11/07/2019
O abandono em que populações de Cabo Delgado foram sujeitas desde a independência, está a levar à criação do grupo de insurgente que agora reivindica a criação de um Estado Islâmico.
A descoberta das reservas de gás natural, o quebrar dos negócios estabelecidos, como o garimpo, o tráfico de drogas, está a deixar muita gente nervosa e descontente.
As companhias do gás natural, em vez de tentarem criar um clima de inclusão, estão a fazer o oposto, estão a criar um enclave, a expulsar os locais, a se fortificar.
Os locais vão poder participar na construção de estradas e casas, sendo de imediato afastados e excluídos.
Tudo vai vir de avião, de navio e pouco ou nada vai ser comprado em Moçambique.
Estão a ser criados dois estados independentes dentro do estado de Moçambique, de um lado o Estado Islâmico de Cabo Delgado, do outro lado o Estado do Gás Natural da Península de Afungi.
As decisões são tomadas em Maputo, por políticos pouco transparentes e a compra da Anadarko pela Total, só vai piorar a situação, o rasto e fama que a Elf espalhou por Africa é pior que mau, deixou de ser Elf passou a Total, mas a fama de corrupção e negócios escuros continua.
O gás vai ser explorado por 30 ou 40 anos, os Moçambicanos não vão ser mais que puros expectadores e peões, num mundo que não compreendem, as decapitações vão continuar, os insurgentes não vão parar.
O dinheiro que entrar em Moçambique com as vendas de gás natural, irá ficar em Maputo e distribuído à maneira, lá no Norte pouco ou nada irá chegar.
A península de Afungi vai ser um mini Israel, onde os habitantes irão ter todos os privilégios, cá fora ficarão os novos Palestinianos, no novo Estado Islâmico de Cabo Delgado a apedrejarem, a atacar o Estado da Península de Afungi.
Se nada for feito entretanto, este irá ser o cenário daqui a 10 ou 15 anos, Moçambique acorda, tudo está a começar, existem alternativas, os Moçambicanos se tiverem educação apropriada, poderão ser mais que guardas ou empregadas de limpeza.
Está na hora de investir na educação dos jovens, para poderem ser eles a ocupar os postos de trabalho na península de Afungi, as grandes companhias não podem continuar a só ver números e faturação, tem que se preocupar com o bem estar das populações a volta das suas instalações e dos seus investimentos.
Franca e a Total, querem fechar as centrais nucleares, para tal tem que ter gás para abastecer as centrais elétricas, e um bom plano, o ambiente vai agradecer, agora isso, não poderá ser feito à custa da destruição e da criação de uma zona de conflito no Norte de Moçambique.
Franca e os restantes países, que estão a investir no gás, no Norte de Moçambique, incluindo Portugal, Itália, Índia, China, Japão, EUA, Tailândia, tem experiencia e capacidade para apoiar Moçambique a criar programas de desenvolvimento inclusivo, esta na hora de mostrar que são capazes de ajudar a desenvolver e ajudar uma das zonas mais bonitas do mundo e combater os insurgentes.
Os insurgentes combatem-se com desenvolvimento e formação e não com armas.
Foi isso que Maomé ensinou, foi isso que Jesus Cristo ensinou, há que por em pratica.
(Recebido por email)
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