| Tema de Fundo - Tema de Fundo |
| Escrito por Adérito Caldeira em 29 Junho 2016 |
Se os moçambicanos ainda têm uma réstia de esperança de não pagarem o empréstimos contraídos secretamente pela Empresa Moçambicana de Atum(EMATUM) podem desistir pois os deputados do partido Frelimo na Assembleia da República, que aprovaram a inclusão dessas dívidas ilegalmente avalizadas pelo Governo de Armando Guebuza, no Orçamento de Estado de 2014, preparam-se para apreciar positivamente a Conta Geral do Estado(CGE) referente à esse Exercício Económico.Para legalizar esta Garantia do Estado o partido que governa Moçambique desde a independência começou por incorporar 350 milhões de dólares no Exercício Económico de 2014, como despesa de investimento militar e os seus deputados na VII legislatura aprovaram sem se importarem com a violação da Lei Orçamental de 2013, constatada pelo Tribunal Administrativo(TA). “Na CGE de 2013 não consta qualquer informação dos avales e garantias concedidos pelo Estado, cujo limite foi fixado em 183.500 mil Meticais para os avales e garantias do Estado, pelo artigo 11 da Lei n.º 1/2013, de 7 de Janeiro, que aprova o Orçamento do Estado de 2013. Fixando a Lei Orçamental, como referido atrás, o valor limite para a emissão de garantias e avales, por parte do Governo, em 183.500 mil Meticais, observa-se que o Governo, sem a devida autorização, emitiu avales e garantias no valor total de 28.346.620 mil Meticais”, pode-se ler no Parecer do TA. Ardilosamente o Executivo de Guebuza só incorporou uma parte do empréstimo, para não crescer ainda mais a Dívida Pública de então, embora o Aval ilegal aos bancos seja de 850 milhões de dólares norte-americanos. Diplomaticamente o Tribunal Administrativo chamou atenção no seu Relatório de 2014 que “os Avales e Garantias constituem uma dívida pública indirecta e contingencial, dado que o Estado assume a responsabilidade, em caso de incumprimento do devedor, de pagar a dívida ao credor”, como está a acontecer com a falta de viabilidade da Empresa Moçambicana de Atum que obrigaram o Executivo a pagar a primeira prestação da dívida com fundos do erário e renegociar o pagamento restante. Visto que ninguém solicitou a apreciação da constitucionalidade da Garantia concedida pelo Governo, que de acordo com a alínea p) do Artigo 179 da Constituição da República deveria ter sido autorizada pela Assembleia da República, na sessão de trabalhos desta quarta-feira(29) e quinta-feira(30) os 144 deputados do grupo parlamentar da Frelimo vão aprovar a CGE de 2014 pois consideram “que a execução do Orçamento de Estado de 2014 e o consequente Relatório de Conta está em conformidade com a Lei, pelo que, recomendam a sua apreciação positiva”, lê-se nos pareceres da 1ª e 2ª Comissão da Assembleia da República.
MDM considera que não há como considerar que a Conta Geral do Estado é credível
Porém ultrapassam a centena o rol de ilegalidades cometidas pelo Governo de Guebuza, durante o último Exercício Económico do seu mandato.“As recomendações do Tribunal Administrativo não são transformadas em dispositivo legal, com vista a tornar obrigatório o seu cumprimento de vido à falta de vontade política” destaca a bancada do Movimento Democrático de Moçambique(MDM) que também refere que “O parecer do Tribunal Administrativo sobre a Conta geral do Estado de 2014 afirma que continua a haver disparidades entre os valores das receitas próprias e consignadas das previsões e cobranças reportadas afectando negativamente a exactidão dos montantes reportados na Conta Geral do Estado”. O MDM considera que não há como considerar que a Conta Geral do Estado é credível pois “Algumas entidades do Estado não canalizaram receitas próprias e consignadas às Direcções de Áreas Fiscais, portanto, a Conta Única do Tesouro não recebeu receitas próprias e consignadas. Por outro lado, algumas entidades não foram capazes de localizar e entregar ao Tribunal Administrativo documentos comprovativos de receitas colectadas e despesas pagas, pelo que não foram seguidas regras e procedimentos contabilísticos aceites”. Além disso, segundo a grupo parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique, “Prevalencem inconsistências no tocante aos dados relativos às sociedades anónimas e a real capacidade financeira das Empres Públicas e Participadasm e o seu contributo real para os cofres do Estado. Por outro lado, a Conta Geral do Estado em análise, não desenvolve sobre a engenharia financeira sobre a constituição da EMATUM”. “Continua por esclarecer as razões que estão na origem do incumprimento das amortizações do crédito concedido pelo Estado em 2002, com fundos do Tesouro à empresas privadas ligadas a altas figuras do Estado, sendo que na sua generalidade não estão a pagar, havendo até a data, dez empresas que não efectuaram qualquer pagamento” por isso os deputados do MDM vão apreciar negativamente esta CGE.
Renamo reprova Conta Geral do Estado e pede consequências legais
Já o grupo parlamentar do partido Renamo concluiu que, “de entre vários aspectos, foram violadas as normas sobre a elaboração, execução dos orçamentos, bem como da assumpção, autorização ou pagamento de despesas públicas ou compromissos”.“É notória a persistência na inobservância, por parte do Governo, do preceituado no número 2 do artigo 14 da Lei do SISTAFE, que obriga a prever e a inscrever, no Orçamento do Estado, os valores das receitas a arrecadar, não podendo, as mesma serem cobradas se não estiverem previstas no respectivo orçamento da entidade”, afirma a bancada do maior partido de oposição que vai reprovar a Conta Geral do Estado de 2014 e pede que “sejam desencadeadas todas as consequências legais daí decorrentes”. “Há pagamento de despesas com recurso a verbas inapropriadas, bem como uso de fundos de projectos de investimentos para pagamento de despesas fora dos objectivos para os quais tais projectos foram inscritos no Orçamento do Estado, o que consubstancia desvio de aplicação” e, por isso, o grupo parlamentar da Renamo conclui que “o Governo não respeitou e nem acatou as recomendações do Tribunal Administrativo e da Comissão do Plano e Orçamento constantes dos seus pareceres aprovados por Resolução nesta Magna Casa, deixando entender a inexistência de mecanismos de coacção que obriguem a implementação daquelas recomendações”. EY: Esses senhores deputados da Frelimo não merecem estar na AR tão pouco confiança de ninguém. Eles não representam a nenhum povo, senão a eles mesmos, suas famílias e chefes. Se fosse um país com governo, era emitir a todos a partir do presidente até o guarda da AR. |
"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Partido Frelimo vai concluir legalização das dívidas da EMATUM
Dez anos, quinze parceiros sexuais
29/06/2016
- Laurinda Alves
Uma coisa é falarmos de violações e agressões a raparigas que ainda são crianças; outra coisa é conhecer as caras destas crianças. Uma coisa é generalizarmos e conceptualizarmos sobre o abuso sexual de menores; outra coisa bem diferente é conhecermos os nomes e as histórias de vida de algumas destas raparigas menores.
São menores de idade, é certo, mas muitas delas revelar-se-iam maiores, se medíssemos o tamanho da sua coragem e a altura da sua estatura moral. Foram abusadas, mas não se converteram em castigadoras. Muito pelo contrário! Lutam e agem incansavelmente todos os dias para que outras raparigas não passem pelo mesmo que elas passaram.
Conheci numa semana muitas dezenas de raparigas vulneráveis que passaram ou correm o risco de passar por situações de abuso sexual. E também conheci a autora de um estudo que ainda está em fase de conclusão e validação, mas aponta para dados terríveis: em algumas zonas de Moçambique há raparigas com pouco mais de 10 anos já submetidas a 15 homens diferentes e forçadas a 3 contactos sexuais por semana. Parece demasiado brutal para ser real, mas infelizmente esta realidade ultrapassa qualquer ficção.
As
estatísticas relativas à gravidez precoce em crianças moçambicanas são
igualmente assustadoras, e tudo isto revela um cenário discricionário, no qual
as mulheres têm um estatuto muitíssimo secundário. Podem até trabalhar mais que
os homens e ter um papel essencial nas suas famílias e comunidades, mas isso não
lhes dá estatuto nem direitos.
Sabemos que a realidade de que falo não é um exclusivo de certas zonas de Moçambique, pois em todo o continente africano alastram tremendas desigualdades entre homens e mulheres. Em mais de meio mundo é assim, aliás. As raparigas abandonam a escola ainda muito novas e são forçadas a casar cedo demais. Houve até há pouco tempo leis que protegiam os violadores, obrigando as raparigas a casar com o agressor. Arrepia, só de pensar.
Ser mulher é também estar em comunhão com as mulheres que sofrem, são maltratadas ou abusadas. Não é preciso ser feminista nem activista dos direitos das mulheres e, muito menos, defensora de quotas em contexto político-social para ter consciência de que a assimetria entre géneros é esmagadora para as mulheres em demasiadas latitudes do globo. Vivemos os mesmos séculos, os mesmos tempos de guerra e de paz, atravessamos juntos as mesmas crises e tempos de progresso, mas a história das mulheres é uma e a dos homens é outra, completamente diferente. E o fosso entre umas e outros é abissal.
Conhecedores de tudo isto, muitos homens e mulheres lutam pela igualdade de género e pelos direitos fundamentais, criando movimentos e organizações focados na educação das novas gerações, dando-lhes critérios e ferramentas para agirem de forma mais consciente, mas também para despertarem a consciência geral, pois a apatia que prevalece em muitos políticos e decisores chega a ser desumana.
Conhecer raparigas usadas e abusadas sexualmente que vivem a sua história no segredo ameaçador imposto pelos agressores carrega-nos de culpas. Somos culpados do silêncio, da indiferença e, porque não dizê-lo, da mesma apatia que identificamos nos que podem agir, mas não agem.
Escrevo a pensar especialmente numa dessas raparigas. Uma criança que podia ser minha filha, se eu tivesse nascido em África. Uma menina muito bonita, reservada e de olhos tristes, mesmo quando ri. Uma mwarusi, que na língua Macua significa donzela, rapariga que ainda não é mulher. Estavamos a chegar para uma sessão com as mwarusi (apoiadas por mentoras pós-universitárias do projecto Girl Move) numa comunidade rural da Província de Nampula, quando esta menina chegou. Trazia com ela apenas um caderno e vinha a conversar com duas amigas.
Durante um par de horas, as mentoras Girl Move orientaram uma sessão criativa, divertida e incisiva sobre a responsabilidade individual e o contributo positivo para o colectivo. Depois, as mwarusi dividiram-se em grupos para trabalhar um tema específico que tem a ver com básicos essenciais para elas: saberem defender-se, atreverem-se a dizer ‘não!’ e protegerem-se umas às outras para não serem agredidas e abusadas.
A última hora da sessão com as donzelas da comunidade de Napipine, perto de Nampula, foi passada a fazer teatro. Sob a supervisão das mentoras Girl Move, as raparigas improvisaram role-plays muito eloquentes dos seus medos e urgências, mas também dos seus anseios e sonhos de futuro. Todas se envolveram nas breves peças de teatro acabadas de ensaiar, e todas foram complementares acrescentarando muito umas à outras. Fizeram-nos rir às gargalhadas, mas também nos fizeram chorar lágrimas que tentamos a todo o custo conter e esconder.
Assisti a todas as peças, vi e ouvi os argumentos que usaram, e comovi-me profundamente com a verdade de cada uma, mas também com a aparente leveza com que falaram de temas pesados. Muitas delas estão no auge da sua catarse (a rapariga de que falo, de olhos bonitos mas trites, é uma delas) e, por isso, a teatralização de situações ameaçadoras, bem como a capacidade de nomear sentimentos permite essa purga, essa purificação interior. As raparigas servem de filtro umas às outras e as mentoras são essenciais para orientar essa catarse.
Nos teatrinhos improvisados, as raparigas dão sucessivos alertas umas às outras e reforçam noções e laços que as protegem dos perigos reais. Nada do que dizem é fútil ou acessório. Mantêm o foco nos temas essenciais porque sabem que dele depende a sua sobrevivência emocional, mas também a sua integridade física. No fim, em conversas mais íntimas, a duas, olhos nos olhos, soube que esta menina de que falo assumiu há pouco tempo que só está a conseguir sobreviver ao trauma da violação por estar a ser ajudada pelas outras mwarusi e pelas mentoras Girl Move.
Aquilo que vi e ouvi em Napipine, mas também na comunidade rural de Marrere, onde a sessão foi igualmente animada, mas desta vez sobre noções elementares relativas ao aparelho reprodutor feminino, feita a partir de danças e canções, mas também de desenhos infantis e pulseiras que as próprias miúdas fazem com missangas de várias cores, de forma a poderem usá-las sempre no pulso para perceberem o seu ciclo menstrual, bem como os dias em que correm perigo real de engravidar, deu para perceber o que fazem as mentoras do Girl Move no terreno. Ou seja, fora da Academia que frequentam em Nampula e onde cumprem um programa avançado de liderança pelo serviço e empreendedorismo social.
Estas raparigas foram, elas próprias, mwarusi e sentiram na pele essa mesma vulnerabilidade, mas tiveram a coragem de sonhar e lutar por um futuro diferente. O seu exemplo é altamente motivador para as mwarusis com quem trabalham actualmente, ajudando-as a ganhar coragem para procurarem elas mesmas o seu futuro. A forma como tocam a vida destas mwarusis vai fazer com que muitas se tornem líderes no futuro e é este sistema de vasos comunicantes e contagiantes que já está a colher muitos frutos.
Podia ter começado por escrever sobre a Academia Girl Move e tudo o que as jovens recém-licenciadas moçambicanas aprendem lá, mas acabei por deixar para o fim, pois a realidade-real que atravessam e sobre a qual se debruçam semestre após semestre é brutalmente urgente. Citando Maria Eitel, presidente e CEO da Fundação Nike, que serve de inspiração ao projecto Girl Move, “a educação das raparigas é transformadora e muda o curso da história. Se investirmos nos 72 milhões de jovens raparigas que estão fora da escola e elas passarem a estudar e a viver de acordo com o seu potencial, teremos um mundo totalmente diferente. É hora de actuarmos!”
Foi exactamente esta urgência que determinou a fundação e construção da Academia Girl Move, criada para promover a educação das mulheres. Na Girl Move só entram jovens licenciadas com potencial de liderança ao serviço das comunidades, porque a missão é essa mesma: liderar pelo serviço e transformar a realidade. “Quando melhoramos a vida de uma rapariga através da educação, saúde e segurança, dando-lhe mais oportunidades, estas mudanças têm sempre um efeito multiplicador na sociedade e quebram os ciclos de pobreza e exclusão” assume Alexandra Machado, portuguesa de Lisboa e fundadora do Girl Move que largou uma vida de sucesso como gestora de topo numa empresa multinacional para estar ao serviço desta causa, em Moçambique.
Num ciclo virtuoso de mentoria, de rapariga para rapariga e mulher para mulher, criou uma equipa sólida e uma rede de apoio, capacitação e mudança que transforma Nampula, em Moçambique, mas vida a vida poderá transformar o mundo. Preparar uma nova geração de mulheres que contribui para a mudança da realidade implica envolvê-las com o problema. Dotá-las de competências e forças para sonhar, tornar os sonhos realidade e fazer com que muitas mais mulheres se atrevam a sonhar.
Passei uma semana em Nampula, com a turma de raparigas Girl Move, na Academia onde têm aulas e recebem formação no âmbito do extraordinário Programa Avançado de Liderança e Empreendedorismo, mas também estive com elas no terreno, onde são mentoras de dezenas de Guias do projecto Mwarusi, que por sua vez trabalham com centenas de mwarusis. Fiquei impressionada com esta rede que toca mais de 600 raparigas só na Província de Nampula. Em apenas dois anos a Girl Move já está a fazer toda a diferença na paisagem a norte, num país como Moçambique, onde milhares e milhares de raparigas correm risco de abandono escolar, gravidez precoce, pobreza (miséria!) e exclusão social. Grande parte desta sucessão de conquistas deve-se ao envolvimento das próprias autoridades moçambicanas e também este contágio quase imediato acaba por ser muito inspirador e gratificante para todos. Trata-se da chamada win-win situation, em que todos ganham.
O programa parte desta ideia inovadora de mentoria em rede, e de um programa altamente inovador, inspirado por Paulo Freire, que recorre às metodologias pedagógicas mais recentes e experienciais como as comunidades de prática, os estágios de Vida, as tutorias de carreira, o service-learning, o dragon dreaming e o design thinking. Ou seja, metodologias mais que testadas no mundo das organizações, agora aplicadas também naquela latitude para transformar a sociedade.
Fui como voluntária participar na formação e voltei como se também eu pertencesse ao projecto. A paixão de alunas e professores, mentoras e guias, mwarussis e voluntários é absolutamente contagiante. Percebo a fundadora do Girl Move, quando assume que o seu sonho é formar formadoras, incentivar líderes e capacitar mentoras para chegarem a todas as raparigas em risco de abandono escolar e exclusão. Soa a utopia? Talvez, mas como dizia Sebastião da Gama, é pelo sonho que vamos. E é pelo exemplo que continuamos, na certeza de que são realmente as minorias que fazem avançar o mundo.
In http://observador.pt/opiniao/dez-anos-quinze-parceiros-sexuais/
Sabemos que a realidade de que falo não é um exclusivo de certas zonas de Moçambique, pois em todo o continente africano alastram tremendas desigualdades entre homens e mulheres. Em mais de meio mundo é assim, aliás. As raparigas abandonam a escola ainda muito novas e são forçadas a casar cedo demais. Houve até há pouco tempo leis que protegiam os violadores, obrigando as raparigas a casar com o agressor. Arrepia, só de pensar.
Ser mulher é também estar em comunhão com as mulheres que sofrem, são maltratadas ou abusadas. Não é preciso ser feminista nem activista dos direitos das mulheres e, muito menos, defensora de quotas em contexto político-social para ter consciência de que a assimetria entre géneros é esmagadora para as mulheres em demasiadas latitudes do globo. Vivemos os mesmos séculos, os mesmos tempos de guerra e de paz, atravessamos juntos as mesmas crises e tempos de progresso, mas a história das mulheres é uma e a dos homens é outra, completamente diferente. E o fosso entre umas e outros é abissal.
Conhecedores de tudo isto, muitos homens e mulheres lutam pela igualdade de género e pelos direitos fundamentais, criando movimentos e organizações focados na educação das novas gerações, dando-lhes critérios e ferramentas para agirem de forma mais consciente, mas também para despertarem a consciência geral, pois a apatia que prevalece em muitos políticos e decisores chega a ser desumana.
Conhecer raparigas usadas e abusadas sexualmente que vivem a sua história no segredo ameaçador imposto pelos agressores carrega-nos de culpas. Somos culpados do silêncio, da indiferença e, porque não dizê-lo, da mesma apatia que identificamos nos que podem agir, mas não agem.
Escrevo a pensar especialmente numa dessas raparigas. Uma criança que podia ser minha filha, se eu tivesse nascido em África. Uma menina muito bonita, reservada e de olhos tristes, mesmo quando ri. Uma mwarusi, que na língua Macua significa donzela, rapariga que ainda não é mulher. Estavamos a chegar para uma sessão com as mwarusi (apoiadas por mentoras pós-universitárias do projecto Girl Move) numa comunidade rural da Província de Nampula, quando esta menina chegou. Trazia com ela apenas um caderno e vinha a conversar com duas amigas.
Durante um par de horas, as mentoras Girl Move orientaram uma sessão criativa, divertida e incisiva sobre a responsabilidade individual e o contributo positivo para o colectivo. Depois, as mwarusi dividiram-se em grupos para trabalhar um tema específico que tem a ver com básicos essenciais para elas: saberem defender-se, atreverem-se a dizer ‘não!’ e protegerem-se umas às outras para não serem agredidas e abusadas.
A última hora da sessão com as donzelas da comunidade de Napipine, perto de Nampula, foi passada a fazer teatro. Sob a supervisão das mentoras Girl Move, as raparigas improvisaram role-plays muito eloquentes dos seus medos e urgências, mas também dos seus anseios e sonhos de futuro. Todas se envolveram nas breves peças de teatro acabadas de ensaiar, e todas foram complementares acrescentarando muito umas à outras. Fizeram-nos rir às gargalhadas, mas também nos fizeram chorar lágrimas que tentamos a todo o custo conter e esconder.
Assisti a todas as peças, vi e ouvi os argumentos que usaram, e comovi-me profundamente com a verdade de cada uma, mas também com a aparente leveza com que falaram de temas pesados. Muitas delas estão no auge da sua catarse (a rapariga de que falo, de olhos bonitos mas trites, é uma delas) e, por isso, a teatralização de situações ameaçadoras, bem como a capacidade de nomear sentimentos permite essa purga, essa purificação interior. As raparigas servem de filtro umas às outras e as mentoras são essenciais para orientar essa catarse.
Nos teatrinhos improvisados, as raparigas dão sucessivos alertas umas às outras e reforçam noções e laços que as protegem dos perigos reais. Nada do que dizem é fútil ou acessório. Mantêm o foco nos temas essenciais porque sabem que dele depende a sua sobrevivência emocional, mas também a sua integridade física. No fim, em conversas mais íntimas, a duas, olhos nos olhos, soube que esta menina de que falo assumiu há pouco tempo que só está a conseguir sobreviver ao trauma da violação por estar a ser ajudada pelas outras mwarusi e pelas mentoras Girl Move.
Aquilo que vi e ouvi em Napipine, mas também na comunidade rural de Marrere, onde a sessão foi igualmente animada, mas desta vez sobre noções elementares relativas ao aparelho reprodutor feminino, feita a partir de danças e canções, mas também de desenhos infantis e pulseiras que as próprias miúdas fazem com missangas de várias cores, de forma a poderem usá-las sempre no pulso para perceberem o seu ciclo menstrual, bem como os dias em que correm perigo real de engravidar, deu para perceber o que fazem as mentoras do Girl Move no terreno. Ou seja, fora da Academia que frequentam em Nampula e onde cumprem um programa avançado de liderança pelo serviço e empreendedorismo social.
Estas raparigas foram, elas próprias, mwarusi e sentiram na pele essa mesma vulnerabilidade, mas tiveram a coragem de sonhar e lutar por um futuro diferente. O seu exemplo é altamente motivador para as mwarusis com quem trabalham actualmente, ajudando-as a ganhar coragem para procurarem elas mesmas o seu futuro. A forma como tocam a vida destas mwarusis vai fazer com que muitas se tornem líderes no futuro e é este sistema de vasos comunicantes e contagiantes que já está a colher muitos frutos.
Podia ter começado por escrever sobre a Academia Girl Move e tudo o que as jovens recém-licenciadas moçambicanas aprendem lá, mas acabei por deixar para o fim, pois a realidade-real que atravessam e sobre a qual se debruçam semestre após semestre é brutalmente urgente. Citando Maria Eitel, presidente e CEO da Fundação Nike, que serve de inspiração ao projecto Girl Move, “a educação das raparigas é transformadora e muda o curso da história. Se investirmos nos 72 milhões de jovens raparigas que estão fora da escola e elas passarem a estudar e a viver de acordo com o seu potencial, teremos um mundo totalmente diferente. É hora de actuarmos!”
Foi exactamente esta urgência que determinou a fundação e construção da Academia Girl Move, criada para promover a educação das mulheres. Na Girl Move só entram jovens licenciadas com potencial de liderança ao serviço das comunidades, porque a missão é essa mesma: liderar pelo serviço e transformar a realidade. “Quando melhoramos a vida de uma rapariga através da educação, saúde e segurança, dando-lhe mais oportunidades, estas mudanças têm sempre um efeito multiplicador na sociedade e quebram os ciclos de pobreza e exclusão” assume Alexandra Machado, portuguesa de Lisboa e fundadora do Girl Move que largou uma vida de sucesso como gestora de topo numa empresa multinacional para estar ao serviço desta causa, em Moçambique.
Num ciclo virtuoso de mentoria, de rapariga para rapariga e mulher para mulher, criou uma equipa sólida e uma rede de apoio, capacitação e mudança que transforma Nampula, em Moçambique, mas vida a vida poderá transformar o mundo. Preparar uma nova geração de mulheres que contribui para a mudança da realidade implica envolvê-las com o problema. Dotá-las de competências e forças para sonhar, tornar os sonhos realidade e fazer com que muitas mais mulheres se atrevam a sonhar.
Passei uma semana em Nampula, com a turma de raparigas Girl Move, na Academia onde têm aulas e recebem formação no âmbito do extraordinário Programa Avançado de Liderança e Empreendedorismo, mas também estive com elas no terreno, onde são mentoras de dezenas de Guias do projecto Mwarusi, que por sua vez trabalham com centenas de mwarusis. Fiquei impressionada com esta rede que toca mais de 600 raparigas só na Província de Nampula. Em apenas dois anos a Girl Move já está a fazer toda a diferença na paisagem a norte, num país como Moçambique, onde milhares e milhares de raparigas correm risco de abandono escolar, gravidez precoce, pobreza (miséria!) e exclusão social. Grande parte desta sucessão de conquistas deve-se ao envolvimento das próprias autoridades moçambicanas e também este contágio quase imediato acaba por ser muito inspirador e gratificante para todos. Trata-se da chamada win-win situation, em que todos ganham.
O programa parte desta ideia inovadora de mentoria em rede, e de um programa altamente inovador, inspirado por Paulo Freire, que recorre às metodologias pedagógicas mais recentes e experienciais como as comunidades de prática, os estágios de Vida, as tutorias de carreira, o service-learning, o dragon dreaming e o design thinking. Ou seja, metodologias mais que testadas no mundo das organizações, agora aplicadas também naquela latitude para transformar a sociedade.
Fui como voluntária participar na formação e voltei como se também eu pertencesse ao projecto. A paixão de alunas e professores, mentoras e guias, mwarussis e voluntários é absolutamente contagiante. Percebo a fundadora do Girl Move, quando assume que o seu sonho é formar formadoras, incentivar líderes e capacitar mentoras para chegarem a todas as raparigas em risco de abandono escolar e exclusão. Soa a utopia? Talvez, mas como dizia Sebastião da Gama, é pelo sonho que vamos. E é pelo exemplo que continuamos, na certeza de que são realmente as minorias que fazem avançar o mundo.
In http://observador.pt/opiniao/dez-anos-quinze-parceiros-sexuais/
terça-feira, 28 de junho de 2016
Chissano: Desarmar e desmilitarizar a Renamo "não é nada do outro mundo”
28 de Junho de 2016, 16:56
O ex-Presidente moçambicano Joaquim Chissano afirmou hoje que desarmar e desmilitarizar a Renamo "não é nada do outro mundo", exigência que deverá presidir, do lado de Maputo, a negociações entre as duas partes, que, admitiu, poderão reunir-se em breve.
Em declarações à agência Lusa, à margem da Conferência Moçambique - Portugal, que decorreu em Cascais, Joaquim Chissano admitiu estarem em curso contactos com vista a preparar, para breve, um encontro entre o presidente Filipe Nyusi, e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama.
"Nem é do interesse da Renamo continuar nas matas e a ser vista como um partido não credível, por manter armas de um lado, e paralelamente, membros no Parlamento. Está muitas vezes conotada com terrorismo, etc", sublinhou Chissano.
"Creio que a Renamo não está interessada nisso. E o Governo, por seu lado, não está interessado em continuar com um país cuja economia se vai novamente tornando uma economia de guerra. Não pode ser. O Estado está interessado em avançar e valorizar mais as conquistas feitas no passado", acrescentou.
Chissano, que se escusou a adiantar pormenores sobre os contactos em curso, e que envolvem também o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou acreditar que as negociações poderão ter um "desenlace positivo", mas insistiu na desmilitarização da Renamo.
"Não é nada do outro mundo. O ponto principal é desarmar a Renamo, desmilitarizar o partido Renamo. Depois, segue o resto, que é toda essa filosofia de reconciliação de que falamos há muito tempo", defendeu.
Questionado sobre que garantias poderá o Governo dar à Renamo numa eventual pós-desmilitarização, Joaquim Chissano defendeu que a pergunta está "ao contrário".
"Pensava que iria pôr a questão ao contrário: que garantias é que a Renamo vai dar? Porque quem voltou às armas não foi o Governo, foi a Renamo", respondeu defendendo mais tarde, já aos jornalistas, que, por não estar no Governo, não pode saber quais as exigências a apresentar por cada uma das partes.
"Isso é o que vão discutir. Não estou no Governo e não posso dizer o que cada parte exige. Vão exigir e depois haverão negociações e as cedências. Até agora não sabemos o que vão pôr em cima da mesa", frisou.
Sobre os esforços de Marcelo Rebelo de Sousa no processo de paz moçambicano - esteve no Vaticano e com a Comunidade de Santo Egídio, em Roma, e efetuou uma visita oficial a Moçambique -, Joaquim Chissano defendeu que o Presidente português "agiu precisamente como devem agir os amigos".
"Procurar soluções e não complicar os problemas. Não se distanciou dos problemas. Os contactos terão tido algum impacto para o que se está a passar agora, que é a preparação das partes para um novo diálogo. Penso que foi positivo", indicou.
Joaquim Chissano considerou, por outro lado, que a população moçambicana há muito que quer a paz, defendendo não ser possível o retorno à guerra moldes em que decorreu o conflito civil no país (1976/1992).
"A paz em Moçambique está a penetrar no coração dos moçambicanos. Não é possível em Moçambique, jamais, o retorno à guerra como no passado. Há de haver desestabilização, um ataque a um autocarro, etc, são coisas desagradáveis, mas o retorno a uma guerra é impossível porque o povo não quer e o povo está consciente disso", acrescentou.
"Aprendemos com os 16 anos de guerra. Uns (Frente de Libertação de Moçambique - Frelimo) e outros (Renamo)", concluiu.
Lusa
EY: Chissano tornou-se um enganador dos seus sucessores. Durante o tempo que ele foi presidente, nunca falou de desarmar, desmilitarizar a Renamo, e não fez. Hoje porque ele não está na presidência vem com essas ideias. O Nyusi que não sabe analisar as coisas aceita essas manipulações para depois dizerem que os do Norte não incapazes de governar como sempre pensaram e disseram. Deve-se responder que garantias o governo vai dar a Renamo e não ao contrário. A Renamo está a responder os ataques que a Frelimo faz contra civis e atribui a Renamo. A Renamo defende o povo dos terroristas da Frelimo e não é a Renamo que é terrorista, isso os moçambicanos sabem muito bem. Esse resto é que deve ser primeiro e não o segundo e último. A última coisa deverá ser a desmilitarização ou desarme da Renamo, mas depois da Frelimo desarmar-se. Se a Renamo aceitar esta proposta da Frelimo será o fim da oposição em Moçambique e os massacres a civis aumentará cada vez mais, uma ditadura mais que no tempo de Machel que era normal fuzilar pessoas nas praças públicas e na presença de crianças... espero que os comandos e generais da Renamo não aceitem essa bobagem.
“Caprichos” de Guebuza e Chissano custam 83,8 milhões de meticais
28/06/2016
EDSON ARANTE
Numa altura em que os moçambicanos “apertam o cinto” com o agravamento do custo de vida, o Governo decidiu aumentar o suporte das despesas dos antigos Presidentes da República com fundos públicos.
A decisão consta de um despacho do Ministério da Economia e Finanças referente às alterações orçamentais do exercício económico deste 2016, efectuadas no primeiro trimestre, a cuja cópia o Correio da manhã teve acesso.
Concretamente, a dotação orçamental inicialmente prevista para a assistência aos antigos Presidentes da República para este ano era de cerca de 25,7 milhões de meticais só de despesas com pessoal, sendo que o Governo decidiu aumentar a verba em 1,4 milhão de meticais, sem, no entanto, especificar as razões.
Na
rubrica bens e serviços, o Executivo aumentou a factura em cerca de 8,4 milhões
de meticais, ou seja, passará a suportar as despesas de Armando Emílio
Guebuza e Joaquim Alberto Chissano (antigos estadistas
moçambicanos) no valor de 56,7 milhões de meticais do erário público, contra
48,3 milhões de meticais inicialmente previstos. Contas feitas, em tempo de
crise os “caprichos” de Guebuza e Chissano vão custar,
oficialmente, cerca de 83,8 milhões de meticais do erário público este
ano.
Medida unilateral
Entretanto, mais uma vez a decisão foi feita unilateralmente pelo Governo, ou seja, não houve aval da Assembleia da República (AR) nestas revisões das dotações orçamentais para o suporte das despesas dos antigos estadistas moçambicanos, apesar de este órgão ter aprovado o Orçamento do Estado (OE) para 2016.
Curiosamente, esta postura do Executivo de Filipe Jacinto Nyusi entra em choque com as declarações públicas segundo as quais o Estado iria cortar nas despesas de quase todos sectores públicos (com excepção da Educação e Saúde) e aplicar medidas de austeridade, devido à actual crise económica do país, associada às chamadas “dívidas escondidas”.
De referir que Moçambique enfrenta uma grave crise económica desde as recentes descobertas de empréstimos externos ocultos em valores astronómicos, situação que agravou a dívida pública do país e obrigou a suspensão da ajuda externa ao OE.
Os referidos empréstimos, dos quais o Estado moçambicano foi avalista, foram efectuados no último mandato do consulado de Armando Guebuza, com destaque para as dívidas contraídas em nome das empresas EMATUM no valor de cerca de USD 850 milhões, ProIndicus (USD 622 milhões) e Mozambique Asset Management
(MAM) no montante de USD 535 milhões, para de uma outra dívida de USD 221,4 milhões para reforçar a ordem e segurança pública do país.
CORREIO DA MANHÃ – 22.06.2016
NOTA: É fartar vilanagem. Mais um rico exemplo que o governo “transparente” de Filipe Nyusi dá ao seu “patrão”. Seria interessante saber-se de quem foi a iniciativa deste reforço de verba. Dos próprios ou de iniciativa governamenteal?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
Medida unilateral
Entretanto, mais uma vez a decisão foi feita unilateralmente pelo Governo, ou seja, não houve aval da Assembleia da República (AR) nestas revisões das dotações orçamentais para o suporte das despesas dos antigos estadistas moçambicanos, apesar de este órgão ter aprovado o Orçamento do Estado (OE) para 2016.
Curiosamente, esta postura do Executivo de Filipe Jacinto Nyusi entra em choque com as declarações públicas segundo as quais o Estado iria cortar nas despesas de quase todos sectores públicos (com excepção da Educação e Saúde) e aplicar medidas de austeridade, devido à actual crise económica do país, associada às chamadas “dívidas escondidas”.
De referir que Moçambique enfrenta uma grave crise económica desde as recentes descobertas de empréstimos externos ocultos em valores astronómicos, situação que agravou a dívida pública do país e obrigou a suspensão da ajuda externa ao OE.
Os referidos empréstimos, dos quais o Estado moçambicano foi avalista, foram efectuados no último mandato do consulado de Armando Guebuza, com destaque para as dívidas contraídas em nome das empresas EMATUM no valor de cerca de USD 850 milhões, ProIndicus (USD 622 milhões) e Mozambique Asset Management
(MAM) no montante de USD 535 milhões, para de uma outra dívida de USD 221,4 milhões para reforçar a ordem e segurança pública do país.
CORREIO DA MANHÃ – 22.06.2016
NOTA: É fartar vilanagem. Mais um rico exemplo que o governo “transparente” de Filipe Nyusi dá ao seu “patrão”. Seria interessante saber-se de quem foi a iniciativa deste reforço de verba. Dos próprios ou de iniciativa governamenteal?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
Zimbabwe borders under threat
28/06/2016
By
Kenneth Matimaire
AREAS along Zimbabwe’s border with Mozambique are under threat from the unrest rocking the neighbouring country following fresh clashes between the Mozambique Liberation Front (Frelimo) government and opposition Mozambique National Resistance (Renamo), the Financial Gazette can report.
Renamo, a rebel movement led by opposition leader Afonso Dhlakama, waged a 16-year civil war that ended in 1992 against Frelimo, which has been ruling Mozambique since independence in 1975.
The Dhlakama-led militant opposition went into a power-sharing arrangement with the Filipe Nyusi-led government, but later withdrew in 2013 citing an unfair governance system.
The rebel movement also refused to accept the Frelimo party’s victory in 2014 elections and has taken up arms.
In an escalation of a simmering conflict between the old civil war foes, pockets of violent clashes have erupted in the neighbouring country.
Mozambique’s Ministry of Education and Human Development has revealed that 97 schools have been closed in Sofala, Manica, Tete and Zambezia provinces due to clashes between Renamo and government security forces.
AREAS along Zimbabwe’s border with Mozambique are under threat from the unrest rocking the neighbouring country following fresh clashes between the Mozambique Liberation Front (Frelimo) government and opposition Mozambique National Resistance (Renamo), the Financial Gazette can report.
Renamo, a rebel movement led by opposition leader Afonso Dhlakama, waged a 16-year civil war that ended in 1992 against Frelimo, which has been ruling Mozambique since independence in 1975.
The Dhlakama-led militant opposition went into a power-sharing arrangement with the Filipe Nyusi-led government, but later withdrew in 2013 citing an unfair governance system.
The rebel movement also refused to accept the Frelimo party’s victory in 2014 elections and has taken up arms.
In an escalation of a simmering conflict between the old civil war foes, pockets of violent clashes have erupted in the neighbouring country.
Mozambique’s Ministry of Education and Human Development has revealed that 97 schools have been closed in Sofala, Manica, Tete and Zambezia provinces due to clashes between Renamo and government security forces.
The on-going clashes are posing a new security threat to Zimbabwe after Renamo rebels and Mozambican refugees were spotted in areas bordering Mozambique in the eastern province.
Early this year, Renamo rebel soldiers were spotted in Nyanga and Burma Valley where they lured unemployed youths to join their army.
In Chipinge District — situated in the southern part of Manicaland — Mozambicans have sought refuge.
Members of Parliament, traditional leaders and pressure groups have warned of an imminent threat posed by the conflict in Mozambique.
Nyanga North legislator, Hubert Nyanhongo, told a Parliamentary session in March this year that Renamo rebels were recruiting youths from his constituency.
A Burma Valley-based farmer recently confirmed similar incidents in the banana farming area.
“We are at risk of losing some of our farm workers here because Renamo soldiers have been coming here frequently and asking our workers to join their army. We are very worried about our safety and that of our livestock. Who knows maybe tomorrow they will be forcing everyone to join,” said the resettled farmer who spoke on condition of anonymity.
Chipinge resident and Platform for Youth Development founder, Claris Madhuku, said Mozambicans fleeing from the unrest were seeking refuge in Chipinge.
“It may be important for the public to know that the unrest in Mozambique is affecting areas along the border. There has been an influx of people from Mozambique to Zimbabwe, who are seeking refuge from Matsangaise (Renamo rebels),” he said.
Chief Mapungwana also confirmed that several Mozambicans have approached his traditional council asking for a place to seek refuge.
Manicaland provincial police spokesperson, Luxson Chananda, however, said he was in the dark over the matter.
But Zimbabwe Republic Police spokesperson, Charity Charamba, said their officers in Manicaland were on high alert.
“I have checked with officer commanding Manicaland and officer commanding Mashonaland West because they, both, police borders with Mozambique, but they haven’t received anything official. They have also checked with refugee camps (Tongogara Refugee Camp in Chipinge), but there are unconfirmed rumours. So they are going to verify these reports and see whether it’s true or not,” she said.
Provincial army spokesperson, Major Luke Mafere, referred questions to national army spokesperson, Lieutenant Colonel Alphios Makotore, who requested questions in writing.
These were e-mailed to him over a fortnight ago before he later requested this paper to send the questions to a Colonel Ndlovu at the Zimbabwe National Army headquarters.
Ndlovu had not responded to questions from this newspaper at the time of going to print.
Buhera South legislator, Joseph Chinotimba, recently raised concerns in Parliament over the army’s state of preparedness in dealing with the Mozambican crisis.
Chinotimba said Zimbabweans living along border areas were not safe, including the country’s investments such as the Beira Corridor which transports fuel from the Beira Port to Mutare.
Minister of Defence, Sydney Sekeremayi, responded by saying government was closely following events in Mozambique and would react accordingly to any threats.
“The Mozambican government should be the first to deal with Renamo rebellion. When our interests are tempered with, we will definitely react and we will notify the government there,” Sekeremayi told Parliament.
newsdesk@fingaz.co.zw In http://www.financialgazette.co.zw/zimbabwe-borders-under-threat/
Parentes do Presidente da República despontam no "Nyusibusiness"(repetição)
27/06/2016
Um pouco antes da entronização de Jacinto Filipe Nyusi nos destinos de todos os moçambicanos começaram a surgir os primeiros registos de actividades empresariais de parentes seus, uma prática normal de famílias próximas do poder, em democracias emergentes. A história e a memória mostram que as famílias presidenciais moçambicanas, quando um seu parente assume o comando dos destinos da Nação, elas prosperam empresarialmente e com facilidade. Foi assim com as de Chissano e Guebuza. A filha deste último antigo Chefe de Estado, Valentina Guebuza, é uma das mulheres jovens mais poderosas, brilhantes e inovadoras de África, segundo várias publicações internacionais especializadas, que arrolam, também, a conhecida angolana Isabel dos Santos.
A filha do Presidente Nyusi está, discretamente, a tornar-se uma mulher de negócios, de acordo com a Africa Intelligence. Ela é accionista (com uma participação de 50%) na Dambo Investe, fundada em Fevereiro de 2014, em Maputo, e que opera no sector de importação e exportação, hotelaria e turismo, exploração mineira, entre outros interesses. O seu parceiro no empreendimento é Hipólito Michel Ribeiro Amad Ussene, que criou outra companhia, a Nyakali Oil, em Abril, em que ele detém 1% e a Dambo Investe 99%. A Nyakali Oil vai-se especializar na exploração, produção, venda e distribuição de energia, petróleo e gás.
A avaliar pela apetência que os dirigentes moçambicanos e os seus parentes têm pelo negócio, tudo leva a crer que Cláudia, que emerge sorrateiramente neste ramo, trilha os caminhos de Valentina Guebuza, que durante a governação do seu progenitor cresceu como cogumelo?. Ela vai querer suplantar a filha do antecessor do seu pai ou irá alargar os seus tentáculos empresariais para atingir, de uma vez, o patamar de Isabel dos Santos?
Casimiro Cosme Nhussi, um dos irmãos do Presidente Filipe Nyusi, é, provavelmente, o Nyusi que fez ecoar primeiro o nome desta família através da arte e longe do ramo empresarial. Casimiro tornou-se accionista do Grupo Namatil.
Esta empresa foi criada no fim de 2014 pelo advogado António Salvador Nkamate, Muilene Lagos Lidimu, filho do general Lagos Lidimu, que é próximo de Filipe Nyusi, e Simbili Alberto Puchar Mtumuke, o filho do general Atanásio Salvador Mtumuke, actual ministro da Defesa.
Casimiro é
residente no Canadá, onde é um dançarino profissional e músico. Em 2002, fundou
a companhia de dança NAfro Dança Productions em Winnipeg. Antes disso, foi
director artístico da aclamada Companhia Nacional de Canto e Dança
(CNCD).
Outros interesses empresariais dos filhos do Presidente da República
Se ser filho de um simples governante já é um trampolim para o sucesso, imagine-se a quantidade de empresas que, talvez, os parentes do Chefe de Estado estão a projectar e o alcance dos seus tentáculos em diversas áreas de negócio.
De acordo com o BR nº 48, III Série, 2º Supl., de 17 de Junho de 2014, Florindo Filipe Jacinto Nyusi é sócio da Imográfica, Limitada, cujo objecto social é a “criação gráfica, design gráfico, impressão digital, impressão offset, reclames luminosos, impressão de revistas e jornais, edição e impressão de livros escolares, estamparia, serigrafia, decoração de interiores, publicidade em geral e outros serviços”.
São sócios de Florindo Nyusi os cidadãos Joaquim Augusto Machado da Silva e Pedro Amadeu Pereira da Silva. A empresa Irmãos Morreia Moçambique, Limitada está ligada à Imográfica, Limitada.
A irmã de Florindo, ou seja, Cláudia Nyusi, tem inscritas em Moçambique duas sociedades comerciais. A primeira foi registada em 2001 e chama-se ULANDA, Limitada. A sua parceira é Nimbuka Lagos Henriques Lidimo. O objecto social da ULANDA é a “criação, construção, remodelação, gestão e exploração de espaços, equipamentos e infra-estruturas de turismo e de lazer, assim como a organização de eventos e actividades nesses espaços, equipamentos e infra-estruturas”.
Estas são apenas algumas mostras dos interesses empresariais da família do Presidente da República. Aliás, ele própria está no trilho do Nyusibusiness e segue, paulatinamente, os passos do seu antecessor na área de negócios.
Estiva é o negócio do Nyusi. De acordo com o Boletim da República (BR) número 17, III Série, de 27 de Abril de 2005, o actual Presidente da República é accionista da Sociedade Moçambicana de Estiva, S.A.R.L. (SOMOESTIVA), Limitada.
O objecto social desta empresa, na qual Nyusi detém acções é, entre outros, “o manuseamento de carga nacional e em trânsito internacional a bordo e fora dos navios atracados nos portos de Maputo, Inhambane, Beira, Quelimane, Macuse, Nacala e Pemba, estiva e serviços auxiliares de estiva”, bem como “manuseamento de carga a bordo dos navios ancorados ao largo em caso de necessidade”.
A sociedade poderá, também, mediante resolução da assembleia-geral, “alargar as suas actividades a conferências, peritagem, superintendência e agenciamento de navios, gerir participações e participar, sem limites, no capital de outras sociedades, subsidiárias ou filiadas e em empresas e agrupamentos de empresas, consórcios, associações empresariais ou outras formas de associação, participar, directa ou indirectamente em projectos de desenvolvimento que de alguma forma concorram para o objecto da sociedade e, com o mesmo objectivo, aceitar concessões”.
São sócios de Nyusi nesta empresa de estiva os cidadãos Agostinho Francisco Langa Júnior, Amir Ali Amade, Arnaldo Júlio Caetano Meque, Boaventura Marcelino Cherinda, Carlos Fernando Bambo Nhangou, David Luís Paiva Gomes, Hélio Bento Maungue, Joaquim Veríssimo, Sulemane Jaime Nguenha e Américo António Amaral Magaia.
A STEELSA, Sociedade Técnica de Empreendimentos, SARL, a MG-Moçambique Gestores, SARL e o SINPEOC-Sindicato Nacional de Estiva e Serviços Correlativos são as instituições sócias, a título corporativo, da SOMOESTIVA.
O @Verdade apurou que Nyusi está apenas ligado, oficialmente, a esse empreendimento!
É importante o público saber para controlar
O @Verdade pediu a opinião do jornalista e activista Marcelo Mosse sobre estes empreendimentos. Mosse considera que o conhecimento destas informações, por parte da opinião pública, “é fundamental pois permite controlar até que ponto os negócios públicos estão a ser canalizados, sem transparência, para as empresas dos parentes do Presidente, distorcendo princípios elementares de concorrência livre e drenando dinheiros públicos para bolsos privados sem justificação aparente”.
Mosse referiu ainda que a materialização da predisposição do Chefe de Estado, manifestada no seu discurso inaugural, de promover a transparência e a separação de águas entre política e negócios, deve ser vigiada.
@VERDADE – 27.05.2015
Outros interesses empresariais dos filhos do Presidente da República
Se ser filho de um simples governante já é um trampolim para o sucesso, imagine-se a quantidade de empresas que, talvez, os parentes do Chefe de Estado estão a projectar e o alcance dos seus tentáculos em diversas áreas de negócio.
De acordo com o BR nº 48, III Série, 2º Supl., de 17 de Junho de 2014, Florindo Filipe Jacinto Nyusi é sócio da Imográfica, Limitada, cujo objecto social é a “criação gráfica, design gráfico, impressão digital, impressão offset, reclames luminosos, impressão de revistas e jornais, edição e impressão de livros escolares, estamparia, serigrafia, decoração de interiores, publicidade em geral e outros serviços”.
São sócios de Florindo Nyusi os cidadãos Joaquim Augusto Machado da Silva e Pedro Amadeu Pereira da Silva. A empresa Irmãos Morreia Moçambique, Limitada está ligada à Imográfica, Limitada.
A irmã de Florindo, ou seja, Cláudia Nyusi, tem inscritas em Moçambique duas sociedades comerciais. A primeira foi registada em 2001 e chama-se ULANDA, Limitada. A sua parceira é Nimbuka Lagos Henriques Lidimo. O objecto social da ULANDA é a “criação, construção, remodelação, gestão e exploração de espaços, equipamentos e infra-estruturas de turismo e de lazer, assim como a organização de eventos e actividades nesses espaços, equipamentos e infra-estruturas”.
Estas são apenas algumas mostras dos interesses empresariais da família do Presidente da República. Aliás, ele própria está no trilho do Nyusibusiness e segue, paulatinamente, os passos do seu antecessor na área de negócios.
Estiva é o negócio do Nyusi. De acordo com o Boletim da República (BR) número 17, III Série, de 27 de Abril de 2005, o actual Presidente da República é accionista da Sociedade Moçambicana de Estiva, S.A.R.L. (SOMOESTIVA), Limitada.
O objecto social desta empresa, na qual Nyusi detém acções é, entre outros, “o manuseamento de carga nacional e em trânsito internacional a bordo e fora dos navios atracados nos portos de Maputo, Inhambane, Beira, Quelimane, Macuse, Nacala e Pemba, estiva e serviços auxiliares de estiva”, bem como “manuseamento de carga a bordo dos navios ancorados ao largo em caso de necessidade”.
A sociedade poderá, também, mediante resolução da assembleia-geral, “alargar as suas actividades a conferências, peritagem, superintendência e agenciamento de navios, gerir participações e participar, sem limites, no capital de outras sociedades, subsidiárias ou filiadas e em empresas e agrupamentos de empresas, consórcios, associações empresariais ou outras formas de associação, participar, directa ou indirectamente em projectos de desenvolvimento que de alguma forma concorram para o objecto da sociedade e, com o mesmo objectivo, aceitar concessões”.
São sócios de Nyusi nesta empresa de estiva os cidadãos Agostinho Francisco Langa Júnior, Amir Ali Amade, Arnaldo Júlio Caetano Meque, Boaventura Marcelino Cherinda, Carlos Fernando Bambo Nhangou, David Luís Paiva Gomes, Hélio Bento Maungue, Joaquim Veríssimo, Sulemane Jaime Nguenha e Américo António Amaral Magaia.
A STEELSA, Sociedade Técnica de Empreendimentos, SARL, a MG-Moçambique Gestores, SARL e o SINPEOC-Sindicato Nacional de Estiva e Serviços Correlativos são as instituições sócias, a título corporativo, da SOMOESTIVA.
O @Verdade apurou que Nyusi está apenas ligado, oficialmente, a esse empreendimento!
É importante o público saber para controlar
O @Verdade pediu a opinião do jornalista e activista Marcelo Mosse sobre estes empreendimentos. Mosse considera que o conhecimento destas informações, por parte da opinião pública, “é fundamental pois permite controlar até que ponto os negócios públicos estão a ser canalizados, sem transparência, para as empresas dos parentes do Presidente, distorcendo princípios elementares de concorrência livre e drenando dinheiros públicos para bolsos privados sem justificação aparente”.
Mosse referiu ainda que a materialização da predisposição do Chefe de Estado, manifestada no seu discurso inaugural, de promover a transparência e a separação de águas entre política e negócios, deve ser vigiada.
@VERDADE – 27.05.2015
ZECA CALIATE, VOZ DA VERDADE - O ASSASSINO COMUNISTA MAOISTA SÉRGIO ´´BEATAS`` VIEIRA, ANDA POR AÍ A DETURPAR OS FACTOS E ACONTECIMENTOS REAIS DA VERDADEIRA HISTÓRIA DA FRELIMO ATRAVÉS DA SUA VERBORREIA MENTAL CRÓNICA
27/06/2016
Fico perplexo com a forma como este canalha e mentiroso compulsivo continua a inventar fábulas sobre a verdadeira fundação do partido dos Cleptocratas vulgo Frelimo, e o pior é que ainda dão tempo de antena a um ser repugnante e de mau porte como ele, para que o público em geral ouça e acredite absolutamente na MENTIRA, QUE DITA MUITAS VEZES VIRA VERDADE.
Por exemplo; diz de que Dr. Eduardo Mondlane, foi fundador da Frente de Libertação de Moçambique Frelimo..MENTIRA, pois Eduardo Mondlane, nunca fez parte dos membros fundadores do Movimento Frelimo, aliás quero vos dizer, de que os verdadeiros fundadores da Frente de Libertação foram na sua maioria todos eliminados e os poucos que sobreviveram, alguns viriam a morrer no exílio e outros poucos vivem espalhados por esse mundo fora.
Quando
Eduardo Mondlane chegou ao Tanganyika em 1962, as três formações políticas
Moçambicanas, nomeadamente UDENAMO, UNAMI E MANU, já se tinham unificado para
dar início a um só Movimento de Libertação de nome Frelimo, que foi criado no
GHANA e o nome da Frelimo foi testemunhada por Dr. Kwame Nkruma o primeiro
Presidente daquele País Africano que se tinha tornado Independente há poucos
anos.
Não só Eduardo Mondlane, mas muitos outros oportunistas que foram para a Frelimo, não teriam só como única intenção apoiar a luta pela Independência, mas sim também, para terem acesso aos lugares chave da recém criada Frelimo para pôr em prática primeiramente a eliminação física dos verdadeiros Nacionalistas, que de facto queriam ver Moçambique um País Independente, Livre e Democrático para depois liderarem a seu belo prazer, o Partido com Orientação Comunista Radical, que viria a destroçar as nossas vidas até aos dias de hoje. Importante dizer também, que Eduardo Mondlane, exigiu como condição a presidência da Frelimo como forma de participação e dedicação ao Movimento de Libertação. Mas essa exigência de Mondlane, desagradou a muitos líderes Nacionalistas que acharam uma afronta a sua condicionante e acabaram mesmo por abandonar aquela formação da Frelimo.
Esses compatriotas Moçambicanos que simplesmente abandonaram a Frelimo, viam um Eduardo Mondlane rebocador de uma locomotiva, onde os seus vagões estariam repletos somente de gentes do Sul que destruiriam a vida não só daqueles que tinham tomado a iniciativa de criar um movimento de Libertação para Independência Nacional, como também trouxeram a morte a enumeras pessoas e que algumas nunca se interessariam por uma Independência por via armada. Por isso, quero aqui refutar categoricamente tais afirmações consertadas e enganosas do Sérgio ´´BEATAS`` Vieira e outros, de que Mondlane tería sido o líder que fez parte de formação da Frelimo. Ele foi oportunista de um processo que já estaria em marcha para um fim em comum, o da Independência de Moçambique.
Outra questão, que Sérgio Vieira trouxe ao espectadores daquele canal sobre a bomba que matou Eduardo Mondlane, onde aponta o dedo a Orlando Cristina de que ele seria o autor que transportou o engenho explosivo para um dos Hotéis da cidade de Dar-és-Salaam, e onde a encomenda teria sido entregue a Uria Timóteo Simango e Rafael Silvério Nungu e os dois teriam feito chegar tal encomenda ao destino final e posteriormente a morte do alvo Mondlane. Essas afirmações de Sérgio Vieira, não são para se levar a sério, pois as pessoas que mataram Dr. Eduardo Mondlane, estão bem identificados nos arquivos do Governo Tanzaniano liderado por Júlios Nyerere. Importante frisar que o ´´TZOM``Joaquim Chissano, o chefe da Segurança da Frelimo e um dos bufos de Nyerere na altura, sabe quem foi o autor do engenho. O ´´TZOM`` Joaquim Chissano, na qualidade de chefe máximo da segurança da Frelimo foi aparentemente detido para averiguações pelos serviços de informação daquele País em forma de encenação como se de uma peça de teatro tratasse, para mais tarde ser solto sem levantar suspeitas ao ocidente...pois esta encenação foi toda concertada com Julius Nyerere, Marcelino dos Santos, Samora Machel, Joaquim Chissano, Mariano Matsinhe, Sérgio Assassino Vieira entre outros com o apoio da China. Por isso, o mentiroso Viera não venha para aqui espalhar poeira na face dos Moçambicanos, acusando pessoas que em nada tiveram a haver com este assassinato político, pois ele é parte desta conspiração.
Sérgio Vieira, acusa o saudoso e falecido ´´velho maconde`` Lazaro Kavandame, de ter dado ordem para assassinar o Mateus Sansão Muthemba e também de ordenar a morte do adjunto chefe das operações da Frelimo Paulo Kankomba. Infelizmente o canalha Sérgio Vieira, procura sempre acertar no alvo que pretende atingir, pois até aqui nunca apresentou provas ou factos por aquilo que têm andado por aí a falar. Porém a verdade é uma, na Frelimo foram chacinadas milhares de pessoas e os autores desses massacres andam por aí à solta. Gostaria sinceramente de ter a confirmação dos mandantes do assassinato de Samora Machel!!! Não é que não tenha o meu palpite...pois já nada me surpreende nessa gentinha. A versão que cozinharam, foi mais uma vez para desviar a atenção dos verdadeiros mandantes como fizeram com Mondlane, e apontariam os Sul-Africanos como os carrascos do Tupolev onde viajava Samora Machel. OUTRA GRANDE MENTIRA. Onde andavas tu Sérgio ´´BEATAS`` Vieira sendo ministro da Segurança do Samora Assassino na altura???? Pois é...tudo muito conveniente, não é seu canalha???
Sérgio Assassino Vieira É PARTE DO PROBLEMA......NÃO DA SOLUÇÃO.
Meus irmãos Moçambicanos, relembro-vos em consciência, a todos os resistentes a este regime sanguinário inconsequente, que enquanto as chefias radicais assassinas desse partido Frelimo não forem capturadas e encarceradas, o povo não terá liberdade e sempre haverá alguém para enviar os ``cães de caça do regime`` para vos perseguir, agredir e eliminar.
FUNGULANI MASSO, lembrem-se bem, QUEM NÃO LUTA PERDE SEMPRE, A LUTA É CONTÍNUA.
Zeca Caliate, General Chingòndo um dos sobreviventes da teia do mal Frelimo!
Europa, 27 de Junho de 2016
(Recebido por email)
Vejam http://www.macua1.org/blog/caliate.htm
Brevemente mais notícias, aqui na sua VOZ DA VERDADE, que anteriormente não sabiam
Não só Eduardo Mondlane, mas muitos outros oportunistas que foram para a Frelimo, não teriam só como única intenção apoiar a luta pela Independência, mas sim também, para terem acesso aos lugares chave da recém criada Frelimo para pôr em prática primeiramente a eliminação física dos verdadeiros Nacionalistas, que de facto queriam ver Moçambique um País Independente, Livre e Democrático para depois liderarem a seu belo prazer, o Partido com Orientação Comunista Radical, que viria a destroçar as nossas vidas até aos dias de hoje. Importante dizer também, que Eduardo Mondlane, exigiu como condição a presidência da Frelimo como forma de participação e dedicação ao Movimento de Libertação. Mas essa exigência de Mondlane, desagradou a muitos líderes Nacionalistas que acharam uma afronta a sua condicionante e acabaram mesmo por abandonar aquela formação da Frelimo.
Esses compatriotas Moçambicanos que simplesmente abandonaram a Frelimo, viam um Eduardo Mondlane rebocador de uma locomotiva, onde os seus vagões estariam repletos somente de gentes do Sul que destruiriam a vida não só daqueles que tinham tomado a iniciativa de criar um movimento de Libertação para Independência Nacional, como também trouxeram a morte a enumeras pessoas e que algumas nunca se interessariam por uma Independência por via armada. Por isso, quero aqui refutar categoricamente tais afirmações consertadas e enganosas do Sérgio ´´BEATAS`` Vieira e outros, de que Mondlane tería sido o líder que fez parte de formação da Frelimo. Ele foi oportunista de um processo que já estaria em marcha para um fim em comum, o da Independência de Moçambique.
Outra questão, que Sérgio Vieira trouxe ao espectadores daquele canal sobre a bomba que matou Eduardo Mondlane, onde aponta o dedo a Orlando Cristina de que ele seria o autor que transportou o engenho explosivo para um dos Hotéis da cidade de Dar-és-Salaam, e onde a encomenda teria sido entregue a Uria Timóteo Simango e Rafael Silvério Nungu e os dois teriam feito chegar tal encomenda ao destino final e posteriormente a morte do alvo Mondlane. Essas afirmações de Sérgio Vieira, não são para se levar a sério, pois as pessoas que mataram Dr. Eduardo Mondlane, estão bem identificados nos arquivos do Governo Tanzaniano liderado por Júlios Nyerere. Importante frisar que o ´´TZOM``Joaquim Chissano, o chefe da Segurança da Frelimo e um dos bufos de Nyerere na altura, sabe quem foi o autor do engenho. O ´´TZOM`` Joaquim Chissano, na qualidade de chefe máximo da segurança da Frelimo foi aparentemente detido para averiguações pelos serviços de informação daquele País em forma de encenação como se de uma peça de teatro tratasse, para mais tarde ser solto sem levantar suspeitas ao ocidente...pois esta encenação foi toda concertada com Julius Nyerere, Marcelino dos Santos, Samora Machel, Joaquim Chissano, Mariano Matsinhe, Sérgio Assassino Vieira entre outros com o apoio da China. Por isso, o mentiroso Viera não venha para aqui espalhar poeira na face dos Moçambicanos, acusando pessoas que em nada tiveram a haver com este assassinato político, pois ele é parte desta conspiração.
Sérgio Vieira, acusa o saudoso e falecido ´´velho maconde`` Lazaro Kavandame, de ter dado ordem para assassinar o Mateus Sansão Muthemba e também de ordenar a morte do adjunto chefe das operações da Frelimo Paulo Kankomba. Infelizmente o canalha Sérgio Vieira, procura sempre acertar no alvo que pretende atingir, pois até aqui nunca apresentou provas ou factos por aquilo que têm andado por aí a falar. Porém a verdade é uma, na Frelimo foram chacinadas milhares de pessoas e os autores desses massacres andam por aí à solta. Gostaria sinceramente de ter a confirmação dos mandantes do assassinato de Samora Machel!!! Não é que não tenha o meu palpite...pois já nada me surpreende nessa gentinha. A versão que cozinharam, foi mais uma vez para desviar a atenção dos verdadeiros mandantes como fizeram com Mondlane, e apontariam os Sul-Africanos como os carrascos do Tupolev onde viajava Samora Machel. OUTRA GRANDE MENTIRA. Onde andavas tu Sérgio ´´BEATAS`` Vieira sendo ministro da Segurança do Samora Assassino na altura???? Pois é...tudo muito conveniente, não é seu canalha???
Sérgio Assassino Vieira É PARTE DO PROBLEMA......NÃO DA SOLUÇÃO.
Meus irmãos Moçambicanos, relembro-vos em consciência, a todos os resistentes a este regime sanguinário inconsequente, que enquanto as chefias radicais assassinas desse partido Frelimo não forem capturadas e encarceradas, o povo não terá liberdade e sempre haverá alguém para enviar os ``cães de caça do regime`` para vos perseguir, agredir e eliminar.
FUNGULANI MASSO, lembrem-se bem, QUEM NÃO LUTA PERDE SEMPRE, A LUTA É CONTÍNUA.
Zeca Caliate, General Chingòndo um dos sobreviventes da teia do mal Frelimo!
Europa, 27 de Junho de 2016
(Recebido por email)
Vejam http://www.macua1.org/blog/caliate.htm
Brevemente mais notícias, aqui na sua VOZ DA VERDADE, que anteriormente não sabiam
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Se os moçambicanos ainda têm uma réstia de esperança de não pagarem o empréstimos contraídos secretamente pela Empresa Moçambicana de Atum(EMATUM) podem desistir pois os deputados do partido Frelimo na Assembleia da República, que aprovaram a inclusão dessas dívidas ilegalmente avalizadas pelo Governo de Armando Guebuza, no Orçamento de Estado de 2014, preparam-se para apreciar positivamente a Conta Geral do Estado(CGE) referente à esse Exercício Económico.