15/11/2018
XÍCARA DE CAFÉ por Salvador Raimundo
MALeiane anunciou, recentemente, acordo preliminar com 60% dos credores no caso-dívidas vergonhosas.
E o ministro Adriano quase rejubilava com o feito. O homem acaba anunciando uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Moçambique, com isso, dando azo a mais um momento de júbilo.
Se o entendimento preliminar com os credores se calhar justifique o ministro da Economia e Finanças aos pulos - quase-quase quebrando os óculos -, já com a visita dos tipos do Fundo não justifica tanto assim. Há décadas que o Fundo vem cá analisar o desempenho da economia e das finanças, sendo raríssimas as vezes em que os homens, no final, teceram críticas grosseiras ao executivo do dia. Não que as coisas estivessem nos ‘trinques’, nem tão pouco.
No mínimo, a missão punha-se (põe-se) a desenhar medidas correctivas, em tom leve, levezinho, sem nunca tocar no essencial, pelo menos publicamente.
Por isso, não se esperam novidades que satisfaçam a esmagadora maioria dos moçambicanos. Do mesmo modo, de resto, que o entendimento de há dias, entre o governo e os credores, deixou meio-mundo boquiaberto, incrédulo. Dois terríveis acontecimentos que se somam a outros tantos registados nos anais da Frelimo.
Aos 43 anos de poder, a Frelimo tem acumulado experiências de rebentar pelas costuras. O partido tem feito dos fracassos sucessos futuros, algo que o Macuácua tinha a mania de deixar bem vincado, que a cada eleição bem sucedida, imediatamente a Frelimo arregaça as mangas, dando início a nova agenda eleitoral, dos próximos quatro anos.
Mas o que leva os peritos internacionais, com a mania de incorruptíveis, a franquear uma vez no terreno, acabando por destorcer a triste conjuntura em prol dos ensejos do executivo? Regra geral, o executivo-Frelimo tem acesso ao background dos elementos que encorporam os peritos que aí vêm.
As suas fraquezas e pontos fortes. Tal e qual no futebol, onde é imprescendível conhecer ao pormenor o adversário para dele explorar o lado fraco e assim conseguir amealhar os necessários pontos em concorrência.
Com tanta praia e mariscos ao dispôr, agora com os recursos naturais para dar e vender, não é difícil, se calhar, convencer qualquer elemento da missão a retroceder face às suas exigências. De volta à proveniência, na bagagem podem levar desde camarão, amêndoa de caju e o aval por um pedaço de terra junto às melhores praias que por cá existem.
Não está descartada, enquanto dure a pesquisa, requisição das melhores prostitutas, com especificidades bem delineadas.
É assim em todo o lado, faz anos. Aquí e na chamada cochichina.
Convém que na SADC Moçambique já foi, ou ainda é, ponta-de-lança do ocidente na resolução de certos ‘makas’.
EXPRESSO – 15.11.2018
E o ministro Adriano quase rejubilava com o feito. O homem acaba anunciando uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Moçambique, com isso, dando azo a mais um momento de júbilo.
Se o entendimento preliminar com os credores se calhar justifique o ministro da Economia e Finanças aos pulos - quase-quase quebrando os óculos -, já com a visita dos tipos do Fundo não justifica tanto assim. Há décadas que o Fundo vem cá analisar o desempenho da economia e das finanças, sendo raríssimas as vezes em que os homens, no final, teceram críticas grosseiras ao executivo do dia. Não que as coisas estivessem nos ‘trinques’, nem tão pouco.
No mínimo, a missão punha-se (põe-se) a desenhar medidas correctivas, em tom leve, levezinho, sem nunca tocar no essencial, pelo menos publicamente.
Por isso, não se esperam novidades que satisfaçam a esmagadora maioria dos moçambicanos. Do mesmo modo, de resto, que o entendimento de há dias, entre o governo e os credores, deixou meio-mundo boquiaberto, incrédulo. Dois terríveis acontecimentos que se somam a outros tantos registados nos anais da Frelimo.
Aos 43 anos de poder, a Frelimo tem acumulado experiências de rebentar pelas costuras. O partido tem feito dos fracassos sucessos futuros, algo que o Macuácua tinha a mania de deixar bem vincado, que a cada eleição bem sucedida, imediatamente a Frelimo arregaça as mangas, dando início a nova agenda eleitoral, dos próximos quatro anos.
Mas o que leva os peritos internacionais, com a mania de incorruptíveis, a franquear uma vez no terreno, acabando por destorcer a triste conjuntura em prol dos ensejos do executivo? Regra geral, o executivo-Frelimo tem acesso ao background dos elementos que encorporam os peritos que aí vêm.
As suas fraquezas e pontos fortes. Tal e qual no futebol, onde é imprescendível conhecer ao pormenor o adversário para dele explorar o lado fraco e assim conseguir amealhar os necessários pontos em concorrência.
Com tanta praia e mariscos ao dispôr, agora com os recursos naturais para dar e vender, não é difícil, se calhar, convencer qualquer elemento da missão a retroceder face às suas exigências. De volta à proveniência, na bagagem podem levar desde camarão, amêndoa de caju e o aval por um pedaço de terra junto às melhores praias que por cá existem.
Não está descartada, enquanto dure a pesquisa, requisição das melhores prostitutas, com especificidades bem delineadas.
É assim em todo o lado, faz anos. Aquí e na chamada cochichina.
Convém que na SADC Moçambique já foi, ou ainda é, ponta-de-lança do ocidente na resolução de certos ‘makas’.
EXPRESSO – 15.11.2018
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