"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

DEZ MIL CARTEIRAS PARA NAMPULA

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ESCOLA_chao1A província de Nampula, Norte de Moçambique, vai receber até o final deste ano dez mil carteiras para retirar 690 mil alunos que estudam sentados no chão.
Neste momento, o efectivo escolar da província de Nampula é de 1,3 milhão de alunos distribuídos em doze mil salas de aula.
O governador da província, Victor Borges, que orientou a réplica do lançamento do Programa de Produção e distribuição de carteiras escolares, na escola secundaria de Nampula, referiu que a projecção é de até 2019 não haja nenhum aluno a estudar sentado no chão.
'Queremos fazer uma exploração sustentável do nosso património florestal beneficiando esta e as gerações vindouras', disse.
Nampula necessita de um total de 148.500 carteiras e no próximo ano o plano é produzir 80 mil e em 2019 um total de 58.500.
Na cerimónia de lançamento da iniciativa, este Sábado, o governador pediu colaboração dos alunos, professores e encarregados de educação para a conservação das carteiras.
'Não basta produzir e entregar, quero pedir a todos para que as conservemos', apelou.
RI/mz
AIM – 26.11.2017
EY: Deviamos ter eleições todos os anos assim as coisas mudavam um pouco. Nampulenses, não se deixem enganar com esta propaganda eleitoral barata.

sábado, 25 de novembro de 2017

AMISSE CULOLO CANDIDATO DA FRELIMO `AS INTERCALRES DE NAMPULA

25/11/2017

RENAMO - Paulo Vahanle candidato às Intercalares de Nampula

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Paulo_VahanlePAULO VAHANLE tem 57 anos de idade é professor e actualmente é  Deputado da AR pela Renamo e natural da província de Nampula.
      

Filósofo Severino Ngoenha alerta para as “revindicações pseudo-identitárias” em Moçambique

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Severino_Ngoenha1O filósofo Severino Ngoenha alertou hoje para o surgimento de reivindicações "pseudo-identitárias" ligadas à disponibilidade de recursos, considerando os incidentes de Mocímboa da Praia como um aviso.
"Hoje, começam a nascer revindicações pseudo-identitárias ligadas à disponibilidade dos recursos minerais no nosso território", declarou o reitor da Universidade Técnica de Moçambique.
Severino Ngoenha falava durante o último dia do Fórum MOZEFO, ciclo de conferências promovido pelo grupo de comunicação social Soico.
Para Ngoenha, os incidentes de Mocímboa da Praia, Norte de Moçambique, em Outubro, em que um grupo armado atacou postos policiais, resultando em mortes dos dois lados, revelam a ameaça da intolerância religiosa e expõem a debilidade de uma sociedade que deve repensar o seu conceito de identidade.
"A intolerância religiosa mostrou-nos o que ela pode fazer, com o caso de Mocímboa da Praia. Imagina o que pode fazer a intolerância regional", questionou o académico.
O autor da obra "Das Independências às Liberdades" entende ainda que a ameaça de um neocolonialismo político e económica é eminente no mundo moderno e o facto de Moçambique não estar a "fortalecer os seus tecidos internos", em alusão à ausência de coesão social, revela falta de consciência do problema.
"Nós continuamos a fingir que somos um país plural. Na verdade, nós precisamos de criar um tecido social realmente forte", frisou o académico.
Ngoenha considerou que a intolerância em Moçambique se estende à política e a exclusão de partidos e outros actores sociais nas negociações de paz entre o Governo e o principal partido da oposição, Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), é o mais claro indicador disso, referiu.
"Neste momento estamos num país em tréguas e não em paz. As negociações são feitas por apenas duas partes, mas o problema em causa é de todos nós", afirmou académico, que sugere que se convoquem estados gerais para encontrar uma solução definitiva para a crise política no país.
"Façamos um debate mais amplo. É preciso dar espaço a todos, porque as opiniões de todos" podem levar a "um equilíbrio", concluiu.
Lusa – 24.11.2017

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Manuel de Araújo irritado com o silêncio no esclarecimento de assassinatos de políticos


As autoridades moçambicanas, apesar de promessas de investigação, pouco divulgam sobre as razões de assassinatos de políticos e defensores de direitos humanos, que os analistas dizem ser levadas a cabo por esquadrões da morte criadas para silenciar vozes críticas.
Este partido [Frelimo] deveria usar a sua maioria parlamentar para votar o retorno do monopartidarismo, uma vez que rejeita a democracia.

Fonte: Voz da América – 23.11.2017

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Tantos anos de massaroca já nos cansa

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Canal de Opinião por Adelino Timóteo
Nos últimos anos há um cansaço claro a governação da massaroca. Os cidadãos nacionais estão fartos de ingerir massaroca.
O povo está cansado de comer massaroca, dieta essa imposta a força de golpes eleitorais, perante uma oposição desunida, desconcertada.
O povo já comeu massaroca com massaroca (alusão a democracia popular), comeu massaroca sem perdiz (alusão a imposição da massaroca pelos STAE e CNE, contra todas as regras eleitorais). O povo já escolheu galo, já escolheu a perdiz, mas como dizia o outro, arrancaram-lhes a vitória, para lhe entregar a massaroca. Se a perdiz e o galo não convencionarem o princípio de unidade de contrários, então à frente podem ser depenados, porque o problema eleitoral não o é da vitória em si, mas o da gestão nacional, num território vasto, para o qual só quem controla a máquina do Estado pode o conseguir.
Perante o desconcertamento, há um caminho aberto para se continuar a comer a massaroca, a ementa que se nos tem sido servida há cerca de cinquenta anos.
Com a massaroca vivemos uma guerra de dezasseis anos. Com a massaroca vivemos os campos de concentração, a operação produção, momentos negros da nossa história.
Momentos sombrios. Trouxeram barcos para apodrecê-los na doca.
E ainda nos sugerem massaroca.
Já a comemos, assada, cozida, guisada, frita, com ovo a cavalo, com massa de tomate.
A ementa da massaroca que nos é servida é uma imposição de pratos indigestos, dos nossos burgueses, atentatório à nossa dieta, saúde pública e mental. À qualidade de vida, para os cidadãos cansados de se transportarem em My Love.
Quando um velho cruza o olhar é visível o desespero, a forma reincidente com que se lhe tem sido imposto a dieta de massaroca, sem opção, embora finjam a ementa em processos eleitorais, que se conhece, acabam sorrindo para essa mesma massaroca, que agita o intestino, deixa o estômago com úlcera, em revoluções que acabam não raramente na retrete.
A massaroca, mais do que produto de imposição dos burgueses nacionais, enjoa. A massaroca é o factor das convulsões estomacais e doenças diarreicas, caracterizadas por cíclicos conflitos pós-eleitorais.
Os nutricionistas bem sabem e nos aconselham dieta repartida, equilibrada, por isso chega de massaroca, pois os massaroqueiros nos sugerem a massaroca e em casa comem carne, bife com grelos, digestão com uvas ou passas de uvas.
O povo já comeu massaroca com esquadrões da morte, massaroca com grupos de vigilâncias, massaroca com snasparia, massaroca com Polícia a disparar balas de chumbo contra manifestantes. Massaroca com dívidas escondidas. Massaroca com agravamento de preços de comida, combustível e importação de bens.
Por mais que acrescentem o sal, convencionem candidato natural à sua própria sucessão, a massaroca já não sabe a nada, com sal ou sem sal. Cozida, congelada, fervida, com manteiga ou com açúcar, já não há fé nem esperança que dê calorias, para se continuar a construir o país, pois a massaroca está personificada nos tubarões, nos peixes grandes, que abocanham tudo, tal a falta de transparência em concursos de fornecimento de “software” à CNE, que prognosticam à partida que nunca o povo terá o livre arbítrio de escolher se a massaroca se o galo ou se a perdiz, por aí fora.
Chega de sugestões massoroquistas, massaroqueiras, de masoquistas, de sadistas. O povo sabe ler. O povo sabe e pode escolher a sua própria dieta. E claro, sem os cães da Polícia por perto.
A massaroca nos cansa o ouvido, nos cansa os olhos. Libertar-nos da massaroca é livrar o saneamento do meio. É purificar o ar do ambiente.
Libertar-nos da massaroca é libertarmos aos próprios massaroquistas.
Esse é o lema. (Adelino Timóteo)
CANALMOZ – 22.11.2017

domingo, 19 de novembro de 2017

Zimbabue: Mugabe afastado do poder

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Zimbabwe_cartazO Presidente Robert Mugabe foi removido como líder do partido do governo do Zimbábue ZANU-PF neste domingo, 19 de Novembro, numa acção para forçá-lo a pôr fim a 37 anos no poder de forma pacífica após um golpe militar de facto.
Ele foi substituído por Emmerson Mnangagwa, o vice que Mugabe demitiu neste mês, disseram à Reuters fontes numa reunião especial do ZANU-PF para decidir o destino de Mugabe.
“Ele foi expulso”, disse um dos delegados. “Mnangagwa é nosso novo líder.”
A esposa de Mugabe, Grace, que tinha ambição de suceder o marido, também foi expulsa do partido.
Robert Mugabe depois de três dias de ter sido detido por militares apareceu numa cerimónia de formatura universitária.
Falando antes da reunião da ZANU-PF, o líder dos veteranos de guerra Chris Mutsvangwa disse que Mugabe, de 93 anos, estava ficar a sem tempo para negociar a sua saída e que deveria deixar o país enquanto podia.
“Ele está a tentar negociar uma saída digna”, disse ele.
Mutsvangwa ameaçou convocar protestos se Mugabe se recusasse a sair, dizendo a repórteres: “Vamos convocar as multidões e elas farão seu trabalho.”
Mnangagwa está agora na fila para comandar um governo de unidade interino pós-Mugabe que se focará em reconstruir laços com o resto do mundo e em estabilizar uma economia em queda livre.
VOA – 19.11.2017