"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



sábado, 1 de dezembro de 2018

"A ameaça é real e os debates em Gorongosa podem estar a ser incendiários, de modo a que a resposta seja dada no campo das operações, não nos gabinetes"

30/11/2018



Autárquicas 2018: Presidente da CNE mente publicamente e chancela fraude em Marromeu. O que dirá o Conselho Constitucional?

30/11/2018



Editorial: Não se combate casamentos prematuros com reuniões

30/11/2018



O silêncio sobre os ataques em Cabo Delgado

30/11/2018



Renamo marca para 15 de janeiro congresso que vai escolher novo presidente do partido moçambicano

sábado, 1 de dezembro de 2018


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A Resistência Nacional Moçambicana marcou para 15 de janeiro na Gorongosa, centro do país, o congresso que vai definir a sucessão de Afonso Dhlakama.
YESHIEL PANCHIA/EPA
Autor
  • Agência Lusa
A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) marcou para 15 de janeiro na Gorongosa, centro do país, o congresso que vai definir a sucessão de Afonso Dhlakama, antigo líder do principal partido da oposição em Moçambique, que morreu em março.
Numa deliberação anunciada esta sexta-feira à imprensa pelo porta-voz do partido, no final do 6.º Conselho Nacional da Renamo, o partido definiu que o sucessor de Afonso Dhlakama deve ter a nacionalidade moçambicana, ter ocupado a função de secretário-geral, ter 15 anos de militância e ser membro idóneo e de reconhecido mérito, lê-se no perfil anunciado.
Além disso, o próximo líder do principal partido da oposição em Moçambique deve ser uma figura que combateu pela Renamo na guerra civil dos 16 anos, que opôs o braço armado do partido e as forças governamentais.
Um dos possíveis candidatos à sucessão de Afonso Dhlakama é Elias Dhlakama, apesar de não cumprir todos os requisitos exigidos para o cargo, nomeadamente não ter 15 anos de militância no partido porque fazia parte das Forças Armadas e não ter sido secretário-geral.
“O congresso vai deliberar sobre algumas situações excecionais”, disse José Manteigas, sobre a inelegibilidade do irmão de Afonso Dhlakama.
“O que devo dizer é que em princípios legislativos, há exceções e, portanto, pode ser que ele [Elias Dhlakama] venha a ser abrangido por uma das exceções”, declarou José Manteigas.
Elias Dhlakama, que liderava o Comando dos Reservistas das Forças Armadas de Defesa de Moçambique desde fevereiro de 2015, passou à reserva em outubro.
A Renamo decidiu ainda criar um gabinete para a preparação do congresso e caberá ao órgão receber as candidaturas à liderança do principal partido de oposição em Moçambique.
“Este gabinete anunciara as datas de receção das candidaturas e daí conheceremos os candidatos a presidente do partido”, acrescentou José Manteigas.
A Renamo é atualmente dirigida por um coordenador interino, Ossufo Momade.
O congresso da Renamo, que vai ter três dias, terá a participação de 700 candidatos e 300 convidados, que vão reunir-se no distrito da Gorongosa.

"Mão obscura" nos órgãos que tutelam processo eleitoral em Moçambique, denuncia Samora Machel Júnior

30/11/2018



A Frelimo irrita os eleitores para com um boicoto se legalizar como partido único

sexta-feira, novembro 30, 2018




Aquela fraude tão PORCA em Marromeu seguida por a de Monapo, Molócuè, Moatize e Matola, aliás Marromeu foi repetição, requer de um estudo muito profundo para entender o que a Frelimo. Alguns do comentários dos telespectadores no STV Linha Aberta, diziam que nas próximas eleições eles ou o povo não vai-se fazer às urnas e podiam ver a Frelimo onde traria eleitores. Portanto, trata-se de boicote. Contudo, com o discurso de boicote, pode ser que a Frelimo se sinte em ter atingindo o propósito da prática de uma trafulhice, uma fraude tão PORCA como a que vimos nestas eleições autárquicas.
1. A experiência de África toda é de que boicotes eleitorais beneficiam os regimes totalitários e anti-democráticos.
2. A Frelimo sempre opôs-se ao multipartidarismo e se ameaçada optou por eliminar os seus oponentes. Não é que não havia condições para eleições em 1975 e com certeza a Frelimo havia de ganhar, mas essas coisas de eleições é algo forçado. Quem aceita eleições é quem aceita ficar na oposição.
3. O veterano e general Mariano Matsinhe disse reteiramente, em Abril de 2007, em plena instituição pública e não só, mas numa instituição superior, o ACIPOL, ali onde se formam pessoas para defesa e segurança, para fariam tudo por tudo para a Frelimo não sair do poder. Com certeza que isso de fazer era também um apelo aos policiais. Este veterano realçou que não era a favor da existência da oposição, mas que devia continuar insignificante.
4. O que Matsinhe disse em 2007 é o que estamos a assistir. Parece que a Frelimo tem um número de municípios que aceita que sejam governados por partidos da oposição. Atingido esse número, aí a Frelimo protegida pela polícia e outras instituições que deviam velar pela justiça e segurança pública e do estado, faz tudo por tudo mesmo que seja fugir com material eleitoral...
5. Sobre os objectivos de forçar para tornar a oposição insignificante e ela governar sozinha, a Frelimo tem experiências. Em 1998, na primeiras eleições autárquicas, a Renamo e mais 15 partidos da oposição, por sinal aqueles que poderiam ter alguns assentos nas assembleias municipais, boicotaram-nas. O resultado foi de que a Frelimo governou sozinha nos 33 municípios. O mais caricato ainda, foi a Frelimo recorrer fraude para como sempre enganar o mundo que houve muita p participação massiva. Lembro-me que Angoche e Dondo havia sido citados que em mesas às moscas, no editais apareciam números de maior participação.
Ora, por tudo isto, apesar de estarmos irritados, como moçambicanos precisamos de discutir amplamente e desenhar uma estratégia que frustre os planos e objectivos da Frelimo. É importante também saber que a Frelimo está interessa somente ao poder e as consequências ao longo prazo não a importam. Não é que não saiba que não mal que dure para sempre.