da ONU a investigar
    O ministro moçambicano da Defesa Nacional, Atanásio Mtumuke, diz que o país não tem qualquer armamento adquirido na Coreia do Norte.
    "Não temos qualquer arma resultante das operações em causa", garantiu o governante, ao falar à margem das cerimónias centrais do dia das Forças Armadas.
    Mtumuke manifestou tranquilidade com a investigação dos peritos da ONU e desafiou:
    "Estamos tranquilos. Podem vir fazer qualquer investigação e só esperamos que não seja o caso dizer que há um ladrão e depois vir dizer que, afinal estavam enganados", concluiu o ministro em tom enigmático.
    VOA – 25.09.2017
    NOTA: Também não haviam dívidas ocultas. Mas elas apareceram. Quem acredita neles?
    Fernando Gil

    EY: Foram estes mesmos senhoras que emboscaram a caravana do Dhlakama e negaram, e logo cercaram a residência dele nas Palmeiras/Beira com pretexto de ir buscar as armas que perderam no ataque que antes negaram.... Se a ONU vir e encontrar essas armas, devem automaticamente serem levados a prisão. Já estamos cansados das vossas mentiras

    Mais uma mentira da História da Frelimo(video)

    26/09/2017

    segunda-feira, 25 de setembro de 2017

    STV-Declarações finais de Dhlakama em Gorongosa 25.09.2017(video)

    25/09/2017

    ZECA CALIATE, A VOZ DA VERDADE - APÓS O ASSASSINATO DO CHEFE DA SEGURANÇA DA FRELIMO, FILIPE SAMUEL MAGAIA EM 1967, JOAQUIM ALBERTO TZOM CHISSANO, FOI DE IMEDIATO EMPOSSADO ASSUMINDO O DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA

    25/09/2017

    INDÚSTRIA: Matchedje reinventa-se para conservar empregos

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    Matchedje_MotorTexto de Angelina Mahumane
    angelina.mahumane@snoticicas.co.mz
    Factores conjunturais, com destaque para a flutuação da taxa de câmbio Metical-Dólar fizeram com que a Matchedje Motor paralisasse a montagem de viaturas. A empresa, que está no mercado moçambicano há cerca de cinco anos queixa-se também da falta de mão-de-obra especializada.
    A Matchedje Motor “atirou a toalha ao chão”. Passou a dedicar-se a serviços de uma oficina comum, limitando-se a reparar carros de diversas marcas e origens, incluindo os autocarros de transporte público pertencentes aos municípios de Maputo e Matola.
    Quando a Matchedje foi instalada na Machava-sede, província de Maputo, pretendia-se que ela montasse viaturas diversas com destaque para mini-bus e caixa aberta, e que os serviços de reparação seriam apenas de apoio.
    Porém, passados cinco anos, a empresa desistiu da actividade principal para se dedicar somente ao restauro. Aliás, conforme constatou a reportagem do domingo, no local esta firma possui sete oficinas apetrechadas de equipamento para a montagem de viaturas. Porém, todas estão fechadas.
    Cao Hong Lu, presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa conta que esta companhia estabeleceu-se em Moçambique cheia de ambição mas, chegada ao terreno só encontrou dificuldades que vão desde a falta de mão-de-obra qualificada à necessidade permanente de importação de todo o tipo de material de trabalho, o que fez com que o preço final dos carros fosse muito alto.
    Esta mescla de situações também concorreu para que os carros produzidos pela Matchedje Motor fossem incapazes de competir, em termos de preço, com os importados do Japão, sobretudo porque a maior parte dos potenciais compradores tem capacidade financeira limitada, que só lhe permite adquirir viaturas usadas que abundam no mercado interno e externo.
    Mesmo com a nossa presença, os carros usados continuam a ser importados e são uma “boa” opção para aqueles que esperávamos que se tornassem nossos clientes que são as famílias e empresas e parte considerável do sector privado”, lamentou.
    De igual modo, Cao Hong disse que a sua empresa também tinha depositado confiança nas instituições do Estado que, geralmente fazem aquisições, mas estas observam sempre o critério do preço mais baixo.
    O interlocutor referiu que num esforço para contrapor as adversidades criou capacidade interna para produzir todas as peças necessárias para a montagem de viaturas mas, logo a seguir, se apercebeu que o mercado nacional não dispõe de mão-de-obra capaz de operar os equipamentos de produção.
    Para produzir aqui é preciso ter pessoal qualificado para responder às solicitações do mercado em toda a linha de produção, incluindo na construção de motores. Como não temos técnicos qualificados, voltamos a optar pela importação de peças”.
    Com vista a fazer face à falta de quadros com habilitações técnicas, Cao Hong Lu disse que aquela empresa tem realizado acções de formação especializadas para os seus 50 trabalhadores, entretanto, observam-se desistências, uma vez que a empresa não está em condições de operacionalizar os equipamentos por falta de matéria-prima.
    ESTÍMULOS À PRODUÇÃO
    Segundo o PCA da Matchedje Motor, Moçambique pode produzir mais de metade do que importa e ser auto-suficiente, mas o principal bloqueio tem sido a abertura prevalecente no domínio das importações que tem estado a minar as iniciativas de investimento interno e externo.
    Para este gestor “não faz sentido que os produtos importados continuem a ser mais baratos que os importados mesmo depois de estes serem submetidos às taxas aduaneiras. Penso que este é o principal factor que concorre e estimula a apetência pelos produtos importados”.
    Cao Hong Lu tomou como exemplo a importação de frango congelado que, mesmo depois de se pagar as taxas chega ao mercado nacional mais barato que o frango local, o que faz com que os avicultores não tenham capacidade para competir.
    “Com o agravamento destas taxas vai se incentivar o produtor a aumentar a sua criação porque terá mercado e, se calhar, seria possível resolver o problema de défice e os preços seriam acessíveis para todos”, sublinhou.
    Para reverter quadro, Cao Hong Lu defende que é preciso rever-se em alta as taxas aduaneiras para, por um lado, desincentivar a corrida às importações e, por outro, estimular a produção local de bens e serviços porque “as importações excessivas estão a prejudicar a economia”.
    Ademais, entende que se as taxas fossem agravadas, os empresários moçambicanos criariam condições para produzir mais. “Estamos interessados em fazer parte do processo de crescimento desta economia e temos capacidade para tal mas, julgamos que deve haver uma maior coordenação para que este problema seja ultrapassado”, disse.
    DA MONTAGEM À REPARAÇÃO
    Sem poder realizar a sua principal actividade, e para não cruzar os braços e correr ao risco de despedir a mão-de-obra e assistir à degradação do equipamento, a Matchedje Motor foi seleccionada para reparar autocarros
    das empresas municipais de Transportes Públicos de Maputo e Matola.
    Com base no referido convénio, a montadora de viaturas deve recompor o primeiro lote de autocarros, em número ainda não especificado, num prazo de nove meses e, para o efeito, a escolha imediata recaiu sobre aqueles veículos que apresentam avarias permanentes, independentemente de serem graves ou simples. “Queremos que mais autocarros voltem a circular o mais rápido possível para que se minimize a crise de transportes que afecta Maputo e Matola”, frisou.
    Além dos municípios de Maputo e Matola o PCA garante que aquela empresa está a cogitar a possibilidade de fazer reparações de autocarros de outros municípios e também de empresas do sector privado. “Queremos ver se as coisas melhoram. Se conseguirmos ter algum incentivo para expandir para todo o país”.
    Uma das facilidades que aquela empresa tem é a de trabalhar com diversas marcas. “Porém, precisamos de dinheiro para fazer às encomendas que temos em mão porque sabemos que as duas empresas municipais não têm fundos”.  
    DIFICULDADES
    O gestor da Matchedje Motor disse que a crise financeira se faz sentir no país faz com que, em alguns momentos, se sinta arrependido, mas acredita que esta situação poderá ser ultrapassada em breve, tendo em conta os sinais que a economia começa a apresentar.
    Também acredita que o país precisa fazer um exercício de redução da burocracia para que o ambiente de negócios se torne mais saudável, competitivo e mais atractivo para os investidores.
    DOMINGO – 24.09.2017
    NOTA: Talvez aqui esteja a explicação da nova sobretaxa aos veículos usados importados do Japão e Coreia do Sul.
    Fernando Gil
    EY: O problema principal é da ambição e burrice dos camaradas que querem tudo para eles. Estes não escutam e nunca aprendem com os erros deles. Antes de trazer empresas multinacionais, manda-se pessoas no país de origem da tal empresa para formar técnicos da área e assim ter pessoal local qualificado.... assim fazem os outros países, mas esses ladrões nunca aprendem...

    domingo, 24 de setembro de 2017

    ALGUMAS NOTAS SOLTAS EM TORNO DO XI CONGRESSO DA FRELIMO QUE SE AVIZINHA: REINVENTE-SE FRELIMO…

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    Escrevo esta pequena reflexão dois dias antes do início do "XI Congresso da Frelimo" como cumprimento do nosso habitual encontro e em resposta aos pensamentos que tomaram conta de mim na noite passada quando no meu leito ensaiava um sono tranquilo.
    Tem se tornado praxe para Frelimo desde Setembro de 1962 realizar um evento num intervalo mínimo de quatro em quatro anos, onde congrega os seus membros e simpatizantes oriundos de todas as províncias do país e de além fronteiras para discutirem os problemas da nação e o funcionamento interno da Frelimo. Nos primeiros congressos a Frelimo constituía um movimento de libertação nacional, o que tornava natural que todos os moçambicanos se revissem nos ideias deste movimento, contudo a partir de 1977 no seu III congresso a Frelimo transforma-se num "partido único de orientação marxista-leninista". Entre os anos 1989 e 1994 a Frelimo abandona o seu carácter marxista-leninista e deixa de ser partido único, com a adopção do multipartidarismo em Moçambique.
    Como resultado inerente a adopção do multipartidarismo em Moçambique, a Frelimo passa a ser obrigada a concorrer às eleições de modo a governar e a ter um carácter de um partido que vive num sistema multipartidário. De lá para cá temos visto uma Frelimo, nalguns momentos, mais forte e coesa e noutros, como o actual, menos coesa e com mais problemas. A forma ineficaz como tem governado o país, os frequentes escândalos de corrupção que envolvem "os camaradas" ao mais alto nível, as disputas de poder no seio do partido e o amadurecimento político dos cidadãos impoem uma necessidade de reinvenção do modo de ser e agir da Frelimo, se quiser continuar a ser o principal partido do cenário político nacional.
    Nesta pequena reflexão chamo atenção para alguns pequenos pontos que os congressistas da Frelimo devem ter em conta neste congresso. Em primeiro lugar, é preciso que "os camaradas" saibam que lidam com pessoas e não com meras máquinas que apenas servem para legitimar o seu poder no período eleitoral. Essas pessoas das quais me refiro são seus pais, filhos, irmãos e netos, porque afinal de contas somos todos membros de uma mesma família, a família moçambicana. Se a pobreza é para um, o outro deve se rever na pobreza do seu irmão.
    Em segundo lugar há que se assumir que a Frelimo está perante uma iminente crise e cisão interna, não vale a pena tapar o sol com a peneira. E se pretendem dirigir os destinos de um país democrático, que respeitem o preceito constitucional constante do número 2 do artigo 74 da CRM "a estrutura interna e o funcionamento dos partidos políticos devem ser democráticos".
    Em terceiro lugar, não obriguem os moçambicanos a serem "camaradas". Cumpram o preceito constitucional constante do número 2 do artigo 53 da CRM "a adesão a um partido político é voluntária e deriva da liberdade dos cidadãos de se associarem em torno dos mesmos ideais políticos". O não cumprimento deste artigo como tem sido praxe só asfixia a nossa democracia e nos coloca numa situação de existirem na nação duas nações, os moçambicanos originais (simpatizantes da Frelimo) e os do lado de lá…
    Em quarto lugar, há que saber ouvir e respeitar a opinião dos outros sem apelidá-los "apóstolos da desgraça", ou seja o que for. Estamos todos aqui para construir um Moçambique altivo e digno de vénias de quem quer que seja.
    E para terminar, há que fazer da unidade nacional uma realidade e não um mero discurso. Dentro da própria Frelimo existem os machanganas, existem os macondes, existem macuas…etc! Há que criar a unidade dentro do próprio partido para depois exigir uma unidade nacional.
    Mais não digo, reinvente-se Frelimo!
    Miguelluís