"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



sábado, 9 de novembro de 2013



Opinião de Machado da Graça
"...Os jornalistas são, como é sabido, gente horrível. Eu próprio todos os dias me assusto, terrivelmente, ao olhar para o espelho da casa de banho e ver lá a cara de um jornalista.
Mas, se alguém ainda tinha dúvidas sobre este fac­to, as clarividentes palavras do nosso Chefe de Estado, no Chimoio, fizeram, de certeza, desaparecer essas dúvidas.
Ficou agora claro quem é que levou o país ao estado em que está: foram os jornalistas.
Não tenho dúvidas de que foram jornalistas quem andou por aí, nos mercados de armamento, a comprar toneladas de canhões, metralhadoras, tanques e veí­culos blindados, para iniciar uma guerra que, todos os dias, afirmam não querer.
Foram também jornalistas, decerto, quem deu or­dens para o ataque, com armas pesadas, a Santundjira, em que foi morto um deputado da Renamo.
O ataque a Marínguè foi, indubitavelmente, tramado em alguma redacção. O mesmo se passando, é claro, em relação à planificação dos sangrentos ataques nas estradas, seja quem for que, depois, os executou.
Terão, igualmente, sido jornalistas os que foram à Roménia comprar velhos aviões caça-bombardeiros Mig 21. Ou à França encomendar, às escondidas das estruturas competentes, três dezenas de embarcações de utilidade ainda pouco clara.
Gente horrível, como digo, esses jornalistas...
E não vamos esquecer que devem ter sido jornalistas todos os que andaram a saquear o Supremo Tribunal Administrativo ou se associaram aos madeireiros chine­ses para dar cabo das nossas riquezas naturais, entre madeiras preciosas, marfim e cornos de rinoceronte.
Todos sabemos que os cidadãos de Tete, escorraça­dos para a localidade de Cateme, foram empurrados na ponta das esferográficas dos jornalistas. Os desmobili­zados de guerra têm sido, regularmente, agredidos, nas ruas, com jactos de tinta de impressão dos jornais.
Isto para não falar dos históricos libertadores da Pátria que, mais dia menos dia, vão ser obrigados a abandonar as suas bancas de venda de produtos recreativos, ali no Bairro Militar, para dar lugar a um Valentinustão. O lugar que lhes prometem, no Zimpeto, tem muito menor valor para os seus produtos...
Sobre os malefícios dos jornalistas para os médicos e profissionais de saúde nem é bom falar. E o mesmo se passa com os professores e mesmo os polícias.
Mas o que mais me choca é a aparente indiferença popular em relação a estes terríveis malefícios da classe dos jornalistas.

Há dias estive numa manifestação que percorreu as avenidas, ruas e praças de Maputo. Ouvi muitas pala­vras de ordem, grande parte contra o Governo e, até, algumas claramente contra o nosso Chefe de Estado. No entanto, ninguém naquela multidão de muitos milhares de pessoas se manifestou contra os jornalistas!
Porque será?!!!!!..."

 MACHADO DA GRAÇA

sexta-feira, 8 de novembro de 2013


POPULAÇÃO DE MALHAMPSENE PEDE A RETIRADA IMEDIATA DO QUARTEL MILITAR ALI INSTALADO.

 Em causa está o conflito de terra que o ministério da defesa acusa a população local de usurparem o espaço conflituoso. Naquele espaço está proibido de passar seja quem for e o seu motivo de travessia, caso passe por ali resulta em espancamento. Falando aos jornalistas do TIM que também não escaparam do espancamento militar, a porta-voz da população reconheceu o país não ter governo, por isso, pediu a quem é de direito a retirada do quartel naquele local.

A população de Malhampsene vem disputando este terreno desde 1998 que pertenceu ao chefe que deu nome a este bairro da Matola. A população tem vindo ter contactos com diversas autoridades a fim de derimir este cenario, mas nunca resultou em nada. O governo está mudo e surdo, por isso, nunca tiveram qualquer resposta.

Segundo ela, fizeram o primeiro documento em Setembro e enviar ao Conselho Provinvicial e ao Chefe do Posto em que roubaram o terreno do ministério da defesa e não tiveram resposta e asegunda carta foi datada no dia 29 de Outubro que foi enviada ao ministério da defesa, ao governo de Moçambique, ao Conselho da Matola, ao posto da Matola, a LDH a Governadora da provincia de Maputo e até hoje não tiveram resposta de nenhuma instituição acima referidas. Segundo a artigo 52 da lei de Urbamização em que ela se baseia, diz que aquele espaço roubado pelo ministério da defesa é para habitação, pequenas infraestruturas, comércio,…

Os argumentos apresentados pela população são todos ignorados e o espaço é usado militares pelos para os seus treinos. Quando a população começou a parcelar o espaço, o Mazivile e Sitoe, comandes militares, colocaram limites em como a população havia roubado o espaço. As suas casas foram destruidas e não sabem porque. No dia anterior o coronel disse a porta-voz que precisa de trinta minutos para treinar os seus militares naquele sitio. O que ela perguntou se era possivel no meio papulação ser campo de tiros e dai não respondeu.

A população havia deixado uma reserva para construção de uma escola um centro de formação, um hospital e outras infraestruturas para os jovens possam sair da miséria. Mas o governo não aceita isso e estão indignados o que é o governo quer? Os soldados andam a disparar, e isso não diz nada ao governo. Porque não levam os tais soldados para lá onde lutam para dispararem bem. Será que a populaão são os tais bandidos? Será que devem viverem assim a serem espancados? Onde vamos viver, onde vamos? A tal democracia defendia pelo governo é esta? Ou é um país capitalista selvagem? Que o governo responda estas inquietações……


Sexta, 08 Novembro 2013 00:00 Redacção

No município da Matola

As Forças Armadas espancaram ainda uma equipa de jornalistas da TIM. O jornalista Alexandre Rosa perdeu os sentidos e foi internado numa das clínicas da cidade. O seu colega continua preso no quartel

Residentes do bairro Mahlampsene foram espancados na manhã desta quinta-feira, por mais de 200 agentes das Forças Armadas, afectos a um quartel instalado naquela zona. Na ocasião, uma equipa da Televisão Independente de Moçambique (TIM) também não escapou às investidas dos militares. O jornalista Alexandre Rosa foi agredido até perder os sentidos e, até ao princípio da noite de ontem, o operador de imagem continuava retido no quartel.

Tudo aconteceu no quarteirão “2” daquele bairro, quando os populares tentavam se apoderar de um espaço de terra, supostamente de sua pertença. É que a população diz que o espaço em disputa é dos seus antepassados e os militares não têm o direito de os retirar. Segundo testemunhas, todos os cidadãos que tentassem passar próximo do referido espaço não escapavam à fúria dos soldados.

A equipa da Stv tentou entrar no quartel para obter mais informações, mas a população aconselhou a não seguir sob pena de sofrer uma agressão. “No quartel vocês não podem entrar, os soldados vão vos espancar”, gritaram alguns jovens.


Sexta, 08 Novembro 2013 00:00 André Manhice

Em causa está o pagamento de pensões e outras remuneracões

Centenas de antigos agentes dos Serviços de Informação e Segurança de Estado (SISE) amotinaram-se defronte da Presidência da República para exigir resposta dos seus problemas ao Chefe de Estado.

Os mesmos agentes defendiam, há tempos, o Estado, mas ontem os mesmos tentaram invadir a Presidência da República. Em causa, o não cumprimento de um decreto que aprova as suas pensões e outros benefícios sociais depois de retirados da “secreta”.

“Estamos a exigir os nossos direitos, que não estão a ser cumpridos. Foi aprovado um decreto sobre as pensões e outros benefícios, mas não estamos a ver o tal dinheiro. Fomos para vários sítios, falámos com vários dirigentes, mas não resolveram. por isso, decidimos falar com o presidente da República”, explicou Adolfo Beira, representante dos manifestantes
Autárquicas 2013: espancado membro do MDM em Quelimane
Um membro do MDM que responde pelo nome de Ossifo Álvaro, foi espancado com gravidade por um grupo de militantes da Frelimo, na tarde desta Quarta-Feira (07), tendo de seguida sido detido na 2ª esquadra da PRM da cidade de Quelimane.
Em sinal de solidariedade, os membros do MDM amotinaram-se na esquadra exigindo a soltura do seu colega, isto ocorreu em plena campanha eleitoral quando a vítima circula duma motorizada onde empunhava uma bandeira do partido do Galo.
Para além do espancamento, o mesmo lhe retirado a motorizada com que se fazia transportar e a bandeira foi vandalizada.
Devido a onda de protestos junto da 2ª esquadra, foi mobilizado um contingente policial, devidamente armados, que tentaram escorraçar a população com recurso ao uso de gaz lacrimogéneo.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013



  
Quinta, 07 Novembro 2013 14:15
SocButtons v1.4Um grupo numeroso que integra os cerca de dois mil ex-agentes do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), que desde a sua desvinculação está entregue à sua sorte, aglomerou-se nesta quinta-feira (07) em frente da Presidência da República para exigir a observância de uma série de benefícios a que tem direito. Para o efeito, o grupo pretendia falar directamente com o Chefe do Estado, Armando Guebuza, porém, foram barrados por homens da Casa Militar, os quais solicitaram a ajuda da Polícia da Protecção.
Durante muito tempo, os ex-agentes do SISE, entre homens e mulheres, exigiam o cumprimento dos seus direitos previstos no Decreto 80/2009 de 17 de Novembro em silêncio. Entretanto, a partir da altura em que se aperceberam de que as suas inquietações eram tratadas de forma leviana e dadas soluções paliativas, sair à rua recorrendo aos mesmos métodos usado pelos desmobilizados de guerra, que há décadas reivindicam pensões dignas mas não têm tido sucesso. Refira-se igualmente que os compatriotas que trabalharam na ex-República Democrática Alemã, vulgo madjermanes, até hoje lutam para que o Governo atenda às suas reivindicações.
Para além de uma pensão que varia de 11 a 16 mil meticais para cada pessoa, em função da sua categoria, os ex-agentes do SISE pretende que o Executivo de Guebuza cumpra escrupulosamente o que está previsto no Decreto 80/2009 de 17 de Novembro, que regula os direitos e deveres dos oficiais, especialistas, superiores e subalternos do SISE em situação de reserva e reforma.
O porta-voz do grupo, Adolfo Beira, disse que, actualmente, os ex-agentes do SISE desvinculados recebem uma pensão mensal igual ou inferior a mil meticais, o que é contra o estabelecido no documento a que nos referimos anteriormente. Os ministérios dos Combatentes e das Finanças não querem cumprir o que a lei determina a favor do grupo que durante longos anos garantiu a segurança dos governantes deste país e da própria nação.
O decreto em alusão determina, por exemplo, que oficiais na reserva e reforma devem gozar dos seguintes direitos e regalias: ser tratado pela categoria profissional e ter acesso aos serviços sociais reconhecidos aos oficiais no activo. Eles têm ainda o direito à assistência médica e medicamentosa atribuída aos funcionários do Estado.
E mais, na passagem à reserva ou reforma, os oficiais têm direito a um subsídio de reintegração nos seguintes termos: cinquenta por cento do salário base equivalente em trinta e seis meses para oficiais especialistas, cinquenta por cento do salário base equivalente em dezoito meses para oficiais superiores, cinquenta por cento do salário base equivalente em doze meses para oficiais subalternos. Os direitos em alusão só são perdidos quando os ex-agentes forem condenados a pena de prisão maior ou por procedimento disciplinar.

Transportadores interprovinciais ameaçam cortar circulação pelo país

Quinta, 07 Novembro 2013 00:00 Redacção

Tensão político-militar

A crise político-militar que se vive na região centro do país pode obrigar os transportadores interprovinciais, que fazem a ligação sul e norte, a paralisarem a actividade. Em causa estão os sistemáticos ataques que as suas viaturas sofrem no meio de viagem, somando prejuízos enormes, desde vítimas humanas até danos materiais.

Ontem, a Federação Moçambicana dos Transportes Rodoviários, Fematro, esteve reunida em Maputo com os seus associados para, dentre outros assuntos, analisar a hipótese de paralisação da actividade que está a ser suscitada por alguns transportadores membros da agremiação.

Ainda não se trata de um dado adquirido, mas, a qualquer momento, a medida pode ser tomada a avaliar pela evolução da situação na região centro.

O presidente da Associação Moçambicana dos Transportadores Interprovinciais e Internacionais, Amotrans, Vasco Flor Matavele, diz que os seus colegas estão indignados e avançam com a ideia da paralisação da actividade.

“Todos os dias, a coluna sofre.  Por isso, os transportadores estão com um plano de interromper a actividade tendo em conta que, diariamente, surge um ou mais ataques. São vidas humanas que estão a ser ceifadas, para além de outros danos materiais. Portanto, há uma necessidade de se tomar em conta este problema e restaurar-se o clima de paz”, explica o transportador que, depois, avança como solução dois pontos: primeiro, reforçar-se a escolta que acompanha os carros na travessia da ponte sobre o rio Save; e, segundo, a solução imediata da crise político-militar. “É que a coluna é muito fraca e não está a ajudar em nada a travessia dos transportadores naquele troço”, desabafa.