"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Afinal as armas que eram para recolher "coercivamente" não são uma ameaça à estabilidade de Moçambique


Escrito por Adérito Caldeira  em 23 Novembro 2015
O ministro do Interior, Basílio Monteiro, depois de haver afirmado no Parlamento que o Governo iria de fazer tudo “até que a última arma de fogo em mãos não autorizadas seja recolhida coercivamente", na semana finda mudou de discurso e disse que as armas que estão fora do controlo do Estado em Moçambique não representam uma ameaça total à estabilidade do país. O maior partido da oposição respondeu ao Executivo que não iria entregar as armas que possui, escudando-se no Acordo de Paz de 1992, e avisou que “qualquer que seja a tentativa de desarmamento compulsivo para humilhar a Renamo terá uma resposta igualmente compulsiva e devastadora”. O Presidente Filipe Nyusi também já está disponível para "falar com quem quer que seja", enquanto Afonso Dhlakama permanece mudo e em parte incerta.
Basílio Monteiro que fez estas afirmações quando questionado sobre o estágio da recolha das armas que estão na posse dos homens do partido Renamo e de outros indivíduos não autorizados, afirmou ainda à Imprensa estatal que o acompanhou à reunião da Comissão Permanente Conjunta de Defesa e Segurança entre Moçambique e Malawi, que decorreu no país vizinho, que a qualquer momento o Executivo poderá chegar à conclusão de que não se justifica a recolha coerciva das armas, porque as pessoas estão a entregá-las voluntariamente.
Recorde-se que a promessa do ministro do Interior foi feita a 4 de Novembro durante a sessão de informações do Governo ao Parlamento e em resposta a uma solicitação da bancada da Renamo na qual questiona a legalidade e moralidade das acções do Executivo de recorrer às Forças de Defesa e Segurança (FDS) para alegadamente procurar assassinar o líder desta força política, Afonso Dhlakama, ao mesmo tempo que propala a vontade de com ele dialogar.
“Este processo vai prosseguir até que a última arma de fogo em mãos não autorizadas seja recolhida coercivamente ou entregue voluntariamente ao legítimo depositário, isto é, às Forças de Defesa e Segurança do Estado moçambicano, pois é a elas que compete garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas de todos os cidadãos”, disse na altura o governante, que ainda recordou que a posse e uso de armas de guerra é prerrogativa exclusiva do Estado.
Num editorial inserido na sua publicação oficial o maior partido da oposição recusou entregar as armas voluntariamente e ameaçou reagir ao eventual desarmamento coercivo. “É importante sublinhar que a Renamo não acolhe o convite da Frelimo de entregar voluntariamente as armas em poder dos seus homens, senão nos termos do previsto no Acordo Geral da Roma de 1992, muito menos será passiva e pacífica com o desarmamento compulsivo”.
Também na semana finda o Presidente de Moçambique e Comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi, que continua sem se pronunciar sobre os recentes incidentes armados entre Forças Governamentais e as Forças sob comando do presidente da Renamo, instruiu às suas Forças para uma maior ponderação no processo de desarmamento compulsivo dos homens residuais da Renamo e já se mostrou disponível para dialogar "com quem quer que seja" para o restabelecimento da paz. Nyusi vinha insistindo num encontro com Afonso Dhlakama para ultrapassar a crise política, que também tem contribuído para o mau ambiente económico em Moçambique, e agora já está disponível para "falar com quem quer que seja, incluindo a liderança da Renamo, para efectivar o restabelecimento da paz no país, um bem imprescindível para o desenvolvimento do país".
Dhlakama não é visto em público desde o dia 9 de Outubro passado, depois do assalto de Forças Governamentais à residência onde se encontrava na cidade da Beira, e nem tem feito declarações públicas.

Os “monstros” que dispararam a dívida para sete biliões de dólares

 
Dívida pública 
A dívida pública externa dis­parou de USD 4.8 biliões em 2012 para sete biliões em 2014. Ou seja, em apenas dois anos, o Governo de Armando Guebuza atravessou as fronteiras e foi buscar mais USD 2.2 biliões. Desse valor, cerca de USD 1.5 bilião resulta do endividamento para financiar três projectos: pon­te Maputo/KaTembe (mais de USD 700 milhões), Estrada Cir­cular (mais de USD 300 milhões) e protecção costeia (USD 500 mi­lhões). Os dados foram apresen­tados pelo ministro da Economia e Finanças, numa reunião orga­nizada pelo Grupo Moçambica­no da Dívida, última sexta-feira, em Maputo. Adriano Maleiane também levou para o encontro os números da dívida privada, porque acredita que o seu cresci­mento é preocupante. Em 2012, a dívida privada externa cresceu de USD 4.5 biliões para USD 4.7 biliões.
“De 2012 a 2014, a dívida pública cresceu 55.3%, enquanto a privada cresceu 11.3%. Se nós pegarmos nos 7 biliões de dóla­res e tirarmos 1.5 bilião de dóla­res da ponte Maputo/KaTembe, Estrada Circular e Ematum, vol­tamos a 5.9 biliões de dólares. O crescimento de 55.3% passa para 14.5%, ou seja, próximo do en­dividamento do sector privado”, explicou Maleiane. Mas quando se inclui o endividamento inter­no, o total da dívida privada dis­para para USD 9.1 biliões, contra USD 8.0 biliões do total da dívida pública.

domingo, 22 de novembro de 2015

Aeroporto de Nacala viável a partir do próximo ano


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Aeroporto de Nacala, situado na província de Nampula, ainda não apresenta sinais de rentabilidade financeira. Os gestores daquela moderna infra-estrutura, a empresa Aeroportos de Moçambique (ADM), prevêem que só a partir do primeiro trimestre de próximo ano se comece a rentabilizar o investimento realizado.
Segundo Emanuel Chaves, presidente do Conselho de Administração da Empresa Aeroportos de Moçambique, pretende-se transformar aquela infra-estrutura numa plataforma aeroportuária giratória, onde as aeronaves de longo curso podem escalar e, a partir daquele ponto, os passageiros serem encaminhados para os mais variados destinos.
Chaves disse que se espera que no Aeroporto de Nacala seja feito o trânsito de passageiros oriundos de vários locais, como Nairobi, Adis-Abeba, Luanda, Ásia, Médio Oriente, América e Europa.
Tal como referiu, trata-se de uma ambição que não está a ser equacionada do nada. Assenta num conceito baseado em determinadas realidades, como a situação económica que Moçambique atravessa neste momento.
“O crescimento económico de Moçambique é muito importante, uma vez que dá indicadores ao empresariado de que o nosso país é apetecível para o investimento. Para virem investir precisam de transporte aéreo”, disse, tendo acrescentado que a existência de recursosminerais, como carvão, grafite, ouro, ferro, vai contribuir sobremaneira para que os investidores voem com mais frequência para Moçambique.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“O recurso gás também chama muita gente e gera muito recurso financeiro. São elementos que vão melhorar a renda per capita do país. Está previsto que Moçambique, até 2030, tenha uma renda per capita entre 2.000 e 2.300 dólares. Se isso acontecer, estaremos nas mesmas condições de muitos países que têm 18 milhões de passageiros em cada aeroporto”.
Para além da componente económica, sustentou que o potencial turístico de Moçambique também será determinante para as contas da empresa.
“Os turistas estão à procura de novos horizontes e Moçambique apresenta uma solução única de turismo, que é do laser no mar, bem como a contemplação de animais. Com esta possibilidade, temos argumentos para atrair passageiros para o nosso país e para a região”, sublinhou.
Segundo a nossa fonte, no próximo mês de Dezembro será formalizado o lançamento do Aeroporto de Nacala como destino de tráfego internacional e espera-se que entre os meses de Março e Abril de 2016, as companhias aéreas que operam para Moçambique comecem a usar aquele aeroporto.
“Prevemos ter uma grande avalancha de tráfego a partir de Março do próximo ano, quando as companhias que operam na zona Norte passarem a usar Nacala. Temos estado em contacto directo com as companhias que operam na área do gás, que nos garantiram que o ponto de entrada para eles vai ser aquele aeroporto. Também estamos a trabalhar com a LAM para que tenha uma sub-base operacional em Nacala, de modo a propiciar a distribuição dos passageiros para os destinos finais”, afirmou.
Questionado se o Aeroporto de Nacala deverá ser o único na região Norte do país a processar voos internacionais, Emanuel Chaves disse que se trata de uma pretensão que já foi submetida às entidades competentes, assim como a respectiva fundamentação.
“Os chefes de Estado africanos assinaram um tratado em Abuja, segundo o qual até ao dia 31 de Dezembro de 2015 somente os aeroportos certificados devem receber tráfego internacional. Para o nosso caso específico, contamos até aquela data certificar somente os aeroportos de Maputo e Nacala. Se o Governo decidir implementar aquele tratado, nós só temos dois aeroportos disponíveis para receber tráfego internacional. Até Março do próximo ano prevemos  certificar o Aeroporto da Beira”, argumentou.
Actualmente, o mercado de transporte aéreo moçambicano circunscreve-se em um milhão e setecentos mil passageiros, o que, comparado com as Ilhas Reunião, está muito aquém do desejado.
“Nós não temos o tráfego que poderíamos ter, exactamente porque a nossa estruturaaeroportuária e a designação de aeroportos internacionais mata o mercado doméstico. Com todo o potencial que nós temos no mercado doméstico, se tivermos uma escala maior, termos mais passageiros a virem directamente para o país e a fazerem ligações para o destino final a partir dos aeroportos nacionais, vamos dar melhor conveniência e maior frequência aos passageiros, o que vai permitir atingirmos a economia de escala e, consequentemente, reduzir os preços das passagens aéreas”, frisou.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REINVENTAR O MERCADO
No dizer de Chaves, há que reinventar o mercado de transporte aéreo, uma vez que, “se continuarmos como estamos”, com os aeroportos a “canibalizarem-se uns aos outros”, todos abertos ao tráfego internacional, “não poderemos ter um número grande de passageiros que se possa tornar atractivo”.
Falando acerca do retorno do investimento realizado no Aeroporto de Maputo, Emanuel Chaves disse que estão a verificar-se grandes benefícios e que a empresa Aeroportos de Moçambique regista um crescimento de receitas acima dos 10 por cento.
Referiu que no actual Aeroporto de Maputo existem muitos espaços comerciais para vender e infra-estruturas mais atractivas, sendo certo que nas previsões feitas na fase da sua construção esperava-se um crescimento de menos de 10 por cento em termos de receitas.
Nacala está entre Nairobi e Joanesburgo, que são os concorrentes directos. Nós podemos conseguir o mercado servindo países como Madagáscar, Maurícias, Malawi e Zâmbia, que não são bem servidos pelos aeroportos de Nairobi e de Joanesburgo. Em altura própria, os outros países reduziram os pontos de entrada, como é o caso do Quénia, destacou.
Chaves citou como exemplo o aeroporto de Adis-Abeba, na Etiópia, que saiu de níveis de dois milhões de passageiros há quase dez anos para a casa dos oito milhões por ano actualmente.
De notar que a construção, de raiz, do Aeroporto de Nacala representou um custo de 220 milhões de dólares norte-americanos.
CIDADE AEROPORTUÁRIA
A empresa Aeroportos de Moçambique pretende, paralelamente, levar a cabo um ambicioso projecto de edificação de uma Cidade Aeroportuária em Nacala, cujo arranque das obras deverá ser anunciado em Dezembro próximo.
 “Estamos a trabalhar com instituições públicas baseadas em Maputo que pretendem ter a sua sede regional em Nacala ou no Norte, porque lá é onde há negócio, onde há-de haver uma expansão na área logística. Temos estado a receber solicitações e têm havido visitas para a identificação de espaços. A cidade aeroportuária será uma das alavancas para propiciar que o Aeroporto de Nacala seja a placa giratória por excelência”, referiu.
O presidente da ADM acrescentou que existem vários projectos no sentido de fazer um aproveitamento dos espaços ociosos em diversos aeroportos domésticos nacionais.
Conforme afirmou, foi feito o lançamento de um projecto de aproveitamento do espaço ocioso do Aeroporto de Nampula, havendo projectos para o Aeroporto de Mavalane, em Maputo. Prevê-se, naquele quadro, que sejam elaborados projectos para o Aeroporto de Pemba, em Cabo Delgado, bem como nos outros terminais aeroportuários. 
Aeroporto da Beira vai ser modernizado

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Aeroporto da Beira, na capital da província de Sofala, vai ser modernizado a partir do próximo ano, no quadro de um projecto ambicioso desenhado pela empresa Aeroportos de Moçambique.
As obras de intervenção visando tal desiderato vão incidir sobre o terminal de passageiros, uma vez que os sistemas de navegação, de iluminação e as áreas de manobra foram actualizados em 2010.
Pretende-se, com a referida intervenção, dar uma melhor imagem daquele terminal aeroportuário, oferecendo melhores condições aos utentes, dentro de uma estratégia do mercado de transporte aéreo.
Benjamim Wilson

sábado, 21 de novembro de 2015

Igreja Católica diz que conflito moçambicano não se resolve com a recolha de armas

 


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Especialista afirma que Nyusi enviou mensagens a vários destinatários.
A Igreja Católica em Moçambique diz que o anúncio do cancelamento do desarmamento compulsivo da Renamo significa que o Governo está a pouco e pouco a convencer-se de que a situação que se vive no país é muito complicada e não se resolve com a simples recolha de armas.
Ouça aqui
O Presidente moçambicano Filipe Nyusi determinou o fim do desarmamento compulsivo da Renamo em curso e voltou a dizer que está disponível para falar com quer que seja de modo a restabelecer o diálogo no país.
O bispo auxiliar de Maputo, Dom Carlos Nunes, diz que a Igreja Católica sempre esteve convencida de que o conflito em Moçambique não se resolve apenas com a recolha de armas.
Para o dirigente religioso, o conflito em Moçambique “é complexo, e para além de questões meramente políticas, tem também a ver com a forma como se organiza a sociedade e se faz a distribuição da riqueza nacional”.
Calton Cadeado, especialista em Relações Internacionais e questões de conflito no Instituto Internacional de Relações Internacionais de Moçambique, a mensagem do Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi tem alvos principais, nomeadamente, as forças de defesa e segurança, Renamo, o povo de Moçambique e a comunidade internacional.
A VOA soube de um especialista em assuntos militares que, de acordo com a instrução do Chefe de Estado, as Forcas de Defesa e Segurança já não vão atacar as bases da Renamo, mas vão exigir que os guerrilheiros entreguem voluntariamente as suas armas.
VOA – 20.11.2015

AFRICA DO SUL CRITICA TPI

 

20-11-2015 15:22:11

Haia, 20 Nov (AIM) – A África do Sul questiona porque é que o Tribunal Penal Internacional (TPI) não persegue os acusados de crimes de guerra contra palestinos e afegãos com o mesmo vigor com que persegue o presidente sudanês, Omar al-Bashir.

Falando esta semana na Assembleia dos Estados Membros em Haia, a Ministra das Relações Internacionais da África do Sul, Maite Nkoana-Mashabane interrogou: “Perguntamos a nós próprios, tal como muitos, porquê não houve investigações no Afeganistão, no Iraque e na Palestina, depois de um longo periodo de análise preliminar, embora existam claras evidências de violações?”

“Será que é porque essas investigações poderão incriminar as grandes potências?, indagou.

'Muitos vão pensar que estamos a levantar estas questões por causa dos acontecimentos de Junho último, mas faço-vos recordar que temos levantado estes assuntos desde 2010”, afirmou.

A África do Sul permitiu que al-Bashir saisse do país em violação a uma ordem do tribunal de Pretória.

O avião de al-Bashir partiu da base da Força Aérea de Waterkloof, em Pretória.

Sobre os recentes ataques terroristas em França, Líbano, Afeganistão, Quénia, Iraque e Nigéria, Nkoana-Mashabane disse: “Estes actos de terror e violência recordam-nos que não é exagero dizer que o mundo entrou numa nova era de desordem”.

A fonte disse que a África do Sul adoptou o Estatuto de Roma em 1998, do qual nasceu o TPI. “ Este é nosso tribunal e nós temos a responsabilidade de interrogar se ele ainda reflecte os princípios e valores que nortearam a sua criação,” disse.

A governante sul-africana considera que o TPI é manipulado pelos membros permanentes do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, que usam o seu poder de veto para se proteger a si e aos seus aliados.

Ano passado, a Rússia e a China usaram o seu poder de veto no CS para bloquear pedidos ao TPI para se investigar os acontecimentos na Síria.

O governo da África do Sul disse que pretende rever a sua ratificação do estatuto.
(AIM)
Times/bm/sn

SEGUNDO BASÍLIO MONTEIRO: As armas fora do controlo do Estado não constituem ameaça

 


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Basilio_MonteiroO MINISTRO do Interior, Basílio Monteiro, foi ontem citado pela Rádio Moçambique a dizer que as armas fora do controlo do Estado em Moçambique não representam ameaça total à estabilidade do país.
Basílio Monteiro reagia a uma pergunta daquela estação emissora sobre o estágio da recolha das armas em poder dos homens armados da Renamo e de outros indivíduos não autorizados.
O ministro do Interior vincou que a qualquer momento o Governo poderá chegar à conclusão de que não se justifica a recolha coerciva das armas, porque as pessoas estão a entregá-las voluntariamente.
Segundo a Rádio Moçambique, o governante moçambicano prestou estas declarações no encerramento da sessão da Comissão Conjunta Permanente da Defesa e Segurança entre o Malawi e Moçambique.
O encontro, segundo Basílio Monteiro, permitiu alcançar consensos sobre o ambiente de paz e para uma melhor gestão da fronteira estatal.
A reunião da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança entre Moçambique e Malawi teve lugar esta semana em Mangoche, naquele país vizinho.
Na quinta-feira, recorda-se, o Presidente da República, Filipe Nyusi, instruiu as Forças de Defesa e Segurança (FDS) a ponderarem no processo em curso de desarmamento compulsivo dos homens da Renamo.
O Chefe do Estado disse que tomou essa decisão após consultar vários segmentos da sociedade, entre nacionais e estrangeiros.
Filipe Nyusi falava esta quinta-feira, em Maputo, na qualidade de Comandante-em-Chefe das FDS, durante a cerimónia de encerramento do décimo quinto curso da Guarda Penitenciária.
O Comandante-em-Chefe das FDS considera que o processo de desarmamento compulsivo está a ser implementado no espírito de concórdia, reconciliação e tolerância, de modo a permitir que a sociedade se encontre e se restabeleça o diálogo que todos os moçambicanos esperam.
“Afirmo que estou pronto para falar com qualquer pessoa que seja, incluindo a liderança do partido Renamo, e outras com as quais já temos estado a conversar, para podermos encontrar soluções para o sossego dos moçambicanos” – garantiu o Chefe do Estado.
O Presidente da República disse que instruiu as FDS consciente de que não têm precisado de nenhuma outra ordem porque, quando juram à bandeira, quando iniciam uma fase, recebem a missão atribuída pela Constituição da República, que é de proteger o país.
“Mas digo, usamos este pódio para instruir a ponderação do desarmamento compulsivo e permitir que todos possam, voluntariamente, entregar aquilo que acham que não devem possuir mas, sobretudo, para nos permitir que possamos trabalhar e dialogar. Isso no espírito da confiança e da vontade mútua. Se não acontecer a vontade da parte de todos os intervenientes no processo da paz em Moçambique, temos a consciência que essa paz não pode acontecer” – enfatizou o Chefe do Estado.
Segundo o Presidente da República, o povo tem de continuar a ser protegido, porque é a razão da existência das Forças de Defesa e Segurança. (RM)
NOTÍCIAS - 21.11.2015
NOTA: Afinal quantas armas já foram entregues? Onde estão?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
PS: o senhor Basílio esqueceu-se do que há poucos dias falou no Parlamento e que os seus camaradas foram afirmando em todo o país? hoje já não constituem ameaça! Que palhaçada! Esses senhores não são de confiança nenhuma. O senhor Dhlakama que não tenha pressa de sair donde se encontra até que o Nyusi e os seus mostrem a conversão para o bem.
EKYO

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

EKEKHAYI YOWANI ATINGE 100,000 VISUALIZAÇÕES

Ekekhayi Yowani diz: Muito obrigado a todos nossos seguidores. Por vós existe e sem vós nada serve "a verdade de casa". Em menos de três meses teve mais de 50,000 visitas. isto é, desde o ataque do dia 25 de setembro até esta manha, passaram mais de 100000 visitas. o Mês de Outubro foi o topo, tudo pelos acontecimentos da beira e muito mais. Obrigado a todos