sábado, 5 de setembro de 2020
MAIS UM DESMOBILIZADO ATUAL BALEADO MORTALMENTE NA SUA RESIDÉNCIA EM DISTRITO DE CHIBABAVA
04/09/2020
"foi hoje dia 4/9/2020 pelas 5 baleado mortalmente o senhor Zacarias Mussoji sibindi,o acto decorreu numa altura em que o o homem saia da casa de banho ,quando chegaram na sua residencia, perguntaram na sua esposa sobre a localisacao do seu marido,e com a suapeita da esposa ,a esposa tentou dar a cobertura do seu marido e ao mesmo tempo o marido acabava de sair á casa de banho.
Segundo a explicacao da esposa de nome teresa sithole,os homens chegaram numa noite antes do suscedido pegaram o empregado do zacarias mussoji exigiram o dinheoro do seu patrao."
Sexta Comissão da AR questiona construção massiva de mesquitas em Pebane
Deputados membros da Sexta Comissão da Assembleia da República deploram o nível de construção de mesquitas no distrito de Pebane, província da Zambézia.
A Comissão diz que o relatório disponibilizado pelas autoridades locais indica a existência de mais de quinhentas mesquitas para pouco mais de duzentos mil habitantes.
No balanço do trabalho efectuado hoje, a Sexta Comissão da Assembleia da República manifestou preocupação com o volume crescente de construção de mesquitas no distrito de Pebane.
"A cada 200 metros temos mesquita. A questão que colocamos é: de onde vêm os crentes para professarem a religião muçulmana em cada mesquita em construção? Praticamente, cada pessoa tem sua mesquita em Pebane", disse Deolinda Chocoma, Vice-Presidente da Sexta Comissão.
Isaura Júlio, outra parlamentar, referiu que "é uma situação preocupante porque sabemos muito bem que Cabo delgado vive a situação de terrorismo e o processo iniciou justamente com a construção de mesquitas. Hoje, vemos o sofrimento dos nossos compatriotas: guerra, decapitação, deslocados, entre muitos outros problemas", disse, chamando atenção ao Governo provincial para a situação de Pebane, de modo que o distrito não seja surpreendido.
Reagindo à preocupação dos parlamentares, a Secretária de Estado, Judith Mussacula, fez saber que, a nível local, há preocupação no sentido de Pebane evitar ataques terroristas.
"Isto está preocupar-nos muito, sendo que, no terreno, uma equipa está a trabalhar minuciosamente. O nosso comando provincial tem o cronograma das actividades no terreno para darmos seguimento", acrescentou.
O PAÍS – 04.09.2020
AOS INIMIGOS DA PAZ, TENHAM CONSCIÊNCIA!
09/2020
AOS INIMIGOS DA PAZ, TENHAM CONSCIÊNCIA!
Moçambique precisa de Paz, os moçambicanos merecem Paz, pois as guerras, as hostilidades e os conflitos sejam de que índole não nos ajudam em nada e nunca ajudarão a quem quer que seja.
Com estas palavras, condeno de voz viva os assassinos do nosso irmão o Ex-Combatente resistente JOÃO MUTANDE, que ontem dia 03 foi bárbaramente lhe retirado a sangue frio o direito a vida, perante sua família.
Este acto acontece após o mesmo ser reintegrado junto a comunidade num processo de pacificação, reconciliação e reinserção social em curso, executado pelo secretariado para a paz que o país e os parceiros da paz estão a realizar em Moçambique.
São até hoje cerca de 900 homens e mulheres que ja regressaram a casa ao convivio familiar e a comunidade, dos cerca de 5.221 que estiveram envolvidos no ultimo conflito que terminou com as declarações de tréguas feitas pelo saudoso Líder Afonso Dhlakama e por se negociado a paz e reintegração destes combatentes, um processo seguido pela assinatura dos instrumentos que materializam o mesmo, estamos a falar do memorando de entendimento e dos Acordos de Cessação de Hostilidades Militares e da Paz e Reconciliação de Maputo em 2018 2 2019.
Essa pessoas que a anos estiveram ausente dos parentes precisam de viver num ambiente normal, cabe ao Estado garantir essa tranquilidade.
Sabemos que este processo surgiu, as declarações de tréguas foram feitas pelo saudoso Líder Afonso Dhlakama, a meio de gritos de socorro dos moçambicanos que clamavam pela paz, pelo fim do conflito, pelo entendimento entre as partes.
Infelizmente com o alcance desta vontade manifestada pelo povo desta país, e ouvido pelo saudoso Líder Afonso Dhlakama, que buscou levar o diferendo as negociações, onde alcançou os objectivos da causa, que tem haver com a Descentralização. Hoje algumas vozes acham que o recurso a arma deve prevalecer no lugar da paz.
O Governo de Moçambique, tem tolerado a precipitação e degradação do Estado moçambicano, tem tolerado a criação e crescimento de grupos armados que criam transtornos e perturbações a sociedade, e no fim do dia, correm atrás do prejuízo.
Gostaria de mais uma vez, chamar a razão a todos os que pensam na guerra como solução dos seus problemas para pôr a mão na consciência, pensar um pouquinho no que já se fez pela guerra, que ganhos cada um tem, e que ganhos como um povo temos?
O assassinato do irmão João é mais uma prova de que o Estado moçambicano, deve trabalhar no sentido de proteger o seu povo, não pode descurar se da sua responsabilidade, não pode continuar a ser tolerante de assassinatos e ter um olhar cúmplice.
Foi e é o Governo do dia que, promoveu no olhar de todos através da televisão e rádio, o surgimento do grupo de desertores da fileiras da RENAMO, foi pelo governo dado direito de realizar encontros com direito a cobertura jornalística, as rádios e televisões se comunicam com estes, e difundem suas declarações, de apelo a desordem, de promessas de matar e quando o fazem se busca associar a RENAMO.
Aos assassinos do antigo combatente o irmão JOÃO, prova que estes senhores não tem a causa, não sabem o porque estão com armas nas matas, e elevam o grau do estatuto de criminosos. Não é o Combatente JOÃO apenas que queria a Paz, mas sim um Moçambique todo.
A família do irmão João, vai o nosso abraço solidário e vamos trabalhar para estes senhores conhecidos, pois foram bem identificados, liderados pelo André Junior, pois as pessoas o reconheceram, sejam encontrados, o sangue do mano João será sim reclamado.
Aos Ex-Combatentes, a missão deve ser se denunciar os assassinos do nosso irmão, pois estes devem ser encontrados.
Paz a sua alma e por te vamos continuar o processo, para que estes se envergonhem.
Assassinado Comandante João Mutande da Renamo
04/09/2020
BREAKING!
RANGERS DA RESISTÊNCIA NACIONAL MOÇAMBICANA, DE LUTO; MORREU, NA ÚLTIMA NOITE, O COMANDANTE JOÃO MUTANDE, DA TERRIVEL BASE DE MANGHOMONHE, VÍTIMA DE ASSASSINATO.
In https://www.facebook.com/unai.kambuma.matsangaisse
NOTA: A ser verdade, que espera o partido Renamo para se pronunciar?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
Presidente Nyusi devia distanciar-se dos "cipaios digitais", afirmam críticos
05/09/2020
“Cipaios Digitais”, é como são chamados em Moçambique os indivíduos que publicam propaganda a favor dos poderosos na internet. Observadores acusam o Presidente Nyusi de encarar essas companhas com demasiada benevolência.
"Milicianos digitais" ou "cipaios digitais" é como são chamados os destacados fazedores de opinião que independentemente das circunstâncias defendem a ferro e fogo o Governo da FRELIMO e o seu Presidente, Filipe Nyusi.
Indignação, ultraje ofensas, desrespeito e revolta são alguns dos estragos causados pelas suas frequentes balas. A sociedade civil moçambicana há tempos que se insurge e até mesmo pede uma investigação à atuação dos "milicianos digitais", pois muitos atos de violência física contra críticos do regime e danos materiais são relacionados aos seus dicursos, entendidos como ameaçadores.
O académico Elísio Macamo lembra entretanto, que o Presidente da República tem manifestado abertura a crítica, mas entende que isso não basta: "Agora, [o Presidente] precisa de fazer mais para mostrar que, de facto, o que diz o diz com convicção. Por exemplo, pode mostrar esse compromisso com a crítica, essa abertura afastando-se das pessoas que são intolerantes e que constantemente na esfera pública falam como se estivessem a falar em seu nome"
Passividade de Nuysi
Entretanto, tal não acontece até hoje, embora Filipe Nyusi nos últimos tempos tenha optado por sair do silêncio em relação aos dilemas nacionais, vestindo mais a camisola de estadista. O Presidente tem se colocado justamente do lado oposto dos que vilipendiam a sociedade em seu nome, numa postura de diálogo. Por exemplo, no caso do incêndio supostamente criminoso a redação do Canal de Moçambique, em que os "cipaios digitais" insinuam que os seus colaboradores tenham incendiado a própria redação como forma de obter fundos para fins questionáveis, o estadista veio a público repudiar o aparente crime e pedir uma investigação.
Perante este cenário a ativista social Fátima Mimbire esperava uma atitude do próprio Presidente da República: "Eu esperava que o Presidente mandasse uma mensagem muito clara a este tipo de pessoas perante a postura que tem de ter diante deste tipo de situações e perante a diversidade de ideias e pensamentos".
Para o ativista e diretor da ONG CDD, Centro para o Desenvolvimento da Democracia, Adriano Nuvunga, as ações dos chamados milicianos digitais visam "denegrir um processo, uma campanha bastante justa, visa também desencoraja solidariedade, porque as pessoas não querem ser associadas a uma coisa que não é vista como legítima e nesse sentido visa mesmo envenenar o espaço da solidariedade."
Sociedade resiste ao envenenamento
Contudo, a sociedade dá sinais de não se deixar envenenar, pelo contrário, insurge-se contra os milicianos, ridicularizando-os diariamente. Mas nem mesmo isso mantém os coldres dos milicianos fechados.
Na lista, por exemplo, constam frequentes acusações nunca provadas de que o bispo de Pemba, dom Luiz Fernando Lisboa, que presta apoio aos deslocados de guerra em Cabo Delgado, apoia insurgentes, de ingerência em assuntos internos com claras insinuações racistas. Tudo porque Lísboa denuncia violações cometidas pelas Forças de Segurança no palco de guerra.
Elísio Macamo afirma: "Tem de haver mudança que consista na criação de espaço para que as pessoas se sintam livres para interpelar o Governo criticamente. Este tem de ter interesse em encorajar a cidadania ativa e isso não se faz com pessoas com medo. E criticar não significa que a pessoa tenha razão. Precisa de haver uma mudança ao nível do Governo."
A política tem duas caras: uma que se mostra ao público, a politicamente correta, e a outra que nunca sai dos bastidores, muitas vezes perversa. Em Moçambique há quem acredite que os "milicianos digitais" estejam a ser pagos pelos próximos do Presidente para escangalharem sem escrúpulos os detratores de Nyusi e do seu Governo. Esta equivaleria a face dos bastidores.
Se o estadista não vier a público se distanciar deles pode se subentender que o Presidente está, de facto, a ser servido pelos milicianos?
DW – 05.09.2020