"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Dhlakama pode ser capturado a qualquer altura


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Afonso Chicuare Chicuare com Eduardo Domingos e 9 outras pessoas.
24 min ·



A PAZ AMEAÇADA... A PAZ AMEAÇADA!

ATENÇÃO COMANDOS DA RENAMO!

Acabam de partir da cidade da Beira dois camiões atrelados ou engatados com Canhões.


Os camiões repletos de militares rumam para gorongosa.
Disse uma fonte militar.

Os mesmos estavam estacionados ate na manhã de hoje, e foram municiados no quintal do bombeiros municipal da cidade da Beira, município que esta sob gerencia de Devis simango.

Os sinais indicam que a paz tanto almejada pelos Moçambicanos está ainda longe de pousar no solo patrio.

Acautelem se povo.
Através de Be Focus


NB. O MTQ sabe que a movimentaçao de Dhlakama esta sendo monitorada por forças especiais cuja nacionalidade ainda nao apuramos.
Comentários
O bandido armado-mor se empresta as manobras do irmao dele Nyusi. Ele confia no Nyusi, nomea e desnomea negociadores. Enquanto o bobo Dhlakama é inocente e ingénuo, o bobo barrigudo Nyusi é frio, calculativo, cruel e diabolico. Conseguiu fazer o Afonso Bandido Dhlakama cair na armadilha de negociaçoes telefonicas. Até entao o bandido Dhlakama ainda nao imaginou que quando o Nyusi lhe telefona, nao esta sozinho. Fica roadedo for peritos que podem calcular a sua posiçao e localisaçao visto que os telefones sao transmitidos por satelites. Com a ajuda dos americanos e dos Israelitas, o MPLA conseguiu saber a localisaçao exacta do Jonas Savimbi da Unita e assim foram elimina-los. Foi tambem atraves de chamadas telefonicas entre terroristas que os americanos captaram que lhes permitiram conhecer a localisaçao exacta do terrorista Osama ben Laden antes de elimina-lo.
A localisaçao exacta do Afonso Bandido Dhlakama é muito bem conhecida do Nyusi e da soldadesca da Frelimo. Talvez, se pode ainda fazê-lo, o bandido armado-mor deve sair de Gorongosa para o Quartel General em Morrumbala como os veteranos da luta da Renamo tinham decidido e o bandido Dhlakama tinham concordado com eles antes dele sabotar o plano dos veteranos.
Nao é verdade que Dhlakama nao quer ir viver numa cidade, como Unay Cambuma diz. Ele proprio ja disse que quer ir viver em Maputo onde vivera como um homem livre. O proprio bandido armad-mor disse que esta velho e que esta cansado viver no mato como um porco do mato e tambem disse que podia viver no mato. Nunca se sabe qual é a verdade com ele.

Renamo quer descentralização e questões militares aprovados neste trimestre


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Arranque da V Sessão Ordinária da AR
No seu discurso que marcou o arranque, esta segunda-feira, da V Sessão Ordinária da VIII Legis­latura da Assembleia da República (AR), Ivone Soares, chefe da bancada parlamentar da Renamo, disse que o pacote legislativo sobre a descentra­lização e as questões militares devem ser aprovados antes do término da sessão que ontem arrancou.
Para Soares, dada a importância que os dois instrumentos representam para o presente e futuro do país deviam ser tratados com “muita seriedade e urgência”, ressalvando que a sua aprovação devia efectivar-se ainda no primeiro trimestre do ano em curso.
Ao que se sabe, a V Sessão Ordinária tem como previsão de enceramento, o dia 5 de Maio do presente ano.
“Gostaríamos que, com muita seriedade e rapidez, esta casa do povo, ainda neste primeiro trimestre, aprovasse o pacote legislativo sobre descentralização e sobre as questões de defesa e segurança. A Paz dos moçambi­canos não pode esperar mais”, sublinhou Ivone Soares.
Adiante, destacou a chefe da ban­cada do maior partido da oposição em Moçambique, numa clara demonstração de que ainda reina um clima de descon­fiança entre as partes, que espera que o Governo de Filipe Nyusi esteja de facto interessado a colocar um ponto final a estas questões. Aliás, Soares fez questão de deixar claro que o seu partido estava genuinamente comprometido com o restabelecimento da paz efectiva no país.
Repisou igualmente, que o seu partido quer chegar ao próximo pleito eleitoral, neste caso as Eleições Au­tárquicas de 2018, enquanto o pacote legislativo sobre a descentralização e que tem como um dos pontos mais altos a eleição dos governadores provinciais, já foi transformado em Lei pela magna casa.
“Nós, Renamo, estamos compro­metidos com a paz e esperamos que desta vez o Governo esteja a ser genuíno e sincero nas negociações. Queremos participar das eleições de 2018 já com o pacote atinente à descentralização aprovado por esta magna casa.” anotou
Ainda na sua intervenção, Soares apresentou alguns pontos que cor­porizam o pacote legislativo sobre a decentralização e as questões militares. Apesar de boa parte ser já de domínio público, a timoneira da Renamo na AR disse que a descentralização vem para acelerar o desenvolvimento das províncias, destacando desta feita que, na componente da fiscalidade, as províncias com maior base tribu­tária enviarão contribuições a serem geridas a nível central, que através do Orçamento do Estado irá ajudar a alavancar economicamente as outras províncias.
Acrescentou que no âmbito da descentralização, há serviços que serão dirigidos a nível central para garantir a unicidade do Estado e que o facto de cada círculo eleitoral, cada provín­cia eleger directamente o seu dirigente máximo (governador), jamais atentaria contra a mesma.
No que se refere as questões mili­tares, Soares reafirmou a posição do seu partido de querer ver os seus homens integrados nas Forças de Defesa e Se­gurança (FDS), isto no cumprimento do Acordo Geral de Paz e da Cessão das Hostilidades Militares.
Explicou que com o enquadramento dos comandos da Renamo nos lugares de chefia “passaríamos a ter um único exérci­to em Moçambique”, e, seria apartidário, técnico e profissional e serviria nesta lógica, somente aos interesses do país, cumprindo com o estipulado na Cons­tituição da República de Moçambique. Anotou ainda que as novas FDS estariam em guerra em caso de Moçambique ser invadido por forças externas.
Posicionamento do MDM
Por seu turno, o chefe da Bancada Parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Siman­go, disse no seu discurso de abertura que o seu grupo olhava com preocupação e apreensão o facto de até então não terem sido depositados na Assembleia da Re­pública os sete (7) princípios produzidos na mesa do diálogo.
Acrescentou Simango que a de­mora vai criar transtornos e fragilizar a capacidade de debate do mais alto órgão legislativo do país.
“Estamos preocupados e apreensi­vos pelo não depósito dos sete (7) princí­pios produzidos na mesa do diálogo. Esta demora vai criar transtornos e fragilizar a capacidade de debate da Assembleia da Republica”, lamentou Simango.
Entretanto, importa mencionar que até ao momento pouco se sabe sobre a segunda fase do processo negocial que envolve o Governo e a Renamo, senão a criação de dois grupos que em separado vão tratar da questão da decentralização e das questões militares. A estes grupos, segundo disse o Presidente da República no dia que comemorava mais um aniver­sário natalício, já haviam sido enviadas cartas para especialistas internacionais para auxiliar os dois grupos recentemente criados. (Ilódio Bata)
MEDIAFAX – 28.02.2017

Renamo quer legislação sobre descentralização antes das eleições autárquicas de 2018


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Ivone_Soares1A chefe da bancada parlamentar da Re­namo, Ivone Soares, disse ontem, na Assembleia da República, du­rante o discurso de abertura da V Sessão Ordinária da Assembleia da República, que o seu partido quer que o assunto da descen­tralização esteja concluído an­tes das eleições autárquicas de 2018. Este pode ser visto como o novo prazo para a Renamo go­vernar as seis províncias onde diz que ganhou nas eleições de Ou­tubro de 2014, depois de vários prazos anunciados por Afonso Dhlakama, e nunca cumpridos.
"Queremos participar nas elei­ções autárquicas de 20T8 já com o pacote legislativo atinente à descentralização aprovado por esta Casa do Povo", disse Ivone Soares, que apresentou a visão do seu partido sobre a descen­tralização   e as suas vantagens.
Segundo Ivone Soares, a des­centralização "irá permitir que as províncias sejam governadas directamente pelos governado­res que elas próprias vão eleger, o que significa aproximar a democracia dos eleitores”.
Ivone Soares diz que a descen­tralização vai ajudar para que haja desenvolvimento das províncias e para que haja competição gover­nativa entre elas, e afirma que no âmbito da descentralização, hã serviços que serão dirigidos a ní­vel central para garantir a unici­dade do Estado. Ivone Soares diz.ainda que, a nível da Policia da Re­pública de Moçambique, haverá uma Polícia Provincial, com a res­ponsabilidade de manter a segurança da população na província. "Não deve haver medo da descentralização".
 Ivone Soares diz que não se pode ter medo da descentralização, pois ela trará "ganhos concretos". Para ilustrar isso, cita o caso da fiscalida­de, em que as províncias com maior base tributária enviarão contribuições para serem geridas a nível central, o que através do Orçamento Geral do Estado, irá ajudar a desenvolver eco­nomicamente as outras províncias. Sobre os discursos de que com a descentralização, a Renamo preten­dia dividir o país, Ivone Soares decla­ra: *A unicidade do Estado moçambi­cano não será posta em causa por um processo de descentralização e:efectiva, em que cada círculo eleitoral, cada província, elege directamente o seu dirigente máximo, o seu gover­nador provincial. (André Mulungo)
CANALMOZ – 28.02.2017

Deputados “amordaçados” pela trégua (efémera) e evitam insultos de costume no Parlamento

Escrito por Emildo Sambo  em 28 Fevereiro 2017
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Foto do ParlamentoA trégua de dois meses, cujo fim é já no próximo domingo (05), impediu as chefias das bancadas parlamentares da Frelimo, da Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) de proferirem os habituais vitupérios e afrontas partidárias no arranque, esta segunda-feira (27), da V Sessão Ordinária da Assembleia da República (AR). Os apelos à paz, que em ocasiões anteriores eram feitos em ambiente de ódio, intolerância e, por vezes, incitação à violência, foram amistosos.
Verónica Macamo, presidente da Assembleia da República (AR), disse que os moçambicanos devem deixar de permanecer anos a fio presos aos problemas da paz. Esta deve ser “segura e previsível na sociedade, o diálogo algo natural”.
Na sua óptica, a ausência da guerra e dissensões pode conduzir o país ao acrescimento sustentável e desenvolvimento cada vez menos assimétrico (...).
Margarida Talapa, chefe da bancada parlamentar do partido no poder, iniciou o seu discurso de 10 páginas com uma forte ovação dos seus sequazes e membros do Governo. Estes últimos, não só aplaudiram, como também levantaram-se, todos, para contemplar a ida ao pódio da chefe do seu partido na chamada “Casa do Povo”.
E, sem surpresas, Talapa retribuiu o gesto, declarando que gostaria que o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário registasse que a Frelimo na AR se orgulha de ter um Governo que supostamente “demonstra capacidade, eficiência e eficácia na busca de soluções para a superação da delicada situação económica e no relançamento das bases de desenvolvimento nacional (...)”.
De acordo com a deputada, os moçambicanos confiam na AR para que, no decurso da V Sessão Ordinária, o país deixe de viver uma paz podre. “Para este ensejo, os nossos debates devem visar apenas (...) o calar definitivo das armas”.
“A Frelimo defende que a paz é a prioridade número um do momento. Só um diálogo permanente, aberto, franco e despido de preconceitos contribuirá para cimentar para cimentar e consolidar a unidade na diversidade que nos características e enriquece como povo”, declarou a parlamentar.
Por sua vez, Ivone Soares, chefe da bancada parlamentar da Renamo, considerou que o sofrimento a que o povo está sujeito é agravado pela hostilidades militares que o país vive desde as eleições gerais e das assembleias provinciais de 2014.
“Uma nação que almeja desenvolver não pode ter dirigentes que só aceitam a democracia no papel, mas os actos são anti-democráticos. A democracia não pode ser apenas uma teoria enunciada nos discursos políticos e de ocasião”.
Neste contexto, a formação política que para a Frelimo é um eterno rival, Moçambique pode alcançar uma paz profunda e inalterável se promover um Estado de Direito democrático que funcione com base nas leis e instituições fortes e apartidárias.
Aliás, Verónica Macamo defendeu também que o país deve criar instituições cada vez mais fortes, credíveis e dinâmicas ao serviço do cidadão. A semelhança da sua adversária política Margarida Talapa, a deputada da “Perdiz” reafirmou que “a paz não significa apenas o calar das armas, mas sim, que o moçambicanos se sintam donos do seu país”.
Para tal, é imperioso que as instituições públicas estejam isentas das amarras político-partidárias, sob pena de colocar a democracia em risco.
Sobre o mesmo assunto, o MDM considerou que persistem desafios para o resgate à paz e criação de um diálogo inclusivo. Este último aspecto, disse Lutero Simango, chefe desta bancada parlamentar, é crucial para um sossego perdurável e pluralismo político.
“Não podemos continuar a bipolarizar o debate político sobre os assuntos de interesse nacional, porque estaríamos a hipotecar o futuro da nação e alimentar a apetência crescente para a arrogância e ditadura. Todos (...) têm uma palavra a dizer neste processo de reencontro da família moçambicana”, comentou o Simango.
Os trabalhos do Parlamento prolongar-se-ão até 11 de Maio próximo.

Parlamento “esconde” Lei que pune traficantes e compradores da caça furtiva em Moçambique

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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 28 Fevereiro 2017
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Fotos da ANACA luta contra a caça ilegal em Moçambique está a registar progressos, centenas de caçadores ilegais têm sido detidos porém não existe um único traficante ou comprador detido porque a Lei de Protecção, Conservação e Uso Sustentável da Diversidade Biológica só prevê penas de prisão maior para aquele que abater sem licença. À pedido das autoridades do Ambiente e da Procuradoria-Geral da República a Lei 16/2014 foi revista pela Assembleia da República, em Novembro passado, passando a punir com cadeia todos envolvidos directa ou indirecta na devastação de qualquer das espécies protegidas da Fauna e Flora. Porém até hoje a Lei Revista e aprovada por aclamação não foi enviada para a promulgação do Presidente Filipe Jacinto Nyusi, permitindo que os traficantes, mandantes e compradores continuem impunes. O ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural pensa que o dispositivo já foi promulgado.
Poucos leitores não se recordarão da maior apreensão de troféus da caça furtiva em Moçambique, em Maio de 2015 um cidadão chinês foi encontrando com 340 pontas de marfim e 65 cornos de rinoceronte numa residência luxuosa na cidade da Matola. Também se lembrarão que os cornos de rinocerontes foram roubados do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique(PRM), por agentes de diferentes unidades policiais. Os troféus que sobraram foram incinerados publicamente num evento de muito mediatismo nacional e internacional.
Entretanto o cidadão chinês detido com os troféus, identificado pelo nome de Ching Dai, desapareceu. “Andei a perseguir quando é o julgamento, tinha sido marcado para 5 de Novembro e nada, desapareceu o réu e o Tribunal já não responde” revelou ao @Verdade o chefe do Departamento de Fiscalização da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Carlos Lopes Pereira.
Em conexão com o roubo no comando foram detidos um inspector da PRM que também era chefe da brigada da Polícia de Investigação Criminal, um inspector principal da PRM; um subinspector da PRM, um sargento da PRM, um funcionário da Direcção Provincial de Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural na Província de Maputo, e ainda dois civis. Não há informação sobre qualquer um deles ter sido julgado e responsabilizado pelos crimes.
“Temos uma Lei que privilegiava o traficante, condenava a 12 anos o furtivo, mas o traficante podia sair pagando uma fiança” explicou ao @Verdade Carlos Lopes Pereira.
O chefe do Departamento de Fiscalização da ANAC aclarou que além da Lei 16/2016 só punir os caçadores com prisão maior o Tribunal Supremo determinou, através de um Acórdão existente há alguns anos, que todos os crime são caucionáveis. “O caçador furtivo é apanhado com arma, com o troféu mas como o juiz lá no mato cauciona e ele sai e desaparece. (Os juízes) aplicam este princípio até aos vietnamitas que são estrangeiros”.
Justiça permissiva a manobras nos distritos que deixam caçadores ilegais e traficantes impunes
Mesmo quando são detectados pelas autoridades nas cidades, “os estrangeiros conseguem fugir do aeroporto internacional de Mavalane, ou são detidos e presos mas vai ao juiz de instrução que dá caução, ele paga e sai, entram num carro e vai-se embora”, acrescentou o nosso entrevistado que não tem dúvidas “esse uso e abuso resulta naquilo que nós estamos a ver de não termos praticamente indivíduos detidos inclusive estrangeiros”.
ArquivoO responsável pela Fiscalização da Administração Nacional das Áreas de Conservação disse também que mesmo quando as cauções são de vários milhões de meticais isso não é um problema para os traficantes e compradores, o quilo de um corno de rinoceronte custa entre 60 a 100 mil dólares norte-americanos no mercado final que é a China.
Lopes Pereira afirmou ao @Verdade que a ANAC tem estado a trabalhar em parceria com a Procuradoria-Geral da República, cuja sensibilidade para estes crimes evoluiu consideravelmente. “Numa Área de Conservação nós detemos os indivíduos que estão a violar a Lei, processamos esses indivíduos e entregamos a Procuradoria. Havia um hábito mau de entregarmos a polícia local, é evidente que em muitas destas ocasiões algumas vezes a detenção é feita com a polícia mas aquilo que se chama auto de notícia é da responsabilidade do Administrador da Área de Conservação”, declarou.
“A ANAC faz a triangulação entre a Procuradoria e a Polícia de tal forma que o indivíduo é detido preventivamente até o procurador dizer que há matéria” todavia, de acordo com Carlos Lopes Pereira, “a estrutura da nossa Justiça está de montada para que qualquer coisa que seja feita lá no distrito começa por lá e isso permite imediatamente ali manobras incríveis, nem que seja a destruição de provas. O furtivo sai pagando uma caução e desaparece, as vezes nem vai para muito longe, por exemplo é o João Valoi quando o oficial vai a aldeia buscar o Valoi existem lá vários, ele não tirou fotografia, não tirou impressões digitais, essa capacidade não existe no distrito”.
Carlos Lopes Pereira declarou ao @Verdade que durante o ano passado foram detidos 363 caçadores furtivos na área do Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo(constituído pelo Parque Nacional do Limpopo em Moçambique, Parque Nacional do Kruger na África do Sul e o Parque Nacional do Gonarezhou no Zimbabwe), contudo na parte moçambicana apenas foram presos 82 furtivos, que poderão até já não estar detidos. Paralelamente, no lado sul-africano, estão detidos 281 caçadores ilegais, dos quais 102 são moçambicanos.
Um relatório da Agência de Investigação Ambiental(EIA, acrónimo em inglês) indica que entre 2012 e 2014 foram detidos 539 caçadores ilegais em Moçambique, 17 pagaram multas, nenhum foi condenado a prisão.
Diante deste cenário a Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, reconheceu no seu informe ao Parlamento, no ano passado, que a denominada “Lei da Conservação” estava longe de fazer face à destruição em grande escala das áreas de conservação e de animais protegidos e defendeu a sua urgente revisão pois a Lei é “frágil, fundamentalmente, na punição menos severa de quem detém, armazena, transporta ou comercializa espécies protegidas”.
Ministro Celso Correia desconhece que a Lei Revista ainda não foi promulgada
O chefe do Departamento de Fiscalização da ANAC recordou que entretanto a Lei 16/2014 foi melhorada e a sua Revisão aprovada pela Assembleia da República em Novembro de 2016, só que até hoje não está em vigor pois não foi promulgada.
A Lei Revista penaliza com pena de prisão maior de 12 a 16 anos e multa correspondente aquele que abater, chefiar, dirigir, promover, instigar, criar ou financiar, aderir, apoiar, colaborar, de forma directa ou indirecta, grupo, organização ou associação de duas ou mais pessoas que, actuando de forma concertada, pratique conjunta ou separadamente o crime de abate ou destruição das espécies protegidas ou proibidas da Fauna e Flora, incluindo as espécies constantes na Lista dos Anexos I e II da CITES ou a exploração ilegal de recursos minerais na Áreas de Conservação e zona de tampão.
Além destes a Lei Revista ainda prevê igual pena de prisão para quem vender, distribuir, comprar, ceder, receber, transportar, importar, exportar, fizer transitar ou mesmo detiver os animais protegidos.
Foto de Adérito CaldeiraO @Verdade questionou ao ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, porque motivo a Lei 16/2014 Revista ainda não tinha entrado em vigor, afinal outras que foram aprovadas pela Assembleia da República na mesma altura e mesmo posteriormente já passaram pelo crivo do Chefe de Estado e foram promulgadas.
“A informação que tenho é que já foi promulgada”, declarou o ministro moçambicano em conferência de imprensa após a VI Reunião que dos titulares do pelouro do Ambiente dos Países integrantes do Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo.
Diante da inexistência de uma informação pública da promulgação o @Verdade contactou a Presidência da República que revelou, “Nós ainda não recebemos a Lei do Parlamento”, disse Arsénio Henriques, o Adido de imprensa do Chefe de Estado.

Nyusi exige maturidade nos debates sobre a paz


Presidente da República diz que agenda principal para os moçambicanos é a estabilidade do país
“A agenda principal para os moçambicanos é a estabilidade do país”. Foi com estas palavras que Filipe Nyusi defendeu, ontem, que o tema da paz deve ser tratado com muita atenção e maturidade pelos deputados da Assembleia da República.
Numa altura em que o país vive uma instabilidade política, decorrente de divergências entre a Renamo e o Governo sobre a governação das províncias e sobre matérias militares, nomeadamente a integração de homens armados da Renamo nas Forças de Defesa e Segurança (FDS) e o desarmamento dos homens fiéis a Afonso Dhlakama, o Chefe de Estado - que dirigiu esta segunda-feira uma reunião da bancada parlamentar da Frelimo, na qualidade de presidente do partido - diz que as desavenças entre políticos não surgem somente pelas diferenças partidárias, mas também pelas desigualdades de oportunidades, daí que a bancada maioritária deve preparar-se para debater o tema da paz de forma idónea. “Nós, ao discutirmos esses aspectos, estaremos a dar a nossa contribuição para a pacificação e estabilização do nosso país. O povo já acredita em actos concretos (para o desenvolvimento do país) e isso é graças ao trabalho que vocês desenvolvem com muito mérito. Reconhecemos, com orgulho, o trabalho árduo desenvolvido pelos mandatários do povo”, disse Filipe Nyusi.
A chefe da bancada da Frelimo, por sua vez, prometeu maior responsabilidade da sua bancada no desempenho das actividades parlamentares. “A bancada da Frelimo continuará a garantir a sua nobre missão com responsabilidade. Gostaríamos de saudar a missão realizada pela nossa presidente da Assembleia da República, porque sem ela e sem articulação entre a bancada (da Frelimo) e a direcção da Assembleia não teríamos o sucesso que conseguimos ter”, disse Margarida Talapa.
Na ocasião, os deputados da Assembleia da República pela bancada da Frelimo felicitaram o líder do partido pelo seu aniversário natalício, assinalado a 9 de Fevereiro corrente, oferecendo-lhe vários presentes.
A reunião da bancada da Frelimo acontece anualmente à data da abertura das sessões parlamentares e visa definir as linhas de actuação da bancada maioritária na Assembleia da República. No encontro de ontem, participaram, também, membros da Comissão Política da Frelimo.

SASOL ANUNCIA DESCOBERTA DE PETRÓLEO EM INHAMBANE


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A Sasol, multinacional sul-africana, descobriu petróleo em dois furos efectuados ao largo da costa moçambicana, na província meridional de Inhambane, e pretende iniciar a exploração dentro dos próximos dois a três anos, anunciou hoje, um dos seus directores executivos.
A produção de petróleo vai aumentar o perfil de hidrocarbonetos de Moçambique, onde nos últimos anos também foram descobertos enormes depósitos de gás natural e de carvão mineral.
Esses serão os primeiros poços de petróleo em Moçambique que vão para pleno desenvolvimento, provavelmente em dois, no máximo três anos, disse Stephen Cornell em declarações a agência noticiosa Reuters, logo após aquela companhia petroquímica ter anunciado os resultados provisórios.
A Sasol já havia anunciado anteriormente a abertura de quatro dos 12 furos planificados e que acabaram produzindo resultados surpreendentes.
Fizemos quatro furos, dois deles de gás e dois de petróleo e todos produziram resultados positivos. Em uma das áreas onde esperávamos principalmente gás, encontramos gás e petróleo, disse Cornell.
A empresa já enviou uma notificação de descoberta ao governo moçambicano.
Cornell disse à Reuters que a Sasol já havia descoberto anteriormente a existência de petróleo em Moçambique, como “parte de uma avaliação do campo e isso ajudou-nos a saber onde perfurar.

Moçambique possui mais de 85 triliões de pés cúbicos de reservas de gás natural  em quantidade suficiente para abastecer a Alemanha, Grã-Bretanha, França e Itália durante quase duas décadas.
Até o momento, a Sasol tem estado a explorar os campos de gás natural de Pande e Temane, onde nos últimos tempos também iniciou a produção de condensado.
A Sasol está a reduzir a despesa de capital planificada para o corrente ano face ao fortalecimento do rand e queda de demonstrações financeiras intercalares.
A previsão de despesa de capital para o corrente ano acabou sendo reduzida para 66 bilhões de rand contra os 75 bilhões de randes iniciais em grande parte devido ao impacto de uma taxa de câmbio mais forte comparativamente ao dólar norte-americano.
REUTERS/SG/DT
AIM – 27.02.2017