"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



terça-feira, 1 de novembro de 2016

HOMENS ARMADOS DA FRELIMO MORRERAM EM MASSA NO DISTRITO DE CHERINGOMA!

sábado, 29 de outubro de 2016


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ÚLTIMA HORA* ÚLTIMA HORA* ÚLTIMA HORA! 

As tropas conjuntas da Frelimo voltam a sofrer baixas no distrito de cheringoma, concretamente na localidade de inhaminga, no povoado de Tsosse. As forças atacadas hoje usaram uma outra táctica para que não dispertassem a atenção da população daquela zona, para evitar a fuga de informação. Assim sendo, embrenharam se numa picada que vai dar directamente na floresta onde encontra se localizada a terrível base das perdizes em Inhaminga. Estes percorreram uma boa distância e por sua vez enfrentaram dificuldades pois a picada por eles usada, contém apresenta uma série de obstáculos naturais tais como saliências e retrancias mas suportaram porque o principal objectivo era de surpreender o inimigo. Para mais adiante, depararam se com uma cancela e não perderam tempo, tendo se dividivo em vários grupos tomando a posição defensiva e seguiram para o interior. Desta vez, não usaram a mesma táctica (bombardeamentos cegos antes de avançar para o interior) porque como dissemos a cima, a ideia era mesmo de surpreender o inimigo. Sem contar com surpresas avançaram para o interior mas deram se mal porque as perdizes já haviam montado uma emboscada de grande envergadura à 200 metros da cancela. E foi a mesma distância que percorreram e derepente foram atacados por um intenso e devastador de metralhadoras (e sem nenhuma resposta) e sofreram baixas. O grupo que vinha de trás recuou mas não acredindo na derrota, pois, eles traziam todo tipo de arsenal e na acepção destes, a vitória era certa. Tomados de pânico, alguns choravam e por último foram se reagrupar num ponto seguro e iniciaram com disparos cegos mas sem sucessos. Visto que a distância não era favorável e os Rangers também estavam bem posicionado. Depois de 2 horas de tempo de disparos cegos, decidiram flectir até ao povoado por temer mais supressão porque eles disparavam mas os Rangers não respondiam, o que lhes levou a suspeitar que os Rangers estavam montando mais emboscada. Portanto, quando chegaram no povoado de tsosse, algumas famílias viram se obrigados a abandonar as suas casas por temerem ataques e os militares da Frelimo aproveitaram a mesma oportunidade para cometer uma rapina. Alguns despiam suas fardas, usando trajes civis e mais tarde abandonaram o local. Entretanto, quando os Rangers tomaram conhecimento a partir da sua base, alinharam um grupo de super comandos para lá mas quando chegaram os militares da Frelimo já haviam abandonado o local e apreenderam 36 armas de guerra em diversas casas. Dos 150 militares, 37 morreram na emboscada, uma viatura foi reduzida a cinzas pelas perdizes e dezenas ficaram feridos. Durante as debandadas houve abandono de armas, cadáveres assim como dos feridos e até ao exacto momento, encontram se estatelados no local. Do lado das perdizes, houve registo de 7 feridos ligeiros e 3 tendo inalado a fumaça durante os confrontos, pois, as escaramuças foram a curta distância. Alguns sobreviventes perdidos nas matas só no final da tarde é que conseguiram achar uma saída. Alguns foram sobressair 3 Chissaze e os outros em Nhaululu. As perdizes juram de pé juntos que vão continuar na defensiva e nos próximos dias vão lançar algumas ofensivas que vão culminar com o controlo das principais vias de acesso. Não importa se há patrulhas das forças da frelimo ou até mesmo escoltas mas a palavra de ordem, é tomar o controlo das principais vias de acesso no centro e norte do país. Foram dados por Golfinho Faztudo (Oficial Ranger) e publicado por:

General Nitafa.
29 de Outubro de 2016!

COMICIO DE NYUSE SO PARTICIPARAM ALUNOS E PROFESSORES EM MOPEIA ONTEM SEXTA FEIRA.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016


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Felipe Jacinto Nyusi esta perder credibilidade no povo moçambicano, ontem portanto sexta feira esteve no distrito de Mopeia província de Zambézia centro de Moçambique em visita presidencial com o ponto de agenda de ABERTURA DE ANO AGRICOLA.
No comício quase era bem visíveis crianças ou seja alunos da escola que foram impedidos as aulas para aderirem o comício de nyusi incluindo os professores.
Nyusi ao gritar viva paz miguem respondia nem levantar braço porque não estão a ver a paz, Quando gritou viva Frelimo ninguém respondeu porque sabem que a Frelimo é que está a criar o custo de vida em Moçambique e no povo em geral.
Nyusi levou horas a falar com sua cabula na mão feito maluco, criancinhas so assistiam nele como se fosse um espetáculo onde que o cantor perdeu letra das suas musicas.
Nyusi falou da agricultura no meio da população que nem reserva de semente tem e muitos estão passar fome comendo mangas cozidas, até servem de papa as crianças nas manhas como matabicho. Nyusi um cidadão moçambicano sem vergonha em representante de chefe de estado pronuncia de campanha de aberto do ano agrícola uma vez que muitos populares estão a viver com medo das suas forças e muitos deles ja abandonaram as suas machambas.
O gajo come no restaurante depois vem nas povoações a gritar da produção, sabem que o seu governo nem ajuda a agricultura, o povo não é dado enxadas, nem adubo, comida para consumir durante a campanha agrícola. Em Mopeia Nyusi saiu com cara cheia de vergonha, muitos velhotes ficaram nas suas casas, jovens ficaram foram de senário, parando nas redondezas rindo das piadas que ele fazia em frente de crianças.
Em seguida Nyusi saiu  e foi dar encontro com seus membros falando dos seus abusos que comete perante o povo moçambicano, e garantiu-lhes que este é mito da frelimo desde década 75 pois a independência.
Por Isabel João

Foto de Isabel Joao Joao.
MACUACULE, E O COMANDANTE QUE OPERA EM PANDJA,CENTRO DE MOCAMBIQUE.
Macuacule e o comandante que opera em Pandja, este cidadão foi confiado por ser nativo daquela região e conhecer perfeitamente a area. Sendo assim nunca somou victória além de derrotas.
Macuacule embora que tem base em Pandje ele sempre passa noite em Mochugue deixando seus soldados em Pandje a beberem e fumar soruma nas zonas.
Em pandje muitas mulheres sofrem agressões físicas por negar assédio sexual obrigado pelas forças da frelimo e muitos homens viram suas mulheres a serem violadas sexualmente em sua frente ate não conseguir andar, estas por sua vez são levadas para hospital serem tratadas as lesões causadas durante o acto sexual comum. O homem caso mostrar resistência é humilhado a morte ate que muita das vezes isso acontece enquanto outros apontam armas no esposo.
De salientar que ate hoje populares de Pandje continua dormir fora das suas residências temendo dos bandidos armados da frelimo que criam desmando naquela povoação.
O comandante Macuacule sempre escapou em todas derrotas que ele organiza mas os comandos da renamo garante que o tal tem dia marcado sem depender de Deus mas sim pelas suas misericórdias.
Viva renamo o povo no poder
Por Isabel João

ADMINISTRADOR DISTRATAL DE ANGONIA EXONERADO POR ALBERTO CHIPANDE, POR TER RECUSADO COLABORAR COM ESQUADRÕES DE MORTE!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016


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TSANGANO!
Um grupo de mancebos que se fazia transportar num camião super lotado e escoltado por uma uma viatura militar do tipo Mahindra com a intenção de atacar as abelhas verdes na sua colmeia na região de potcho, povoado de Chibaene, na localidade de Chiandame, distrito de tsangano caiu nas malhas das perdizes no último sábado e consequentemente, 9 militares foram encaminhados para além e os feridos para hospital distrital de Tsangano.
ANGONIA
O administrador distrital de Angonia, identificado pelo nome do senhor Adelino Andamissene, foi destituído a 2 dias por Joaquim Alberto Chipande. O General Nitafa soube que um das razões da sua destituição, por um simples facto deste ter se recusado em colaborar com esquadrões de Morte que estão para perseguir opositores ao nível daquele distrito. Segundo o senhor Adelino que nos confirmou na primeira pessoa, diz que prefere estar na reserva do que sujar a sua honra e o seu bom e não só, seria um dos primeiros Alvos das perdizes. Amanhã será empossado um novo administrador.
General Nitafa.
26 de Outubro de 2016!
EY: Será que o maluco Viriato não viu esta noticia ou não conhece os seus camaradas? Porque não vai entrevistar o ex-administrador de Angonia para ele saber que a Renamo e o MDM não está inventar a existência dos silenciadores da democracia que a Frelimo criou e que é comandado pelo Chipande, Nyusi, Guebas e outros? Até quando este criminoso de viriato?

SELO: Os desafios do projecto novo Moçambique - Por Rabim Chiria

Vozes - @Hora da Verdade
Escrito por Redação  em 01 Novembro 2016
O novo Moçambique não é um projecto recente como alguns podem imaginar. O novo Moçambique é o fruto da proclamação da independência, isto significa que nasceu logo em 75, sobretudo na voz do presidente Samora Moisés Machel.
Aliás, o novo Moçambique simboliza a emergência de um novo estado e, os recursos que são o principal motivo da querela entre os Moçambicanos ficaram em nome de todos. Mas a realidade actual nos monstra que, esses benesses estão em nome de alguns, mormente os que fazem parte da memoria histórica.
O partido inteligente, o dito “Bloco da oposição construtiva”, comandado por Yaquib Sibindy, resgata o novo Moçambique e encontra nele a família como a base do desenvolvimento. O principal calcanhar de Aquiles, nos ideais de Sibindy, é de elucidar o que precisa de ser feito, para que a família moçambicana seja monitora e supervisora no uso de fundos públicos.
Ora, se a família for monitora e supervisora na planificação e na partilha equilibrada de riquezas do país, haverá garantia de imparcialidade e transparência no acesso aos recursos disponíveis em todo território moçambicano.
A família tem de desempenhar o seu papel como accionista e monitora nos planos orçamentais e na distribuição dos benesses que pertencem a todos.
A inclusão da família na partilha das riquezas é imperativa nos estados democráticos dado que os donos originários dos recursos públicos são os cidadãos, os quais tem o direito de saber todo o critério de partilha, de o uso e os resultados.
Neste âmbito, a inclusão da família na distribuição de riquezas e no planeamento orçamental condiciona a existência da transparência. Na ausência da família como monitora e supervisora do estado, as entidades do governo têm a oportunidade de contrair dívidas secretas, desviar secretamente os fundos públicos para o seu benefício particular, aumentando cada vez mais, a pobreza no país.
Sibindy, através do seu projecto económico, lança novos desafios para o desenvolvimento sustentável, baseado na imparcialidade, incluindo todas forças activas da sociedade moçambicana. O que confere a imparcialidade no projecto de Sibindy é a eleição da família como parceiro estratégico do estado na partilha equilibrada das riquezas conquistadas pelo sangue e suor de todos moçambicanos.
Numa sociedade como nossa, onde se nota uma guerra de todos contra todos, onde a metade do orçamento é financiado pela ajuda externa, a imparcialidade e a transparência são necessárias para dar vida a nossa pequena democracia. E, para que isso se materialize, há necessidade de incluir a família no planeamento orçamental, elegendo a mesma – Família, como unidade de planificação em todas operações do Estado. No entanto, um dos desafios do projecto novo Moçambique é a criação do banco do desenvolvimento da família (BDF) como um instrumento financeiro que omite a discriminação económica e social.
Porém, o (BDF) terá uma potencialidade de incluir e qualificar toda a família moçambicana como accionistas do banco privado, uma vez que irá contar com mais de 3.600.000 de accionistas, quase toda família moçambicana. Neste contexto, os moçambicanos através das suas famílias terão uma participação direita como accionistas que partipam com 10 hectares de terra arável para cada família.
A finalidade é de tornar cada agregado familiar uma empresa. E, desta forma pode-se livrar a nossa economia da dependência externa, Podendo tributar receitas internas para cobrir 100%, pela primeira vez o “ORÇAMENTO GERAL DO ESTADO” ao longo dos 40 anos da independência nacional.
Quem se identifica com o projecto “Novo Moçambique” valoriza o ser humano, reconhece o valor da paz, reconhece o direito de cada moçambicano sentir o sabor da independência, escuta e dá importância o clamor dos desempregados, escuta e dá importância o clamor dos mendigos, e não só, valoriza a satisfação das necessidades de cada cidadão moçambicano.
Por Rabim Chiria

STV-FMI e Auditoria Internacional às "dívidas ocultas" 31.10.2016(video)


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Destaque: FMI não disponibiliza qualquer empréstimo até que sejam concluídos os trabalhos da Auditoria Internacional.

Redundância discursiva ou uma agenda em implementação?


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Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Chegou na altura de dissecar as causas dos sucessivos impasses.
Não pode ser verdade que a Constituição da República de Moçambique seja a causa da inflexibilidade negocial.
Não pode ser verdade que, com tantos interlocutores experientes em sede de Comissão Mista, não se consiga alcançar um meio-termo que viabilize o restabelecimento da paz em Moçambique.
Compatriotas, estamos perante uma questão de interesse nacional em que todos os egos se devem subordinar ao que os moçambicanos querem e merecem por direito.
Deve ser apagada e enterrada aquela perspectiva de que Moçambique é um espólio de guerra que importa distribuir entre os que se dizem “vencedores” ou a quem foi “entregue” o país em 1975.
Há assuntos misturados pendentes e outros fabricados num processo sinuoso que sempre obedeceu a uma agenda determinada pelos “vencedores”.
A postura de imposição que se repete todos os dias é um produto concreto de decisões que foram tomadas e fielmente seguidas.
Os partidos políticos moçambicanos, em geral, limitam-se a copiar orgânicas e estatutos convencionais mais à esquerda ou mais à direita. Exigem e cumprem o que chamam convenientemente “disciplina partidária”, mas essa disciplina deveria ser chamada “cumprimento de ordens” dos escalões superiores do partido.
Sempre que surgiram sinais de que o Executivo estava falando ou mostrando-se interessado em ceder, apareceram de imediato discursos emanados da Comissão Política da Frelimo “dando o dito por não dito”.
Já tivemos PR executivos de que não se duvidava que detinham o poder executivo. Será o mesmo nos dias de hoje? Pelo que se pode ver e pelo que dizem os estatutos da Frelimo, quem detém poder é a Comissão Política, e como esta foi organizada minuciosamente pelo ex-PR, depreende-se que seja este que continua dominando na determinação da agenda e dos caminhos a seguir.
É uma conclusão simplicista, mas que encerra alguma verdade, se formos a olhar para o que tem sido decisão ou inexistência de decisão ao longo dos últimos dois anos.
A Comissão Mista em Maputo, juntamente com os mediadores internacionais, está falhando na busca de consensos que tragam a paz.
Sem papas na língua ou floreados, importa descobrir as causas e os remédios da situação em que vivemos.
Revisitando o passado pode ajudar, mas o que se passa parece inédito.
Ou é parcialmente inédito?
Antes, aquando do AGP de Roma, era a defesa de um poder que havia sido como que “conquistado” após uma guerra anticolonial.
Hoje, isso é discutível, pois tem vido à superfície que aquela guerra que dividia moçambicanos tinha génese endógena mais do que exógena, como a propaganda oficial e oficiosa pretendia fazer crer aos moçambicanos e ao mundo.
Hoje, estamos como que amarrados a alguma coisa que não nos querem dizer. Há segredos ou protocolos secretos do passado, Setembro de 1974 e Outubro de 1992, que continuam fazendo vítimas.
Uma democracia, quando superintendem os segredos estabelecidos e decididos por “endeusados governantes”, não vinga e afoga-se.
Há um prisma novo-velho que tem de trazido à mesa: Espólio-recursos naturais.
A organização do poder e o seu exercício tem sido à volta do acesso e detenção dos recursos naturais.
Mesmo a constituição da actual equipa governativa mostra a preocupação que houve em colocar as pedras escolhidas a dedo, de maneira que esteja assegurada a “divisão do bolo” entre os que de facto “decidem e mandam publicar”.
Essa perspectiva prenhe de exclusão tem sido o comando-maior da governação em Mocambique.
Perde-se tempo em conversa fiada numa Comissão Mista que visivelmente não possui mandato claro para discutir e tomar decisões.
Parece, a cada dia que passa, que o mandato de uma parte é protelar tudo até ao próximo ciclo eleitoral, e a outra parte é um finca-pé que se baseia em que tem a obrigação de entregar alguma coisa aos seus eleitores.
Não se trata de inexistência de uma orientação executiva para agir, mas, sim, o cumprimento por uns das deliberações de uma máquina ou equipa que dirige o partido no poder.
A dimensão da promiscuidade entre os interesses públicos e privados é de tal maneira profunda que não permite que um acordo político consensual seja alcançado, porque iria colocar em “risco de morte” toda uma teia ou rede clientelista, instalada e irrigada bem como fertilizada pelos recursos públicos e tráficos de influência.
Aos moralistas de última hora, ontem beneficiários em exclusivo das “portas de acesso” ao enriquecimento e “empoderamento” económico rápido e muitas vezes ilícito, parece fácil transmitir mensagens de esperança e de necessidade de construção de um ambiente de confiança entre compatriotas.
Não é tarde, mas esse exercício continua a ser feito de uma maneira inclinada e insidiosa.
Factores como humildade, honestidade, moralidade e ética continuam ausentes. A arrogância reina imparável e é transmitida a grande velocidade aos defensores do poder do dia.
Persiste uma crença cancerígena de que existem moçambicanos superdotados, merecedores da cadeira do poder, e outros de segunda ou terceira classe, que têm simplesmente de obedecer aos ditames dos omniscientes e omnipotentes.
Como se pode ver neste navio em naufrágio, já inclinado e metendo água, abunda ciência barata ou pseudociência em muito boa gente.
Enquanto uns proclamam que têm uma fórmula infalível para reverter a grave situação financeira em dois anos, outros estão alinhado e estendendo a sua rede para “pescar”   o sonhado gás de Cabo Delgado.
Uma pergunta teima em se fazer conhecida: não estaremos prisioneiros das dívidas antes ocultas, hoje soberanas?
Não teremos de encontrar a fórmula da paz e da recuperação económica por via de uma amnistia política geral acompanhada de uma revisão da CRM?
Não teremos de legislar de modo a que os partidos políticos tenham os seus estatutos subordinados à CRM?
Se não houver coragem e humildade entre os nossos políticos, esta crise acabará por ser fatal para muitos mais moçambicanos.
A nossa salvação não será facilitar ExxonMobil, ENI, Anadarko, por mais dólares que sejam drenados para as contas públicas e privadas.
Salvar Moçambique requer uma moçambicanidade assumida e um trabalho redobrado dos seus filhos, sem subterfúgios divisionistas alicerçados em leis promulgadas para proteger uns em detrimento da maioria. (Noé Nhantumbo)
CANALMOZ – 31.10.2016

Necessários 200 milhões de dólares para minimizar a seca, Nyusi orçamenta apenas 78 milhões para mitigação das mudanças climáticas em Moçambique

Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 01 Novembro 2016
Mapa da apresentação de Rui BritoNão bastasse Moçambique ser um dos mais pobres do mundo, dos piores países para as mulheres, crianças e velhos viverem, dos mais corruptos... somos também um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas. Além de planos e discursos quase nada tem sido feito pelos sucessivos Governos do partido Frelimo, nem um simples sistema de aviso atempado funciona em plena cidade de Maputo imagine-se nas zonas rurais onde vive a maioria dos moçambicanos que já está a sofrer este drama que só vai-se agravar. Na semana finda o enviado Especial do Secretário-Geral(SG) da Organização das Nações Unidas(ONU) para o El Niño & Clima disse que só para garantir a sobrevivência das vítimas da seca são necessários 200 milhões de dólares norte-americanos. Filipe Nyusi não se propõe a realizar nada de concreto para mitigar este flagelo pois prevê apenas cerca de 78 milhões de dólares no seu Orçamento de Estado para 2017, para a prioridade “Gestão Sustentável e Transparente dos Recursos Naturais e do Ambiente”.
Após visitar o nosso País durante alguns dias Macharia Kamau, o enviado Especial do SG da ONU, disse que os números do Governo sobre os moçambicanos que necessitam de ajuda humanitária devido a seca, no Sul e Centro, “está a ser subestimado. Os dados que recebi indicam que são cerca de 2,5 milhões de pessoas em situação de necessidade”, contrariando os cerca de 1,5 milhões de afectados que têm sido indicados pelos organismos nacionais.
No distrito de Magude, província de Maputo, um dos distritos escalados por Macharia Kamau milhares de cabeças de gado perderam a luta pela sobrevivência por conta da seca que dura há 3 anos mas foi exacerbada pelo fenómeno El Niño que no ano passado influenciou o clima em todo planeta.
“A seca afecta, de forma silenciosa e grave” ao contrário das cheias, ciclones e crises e económicas que surgem e desaparecem com o tempo explicou o embaixador da ONU que disse ter ficado triste com o que viu. “A minha visita a Magude deixou-me marcas negativas profundas. Francamente, o que lá vi me deixou entristecido ao constatar que um distrito tão perto da capital Maputo enfrenta esta situação”.
Longe de considerar que não bastam as intenções de interesse e boa vontade que têm sido manifestadas por diferentes organismos de lida com a matéria e comovidos pela desgraça a que as vítimas estão sujeitas, o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o El Niño & Clima afirmou que “devemos perceber o que significam os efeitos da seca nas nossas vidas”.
“Nos próximos tempos, as mudanças climáticas irão afectar-nos com severidade”
Segundo ele, um dos exemplos incontestáveis de que as mudanças climáticas são um fenómeno real e tendem a hostilizar a vida das populações, é o vendaval da passada segunda-feira (24), na cidade e província de Maputo.
O temporal de algumas horas, acompanhado de chuva forte, granizo e descargas atmosféricas, apanhou a tudo e todos de surpresa e matou 14 pessoas e feriu várias outras, para além de casas e outras infra-estruturas devastadas.
Foto de Emildo SamboAs principais vítimas da mudança climática são as populações mais vulneráveis, em particular crianças, nos países em desenvolvimento e sobre elas que devem incidir em larga escala as acções de mitigação, disse Macharia Kamau, que é igualmente representante permanente do Quénia nas Nações Unidas em Nova Iorque.
De acordo com ele, o pior está por vir. “Nos próximos tempos, as Mudanças Climáticas irão afectar-nos com severidade (…) Não é exagero dizer que, nos próximos tempos”, os grupos mais vulneráveis irão “enfrentar dificuldades”, em particular na sua alimentação, que sempre foi deficitária em Moçambique.
Mas as constatações do enviado Especial do SG da ONU para o El Niño & Clima não são novidade. Há vários anos que os governantes têm conhecimento que Moçambique é vulnerável às mudanças climáticas devido à sua localização geográfica mas também devido a fragilidade das infra-estruturas, a pobreza e aos limitados investimentos na sua mitigação.
Nyusi programa apenas seis acções para mitigação das Mudanças Climáticas
Existe inclusivamente uma Estratégia Nacional 2013-2025 que em termos práticos nunca foi implementada. A título ilustrativo uma acção proactiva prevista no documento é de “reforçar o sistema de aviso prévio”, que notavelmente não funciona, nem sequer na cidade de Maputo onde os habitantes têm acesso a centenas de meios de comunicação e estão conectados através de três redes de telefonia móvel.
Embora a percentagem de moçambicanos que vivem abaixo do limiar da pobreza tenha diminuído na verdade o número de pobres não pára de aumentar. Mesmo antes do agravamento da crise económica e financeira que resulta da galopante Dívida Pública o número de pobres já havia crescido pois a população moçambicana tem estado a aumentar exponencialmente.
O embaixador da ONU disse, no balanço da sua curta visita a Moçambique, que apesar das intervenções que têm sido feitas, é preciso mudar-se a abordagem e a maneira de enfrentar o drama das mudanças climáticas, “isso é importante não só para as famílias, Governos e parceiros, mas sim, para o mundo todo”.
“A assistência Humanitária precisa de ser urgentemente ampliada e precisamos ter planos robustos para alcançar aqueles que estão carenciados,” disse o embaixador Kamau. “Precisamos de mais de 200 milhões de dólares para a resposta imediata, mas apenas 57% desse valor está garantido. Precisamos de mais por forma a providenciar comida, agua, saúde, nutrição e outros serviços de emergência para os Moçambicanos”.
Aparentemente alheio ao drama continua o Presidente Filipe Jacinto Nyusi, tal como os seus antecessores, não só cortou o Orçamento para os mais pobres em 2017 como ainda propõe apenas 6,037 milhões de meticais, para cobrir todas despesas do próximo ano relacionadas com as Mudanças Climáticas, uma valor que é menos de metade da necessidade apontada pelas Nações Unidas para apoio de emergência.
Aliás, a julgar pela proposta de Plano Económico e Social de Nyusi para o próximo ano, no que diz respeito a “reduzir a vulnerabilidade das comunidades, da economia e infraestruturas aos riscos climáticos e às calamidades naturais e antropogénicas” apenas seis acções estão previstas acontecer: “Criar e equipar Comités Locais de Gestão do Risco de Calamidades; Realizar simulações de ocorrência de calamidades com envolvimento das comunidadesNúmero; Mapear as zonas de riscos de calamidades; Promover o reassentamento e reconstrução pós Calamidades; e Fortalecer a Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC) para a realização eficaz, célere e atempada das operações de busca e salvamento nas áreas afectadas por desastres”.
Portanto mantém a mesma abordagem que não tem diminuído a vulnerabilidade dos moçambicanos às Mudanças Climáticas na expectativa que os estrangeiros venham salvar-nos, em vez de prevenir o que se sabe ser inevitável.