30/06/2016 21:00
Uma equipa do Reino Unido e da Noruega descobriu 54 biliões de pés cúbicos (cerca de 1,53 biliões de metros cúbicos) de gás hélio, no Rift Valley, na Tanzânia, segundo o jornal Guardian.

O hélio é raro na Terra porque é muito volátil. Ele é o segundo elemento mais leve do quadro periódico, o que significa que uma vez exposto ao ambiente natural evapora rapidamente para o espaço.
Ele não só faz a voz humana chiar, mas também é crucial em aplicações como os scanners de cérebro e outros usos científicos. Por exemplo, o hélio líquido é importante no arrefecimento de supercondutores magnéticos, porque se forma a temperaturas de 269 graus centígrados negativos, o mais frio de todos os elementos.
"Não existe substituto para o hélio em aplicações criogénicas, produção e comportamento de materiais a muito baixas temperaturas.
É tão crucial em máquinas de Imagens de Ressonância Magnética (MRI) que alguns médicos chegaram a propôr a proibição do uso do gás em balões de festas.
"Para todos os outros elementos espalhados no globo talvez nós possamos minerar em depósitos de lixo orgânico e encontrá-los," disse à BBC a perita em química, Andrea Sella, do Colégio Universitário de Londres (UCL), em 2013. "Mas o hélio é único. Uma vez evaporado está perdido para sempre", disse.
"Esta é uma descoberta significativa," disse Jon Gluyas, professor de geo-energia na Durham Uniersity e membro da equipa que fez a descoberta. "Há reservas do gás hélio, mas têm se tornado cada vez mais rapidamente reduzidas. O preço subiu em 500 por cento em 15 anos."
Segundo a agência de notícias AFP, acredita-se que a actividade vulcânica na secção tanzaniana do Rift Valley criou as altas temperaturas necessárias para libertar o gás de antigas rochas permitindo-o subir e ficar acumulado perto da superfície, e permitindo a sua exploração.
A companhia mineira norueguesa Helium One, que trabalhou com os cientistas numa nova técnica de exploração, que recebeu os créditos pela descoberta e detém três licenças de prospecção na Tanzânia, disse ter descoberto um campo "com jazidas de gás globalmente significantes".
Afinal as transportadoras aéreas moçambicanas estão proibidas de operar no espaço aéreo da União Europeia desde 2011 por causa das Linhas Aéreas de Moçambique(LAM). “Nós entramos na lista negra por causa da LAM, o Instituto(de Aviação Civil) é um desculpa” explica ao @Verdade o vice-presidente do pelouro de Transportes na Confederação das Associações Económicas (CTA), Alves Gomes.
Para corroborar a sua posição Alves Gomes indica o corte de fornecimento de combustível por parte da BP que dura desde Abril. “Eu não voou para Nampula de noite, porque não há combustível em Nampula”, declara acrescentando que os certificados ISO que as Linhas Aéreas de Moçambique tem obtido “não valem nada”.