"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Beijo na boca de ex-mulher Winniee da viúva Graça emudece o estádio

Adeus a Nelson Mandela

O impensável aconteceu ontem, no estádio FNB, em Joanesburgo, África do Sul. Se o beijo selou a traição de Judas Iscariotes a Jesus Cristo, desta vez o ósculo teve outra conotação: simbolizou reconciliação. Não só entre duas rivais, mas entre dois povos (moçambicanos e sul-africanos): as duas viúvas de Nelson Mandela, Graça Machel e Winnie Mandela, cumprimentaram-se com um beijo na boca, conforme a tradição local, no decorrer da cerimónia oficial de homenagem ao líder da luta contra o regime do Apartheid.
Os milhares de circunstantes que acorreram ao estádio onde decorreram as exéquias de Nelson Madela ficaram literalmente “mudos” por alguns minutos quando Winnie se aproximou e beijou a viúva de Madiba, à sua chegada ao estádio.
Graça Machel e Winnie Madikizela-Mandela estranham-se desde que Mandela deixou a sua esposa da juventude e militante do ANC - com que casou em 1958 -, na sequência dos escândalos do seu envolvimento em crimes e manifesta infidelidade e casou-se com a moçambicana, em 1998, quando Madiba tinha 80 anos.
Mundo rendeu homenagem a “um gigante da História”

Adeus a Nelson Mandela

No Estádio FNB, no Soweto, a África do Sul e o mundo disseram adeus ao herói da luta contra o regime do Apartheid e criador do país do arco-íris. A dor de todos foi convertida em alegria
“Pode dizer-me o nome de uma pessoa que se compare a ele? Agora ou no passado? Não há ninguém que tenha posto a cabeça no cepo como ele pelo bem comum”, comentou um actor inglês, Idris Elba, que desempenha o papel de Nelson Mandela no filme “O longo caminho para a liberdade”, na véspera da morte de “Madiba”.
Elba já sabia que Mandela era mesmo uma figura especial e figura invulgar. Um dos maiores líderes transformacionais que o mundo já viu e com ele conviveu. Barack Obama, presidente norte-americano, considera “Madiba” “o último grande libertador do século XX, que mudou não só leis, mas também corações. Ele faz com que eu queira ser um homem melhor”.
Ontem, confirmou-se que Mandela é uma figura que transcende fronteiras. Mesmo sob chuva, milhares de pessoas afluíram ao Estádio Soccer City, em Joanesburgo, para se despedirem dele. Dor e lágrimas, a alegria e festa compartilhavam os mesmos rostos. Enquanto se ouvia gritos e choro, simultaneamente cantava-se e dançava-se. Um momento único. Mandela morreu fisicamente, mas continua vivo no coração de todos.
Barack Obama rende homenagem sentida ao último grande libertador do século XX

Presidente dos EUA, em discurso muito aplaudido, comparaMandelaa Ghandi, Luther King e Abraham Lincoln

“Sentiremos tremendamente a sua falta. Deus abençoe Nelson Mandela. Deus abençoe as pessoas da África do Sul”, disse Barack Obama. O Presidente dos EUA, no discurso que proferiu, ontem, no estádio Soccer City, em Joanesburgo, realçou que Mandela é um pai e um marco por ter mudado a legalidade da época através da esperança e da dignidade.
Perante a multidão que presenciou o cerimonial organizado pelo Governo sul-africano, Obama destacou a luta, persistência, paciência e liderança de Mandela que fizeram a diferença no mundo. “Queremos celebrar a vida e obra de Mandela”, disse Obama no discurso muito aplaudido, no qual comparou Mandela a Mahatma Gandhi, Martin Luther King Jr. e Abraham Lincoln, activistas pelos Direitos Humanos e paladinos da liberdade e da igualdade.
Kenmare gera poucos proveitos para o Estado  
Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Redação
 
 
Devido aos benefícios fiscais, a mineradora Kenmare, que explora as areias pesadas no distrito de Moma, em Nampula, em nada contribui para os cofres do Estado, refere o CIP num relatório publicado no final do mês passado. A mineradora irlandesa Kenmare, que opera no país desde 2007, ainda não gerou receitas consideráveis para o Estado moçambicano. A denúncia é feita pelo Centro de Integridade Pública (CIP), através de um relatório sobre as actividades daquela empresa que opera nas areias pesadas de Moma.
De acordo com o relatório “Mineração sem desenvolvimento: o caso da exploração das areias pesadas de Moma”, a empresa Kenmare beneficia de incentivos fiscais e montou uma estrutura accionista e de organização (com subsidiárias em paraísos fiscais) preparada, de antemão, para a evasão fiscal, pelo que, apesar de a mina ser rentável, gera poucos proveitos para cofres do Estado moçambicano.
Expectativas frustradas
O documento do CIP refere que “quando a Kenmare começou as explorações em Moma e mais tarde começou a construção e a produção, havia grandes expectativas entre as pessoas que viviam na zona onde a mina está situada”. Os nativos “esperavam electricidade, melhor abastecimento de água, infra- -estruturas e procura de produtos comerciais”. Contudo, “a maior expectativa, porém, estava, e continua a estar, relacionada com emprego”. No entanto, o desemprego na zona é alto, sendo a pesca e a agricultura as principais fontes de rendimento da população local.
Efectivamente, a Kenmare emprega 960 pessoas na mina, 85 porcento das quais são moçambicanas. A interpretação dos números feita pelo CIP conclui que “existem cerca de 815 trabalhadores moçambicanos”.
Trabalhadores canalizam mais para o Estado
Refira-se que a Kenmare ainda não pagou o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRPC), embora a mina tenha começado a gerar lucros em 2011. Paradoxalmente, os trabalhadores moçambicanos que trabalham na Kenmare pagam o IRPC, sofrendo deduções na fonte, o que significa que o que em conjunto os cidadãos descontaram é 2,5 vezes maior do que aquilo que a empresa canalizou para o Estado moçambicano. Efectivamente, por cada dólar de receita entre 2008 e 2011, a Kenmare pagou um cêntimo em impostos ao Governo moçambicano.
“Os trabalhadores da Kenmare pagaram 235 milhões de MZN (7,8 milhões de USD) de impostos sobre o rendimento de pessoas singulares no período 2009-2011. Isto é 2,5 vezes mais que as contribuições directas da Kenmare para Moçambique”, revela o estudo.
Este é, aliás, um factor inquietante para o desenvolvimento de um sector privado sólido em Moçambique, onde o sistema fiscal parece favorecer estas grandes companhias e prejudicar as pequenas e médias empresas. “Eu penso que isto é problemático porque as pequenas e médias empresas moçambicanas estão a operar aqui com muitas dificuldades, são sufocadas pelas autoridades públicas do país a pagarem impostos”, considera Adriano Nuvunga, director do CIP.
Apertar o cerco às grandes empresas
A ilmenite, o zircão e o rutilo, extraídos das areias, são usados na indústria de pigmentos, cerâmica e na produção de titânio “As contas feitas pelo CIP indicam que as reservas da Kenmare valem 125 mil milhões de dólares e os preços no mercado internacional das areias de Moma estão neste momento em alta, sublinha Adriano Nuvunga.
Os pagamentos da Kenmare ao Estado, de 2008 a 2011, totalizaram apenas 3,5 milhões de dólares e destes 3,5 milhões de dólares, 90% provêm do imposto sobre a produção”, acrescenta o diretor do CIP. O relatório do CIP recomenda às autoridades fiscais de Moçambique a garantir que as vendas dentro do grupo Kenmar sejam baseadas no valor real do mercado.
De acordo com o estudo daquela organização, o principal factor para o não pagamento é que a empresa fez um conjunto de investimentos e está em processo de recuperação. No entanto, o Estado moçambicano não fiscaliza pelo que não tem como confrontar as despesas apresentadas pela companhia.
“Tanto quanto nós sabemos, neste momento, o Estado moçambicano não está nem a fazer monitoria ao que as empresas gastam anualmente nem a fazer auditorias àquilo que são as despesas. As empresas, neste momento, não estão a entregar receitas aos moçambicanos, estão antes a guardar consigo e vão entregar daqui a cinco, seis anos. E se não tiverem sido feitas auditorias em tempo útil, já não será possível fazer cinco anos depois”, alerta Adriano Nuvunga

Sobre a FIR e o Fuzilamento

Há dias atrás, o porta-voz do Ministério da Defesa Nacional veio ao publico dizer que não estavam a perseguir ex-guerrilheiros da Renamo e muito menos o seu líder Afonso Dhlakama, e convidava os a tratarem suas pensões afinal, não passava de um convite envenenado que visa capturar um por um para acabar com eles, para mim, há que se envolver a comunidade nacional e internacional para repor a confiança entre as partes porque com tudo isso não vejo a Renamo a confiar no que o governo diz sobre a garantia de segurança ao seu líder e muito menos na atribuição de pensão ou reintegração dos seus ex-guerrilheiros assim como o acolhimento das suas reivindicações.

A questão que se coloca em tudo isto, é; a quem vamos confiar pela defesa e segurança publica neste país? Será que depois de ganhar as eleições o povo serve para este governo? Na semana passada eu recebi sms de Nampula dizendo que a polícia assassinou três supostos homens da Remano no povoado de Naminho, que é diferente deste caso. Isto quer dizer que são vários os casos de assassinatos em Nampula que agente da FIR e da PRM está a fazer. Mesmo se fossem homens da Remano, seria este o procedimento correcto? Os ditos defensores da vida, segurança, tranquilidade e ordem pública, são os primeiros assassinos, que caminho está a seguir Moçambique?

Após o ataque do posto administrativo de TICA em Sofala, o Governo veio as câmaras e disse que não iria contra atacar, que não iria retaliar, que a Frelimo é pela paz e pauta pelo diálogo….. será isto o que queriam dizer? Porque não aprendem a se calarem e fazer as coisas como lhes apetece sem mentir nem se enganarem pensando que estão enganar o povo? Um dia um afirma uma coisa e dois dias depois, o outro vem desmentir e afirmar que é boato, uma coisa que todos sabem.  

Até quando teremos que suportar tudo isto, será que estamos condenados a engolir todos os sapos até a nossa morte. Sabemos que é difícil responsabilizar a alguém a estes actos, sobretudo neste crime específico, porque eles cumprem ordem os que responsabilizam são os mesmos que cometem, não será a confirmação a interpretação popular do slogan “a FRELIMO é que fez e a FRELIMO é que faz”. Vamos chorando e pedirmos Deus fazer a divida justiça que o povo moçambicano necessita. Por favor, vocês são pessoas humanas dotadas de consciência e razão, e ainda mais, quando chega sexta feira vão a mesquita e aos domingo as igrejas para rezarem,….. deixem de serem fanáticos políticos, parem e ponham a mão na consciência e resolvam o problema do povo. O vosso discurso de que são pela paz, já não serve para nada porque na práctica, sois mais cruéis que esses homens da Remano que perseguem. Por favor, usem a vossa inteligência e o bom senso para o bem de todos nós.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

FIR executa supostos homens armados da Renamo em Murrupula   
Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Redação Nampula
 
Três individuos, supostamente homens armados da Renamo, foram vítimas de uma execução sumária, na madrugada desta quinta-feira (05), perpetrada pelos agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR), nas matas do povoado de Nthipuehi, loacalidade de Gazuzo, distrito de Murrupula, a 70 quilómetros da cidade Nampula.
Domingos Talapua, um dos sobreviventes da operação macabra, conta que foram recolhidos para as celas do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, na manhã de terça-feira, após terem sido surpeendidos por um grupo de membros do policiamento comunitário, em Mogovolas, a praticar caça furtiva.
Os cinco indivíduos eram chefes de família e residiam na vila sede do distrito de Mogovolas, na região sul da província de Nampula.
O sobrevivente conta que, depois de vários interrogatórios, foram de imediato encaminhados para o posto policial de Iuluti, onde permaneceram encarcerados durante a noite de terça-feira. No dia seguinte, foram transferidos para as celas do Comando da PRM na cidade de Nampula.
Talapua explica ainda que na madrugada desta quinta-feira (5), foram levados ao povoado de Nthipuehi em Murrupula, onde quatro deles foram vedados os olhos e baleados a queima roupa, tendo resultado na morte de três indivíduos.
Domingos Talapua escapou porque os agentes da FIR acreditaram que todos tinham perdido a vida. “Fui atingido no pé, na coxa e na parte das costelas. Eles não se deram conta de que eu ainda estava vivo, daí deitaram-nos água, recolheram as cápsulas e foram-se embora com um dos nossos colegas”, conta. Mais tarde, a vítima arrastou-se até à estrada principal, onde sem sucesso pediu socorro à população que se recusou a ajudá-lo por temer represálias.
Talapua diz que, desde o dia em que foram recolhidos para as celas, em nenhum momento foram explicados as reais causas da detenção, que culminou com execução sumária.
@Verdade contactou as autoridades comunitárias do povoado de Nthipuehi para ouvir a sua versão dos últimos acontecimentos que deixaram aquela circunscrição geográfica do distrito de Murrupula apreensiva. Sirilo Nihawa, líder comunitário daquele povoado, fez saber que "a população foi surpreendida com o barulho de tiros" e, por via disso, "uma parte optou por procurar refúgio para as matas" alegando tratar-se de um eventual ataque à região. Depois que o dia clareou, conta, os líderes do povoado dirigiram-se ao local dos tiros. Qual não foi o espanto quando se depararam com quatro corpos prostrados no solo. "Pensávamos que estavam todos mortos, mas quando nós aproximamos percebemos que pelo menos um tinha sobrevivido", referiu.
Acrescenta: “ criamos uma equipa que se deslocou a sede da localidade a fim de comunicar a ocorrência aos responsáveis da localidade e ao posto policial, eles reuniram-se a porta fechada. Volvidos duas horas, disseram que devíamos enterrar os mortos numa vala comum e dar água ao que sobreviveu para perder a vida".
Os líderes comunitários, contam, descordaram da decisão e optaram por comunicar aos familiares das vítimas. Refira-se que os contactos telefónicos foram fornecidos pelo sobrevivente. Na opinião da população local, os indivíduos alegadamente mortos por elementos da FIR não eram membros da Renamo. "Este é um pobre inocente", concluiu Nihawa.
Depois deste episódio que teve, acidentalmente, um sobrevivente o medo é a imagem de marca dos cidadãos daquele povoado paupérrimo encrustrado no coração de Murrupula. Timidamente, a população exige justiça e teme que qualquer um possa ser vítima do excesso de zelo dos agentes da polícia. "Qualquer um pode ser vítima", sintetizou um idoso inconformado.
O motorista de um camião carregado de estacas teve a benevolência de levar o homem ferido para uma unidade hospitalar. Essa é, diga-se, a crença dos locais. A equipa do @Verdade contactou o banco de socorros do Hospital Central de Nampula e ninguém confirma a entrada de um cidadão vítima das balas de uma arma de fogo.
Refira-se que este cenário testemunhado pelo @Verdade vem dar cobro à denúncia da Liga dos Direitos Humanos referente ao fuzilamento de cidadãos tidos como homens da Renamo.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mensagem do Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM)
Moçambicanas e Moçambicanos,
Representantes dos organismos de defesa dos direitos humanos e da democracia,
Parceiros de Cooperação,
Membros da imprensa nacional e internacional,
Militantes e simpatizantes do MDM,
Autoridades Civis,
Militares e todos os concidadãos do nosso país,
Minhas Senhoras e Meus Senhores.
Uma vez, um sábio homem afirmou que “Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova.” Nos últimos tempos, estamos a ver uma nova história nascer em Moçambique. Dia-a-dia, passo-a-passo, nosso povo tem mostrado que uma nova era de governação está em curso.
E, para se mudar a história, é preciso ter coragem: coragem de enfrentar os desafios de um processo eleitoral difícil e desigual, com perseverança e utilizando as armas pacíficas que a nossa Constituição nos garante.
Essa sempre foi a bandeira do MDM. E, se alguém ainda dúvida de que o povo está a despertar, encontrou a resposta no dia 20 de Novembro e nos dias que se seguiram, no dia 1 de Dezembro em Nampula: mesmo tolhidos em seus direitos pela fraude e pela violência, que feriu e ceifou vidas, Moçambique quer mudança e o MDM é a voz dessa mudança, do Rovuma ao Maputo.
Foram os jovens e os velhos, as mulheres e os homens de todas as religiões e de todas as partes do país que mostraram a sua força. E com essa grande responsabilidade depositada em nossas mãos, não vamos nos ausentar da importante tarefa de lutar pela verdade e pela justiça. Usaremos as armas do bom senso, os mecanismos legais e a denúncia, para fazer prevalecer a verdadeira vontade do povo, onde ela estiver. Ler mais