"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Em Moma o povo é maltratado PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
 

  
  
Quinta, 17 Outubro 2013 17:10
A multinacional Kenmare, que explora as areias pesadas de Moma, no posto administrativo de Topuito, no distrito de Moma, é acusada de destratar a população daquela região da província de Nampula e violar os seus direitos. A firma está para implementar um projecto fora dos limites cedidos pelas famílias e estas exigem novas indemnizações, o que não é aceite pela companhia. O executivo local, em vez de intermediar o impasse entre as partes, ameaça os líderes que defendem os interesses das suas comunidades.
Em 2006, a Kenmare interessou-se pelo espaço que hoje está na origem da contenda nos bairros de Topuito e Namalope, naquele posto administrativo. As pessoas que se encontravam nos lugares onde devia ser implementado o plano de exploração das areias pesadas foram ressarcidas. Além de outras actividades, naquelas terras praticava-se agricultura, da qual inúmeras pessoas dependiam para sobreviver.
Entretanto, o processo de compensações só ficou concluído em 2008, mas a empresa não explorou imediatamente as áreas que acabava de adquirir junto dos nativos. Volvidos cinco anos, ela pretende ocupar as suas terras, todavia, neste momento, as obras em curso abrangem zonas não previstas para o efeito quando houve atribuição das compensações. Ou seja, vão para além dos limites acordados. Algumas machambas estão a ser destruídas sem que haja compensação.
Por isso, a população exige que o processo seja revisto e haja novas compensações, porém, a Kenmare não aceita, facto que gera pandemónio, pois certas famílias queixam-se de terem sido ludibriadas pela companhia. O executivo local quando age sai em defesa da firma e ameaça os líderes comunitários.
Na altura em que a população se exasperou, uniu-se, recorreu à força para tentar coibir que tal acontecesse e dirigiu-se às instalações da Kenmare para exigir explicações e novos ressarcimentos, principalmente porque algumas machambas e casas estavam a ser destruídas durante a ocupação ilícita das suas terras. Foi necessária a intervenção da Polícia e do governo distrital para amainar os ânimos, pese embora tenha havido intimidações.
Na semana passada, o @Verdade esteve no terreno para junto de algumas famílias aferir os marcos que foram extrapolados mas não foi possível aceder ao local por causa das obras em curso. Neste momento em que as máquinas já estão a “roncar” em Topuito, por exemplo, fica claro que dificilmente os lesados irão conseguir impedir a materialização do plano de extracção das areias pesadas nas suas áreas supostamente tomadas à força.
A chefe do Departamento de Relações Comunitárias da Kenmare, Regina Macuácua, não revela a dimensão de terra que a companhia ocupou nem quantas famílias foram compensadas, tão-pouco fala dos valores envolvidos, mas explica que os espaços em alusão em Topuito – hoje na origem do descontentamento – não foram imediatamente explorados pela empresa, apesar de que o processo para o efeito estava concluído porque havia outro plano em curso em Namalope.
Os agitadores da população
Na tentativa de resolver o problema que agasta as comunidades, os secretários dos bairros do posto administrativo de Topuito reuniram-se com os dirigentes da Kenmare e com os membros do governo distrital de Moma, porém, não houve entendimento entre as partes e os representantes da população foram acusados de estarem a promover agitação e serem militantes de um partido da oposição. “Os líderes comunitários têm estado a colaborar com os protagonistas das manifestações”, afirmou Regina Macuácua.
Em 2006, Fernando Silvano, secretário do bairro de Topuito, testemunhou a demarcação da área que a Kenmare devia ocupar e acompanhou todo o processo de indeminizações, incluindo pelas culturas perdidas. Este ano, quando a empresa pretendia iniciar o seu projecto ele foi novamente chamado para confirmar os limites e constatou que houve extrapolação dos mesmos.
“As brigadas do governo incumbidas de fazer as consultas públicas para colher diversas sensibilidades nas comunidades apenas deixam ordens em vez de ouvir a própria população”, disse Fernando Silvino, que também é considerado agitador e indiciado de estar contra o desenvolvimento social e económico em Topuito, onde as comunidades se queixam do custo de vida devido, em parte, à falta de meios de subsistência desde que as suas machambas foram destruídas.
O governo é culpado
Segundo o nosso interlocutor, a Kenmare está a desgraçar a população de Topuito. Os programas de responsabilidade social são apenas para enganar. E quando as pessoas despertarem será tarde demais porque todos os recursos se terão esgotado. “A responsabilidade pelas irregularidades cometidas pela companhia deve ser imputada ao governo de Moma que vendeu as nossas terras”.
O secretário do comité de zona do partido Frelimo, no bairro de Topuito, Dover Boavida Massiele, lamenta o facto de o governo não estar preocupado com a população. Além das ameaças a que os secretários dos bairros são sujeitos, os responsáveis pelo sector das Actividades Económicas em Moma sugeriram, sem dó, à Kenmare para reduzir o preço de indemnização para cada cultura alimentar ou fruteira no acto das compensações.
Comunidades “oportunistas”
Regina Macuácua indica que a população de Topuito está a exigir que seja ressarcida pelas áreas que já foram compensadas, em 2006. Isso é oportunismo. “O que temos assistido é que as pessoas inventam machambas nos locais onde não existiam, apenas para receber indemnizações. A população está com ganância de dinheiro”.
Recursos escasseiam
Em Topuito, os residentes não olham com agrado os feitos da Kenmare e vandalizam algumas infra-estruturas sociais construídas nos diferentes bairros, tais como fontanários e lavandarias públicos. O saneamento do meio é também precário porque a população não observa as regras básicas de higiene colectiva e individual. As campanhas de sensibilização para o feito estão a fracassar e o lixo aumentou consideravelmente de há tempos para cá.
A Kenmare tem o Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) válido até o ano de 2050. E no âmbito da sua responsabilidade social construiu uma unidade sanitária, algumas salas de aulas e canalizou água potável para os bairros. Anualmente, em média, dez alunos recebem bolsas de estudo para frequentar o ensino secundário geral e técnico-profissional em diferentes escolas da província de Nampula.
Esses projectos não irão garantir um futuro promissor aos beneficiários caso os seus parentes continuem a viver nas condições precárias em que actualmente se encontram naquela região. O grosso dos residentes do posto administrativo de Topuito depende das actividades agrícolas, pesqueiras e de pequenos negócios para sobreviver mas as suas machambas foram destruídas. Alguns solos estão a ficar empobrecidos e as famílias associam o facto à exploração das areias pesadas, sobretudo porque começam a não ter recursos para sobreviver. Aliás, moradores do bairro de Namalope referem que não sabem qual será o futuro dos seus descendentes.
Porém, neste momento, o comércio informal está a florescer e constitui a principal fonte de renda e subsistência. Para além de as áreas de cultivo estarem a ficar inférteis, no mar, as zonas onde os pescadores conseguiam pescado para venda e consumo está lotado de navios e pequenos barcos que transportam os recursos explorados dia e noite. As oportunidades de emprego na Kenmare não passam de uma miragem para a população de Topuito e do distrito de Moma, pois, para além de cidadãos estrangeiros, a maior parte da mão-de-obra é proveniente de outros distritos ou províncias do país.
Administrador não se pronuncia
Na semana em que a nossa Reportagem esteve em Moma tentou, sem sucesso, ouvir a versão do administrador Momade Shale em relação às queixas da população, alegadamente porque ele se encontrava no distrito de Mossuril a participar em cerimónias fúnebres de um familiar. Na altura em que as machambas das pessoas a que nos referimos foram destruídas, há meses, também contactámos Momade Shale mas ele não nos disse nada porque se encontrava na província de Cabo Delgado.
Tentativa de deturpar os factos
No dia 12 de Setembro passado, o @Verdade veiculou, na sua plataforma online, que a Kenmare estava a destruir machambas nas comunidades de Topuito, Naholokho e Namalope sem o consentimento dos proprietários para dar lugar à segunda fase do projecto de extracção das areias pesadas. Nesse contexto, um quadro da direcção daquela empresa telefonou-nos a dizer que o que publicámos era mentira. Entretanto, para além de condenarmos a tentativa de descredibilizar o nosso trabalho, reafirmamos tudo o que dissemos nessa altura.
Terror em Gorongosa!
Tensão política
As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e os homens armados da Renamo confrontaram-se ontem, acerca de 20 quilómetros de Santungira, local onde está aquartelado o líder da “Perdiz”, Afonso Dhlakama. O ataque aconteceu por volta das 12h30, exactamente na altura em que centenas de membros da Renamo estavam a celebrar a passagem dos 34 anos da morte do seu fundador, André Matsangaissa, exactamente em Gorongosa.
As FADM dizem que o primeiro tiro foi dado pelos homens da Renamo, quando viram uma coluna composta por seis viaturas do exército levando consigo muitos militares, tendo atacado o que transportava uma arma pesada. As Força Armadas de Defesa e Segurança responderam ao fogo, o que resultou em dois mortos do lado da Renamo, seis detidos, destruição da sub-base da Renamo e respectiva ocupação. Informações colhidas no local indicam que do lado das forças governamentais não houve qualquer baixa, senão seis feridos.
Os militares fizeram questão de exibir à imprensa os cadáveres dos dois homens abatidos e os seis detidos da Renamo. Estranho, no entanto, é que, quando os jornalistas, incluindo a nossa equipa de reportagem, saíam de Santungira em direcção à vila de Gorongosa, foram interceptados por militares que impediram que continuassem a marcha e foram levados para a base das FADM, que dista cerca de cinco quilómetros da base central da Renamo. Mas, minutos depois, chegou ao local uma viatura que, aparentemente, transportava feridos ou cadáveres e só depois disso é que as FADM levaram os jornalistas para o local onde houve ataque. Depois, os militares acompanharam os jornalistas até à vila do distrito de Gorongosa, onde exibiram os detidos e os cadáveres dos dois homens da Renamo.
As Forças de Defesa e Segurança interditaram a circulação de viaturas e pessoas ao longo da estrada que dá acesso à base do líder da “Perdiz” e prometem restringir, nos próximos dias, o acesso a Santungira, bem como a movimentação dos membros da Renamo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013


CRIANÇA RAPTADA NA MATOLA JÁ NO CONVIVIO FAMILIAR

É um facto, depois de tanto tempo de espera e desespero, o Prince já está com a sua família. Lamentavelmente a nossa Polícia não ajuda em nada para tranquilidade e segurança pública: fragilidade da própria polícia, falta de meios, falta de vontade política, envolvimento da polícia no crime organizado, somente ela pode dizer melhor. Um cidadão simples como eu não pode dar resposta do porque destas coisas.

O menino Prince raptado na terça feira da semana passada na cidade da Matola, foi entregue aos seus pais na noite da segunda feira pelas 23 horas. Não imagina a alegria da comunidade paroquial de são Gabriel onde o menino junto a sua mãe rezam, pois acompanham sempre a família dando conforto e consolação. Eu fui a casa dos pais no sábado com um grupo de crentes e trinta minutos depois da nossa saída os raptores ligaram para o pai falar com o filho, mas não deixaram falar com a mãe. Deus escutou a nossa oração.

A libertação do menino não tem nada a ver com a intervenção da polícia, por isso se alguém vier ou for na televisão falar da soltura do menino como trabalho da polícia saibam que é uma mera mentira. O menino foi solto porque os amigos e familiares dos pais contribuíram para pagarem o resgate do mesmo, pois eles já ameaçavam com prazos e que se passasse os cinco dias que davam livravam-se do menino.

Onde estamos e onde vamos parar com isto? Anteontem era rapto de empresários asiáticos, ontem a famosa e desmentida G20 e hoje é rapto de crianças. O que é que o governo quer nos dizer com tudo isto? Impotência, incapacidade de resolver os problemas que oprime o povo, falta de interesse do povo que pôs no poder, …o quê? Até quando teremos que aguentar com isto? Os discursos famosos de paz não serão falidos ou somente para enganar o povo que gosta e amante/defensor de paz quanto na realidade não? Talvez de direito responda esta inquietação que não é somente minha mas do povo moçambicano. Mais não disse.

sábado, 12 de outubro de 2013


Carta Aberta aos Libertadores da Pátria I
 Quem me pode responder estas inquietações?

Por: Maria Alice Mabota
Sr. Director!

Peço à V. Excia para que aceite o meu pedido de publicação desta carta no jornal que sabiamente dirige.
Não sou jovem, pertenço à geração dos da luta armada. Não fui à luta armada porque nem todos deveríamos lá ir e nem tive condições para o efeito.
Naturalmente, compreendi as razões da luta armada de libertação em 1970 e, a partir daí apoiei e acreditei no que a falecida Ivete Mboa, na altura, me dizia.
Entre muitas coisas, ela vincava que lutar para libertar a terra e os homens do jugo colonial português era uma acção justa, pois o sistema vigente era uma coisa dolorosa e detestável. Ela comparava o colonialismo a alguém que sofria de falta de tudo e que viesse à sua casa pedir para ser acolhido e depois se tornar dono(a) da casa.
Chegou o 25 de Abril de 1974 e, o grupo Massinga, Taurino Migano, Sumbana, Muthemba e outros juntaram alguns jovens, na altura, para chamá-los à consciência sobre a luta de libertação e, que o futuro ainda era incerto, havendo assim a necessidade de se avançar para várias frentes.
A mim, Ana Maria , Guilhermina, Calisto e Milagre Mazuze coube-nos o trabalho de mobilização na zona sul e, infelizmente, a caminho de Chibuto tivemos um grande acidente donde saí sem uma única lesão, mas os meus colegas ficaram feridos. Porém, antes trabalhei na organização das mulheres para a causa da luta pela formação da nova sociedade, por isso, fui da OMM.

Acreditei e li em livros, dizendo que a Frelimo era um movimento de massas, um movimento anti-colonialista, anti-capitalista, anti-racista, anti-regionalista, anti-corrupção de tal sorte que ter amante, na altura, era visto como uma pessoa corrupta. Nunca na época se vislumbrava a dimensão da actual corrupção, daí o facto de ter aderido à revolução encabeçada pela Frelimo com maior vigor por acreditar nos seus ideais.
A avidez por dinheiro era impensável; quanto a mim, o dinheiro, esse sim, era necessário para a satisfação das necessidades básicas, mas tudo o que era ambição exagerada era combatido. Talvez o básico mesmo era suficiente, pois com 5.50 (cinco escudos e cinquenta centavos) dava para um litro de gasolina normal para o meu Volkswagen 1200 que eu tinha e dei boleia a muitos que chegaram da luta de libertação e que, na altura, nem sabiam comer com faca e garfo na mesa.

Anos depois, apesar da sobrevivência com repolho, farinha amarela e peixe sem cabeça que nunca cheguei a saber que peixe era, vivíamos moralmente felizes e, é por isso que aceitávamos ir à machamba do povo, limpar as estradas, ir à colheita do arroz no Chókwè com Jorge Tembe,  na altura, Director do Complexo Agro-Industrial do Limpopo, ex- colonato do Limpopo.
Mas, deixo para os historiadores o relato das várias etapas por que passou este país e vamos agora à minha indignação dirigida às senhoras e aos senhores libertadores da pátria amada:
DEOLINDA GUEZIMANE,
GRAÇA MACHEL,
MARINA PACHINUAPA,
MONICA CHITUPILA,
MARCELINO DOS SANTOS,
JORGE REBELO,
JOAQUIM CHISSANO,
MARIANO MATSINHE,
ALBERTO CHIPANDE,
RAIMUNDO PACHINUAPA,
SERGIO VIEIRA,
JOAO AMÉRICO MPFUMO,
HAMA THAI,
ÓSCAR MONTEIRO,
PASCOAL MOCUMBI,
PADRE FILIPE COUTO


Vocês todos respondam-me, por favor, quem foi verdadeiramente o combatente Armando Emilio Guebuza?
Sabem porque? Samora deixou o país destruído pela guerra, mas tinha moral, ética, identidade e espírito de unidade nacional. Dizia que lutava pela unidade de todos mesmo que tivesse sido em teoria; ele procurava reflectir a moral do seu povo e ninguém imaginava que o actual presidente estava metido em negócios. Sabem, no meu tempo, filha de uma prostituta subia para o altar de véu e grinalda.
JOAQUIM CHISSANO saiu do poder e deixou os cidadãos com alguma moral e esperança. Que me lembre não deixou muita gente tão descontente como estão os cidadãos hoje, sem esperança, sem moral, sem dignidade onde cada um só pensa em roubar para ser rico. Nunca ouvi o povo tão revoltado e sem esperança como está agora.
Ora, vejamos:

A corrupção aumentou sem qualquer plano de acção para o seu combate;
A incompetência dos governantes acentuou-se mais e passamos a ver ministros que nem sequer sabem o que fazem, não conhecem a casa que governam, os problemas dos seus pelouros e não medem palavras quando se dirigem aos cidadãos; a criminalidade aumentou assustadoramente; a sinistralidade está ceifando vidas diariamente nas estradas; os incêndios jamais vistos ocorrem nesta governação; o branqueamento de capitais, o tráfico de órgãos humanos, drogas e armas fazem parte do sistema de uma forma impune.


Os raptos sucedem-se e atingem números que assustam. A comunidade asiática, apesar de ser composta por moçambicanos com igual direito de protecção, nada é feito para a acudir. No mínimo o estado deve esclarecer este fenómeno que, ultimamente, virou crime organizado com impacto social e económico bastante negativo.
As manifestações de vários segmentos sucedem-se, dia após dia, mas a Polícia de Intervenção Rápida é, de facto, veloz para descarregar sobre cidadãos no gozo dos seus direitos. Para não falar de perseguições consequentes desde o emprego até a casa. Vivemos, sim, momentos de terror e incerteza.

A greve do pessoal da saúde, por duas vezes, sem resposta e que continua silenciosa. Basta ir para qualquer posto de saúde ou hospital para ver como é que o povo sofre. A greve silenciosa na saúde tem efeitos mais nefastos do que a da rua.
Os médicos, enfermeiros, todo o pessoal da saúde e suas famílias continuam a sofrer, ameaças, despedimentos, transferências, descontos, processos disciplinares e humilhações. É para isto que lutaram e pensam que nos libertaram? Libertaram a terra, mas os homens continuam debaixo do sofrimento.
Os dois levantamentos populares aconteceram e marcaram os dois mandatos de Armando Guebuza em que as pessoas procuraram demonstrar a sua revolta ante a má governação. E o governo no lugar de transmitir mensagem de esperança, distanciou-se cada vez mais, matando inocentes.

Senhoras e Senhores libertadores acima citados e outros esclareçam-me:
Quem foi, afinal, Armando Guebuza, ontem, na luta de libertação que tantos anos convosco viveu e não o descobriram que é a pessoa com mais espírito de negócios pessoais, ambição e ganância desmedida. Porquê não descobriram que ele é que poderia virar o país para o abismo e não somente o Lázaro Nkavandame e Urias Simango que os textos parciais da Frelimo tanto nos deliciam?

Digam-me minhas senhoras e meus senhores foi para isto que lutaram e tomaram o poder para num minuto tornar a filha dele a mulher mais rica de Moçambique; não lutaram por uma sociedade equilibrada e de justiça social?
Eu acreditei no socialismo propalado pela Frelimo, não nisto que estou a ver e sentir porque é repugnante. Não tolero mais, confesso, publicamente.
Digam-me minhas senhoras e meus senhores porquê e de que medo têm de o enfrentar e lhe dizerem que esta não é a Frelimo que nós construímos em Junho de 1962? O que vos prende a ele ao ponto de engolir tudo isto? O povo está a sofrer e vocês são cúmplices do sofrimento do povo. A história julgará-vos-à por este silêncio do que pelos crimes que cometeram durante a luta armada de libertação. Porque durante a luta de Libertação todos estávamos convencidos que o colono é que era o nosso inimigo e todo aquele que a ele se aliasse ou tivesse suas atitudes era contra nós. E hoje, porquê o cidadão que já foi amado maltrata o seu povo; persegue-o. Traz exploradores piores que os colonos, pois não sabemos o que irão deixar quando saírem deste solo pátrio onde o colono nos deixou com a terra , os recursos naturais e casas onde hoje habitamos e, arrendamos por dólares sem termos construído.

Sabem, senhoras e senhores libertadores, esta indignação não é só minha é de muitos outros cidadãos e, se não saiem à rua têm medo da FIR que implantaram para maltratarem o povo que vocês lhe tiraram do colonialismo para pessoalmente maltratarem. Nas casas, nas ruas, nas festas e nos “chapas” toda, mas toda a gente só fala da má governação de Guebuza; escutem o jovem que canta a má governação dele, mesmo os que se encontram no poder dizem que o povo tem razão mas que fazer, temos filhos por sustentar e educar; dizem basta ver como ele exonera os seus quadros é humilhante nem parece que merecem dignidade. Eles bajulam, dizendo falem vocês, nós o que queremos é garantir o pão.

O Senhor Joaquim Alberto Chissano na última campanha nas instalações da EMOSE afirmou categoricamente que confia no Guebuza porque o que ele promete cumpre. Recorda-se? Então posso assumir que toda a trama que ele faz é do seu conhecimento e consentimento é assim que combinaram que quando libertarem a terra quem não foi à luta e as outras gerações vão passar mal. Vão nos fazer comer o pão que o diabo amassou e vocês outros senhoras e senhores? Recorda-se que eu, peremptoriamente, lhe afiancei que não iria votar em vós.

Significa isto que nós também deveremos ir à luta para nos libertarmos de vocês?
Porquê quando o saudoso Samora vos aconselhava a não lhe entregarem o poder o chamaram de louco ou alucinado? Desvendam-nos o porquê ele dizia isso .
Senhora Graça Machel:

Como consegues viver, conviver e fazer negócios com esta pessoa que o seu marido dizia abertamente o que representava para o povo? Que consciência pesa sobre si esposa que preserva o nome de uma pessoa que aos olhos do povo era são a conviver e fazer negócios com quem o seu marido não aceitaria fazer. Para Samora vale mais o povo do que o dinheiro e para si vale mais dinheiro do que o Povo. Me responda.

Sabem senhoras e senhores libertadores a escritora e poetiza Noémia de Sousa já dizia que a Africa é mítica.
Sabem porquê? Por causa dos seus mistérios em todas as suas dimensões . Kadafi domou o seu povo, era o mais rico que tinha até uma pistola de ouro os seus cidadãos até tinham casas, comida, enfim o básico, mas como morreu? Porque o povo não tinha liberdades que nasceram com eles os direitos fundamentais, pois a liberdade de pensamento, de manifestação e de reunião é extremamente fundamental para que o individuo viva em paz sem falar por dentro que um dia explode e a explosão, regra geral, mata.

O povo na sua maioria tem saudades de Mondlane que não o conheceu só vocês o conheceram e conheceram os seus feitos; o povo na sua maioria tem saudades de Samora e o povo na sua quase totalidade tem saudades de Joaquim Chissano e perguntam de que medo tem de levar o poder ao Guebuza para pararmos de sofrer. Quem mais terá saudades de Guebuza? A esperança dos cidadãos até crianças é que depressa chegue Novembro de 2014 para se ver livre de Guebuza e sua família.
Os críticos vão me crucificar por esta carta mas eu não vivo para os críticos com interesses, vivo com e para o povo que sofre. Só me vai sacrificar quem com Guebuza desfruta o sabor da libertação. Que o digam os madjermanes; os desmobilizados de Guerra; os antigos combatetes escorraçados das suas habitações; os sofridos médicos e enfermeiros; os expoliados das suas terras a favor da Vale, Pro-Savana, Petroleiros, Gaseiros, Chineses e Brasileiros exploradores, sem dó nem piedade.

Os militares entregues a guerras sem necessidades de novos confrontos, sim essa é herança do Chissano mas ele sabia gerir, não havia rixas. Quem sabem, ele tivesse, neste momento, resolvido tal como soube parar com a guerra dos 16 anos. Sim, ele era diplomata e com calma resolvia os problemas dos cidadãos em momento certo.
Hoje, o espírito do deixa andar virou “xipoko” de roubar os impostos dos cidadãos, “xipoko” do tráfico de drogas e armas , “xipoko” da alta criminalidade, “xipoko” da falsidade dos funcionários públicos. Diariamente só se vê nos jornais funcionários a roubarem dinheiro do povo para não falar dos barões que sacam os cofres do estado para se tornarem ricos de Moçambique a partir do nada.

Acredito que o povo pobre e os cidadãos ricos e honestos vão apoiar esta minha inquietação.
QUEM FOI, QUEM É, O QUE PRETENDE E ONDE QUER CHEGAR O CIDADÃO ARMANDO EMILIO GUEBUZA? Respondam-me senhores libertadores da terra e, vamos friamente analisar a sua governação. Caso seja possível ele interiorizar e corrigir a sua forma de actuação, gostaria de lhe ver a sair do poder pela porta da frente e deixar saudades neste um ano que lhe falta.
Desde a Constituiçao de 1990 até a de 2004 que gozo da liberdade de expressão e de pensamento e, é por isso que escrevo e continuarei a escrever como uma cidadã deste país e não em representação de nenhum grupo ou agenda.

Esperando continuar com vida após esta indignação, despeço-me com a promessa de voltar.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013


Aqui vão vários comentários de diferentes pessoas em volta da agressão dos membros da OJM aos jornalistas da STV. A questão que eu coloco nisto é: se foi uma coisa clara e legal porque impediram a presença da imprensa e a TVM estava aonde. Se fazem as escondidas é porque algo de errado existe e há falta de transparência. Por favor não instrumentalizem esses pobres jovens que nem sabem o que fazem a não ser cumprir cegamente o que lhes foram mandados fazer, porque capacidade crítica não teêm…… vejam os comentários feitos.


Membros da OJM agridem jornalistas da Stv e tentam arrancar equipamentos


Naftal Domingos Chivure · Comentador principal · Trabalha na empresa Educator of Portuguese Embassis
Não tens que te preocupar com ele, Lourenço... Um dia ele encontrará o caminho da libertação e paz no espírito... Quem se compactua com actos desta natureza precisa, REALMENTE, de ajuda...

Faltam me palavras para descrever isto. Tristes cenarios como estes ainda iremos assistir neste pais, porque este e uma propriedade privada de certas elites que mandam e desmandam como lhes apetece e bem entendem. Tenho pena que o comentarista(?) Eduardo Domingos seja solidario a actos tao putativos como estes, seja, se bem que a vontade do povo sera silenciada por estes actos, assim veremos.

Naftal Domingos Chivure · Comentador principal · Trabalha na empresa Educator of Portuguese Embassis
Afinal, o sr Dlhakama tem razão!!!!!! Paridade eleitoral precisa-se em Moçambique... Que vergonha do meu país!!!! É assim que conseguem as vitórias retumbantes??? Por favor deixem o povo decidir o que quer e não os jovens da OJMERDA...

A ser como dizem que foi, as coisas nao estao nada bem ... . O que tratavam por la para esconder a comunicacao social???

sao coisas de MOZ.... o pais do pandza

Júlio Brige · Comentador principal · Trabalha na empresa Klinikum Minden
É esta a fair-play que a Frelimo na pessoa de sra Macamo se referia? Porque a famosa FIR ficou muda? Nao havia matéria para condenar uma das partes? Há ou nao direito à informacao e liberdade de imprensa em Mocambique?

Édno EChuquela Chuquela · Comentador principal
sem comentários...

Triste..!.. mas treste mesmo.

"Membros the OJM agridem jornalistas the Stv e tentam arrancar equipamentos".
Quando tenho um filho que sai a rua e comete algum desmando não é porque os Pais assim o educaram. Devemos sim repreender os jovens com este tipo de comportamento porque não e admissível.
Os ditados que dizem o filho do peixe sabe nadar ou quando um peixe esta podre e porque todos que estão no mesmo saco também estão, não são aplicados a letra para tudo, se não estaríamos a dizer que todos jovens comportam-se daquela maneira.
Quem de direito deve repreender aqueles jovens pelo seu comportamento deplorável e chama-los a razão.


muito triste..afinal de capacidade intelectual, de abertura da verdade..que estas organizacoes...falar de ojm....mesmo k lamentar..e nao vou lamentar o pesso comportamento que mancha a nos os jovens...o pior esta organizacao que entre aspas pensa que nos representa

Aide Muquepere · Comentador principal · Insino medio completo
Esse ano havera muita coisa por assistir! Verdade ja chegou para povo Moçambicano! Esse chama se comportamento marginal dessa organizaçao!

Depois da informação acima, ou ainda, depois do comportamento dos membros do partido, existe alguma duvida que as eleições ganham-se na CNE/STAE?!!!!!!!!!!!!!!!!

Almeida Oliveira · Comentador principal
Ouvi atentamente a reacção do jornalista Francisco Mandlate hoje na RTP. Ele explicou lucidamente que não houve comando ao mais alto nível the Frelimo, no sentido de que se atacasse jornalistas. Foi, isso sim, um incidente localizado. No entanto, eu penso que a atitude foi mesmo muito marginal e muito fora do rumo civilizacional que o país tem vindo a tomar. Não se deve tolerar actos desta natureza. Penso que o Partido deveria tomar as medidas contra os agressores, se se provar que de facto são membros the OJM.

A frelimo ja comecou, espera disso mesmo. A frelimo tem medo d Partido MDM, nao a Renamo na verdade.

A frelimo todos dias diz k ker recuperar beira e quelimane e diz claramente que desta vez nao ha maneira! Tenho pena de mim e do povo que assistimos o MDM e seus alcolitos pretenderem legitimar as falcatruas da Frelimo, ambicao pelo puder!!!! ja entendo qdo a frelimo falava de ambiciosos, reaccionarios e traidores durante a luta armada!!!Forca frelimo com malandrice quero ver onde vai o MDC alias o MDM que se julga peixe enquanto e ra.

Qual é a novidade aquí?

Inocencio Paulo Buque · Comentador principal
um dia irao descobrir que algumas das suas atitudes sao selvagens....

Sera que os nossos dirigentes vão levar o mesmo lema de que o filho do peixe sabe nadar e transmitir a esses jovens coitados? por favor um pouco de vergonha na cara faria um pouco de diferença sou filho de pais frelimistas neto de avós frelimistas mas sinceramente tenho vergonha disto. não usem esses jovens coitados que nada sabem para orquestrar as vossas manobras politicas e tempo de deixar o povo decidir sem fraude.

é triste

qdo o povo faz o w do governo da nisso...

QUE E ISSO ARANCAO MESMO?

Não causa nenhum espanto a ninguém!! essa attitude. É característica peculiar de membros, simpatizantes e jovens desse Partido.
O Partido , está tentando melhorar alguns aspectos da forma de fraude. Mas que o povo está atento, está denunciando toda a manobra de fraude que este Partido está ensaiando.
Por isso estão negando a paridade , pois querem continuar ter vitórias por cima de maracutaias eleitorais

Membros da OJM agridem jornalistas da Stv e tentam arrancar equipamentos
     
               

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para impedi-los de fazer reportagem.
Ao princípio da tarde de ontem, a delegação da Stv-Beira  recebeu uma denúncia dando conta de que a Frelimo estava a inscrever jovens pertencentes à OJM a membros de mesa de voto nas eleições de Novembro próximo. Chegado ao local, os jornalistas que tentaram colher declarações dos jovens presentes e da liderança da Frelimo foram impedidos de registar as imagens e a câmara de filmar, assim como a viatura foram retidas por membros da OJM, que estavam supostamente a controlar o processo.
Os jovens colocaram blocos em todos os pneus da viatura e um grupo dos mesmos aglomerou-se em frente da mesma, impedido qualquer movimentação da equipa. Os mesmos, que negaram prestar declarações à nossa equipa sobre as motivações daquela atitude, ameaçaram espancar os jornalistas e danificar a viatura.
No local, a nossa equipa conseguiu conversar com um dos jovens que estava a candidatar-se a membro da mesa de votação, que confirmou que estava no local para o efeito e que naquela sede do partido Frelimo estavam duas brigadas: uma dos Serviços de Registos e Notariados e um técnico da Centro de Higiene, Análises e Exames Médicos (CHAEM), ligados ao processo de inscrição dos jovens.
Minutos depois, uma outra equipa da Stv fez-se presente ao local, acompanhada pelo seu director de Informação adjunto para Região Centro, Francisco Mandlate, e delegado do Grupo Soico, Wagner Mangue, para entender a motivação da retenção dos jornalistas. A situação piorou, pois os membros da OJM não gostaram da presença da outra equipa, por razões que ninguém conseguia entender. Aliás, os mesmos jovens impediram igualmente a outra equipa de registar imagens e tentavam a todo o custo arrancar as câmaras de filmar.
A polícia foi alertada por alguém de boa fé e não conseguiu amainar os ânimos do jovens da OJM. A PRM foi sujeita a seguir as vontades dos jovens, ou seja, os jovens em causa continuaram a impor a sua força e vontade.
Minutos depois, com a presença no local do chefe das Operações da 11ª esquadra da PRM, os ânimos serenaram. Já na esquadra, a polícia concluiu que não havia matéria para condenar uma das partes.
Papa lança ofensiva contra a intervenção militar na Síria
 
O Papa Francisco demonstrou nesta quinta-feira empenho em fazer pressão contra uma intervenção militar na Síria, ao enviar uma carta endereçada ao presidente russo, Vladimir Putin, e convocar os embaixadores do mundo inteiro.
Em sua carta dirigida a Putin em sua qualidade de presidente do G20, que se reúne nesta quinta e sexta-feira em São Petersburgo, o Papa fala da situação econômica e social no mundo, condena as "matanças inúteis" no Oriente Médio e faz um chamado contra qualquer tipo de solução armada na Síria, segundo indicou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.
"Aos dirigentes presentes, a cada um de vocês, faço um apelo do fundo do meu coração para que ajudem a encontrar o caminho para superar as posições de conflito e para que abandonem o vão afã de uma solução militar", afirmou o Papa em sua carta.
"É necessário um compromisso renovado para buscar, com coragem e determinação, uma solução pacífica através do diálogo e da negociação entre as partes, apoiado unanimemente pela comunidade internacional", acrescenta o texto.
Ainda nesta quinta, o "ministro das Relações Exteriores" do papa, o francês Dominique Mamberti, junto com altos dirigentes da Secretaria de Estado ("governo vaticano"), reuniu-se com 71 embaixadores creditados na Santa Sé para transmitir a determinação do Vaticano em se opor a uma ação armada na Síria.
Os Estados Unidos e a França querem uma ação limitada em represália pelo suposto uso de armas químicas por parte do regime do presidente Bashar al-Assad.
O antecessor do Papa, Bento XVI, também escreveu algumas cartas aos presidentes das grandes cúpulas mundiais, mas esta ofensiva de Francisco só é comparável à de João Paulo II e seu "não categórico" à intervenção no Iraque em 2003.
Com as consequências da longa guerra do Iraque em mente, o Vaticano e o Papa estão mobilizando todos os meios possíveis, inclusive as redes sociais, para que católicos, fieis de outras religiões e não-crentes do mundo todo participem no próximo sábado de uma jornada de jejum e oração pela paz na Síria.
O Papa presidirá pessoalmente esse dia de vigília ficando quatro horas na Praça de São Pedro.
"Com o papa Jospeh Ratzinger [Bento XVI], o Vaticano desapareceu do cenário internacional e isso foi visto nos telegramas revelados pelo site Wikileaks. Mas, com Francisco, a política externa voltou à Santa Sé", afirmou à AFP o vaticanista Marco Politi.
Além disso, a campanha contra o ataque na Síria acontece no décimo aniversário do que Politi classifica de "vitória moral" de João Paulo II contra George W.Bush, que não conseguiu, no entanto, impedir a guerra no Iraque. A ofensiva diplomática também coincide com a nomeação recente de Pietro Parolin como novo secretário de Estado, o número dois do Vaticano.
A influente comunidade de Sant'Egidio, favorável à mediação no conflito sírio, também pediu ao G20 que favoreça as conversações de paz.
O apelo do Papa obteve até agora inúmeros apoios de personalidades religiosas, que advertem para o perigo de uma guerra generalizada, rejeitam um ataque limitado e questionam a intenção dos Estados Unidos e da França de intervir sem o aval da ONU.
O apelo teve inclusive o apoio de igrejas orientais e de outras religiões. Segundo a agência vaticana Fides, o grande mufti da Síria, Ahmad Badredin Hasu, líder espiritual do islã sunita no país, quer estar presente na praça de São Pedro para a vigília de sábado.
Por sua parte, os conselhos pontifícios (órgãos do Vaticano) para o diálogo interreligioso, para as relações com os judeus e pela unidade dos cristãos afirmaram, em um comunicado conjunto, que a paz é um bem que é preciso defender e deram as boas-vindas a "todos os que quiserem responder ao convite do papa para viver momentos de oração, jejum e reflexão".