"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Membro do Fórum dos Desmobilizados raptado por desconhecido

Hermínio dos Santos acusa SISE e PRM de autoria do rapto
Fórum diz desconhecer seu paradeiro e acusa SISE e PRM.
Os raptores identificaram-se como funcionários da embaixada dos EUA e teriam ligado para Jossias Macena, ora em parte incerta, para um encontro. E o rapto ocorreu na avenida Kenneth Kaunda, na cidade de Maputo.
O Fórum dos Desmobilizados de Guerra, na voz do seu presidente, acusa o Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) e a Polícia da República de Moçambique de terem raptado, ontem, na cidade de Maputo, um membro da agremiação de nome Jossias Macena.
O mesmo foi raptado após ter recebido uma chamada telefónica supostamente feita por uma alegada funcionária da embaixada dos EUA, convidando-o a um encontro com a respectiva embaixadora, a fim de dialogarem em torno das preocupações apresentadas pelos desmobilizados de guerra.
Hermínio dos Santos disse ao “O País” que o seu colega foi interceptado na avenida Kenneth Kaunda, na capital do país, por agentes à paisana que se identificaram como funcionários do SISE e da PRM, os quais o forçaram a entrar numa viatura, que o levou para parte incerta. Até às 12h00 de ontem, Dos Santos não sabia do paradeiro de Macena.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tráfico de órgãos humanos em Chimoio
Jovem encontrada morta sem olhos, sem nariz e sem seios
Para confirmar a preocupação dos Bispos católicos de Moçambique sobre a questão do trafico humano, aqui encontramos um exemplo concreto. até aonde vamos acabar? vejam a seguir. 

Chimoio (Canalmoz) - Um corpo sem vida foi encontrado na tarde de último sábado, nas margens da barragem do Damo, no bairro 3 de Fevereiro, na capital provincial de Manica, Chimoio. A ocorrência está a semear pânico na zona. É referido que o corpo foi encontrado sem olhos, sem nariz e sem seios e tudo isso está a deixar as pessoas apavoradas.
Presume-se que se trata de um caso de assassinato para tráfico de órgãos.
Segundo dados policiais, trata-se do corpo de uma jovem professora da Escola Primária Completa de Mudzingaze, residente no bairro 3 de Fevereiro. A vítima desapareceu na terça-feira da semana passada e só veio a ser encontrada morta nas circunstâncias descritas.
A jovem era casada e mãe de um filho de 3 anos de idade. Ainda não foram apuradas as circunstâncias do seu desaparecimento e posterior assassinato.
O corpo já foi sepultado pelos serviços fúnebres. Os familiares não se apresentaram a tempo de participar nas exéquias. O cadáver foi encontrado em avançado estado de decomposição. (José Jeco)

Corrupção em Moçambique aumentou nos últimos três anos

Segundo “Transparência Internacional” 15.11.11
Maputo (Canalmoz) – A corrupção em Moçambique aumentou nos últimos três (3) anos, concluiu uma pesquisa da “Transparência Internacional” levada a cabo pelo Instituto Gallup International.
De acordo com o estudo, cinquenta e seis por cento (56%) das pessoas inquiridas consideram que a corrupção no país aumentou nos últimos três anos. Apenas 23 % dos inquiridos julgam que permaneceu no mesmo nível.
21% dizem ter diminuído.
Em suma três quartos das pessoas acham que a corrupção continua forte no país, tendo em conta os que acham que tudo ficou na mesma e os que acham que aumentou.
Os dados constantes do Relatório Regional do Barómetro Global da Corrupção (GCB), será lançado por algumas organizações regionais da família da Transparência Internacional, de que faz parte o Centro de Integridade Pública (CIP).
O acto está marcado para 22 de Novembro corrente no Hotel Rovuma em Maputo, das 8h30 às 12h30.
Este estudo compreende uma análise comparativa e quantitativa da responsabilização política em cada país avaliado no âmbito do “Combate a Corrupção”. Os resultados são baseados na interpretação de várias informações a nível global referentes à corrupção, anuncia o CIP num comunicado enviado ontem à nossa Redacção.
É referido no comunicado que “a opinião do público é usada como uma das ferramentas de grande relevância para medir os níveis de corrupção e do desempenho do governo visando o seu combate, nos diferentes sectores e instituições públicas”.
O relatório regional, acrescenta o CIP, apresenta os níveis de corrupção em seis países da SADC (África do Sul, Malawi, República Democrática do Congo, Zimbabwe, Zâmbia e Moçambique), permitindo comparações entre países vizinhos.

A pesquisa do Barómetro em Moçambique

O GCB de 2011 atingiu um número recorde de 100 países pesquisados, sendo Moçambique parte dos 14 novos países incluídos na pesquisa. Conduzida a nível global pelo Instituto Gallup International, em Moçambique o trabalho de campo foi executado pela firma TRS.
A recolha de dados cobriu uma amostra de 1000 cidadãos, da população urbana adulta (maiores de 18 anos), os quais foram inquiridos no período compreendido entre 26 de Abril e 5 de Maio do corrente ano (2011), nas cidades de Maputo, Nampula, Beira e Chimoio) capitais do País e das províncias de Nampula, Sofala e Manica, respectivamente.
Em Maputo, a pesquisa abrangeu 700 cidadãos, enquanto em Nampula, Beira e Chimoio foram inquiridos 100 cidadãos em cada uma das cidades.
O lançamento regional do Barómetro Global da Corrupção vai ter lugar numa data simbólica no contexto do combate à corrupção em Moçambique, dia 22 de Novembro, em que se assinala o 11º aniversário do assassinato do jornalista investigativo Carlos Cardoso.
O lançamento é dirigido especialmente a membros da sociedade civil e da comunicação social e visa essencialmente partilhar os resultados referentes aos níveis de corrupção nos países avaliados e as medidas desencadeadas para o seu combate.
Dados mais aprofundados do estudo serão divulgados aquando do lançamento Regional do Relatório do Barómetro da Corrupção, diz o CIP. (Redacção
Prostíbulos proliferam na chamada capital do Norte

Cidade de Nampula15.11.11
Nampula (Canalmoz) - Nampula já não é o que era. A degradação da moral social como sequência da corrupção dos valores está a atingir proporções alarmantes. A prostituição caminha a passos largos rumo à categorização de verdadeiro cartão de visita da terra das muthianas. A proliferação de prostíbulos em cada esquina testemunha que o problema está a crescer e a tomar conta da cidade também conhecida como a capital do norte.
Alguns “conservadores” de bons costumes tradicionais sentem-se escandalizados pela forma como as coisas têm estado a acontecer. Convidaram para alguns dedos de conversa o repórter do Canalmoz em Nampula, e denunciaram situações graves.
Há anos certos locais que eram tidos como de diversão ou laser, hoje são áreas dominadas pela prostituição escandalosa.
A Reportagem do Canalmoz visitou alguns desses locais. In loco apurámos que as práticas de que foram motivo de denúncia são uma realidade. O que outrora era tido como tabu, hoje é costume. O arrendamento temporário de quartos para prostituição virou negócio. A prostituição que não era tolerada hoje é fonte de receita para quem aluga espaços para a sua prática.
Segundo munícipes preocupados com a prostituição e com a degradação social que ela promove, os locais onde o negócio da prostituição está a fazer fortunas são de figuras de renome no mundo político e governativo.
O bem conhecido centro social da Organização da Mulher Moçambicana, OMM, uma das organizações sociais do partido Frelimo, localizado na rua dos Continuadores é apontado como um dos centros de negócio…
Carlos João, um dos indignados com a situação, disse ao Canalmoz que “já não se pode sair em família para passear nos locais que um dia foram referência de lazer em Nampula”. “Fica-se traumatizado e envergonhado com os filhos”.
“Logo que se chega a esses sítios mostram os preservativos e informam o valor de ocupação de um quarto com período mínimo de uma hora de tempo”.
“O Governo devia fazer algo para reverter a situação, porque isto está mal e a moral está completamente danificada”, desabafa Carlos João. Levou-nos, entretanto, a visitar bares localizados na zona do Matadouro Municipal, no bairro de Muatala, o já referido centro social da OMM, os restaurantes espalhados pela zona de Muhala Expansão, entre outros, onde notámos que realmente a situação está a tender para a promiscuidade sem o mínimo de contenção e preocupação pelos bons costumes e urbanidade.
Nesses locais conversámos com algumas pessoas. O mais gritante é que as frequentadoras são menores de idade. Submetem-se à venda do sexo por uma questão de sobrevivência.
Conversámos com algumas jovens, tão novas mas já tão “famosas” no meio. Pediram-nos anonimato e em poucas palavras desvendaram as razões que as levaram à vida promíscua em que se encontram envolvidas. “Fazemos isto porque está difícil sobreviver”. “Quando conseguimos um cliente, vamos aqui atrás do bar onde tem uns quartos e pagamos entre cinquenta e cem meticais. Depende do tempo que se leva”.
Cada vez há mais mulheres bem jovens a terem de vender o sexo para poderem sobreviver. Nampula está a mudar de face… (Aunício da Silva)



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

“Falta de diálogo inter-religioso pode conduzir à instabilidade”

Severino Ngoenha, filósofo moçambicano
Segundo o filósofo e docente universitário, Severino Ngoenha.
Para acautelar um cenário de conflito em Moçambique, o centro Junod, organismo que se dedica à preservação, pesquisa e ensino, promove, de Novembro a Dezembro, debates inter-religiosos com o objectivo de aferir o papel da religião na promoção da paz e justiça no país.
O filósofo e professor universitário Severino Ngoenha diz que a falta de diálogo inter-religioso pode conduzir a uma instabilidade social e política no país, tal como aconteceu nalguns países da África do norte. O alerta foi lançado na última sexta-feira em entrevista exclusiva ao “O País”.
Alguns dos exemplos dados pelo filósofo moçambicano como conflitos decorrentes do desentendimento de cariz religioso são a divisão do Sudão do norte (Muçulmanos) e sul (Cristãos); a violência inter-religiosa na Nigéria; bem como o incidente que ficou conhecido como 11 de Setembro, que foi a destruição das torres gêmeas do World Trade Center, nos Estados Unidos, o qual conduziu à guerras no Médio Oriente que ceifaram a vida a milhares de pessoas.
Para Ngoenha, Moçambique também corre este risco, uma vez que possui uma variedade de confissões religiosas que, em alguns casos, defendem causas opostas ou contraditórias.
“Hoje em dia, as religiões vieram mais agressivas e com um outro ímpeto: o religiosismo, por vezes extremista, está a levar a que as igrejas lutem por uma visibilidade e acabam ocupando espaços públicos como os cinemas, as lojas, armazéns, televisão, etc. Aliás, temos no norte do país pessoas da religião muçulmana que estão a ser formadas no Paquistão, com uma base de religião não tolerante e, por isso, um dia podemos acordar com um conflito causado pelas religiões”, explicou Ngoenha.
Como solucionar o perigo
De acordo com Ngoenha, para acautelar um cenário de conflito em Moçambique, o centro Junod, um organismo que se dedica à preservação, pesquisa e ensino, vai promover, de Novembro a Dezembro deste ano, uma série de debates inter-religiosos com o objectivo de aferir o papel da religião na promoção da paz e justiça no país.

Cadeia provincial da Zambézia triplica número de reclusos


Devido à falta de juízes para julgamentos.
Neste momento, a cadeia provincial de Zambézia está a albergar mais de 500 reclusos, contra os 150 que é a sua capacidade instalada...
O número de reclusos encarcerados na cadeia provincial da Zambézia triplicou, passando de 150 para mais de 500 reclusos.
A situação é provocada pela falta de juízes para julgar os casos criminais naquele ponto do país, depois de se ter transferido cinco dos seis juízes que existiam naquele ponto do país.
O único juiz que resta, Jorge Langa, para além de ocupar o cargo de juiz da quarta secção criminal, para o qual foi nomeado, está, cumulativamente, a ocupar o cargo de juiz-presidente, deixado por Henriques Cossa,  promovido a juiz desembargador. Os outros transferidos são António Mutimula, que era juiz da terceira secção, e José Sampaio, da secção do tribunal de menores.
Esta situação está a criar um cenário desolador na cadeia provincial de Quelimane. As celas possuem um cheiro nocivo à saúde pública, perigando, desta forma, a vida dos reclusos.
Recorde-se que há dois meses tomou posse o novo juiz-presidente do Tribunal Judicial da Zambézia, Almerino Chiziane, transferido da província de Inhambane, mas, espantosamente, regressou e não mais voltou, desconhecendo-se até agora as motivações do sucedido.
o vice-procurador-geral da República, Edmundo Alberto, que sexta-feira última visitou aquela penitenciária, não ficou satisfeito com o que viu e pediu a calma por parte dos reclusos, explicando que os juízes, ora indicados desembargadores, vão analisar os recursos feitos pelo ministério público no que tange às penas aplicadas, para aferirem se são ou não justas.
Tentativa de eliminar provas de desvio de fundos públicos acaba em tragédia
 14 Novembro 2011 04:29
Chimoio, Província de Manica
Funcionário da Direcção Provincial de Identificação Civil de Manica que tentava queimar (com gasolina) documentos que o incriminavam num rombo financeiro de dois milhões de meticais, acabou queimando-se.

Chimoio (Canalmoz) - Um funcionário público afecto ao Departamento de Administração e Finanças da Direcção de Identificação Civil da província de Manica, cuja identidade está a ser escondida, indiciado de ter desviado dois milhões de meticais da instituição, tentou eliminar, com recurso a fogo posto, as provas documentais que eventualmente o pudessem incriminar. Encontravam-se no seu gabinete de trabalho. Só que no lugar de queimar apenas os documentos, o fogo propagou-se rapidamente pelo gabinete e atingiu-o causando-lhe ferimentos graves.
O facto está a ditar momentos de agitação e incredulidade a nível dos serviços de identificação civil da província de Manica.
Segundo o porta-voz do comando provincial de Manica, Belmiro Mutandiua, o funcionário em causa que apesar de trabalhar na identificação civil – ironicamente a sua identidade não nos foi revelada pela Polícia – ardeu junto com as provas que o poderiam incriminar. “Recorreu a cinco litros de gasolina e um fósforo e ateou fogo aos documentos que se encontravam no seu gabinete de trabalho”. É a versão oficial.
A identidade do funcionário pirómano não nos foi possível encontrar por ontem ser domingo.

Afinal o “camarada” estava de férias

O funcionário em questão era acusado de desvio de fundos e vivia com receio de ir parar à cadeia. O indivíduo acabou sendo mandado de férias para se apurarem os contornos do roubo. Mas estranhamente foi ao seu gabinete de trabalho com a exclusiva missão de apagar os vestígios do que o pudesse incriminar e fazia dele o principal suspeito do rombo financeiro na DIC, a nível da provincial de Manica.

Supeito está hospitalizado

O funcionário incendiário encontra-se presentemente internado na sala de cuidados intensivos do hospital provincial de Chimoio. Só depois será submetido às audições para o processo poder seguir os trâmites legais. (José Jeco)