"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MOÇAMBIQUE PROPRIEDADE PRIVADA DA FRELIMO!?

Algumas pessoas que são mentores desta atitude discriminativa poderão pensar que sou caluniador  ou simplesmente me chamarão profeta da desgraça  como fizeram com o nosso musico Azagaia. Infeliz e lamentavelmente a Frelimo tomou o País de todos nós como propriedade privada sua, fazendo dele o que lhe apetece, como lhe apetece, onde e quando lhe apetece. Com  esta visão separatória, coloca cada vez mais a falsa Unidade Nacional por ela evocada nos seus descartáveis  comícios populares.

Somente quem não quer o bem do povo, quem coloca sobre todas as coisas a lei da força do partido Frelimo, pode não entender o que digo neste artigo. O estado e a Frelimo é a mesma coisa e isso é normal para maior parte dos camaradas.  No entanto, estas duas coisas deviam e devem estar separadas. Este casamento do partido no poder e o estado/governo, é a causa de fundo, ou seja, a raiz de toda maldade que acontece no nosso empobrecido país( corrupção, criminalidade, violência, assaltos, falta de moral/respeito generalizado, matanças, roubos, subornos, falta de seriedade nos serviços públicos, incompetências, discriminação a de quase todos níveis,….. em fim muita injustiça).

Digo eu segundo a minha pobre visão político-social, as coisas não deviam funcionar assim. O funcionário do estado deve separar as duas coisas e colocar cada coisa no seu respectivo lugar. Estar ao serviço do povo ou da nação e não da sua bandeira politica como acontece com os camaradas.  Tudo o que é do estado pertence aos camaradas, pois eles fazem uso para os seus trabalhos políticos partidários. A exemplo deste, dá-se no momento da campanha eleitoral. Os funcionários seniores do estado, estão todos na campanha a favor do partido Frelimo e usam viaturas e dinheiro do estado.

Os funcionários do estado que não tenham cartão do partido Frelimo são mal vistos e em muitos casos são despedidos ou nunca progridem na sua carreira profissional (se tiverem sorte). Quer dizer são obrigados a ser/ter cartão do partido dos camaradas.

Quem não é dos camaradas não conta em nada, pode sofrer, pode morrer e não passa nada. Pior ainda, com a mentalidade ignorante tribo-regionalista de alguns, que o sul é que tem a capacidade e que deve mandar e o centro/norte mandados e obedecer, produzir para o sul viver bem e desenvolver.

Pergunto eu, chamariam esta forma de governação, promotora da unidade nacional? A própria constituição de todos nós diz que ninguém deve ser discriminado por motivo da sua religião, raça, cultura…. Filiação politica. Ou seja todos estão livres de escolher a sua filiação politica… então porque discriminar as pessoas por causa de filiação politica? Usar as coisas do estado para fins do partido e obrigar um funcionar a ter cartão do partido e fazer o que quer, como, onde e quando quer, não chamaríamos isso de fazer Moçambique como propriedade privada do partido?

Moçambique é dos moçambicanos e o povo Moçambicano é todo o conjunto de pessoas de várias confissões religiosas, etnias, culturas, partidos. Na falta de um, então Moçambique não é Moçambique, mas uma outra coisa que não sei como chamar. Pensar que todo povo é ou deve ser da Frelimo é um grande erro e absurdo porque nunca será possível. E o que deve estar claro é que por alguém não comungar as mesmas ideologias politicas comigo não quer dizer que está contra mim.

É tempo de mudar de mentalidade. Enquanto defendes os interesses do partido, seja funcionário do estado, ao serviço dos interesses do povo/da nação. É momento já de começar separar as coisas. O que é do estado seja do estado e ao serviço do estado e o que é do partido do partido e ao serviço do partido e não ao contrário. 

Não estão a ver o perigo que Moçambique corre com esta forma de governação e de fazer as coisas? Que num futuro próximo pode criar um conflito devastador pior que do passado 16 anos? Uma vez que a Frelimo tomou tudo como propriedade sua, o estado, a nação como pertença dela, não se sabe o que é da Frelimo e o que é do estado, será que fica algo que é pertença do nação? Ou pensam que o povo permanecerá parvo e deixará que a Frelimo continue a empobrecer o país, escravizando o povo eternamente no poder?

O que acontecerá se um dia perder as eleições, aceitarão entregar as coisas do estado ao novo governo diferente a deles? Não será este o objectivo porque não querem separar as coisas do estado e do partido? Não farão o que fizeram na Beira, que até alguns departamentos do município local tiveram que funcionar nas arvores por algum tempo? Não será este o momento de fazerem registo total e global a partir da base até ao topo de toda pertença do estado e apresentarem ao povo, para que todo o moçambicano saiba o que tem como propriedade sua e não do partido Frelimo?

Moçambicanos, parem, reflictam comigo estas questões e procuremos tomar uma precaução para o bem de todos nós. Estão errados todos os que pensam que Moçambique é propriedade da Frelimo, por isso, pode fazer com ele o que quer, como quer, quando e onde quer. Moçambique é dos moçambicanos sem distinção de raça, religião, etnia, cultura, filiação politica. Nem é do sul, nem do centro nem do norte, mas um todo. Por isso, trabalhemos para que haja de facto a Unidade Nacional, e não somente uma coisa que está nos discursos bonitos no entanto estéreis.

2 comentários:

  1. Dizer que estás a caluniar é mesmo que dizer que a pessoa não conhece Mocambique. Quem conhece o Mocambique real, sabe que revelas a verdade. Até muitos frelimistas, pelo menos em Nampula, já sentem alguma vergonha e já não convivem com pessoas sérias,

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