"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



sábado, 1 de outubro de 2016

@Verdade EDITORIAL: Há mais frutas podres nessa árvore


Editorial
Escrito por Redação  em 30 Setembro 2016
A notícia que dá conta da prisão da ex-Presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA) não nos deve distrair dos inúmeros problemas de corrupção que infesta o aparelho do Estado. Aliás, este caso é paradigmático do que, nestes últimos tempos, tem estado a acontecer nas instituições públicas ou do Estado. Ou seja, é a prova cabal do que sempre fazem todos os indivíduos sem entranhas de humanidade quando lhes é confiados a coisa pública.
Os dirigentes moçambicanos, após a sua nomeação, a primeira coisa que invariavelmente fazem, diga-se de passagem com mestria, é espoliar a pátria de todos nós de modo a satisfazer os seus insaciáveis estômagos e garantir que os seus descendentes venham ficar a cobertos de preocupações financeiras no futuro.
Moçambique continua a liderar o ranking dos piores países do mundo, devido a esse bando de corruptos que tomaram conta do Estado moçambicano. Na verdade, o caso da ex-PCA da FDA veio revelar aos moçambicanos que a corrupção organizada continua aí, aparentemente sem rosto, a decidir sobre os destinos dos moçambicanos e da pátria. Se o Gabinete de Combate à Corrupção fizer o seu trabalho sem ameias ideológicas que o amarra, certamente irá neutralizar toda essa imoralidade que grassa no país e, sem sombras de dúvidas, faltarão celas para encarcerar todos os corruptos que continuam impunes.
Não há outra maneira de salvarmos Moçambique, que não seja através da exigência de prestação de contas por parte dos nossos dirigentes. Só os moçambicanos organizados e unidos forçarão a mudança do comportamento desses corruptos que continuam a dirigir os destinos deste país.
Até agora, os moçambicanos têm abdicado da sua responsabilidade e da sua iniciativa política em relação à pátria amada porque nunca se acharam capazes de se afirmar perante os seus superiores hierárquicos devido à debilidade das estruturas de governação. Na verdade, limitamo-nos sempre a dizer viva e amen às perversas decisões e a obedecer aos chefes amantes do latrocínio cometido em nome do partido no poder.
Não devemos aceitar que uma minoria corrupta continue a dirigir a nau das instituições públicas e do Estado e a ampliar o seu património pessoal até para lá do inaceitável em detrimento dos legítimos interesses da maioria. Cabe a nós, como povo, derrubá-los do trono. Portanto, jamais devemos permitir que o nosso país continue a ser visto como uma das mais infame das rameiras sobre o planeta terra por causa de meia dúzia de pessoas que estão na origem de toda a injustiça estrutural em Moçambique.

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