"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



domingo, 4 de junho de 2017

NAMPULA EXPORTA FIBRA PARA EUROPA E ÁSIA

03/06/2017

sexta-feira, 2 de junho de 2017

A INTOLERÂNCIA POLÍTICA IMPEDE/INVIABILIZA A RECONCILIAÇÃO NACIONAL E A EFECTIVAÇÃO DA DEMOCRACIA


A intolerância seja ela política, religiosa, social, cultural... é sempre negativa. A tolerância como sustenta o Voltaire trata de respeitar o outro e não suporta teorias sublimes. ou seja é uma atitude igualitária distante ou diferente do fanatismo e da banalidade de opiniões. A tolerância serve para que a sociedade se não é bela, pelo menos seja suportável. Nunca se deve confundir com a indiferença.

Em política democrática respeita-se o pensar diferente e as diferenças de opiniões se transformam em comunhão de entendimento que enriquecem e fortifica a democracia proporcionando assim a união entre os povos, as culturas e onde houve ofensas por qualquer motivo, se reconciliam desde o fundo do coração.

Não se deve perseguir, matar, excluir um cidadão por pensar diferente politicamente, por ser da oposição ou por professar uma religião diferente da nossa. Se alguém tem uma crença politica ou religiosa diferente da nossa, ou tem pontos de vistas diferentes do que pensamos, em nenhum momento significa que a pessoa seja nossa inimiga. Os nossos políticos devem valorizar o diálogo para uma tolerância verdadeira que nos ajudará a construir um país onde as pessoas convivem pacificamente e ninguém é visto como inimigo à abater por pensar diferente e ou ser da oposição. Aliás a Frelimo nunca deve descartar a certeza que chegará um dia em que não vai conseguir viciar os resultados eleitorais e estará na oposição. Por isso, deve começar a mudar a maneira de proceder, abandonar a intolerância política e usar a razão. Abandonar o fanatismo político e fazer política.

Quem usa a política ou crença religiosa para oprimir ou explorar os outros deve ser considerado um delinquente ou criminoso. Não se deve limitar a liberdade partidária das pessoas e tão pouco deve forçar a ninguém a abraçar a vida política ou um partido político. Quando a Frelimo força os funcionários públicos a serem membros do partido Frelimo está a cometer um crime político. Um funcionário público para progredir na sua carreira ou ocupar postos de chefia deve ser do partido ou defender os interesses da Frelimo.

O resultado deste levar pessoas que não sabem nada de politica e pôr-lhes a fazer politização nos sectores públicos, é o fanatismo político o que periga o crescimento das próprias instituições, minam o relacionamento interpessoal e político, barra a unidade e a reconciliação nacional e matam a paz. Vemos directores das escolas, dos hospitais, comandantes das esquadras e outros chefezinhos que não sabem nada de política porque a sua formação não é essa, a fazerem fanatismo político somente para garantir o pão. Isto é perigoso senhores.


Acho que é preciso dar um basta a esta atitude formar fanáticos pois em Moçambique não temos políticos mas sim fanáticos políticos. Deixem as pessoas livres para escolherem o partido político com que se identificam e nada de usar violência para justificar o fanatismo criminal, pois a violência gera violência.

Nenhum homem quer fazer algo de maneira forçada senhores. Não pretendam apagar nem destruir os erros, os crimes cometidos, ou manipular a opinião pública propagando com discursos  estéreis de unidade e reconciliação nacional, de paz com violência. A política é como a religião, não se impõe/obriga, ela se propõe; deve persuadir e nunca forçar. Nunca usar a violência para estabelecer e difundir a política.

      


Moçambique vai ganhar 16 mil milhões de dólares com projeto de gás hoje lançado

quinta-feira, 1 de junho de 2017


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Governo de Moçambique deverá ganhar 16 mil milhões de dólares durante os 25 anos de exploração do projeto de gás natural Coral Sul, classificado pelos promotores como apenas "um aperitivo".
ANTÓNIO SILVA/LUSA
Autor
  • Agência Lusa
O Governo de Moçambique deverá ganhar 16 mil milhões de dólares durante os 25 anos de exploração do projeto de gás natural Coral Sul, hoje lançado e classificado pelos promotores como apenas “um aperitivo”. “É um grande aperitivo. É um almoço, um jantar, mas preferimos chamar-lhe um aperitivo comparado com as reservas muito maiores que Moçambique tem”, referiu Claudio Descalzi, administrador delegado da petrolífera italiana ENI.
“Só a exploração Coral Sul vai dar contribuições para o Governo de 16 mil milhões de dólares”, divididos pelos 25 anos de atividade, relativos a receitas fiscais, ‘royalties’ e lucros com o negócio do gás. “Com o campo Mamba o valor pode chegar a 50, 60 mil milhões”, estimou Claudio Decalzi, fazendo referência a uma outra zona que o consórcio pretende explorar no futuro, dentro da área de exploração (Área 4) que lhe foi atribuída na Bacia do Rovuma, norte de Moçambique.
Aquele responsável falava hoje durante uma cerimónia em Maputo em que foram assinados os contratos que formalizam a decisão final de investimento do consórcio liderado pela Eni que inclui a petrolífera portuguesa Galp, a Corporação Nacional de Petróleo da China (CNPC), a sul-coreana Korea Gas (Kogas) e a moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, todas representadas no evento.
Este consórcio vai investir 8 mil milhões de dólares para extrair gás natural de depósitos debaixo do mar, para uma plataforma flutuante que o vai transformar em líquido e exportá-lo em navios. Hoje começou a contagem decrescente: o primeiro carregamento de gás natural liquefeito está previsto para daqui a cinco anos.
“Este empreendimento marca o início da transformação em dinheiro deste recurso estratégico de que Moçambique dispõe, embora de forma não imediata, mas a rede para tal esta bem lançada”, referiu o Presidente da Republica, Filipe Nyusi, presente na cerimónia de assinatura de contratos, As flutuações dos mercados internacionais e a crise no país obrigaram Moçambique a fazer “sacrifícios”, abdicando de receitas e posições no projeto para que eles não se atrasem mais, referiu o chefe de Estado.
No entanto, Nyusi acredita que a cerimónia de hoje muda a perceção de Moçambique, projetando maior confiança para os investidores internacionais. Por outro lado, apontou para o desafio de conseguir arrancar o país do grupo dos mais pobres do mundo para novos patamares de desenvolvimento, graças às receitas anunciadas.
O líder da Eni apontou o projeto Coral Sul como a maior decisão final de investimento do setor dos últimos três anos e que vai dar lugar à primeira plataforma de produção de gás natural líquido (LNG, sigla inglesa) de África. Tudo isto num projeto escrutinado por 15 parceiros de financiamento, pela petrolífera BP, que vai comprar toda a produção por 20 anos, e pela norte-americana Exxon que vai entrar no projeto.
Na base está uma área de exploração em que foram feitas as descobertas de gás natural mais importante do mundo nos últimos 15 anos, concluiu. A Eni East Africa (EEA) detém uma participação de 70% na Área 4, enquanto a Galp, a ENH e a Kogas detêm 10% cada.
Uma vez concluída uma transação já acordada entre a EEA e a Exxon Mobil, os interesses participativos a Eni e a Exxon Mobil devem ficar com 25% cada, cabendo 20% à CNPC, enquanto a Galp, a ENH e a Kogas continuarão a deter 10% cada. A norte-americana Anadarko Petroleum também planeia um investimento significativo na Bacia do Rovuma com um projeto orçamentado em 15 mil milhões de dólares, mas cuja decisão final de investimento ainda não foi anunciada

ZECA CALIATE, “A VOZ DA VERDADE” - ENTRE VÁRIOS EPISÓDIOS OCORRIDOS EM NACHINGWEA DURANTE O MEU PERCURSO NAQUELE CENTRO NO REINADO DE SAMORA ´´KICHWA YA MAJI`` MACHEL, DESDE AGOSTO DE 1969/70, RELEMBRO MAIS UM EPISÓDIO LEVADO A CABO POR ESSE PATI

01/06/2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

FMI aponta dificuldades de recuperação da confiança de doadores

01/06/2017

Findou prazo dado pelo FMI para divulgação da Auditoria a Proindicus, EMATUM e MAM mas PGR continua a esconde-la do povo moçambicano

01/06/2017

fracasso na tentativa de convencer Dhlakama a descer à vila de Gorongosa

quinta-feira, 1 de junho de 2017



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Presidente Nyusi protela visita a Sofala

Mesmo com o aparente fracasso na tentativa de convencer Dhlakama a descer à vila de Gorongosa, Nyusi tenciona se aproximar do esconderijo de Dhlakama, próximo da localidade de Vunduzi
Circula em meios restritos a informação de que o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, estará a protelar uma deslocação à província central moçambicana de Sofala, para onde se deveria deslocar entre os dias 16 e 19 deste Junho.
As mesmas indicações, que não conseguimos confirmar de fonte apropriada na Presidência da República, não obstante esforços nesse sentido, referem que o motivo do adiamento da visita fica a dever-se ao facto de terem fracassado esforços para convencer o líder da Renamo, Afonso Marceta Macacho Dhlakama, a sair do seu esconderijo, algures naquela província, para um encontro com o Chefe de Estado na vila de Gorongosa, no dia 18 de Junho, um gesto que, no entender dos seus promotores, daria maior ênfase ao processo de pacificação do país, sublinhado pelas sucessivas tréguas que vigoram desde Dezembro de 2016.
Os nossos informantes referiram que com o hipotético encontro na vila de Gorongosa com Dhlakama, Nyusi pretenderia passar a ideia de disponibilidade de se reunir com o líder da Renamo “em qualquer parte de Moçambique”, na indisponibilidade do líder da “perdiz” em se deslocar a Maputo.

Em declarações ao Correio da manhã, a chefe da bancada parlamentar da Renamo, Maria Ivone Soares, disse desconhecer a alegada tentativa de o Chefe de Estado se encontrar com Dhlakama na vila de Gorongosa. “Nunca ouvi isso”, reagiu, remetendo-nos ao porta-voz do partido, o deputado António Pedro Muchanga.
“Qual Junho? É mentira isso”, assim reagiu, por seu turno, António Muchanga, ao ser interpelado pelo Correio da manhã.
Tem enervado a muitos sectores da sociedade moçambicana o cavado secretismo que tem rodeado as conversas telefónicas entre Nyusi e Dhlakama na tentativa de pacificar Moçambique, entretanto volta e meia temperadas com lamúrias do líder da Renamo de que o seu interlocutor – ou a parte que representa/lidera – não tem estado a ser fel aos compromissos telefonicamente celebrados.
As recentes denúncias do porta-voz ofcial da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), António Muchanga (http://www.correiodamanhamoz.com/violacao-da-tregua/) são tidas como evidência da frágil sustentabilidade da forma como os esforços desencadeados em finais de 2016 por Nyusi e Dhlakama para devolver a paz a Moçambique.
Filipe Nyusi em VunduziTodavia, mesmo com o aparente fracasso na tentativa de convencer Dhlakama a descer à vila de Gorongosa, Nyusi tenciona se aproximar do esconderijo de Dhlakama, próximo da localidade de Vunduzi.
Oficialmente, o pretexto para Nyusi escalar Vunduzi será a inauguração da rede de abastecimento de electricidade na região, uma iniciativa muito dinamizada pela governadora de Sofala, Maria Helena Taipo.
De modo oficial, a deslocação do Presidente Filipe Nyusi enquadra-se no âmbito das chamadas “presidências abertas”, iniciativas que já levaram o Chefe de Estado a escalar diversos pontos de Moçambique.
Na presidência de Nyusi, estas visitas têm sido eminentemente desenvolvimentistas.
É neste contexto que se espera que, ao escalar a província nortenha do Niassa, esteja programado, entre outras iniciativas, o lançamento da primeira pedra para os trabalhos de reabilitação do problemático troço Cuamba-Lichinga, no dia seis deste Junho.
Basicamente, a mesma tónica deverá dominar a visita de trabalho que Filipe Nyusi inicia hoje à cidade de Maputo, de acordo com dados fornecidos ao Correio da manhã pelo Governo da capital moçambicana.
De acordo com o documento alusivo à visita do Presidente Nyusi à cidade de Maputo entregue à Redacção do Correio da manhã, o Chefe de Estado deverá escalar os distritos municipais KaMubukwana, KaMavota, KaNpfumu, Nlhamankulu, KaTembe e KaMaxakeni.
Nestes locais, de acordo com a mesma informação, entre outras actividades,
 Nyusi deverá orientar um comício popular no distrito municipal KaTembe, no bairro de Chali, alvo de assédio por muitos endinheirados por ocupar parcelas de terra, atraídos pela facilidade com que a breve trecho se poderá alcançar aquela região, a partir de 2018, com a conclusão da ponte que liga aquela região à parte norte da baía com o nome da capital moçambicana.
CM – 01.06.2017