"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Renamo declara guerra para chegar ao poder

 


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Depois do segundo chumbo na pretensão de indicar governadores nas províncias onde venceu eleições
...e Dhlakama diz que a revolução começa próximo ano
Depois de a Renamo ver a sua proposta de revisão pontual da Constituição definitivamente chumbada pela Frelimo, tal como o SAVANA avançou na sua última edição, a segunda maior força parlamentar anunciou que a confrontação militar poderá ser o próximo passo a seguir.
Chumbaram tudo e agora qual é a vossa saída? Foi com esta questão, que transmitiu a sensação de um futuro incerto, que a chefe da bancada parlamentar da Renamo, Ivone Soares, terminou a sua intervenção na Assembleia da República, quando reagia ao chumbo da Frelimo à proposta do seu partido.
O País está mergulhado numa crise política desde a divulgação dos resultados eleitorais do ano passado e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, continua no silêncio desde o cerco à sua casa a 9 de Outubro.
Este projecto era visto como uma das condições para o aparecimento público de Dhlakama para nomear os seus governadores provinciais.
Agastada com a decisão do partido que suporta o governo, Ivone Soares diz que o regime se julga dono de Moçambique, decide o que deve ser lei no país e se esquece da vontade do povo que pretende ser governado por quem votou.

“Não entendem que a Constituição deve servir a sociedade no seu todo e quando se mostra desajustada pode ser alterada”, disse, tendo de seguida dito que chumbar o projecto de revisão pontual da Constituição da República faz parte de uma estratégia que visa empurrar a Renamo para guerra e desviar as atenções do povo em torno dos problemas que apoquentam o país.
Antecedendo à intervenção da chefe da bancada, o deputado e académico Eduardo Namburete explanou que aquele documento visava uma solução pacífica do diferendo resultante das últimas eleições gerais.
Namburete diz que o seu partido não acredita que a paz se consegue com a guerra, mas sim com a implementação de uma democracia efectiva onde o povo tem direito de ser governado por quem ele escolheu.
Vendo que não há espaço para a materialização desta pretensão, sentenciou: “se o caminho da paz, do diálogo, da negociação falhar, então a confrontação poderá ser a próxima opção porque o contrário da paz é o conflito”. Alertou.
No entanto, a chefe da bancada parlamentar da Frelimo, Margarida Talapa, justificou o chumbo alegando falta de aproximação da direcção da segunda maior força parlamentar para entrarem em negociações.
Acrescentou ainda Talapa que o seu partido não está contra a revisão da Constituição, mas a mesma não pode ser nos termos apresentados pela Perdiz, por esta pretender resolver assuntos de interesse político e não geral.
Segundo a chefe da bancada maioritária, a Frelimo é pela revisão global da Constituição, daí que propôs a criação de uma comissão ad-hoc de revisão para a sessão da AR que irá arrancar em Março do próximo ano.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que também defendia a revisão pontual da Constituição tal como a Renamo, apelou à adopção de uma solução política transitória para não se mergulhar o país em mais uma confrontação armada, sendo que com mais calma vai se debater uma outra para reger as eleições de 2019.
Deste modo, o deputado MDM Geraldo de Carvalho defende que o candidato vencedor de cada província ou a Assembleia provincial proponham três nomes para o cargo de governadores para depois serem submetidos ao presidente da República para nomear um.
Proposta da Renamo
No arranque dos trabalhos da presente legislatura, a Renamo submeteu à AR o projecto de criação das Autarquias provinciais como resultado das negociações entre o presidente da República, Filie Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama. O projecto foi liminarmente chumbado pelo voto maioritário da Frelimo.
Depois deste chumbo, a Renamo redesenhou o seu plano para governar as províncias de Manica, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula e Niassa onde reclama vitória eleitoral, e submeteu um novo documento com o nome “projecto de revisão pontual da Constituição da República”.
Justificou a pertinência como sendo um contributo para a descentralização dos poderes de Estado.
Assim, o partido de Afonso Dhlakama pretendia alterar o artigo 8° sobre o Estado unitário, o artigo 160° no seu número 2, alínea b; onde destaca que “os governadores Provinciais, sob proposta das respectivas assembleias provinciais, o artigo 271° sobre os objectivos do poder local e o artigo 273° sobre as categorias das autarquias locais.
Introduz disposições transitórias no artigo 2A, onde estabelece que os governadores provinciais são propostos em cada província pelo candidato mais votado nas eleições presidenciais de 15 de outubro de 2014, na respectiva província.
E no artigo 3° desta série determina que as alterações à constituição entram em vigor 30 dias após a sua publicação.
Por Argunaldo Nhampossa
SAVANA – 11.12.2015

Forças governamentais dividem o país no Rio Save

 


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A travessia do Norte e do centro para o Sul está a ser sujeita a medidas fronteiriças.
Exige-se B.I., passaporte, DIRE e guia de marcha.
As forças governamentais intensificaram a revista a pessoas e a veículos de mercadorias no posto de controlo da ponte sobre o Rio Save, na Estrada Nacional N1, no sentido do centro do país para o Sul.
A Polícia tem estado a exigir bilhetes de identidade, passaportes e guias de marcha aos passageiros provenientes do Norte e do centro com destino ao Sul. Para além disso, todos os passageiros de transportes públicos e de transportes particulares – homens, mulheres, adolescentes e idosos – são submetidos a revista, um por um. Mas a medida é aplicada apenas aos que querem “entrar” no Sul do país.
Segundo apurou o “Canal de Moçambique”, a Polícia não aplica as mesmas medidas às pessoas provenientes do Sul que viajam para o centro e o Norte. Aquele posto de controlo tornou-se um posto fronteiriço.
Questionado sobre o assunto, o porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique, Inácio Dina, disse que ao “Canal de Moçambique” que a Polícia vai intensificar as medidas de revista e de exigência de documentos de identificação sobretudo nesta época festiva.

Inácio Dina declarou que as medidas não têm nenhuma relação com a situação político-militar que se vive no país, mas têm apenas a ver com o controlo da movimentação de pessoas e bens.
O porta-voz do Comando-Geral da PRM disse que a exigência de passaportes tem como objectivo verificar se, no caso de estrangeiros, a presença no país é legal.
“Os nacionais são obrigados a ter Bilhetes de Identidade ou outros documentos, e, em caso de não terem, justificarem as causas por que não têm”, afirmou Inácio Dina. Disse também: “Os funcionários públicos, particularmente as agentes da Polícia, sabem que, mesmo estando de férias ou de licença, ao viajarem devem ser portadores de guia de marcha, que explica onde vai e o que vai fazer”.
Segundo Inácio Dina, as mercadorias, outras cargas e as próprias viaturas devem ser acompanhadas de guias que indicam o ponto de partida, o destino, o proprietário do produto e do transporte utilizado.
Sobre o facto de as medidas incidirem principalmente sobre os cidadãos que viajam no sentido do centro para o Sul do país, e não nos dois sentidos, o porta-voz disse que talvez sejam casos isolados, dado que deviam ser aplicadas a quem viaja nos dois sentidos. (Bernardo Álvaro)
CANALMOZ – 14.12.2015

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Afonso Dhlakama fala de "parte incerta"- Ouça aqui no MOÇAMBIQUE PARA TODOS

Afonso Dhlakama fala de "parte incerta"- Ouça aqui no MOÇAMBIQUE PARA TODOS(no Youtube)

 


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(Conforme recebido e gravado quando da realização da última reunião da Liga da Juventude da Renamo, em Maputo)
estamos desesperados senhor primeiro-ministro, estamos lixados…
Editorial, Confidencial

Esta realidade relativa à depreciação do metical, apesar de preocupante, não deve colocar-nos numa situação de pessimismo que nos conduza ao pânico e ao desespero”, a afirmação é do primeiro-ministro, Carlos Agostinho de Rosário, na Assembleia da República.

As palavras do governante, é bom que se diga, estão desfasadas da realidade. Os consumidores não estão, como crê o primeiro-ministro, a caminho do desespero. Com o cimento à 400 meticais e o caldo ao dobro do preço (disparou dos anteriores 80 para 200) ninguém abraça o pessimismo. Ninguém está em pânico porque o quilograma de tomate subiu 30 meticais.


É, aliás, absurdo falar de desespero diante deste quadro. Os cidadãos não se sentiram, de forma alguma, desesperados quando o custo do transporte subiu; não ficaram em pânico quando souberam que juízes, PCA’s e deputados auferem salários milionários; não foram dominados pelo pessimismo quando faltaram anti-maláricos e anti-retrovirais; não ficaram cabisbaixos quando uma nova guerra deflagrou.

Parece-nos, portanto, ridículo que um governante diga que o quadro apresenta um desafio “a todos nós”. Temos feito, ao longo dos anos, diversos desafios enquanto cidadãos deste país. Desafiamos salários míseros e uma rede de transportes públicos incipiente. Aliás, a vida dos moçambicanos é um exercício na corda bamba de políticas criminosas.

Não vamos, como é óbvio, andar em torno da retórica que aponta a EMATUM como a causadora de todos os nossos problemas. A EMATUM, no nosso entender, é um mero sintoma de erros repetidos ao longo dos anos e de uma governação que nunca esteve voltada para os interesses colectivos deste povo.

Senhor ministro, da próxima, diga coisas novas. O desespero já vinha sendo conjugado pelos moçambicanos nas longas filas dos hospitais; o pânico, esse, experimentamos na EN1 e; o pessimismo tem sido o nosso pão de cada dia nas nossas relações com a Electricidade de Moçambique.


O que o senhor deve dizer, para além de construir discursos mancos, é o que será feito para o caldo não chegar aos 300 meticais e para que o cimento não atinja a criminosa quantia de 500 meticais. É que já não temos reservas de pânico, doses de desespero e laivos de pessimismo que aguentem…

ESTOU A PREPARAR ESTRATÉGIAS PARA FAZER CAIR O REGIME DA FRELIMO

 


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MagazineIndependente_08.12.2015Afonso Dhlakama em teleconferência em Maputo, o canal Magazine Independente.
Afonso Dhlakama garante que está a preparar estratégias para correr com a Frelimo no poder há  mais de 40 anos!
E ainda garante Afonso Dhlakama que vai Governar a partir do próximo ano, nas províncias de centro e norte de moçambique e, se for necessário tomar Maputo.
" Vamos tomar conta sem derramamento de sangue, se eles quiserem mandar tanques e blindados para reagir vamos destruir tudo"
Alerta o presidente da Renamo, que repete que não quer a guerra, mas se vierem nos atacar vão receber porrada" por outro lado, Dhlakama fala de Acordo Geral de Paz(AGP) e diz que o documento não pode apodrecer, por isso a sua luta passa por obrigar a Frelimo a cumpri-lo, porque negá-lo é mesmo que negar a democracia em Moçambique.
Afirma que, quando na lei caduca é substituída por outra, mas quando é o povo a dizer!
Não um partido qualquer como a Frelimo, um partido pequenino que quase não existe…
In https://www.facebook.com/yusuf.armando.90?pnref=story