"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"
sábado, 31 de agosto de 2019
Há ou não jihadistas em Cabo Delgado? É preciso investigar mais, adverte a professora Liazzat Bonate
30/08/2019
O grupo estado islâmico, recentemente, voltou a reivindicar ataques na província de Cabo Delgado, mas a professora moçambicana Liazzat Bonate adverte que é preciso ter cautelas com tais afirmações.
É preciso fazer mais estudos para determinar o que motiva os ataques naquela região de Moçambique, diz.
“Geralmente os jihadistas fazem declarações, mas até agora ninguém fez. Grupos desses têm feito publicamente algumas reivindicações claras,” diz Bonate.
No caso de Cabo Delgado, diz a estudiosa, “não sabemos o que reivindicam. Para serem (insurgentes) islâmicos, tem de declarar algum fim islâmico”.
Os ataques, naquela província rica em recursos minerais, iniciaram, em Outubro de 2017, e o impacto é devastador. Mais de 200 pessoas mortas e centenas de casas destruídas.
O governo de Maputo, por várias vezes, prometeu acabar com a insurgência, mas até agora a situação não mudou.
“Quando não se sabe de que se trata, pode-se fazer qualquer resposta; ou o governo sabe e não quer nos revelar”, diz a professora.
E se for de facto jihadismo, diz, “pode durar anos, porque eles podem juntar dinheiro para sobreviver e continuar a lutar”.
Ela sublinha que “se tivermos jihadistas em Moçambique, acho que são uma minoria insignificante, e se conseguiu algum apoio deve haver um impulso social e politico para isso”.
Estudos apontam que a insurgência pode estar associada, entre outros, à disputas na exploração de recursos, descontentamento em relação à terras cedidas para projectos milionários da indústria extractiva, ou actuação agressiva das forcas de segurança face à reivindicações.
Acompanhe a entrevista:
Liazzat Bonate é professora de História de África na University of the West Indies, no Trindade e Tobago. Ela é doutorada em Estudos Históricos (História de África) pela University of Cape Town. Tem inúmeras publicações sobre estudos de islamismo em Moçambique.
VOA – 30.08.2019
CIP-Relatório da monitoria da ajuda humanitária às vítimas do ciclone Idai - Agosto2019
30/08/2019
Sumário Executivo
Moçambique é constantemente afectado por vários desastres provocados por fenómenos naturais tais como inundações, seca, ciclones e sismos. Alguns destes fenómenos são de carácter cíclico, enquanto outros são ocasionais. Os ciclones, secas e inundações devem-se à influência de factores como anticiclones subtropicais do oceano Índico, a Zona de Convergência Intertropical, depressões térmicas da África Austral e a passagem das frentes frias no sul sobre o clima do país.
Recentemente, Moçambique registou uma das maiores catástrofes naturais ocorridas em África, o que originou uma onda de solidariedade a nível mundial. Nesse âmbito, surgiu um clamor público que se generalizou e tem como denominador comum a desconfiança de que essa mesma ajuda possa não chegar às populações afectadas. Os motivos para tal estão relacionados com a falta de clareza no controle e gestão da ajuda por parte da entidade encarregada para o efeito, designadamente o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC). Mas, também, é efeito persistente de acções pouco transparentes na gestão de fundos públicos, em geral, e, especificamente, em relação ao caso das dívidas ocultas e aos níveis crescentes de casos de corrupção que se têm vindo a registar no país, com incidência no sector público.
Moçambique é constantemente afectado por vários desastres provocados por fenómenos naturais tais como inundações, seca, ciclones e sismos. Alguns destes fenómenos são de carácter cíclico, enquanto outros são ocasionais. Os ciclones, secas e inundações devem-se à influência de factores como anticiclones subtropicais do oceano Índico, a Zona de Convergência Intertropical, depressões térmicas da África Austral e a passagem das frentes frias no sul sobre o clima do país.
Recentemente, Moçambique registou uma das maiores catástrofes naturais ocorridas em África, o que originou uma onda de solidariedade a nível mundial. Nesse âmbito, surgiu um clamor público que se generalizou e tem como denominador comum a desconfiança de que essa mesma ajuda possa não chegar às populações afectadas. Os motivos para tal estão relacionados com a falta de clareza no controle e gestão da ajuda por parte da entidade encarregada para o efeito, designadamente o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC). Mas, também, é efeito persistente de acções pouco transparentes na gestão de fundos públicos, em geral, e, especificamente, em relação ao caso das dívidas ocultas e aos níveis crescentes de casos de corrupção que se têm vindo a registar no país, com incidência no sector público.
Leia aqui
Com que então o Governo vem reestruturar uma dívida que o Conselho Constitucional já a declarou inconstitucional? Isso não é afronta à Constituição?
sábado, 31 de agosto de 2019

Elvino Dias
27 de agosto às 23:38 ·
QUEM PÕE GUIZO AO GATO?
O Conselho Constitucional já declarou as dívidas da Ematum como inconstitucionais. A Constituição diz que os acórdãos são de cumprimento obrigatório, e as pessoas que não os cumprem incorrem no crime de desobediência.
Com que então o Governo vem reestruturar uma dívida que o Conselho Constitucional já a declarou inconstitucional? Isso não é afronta à Constituição?
Sendo esse um crime público, porquê que a PGR está de braços cruzados?
63Munguambe Nietzsche, Ricardo Cadollass e 61 outras pessoas
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Comentários

Roberto Saviano Melhor fechar FACULDADE DE DIREITO... parece que SAMORA MACHEL já tinha feito isso no passado.
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Elvino Dias Roberto Saviano onde entra a faculdade aqui chefe?
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Roberto Saviano Veja o seu último parágrafo.... Há quanto tempo a constituição é pontapeada e muitos que estudaram direito ficam assistir e não dizem nada.... como é que é possível o Judiciário estar amarrado ao Poder Político até hoje... Porquê não se libertam? Tiram licenciaturas mestrados e doutoramentos... No fim estamos a ver... Chamem a ordem dos advogados
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Inacio Joao Tepeia Ate que posso concordar contigo Roberto Saviano, excelente colocação por tua parte.
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Amilton Munduze Mano, salvo erro da minha parte, sabes que não sou jurista, independentemente da inconstitucionalidade, o estado deve honrar com o seu compromisso e, mais tarde, accionar o direito de regresso para ser reçarcido, por um lado. Por outro, o acórdão do CC é aplicável internamente. Porém, a lei de foro do contrato dessas dívidas é a inglesa. Logo, o acórdão não anula o compromisso assumido, embora fraudulento. Acredito que seja nesse espírito que o Governo continua nas negociações, mesmo porque garante alguma credibilidade e confiança com os demais credores.
PS: comentário de um pescador.
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Jr Chauque Amilton Munduze eu de direito nada sei, mas honrar o ESTADO com seu compromisso??? Qual compromisso? porque o Estado não efectivou nenhum compromisso, senão uns pilantras que usaram o nome do Estado.assim eu acho
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Enio Jorge Malema Assim significa que eu posso burlar os gringos em nome do Estado, tenho a certeza que os gringos serão ressarcidos sem nenhum problema é fico a pagar o estado. Só pode ser uma treta mesmo
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Durao Macuacua DEVIAS TER FICADO NO MAR A PESCAR. O silencio ficaria te melhor do este comentario bosta k o sr. Escreveu.
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Amilton Munduze Jr Chauque, o aval do Ministro das Finanças, a pessoa com plenos poderes para fazê-lo em nome do Estado, deve ter sido suficiente para ludibriar os bancos. A ratificação da AR pode ser um requisito interno apenas, que não anula a elegibilidade do Estado. Este é o meu entendimento.
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Amilton Munduze Enio Malema, Chang tinha plenos poderes para tal. Por isso foi a peça fundamental para o taco sair. Portanto, não é qualquer 1 que pode fazer isso.
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Amilton Munduze Durão Macuacua, a tua opinião terminou aí? Esse é o máximo que podes dar com a tua massa cinzenta?!
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Elvino Dias Amilton Munduze meu Chefe, o efeito da nulidade está no artigo 289 do CC e consiste na destruição do negócio no geral. Ou seja, esse negócio não pode produzir os efeitos desejado pelas partes e nem pode trazer qualquer ônus ou encargo para quem não se beneficiou dele
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Durao Macuacua Pk discutir ou procurar desculpas ou qualquer artigo ou lei k seja pra justificar um acto insano. Sendo um pescasdor podes tu pescar num sitio sem agua. Nao tem como nem.
Digo o mesmo, a decisao do CC sobre este caso é como se tirar agua e secar totalmente o rio ou mar. Nao tem como mais pescar.
Ainda que queiras explicar o anzol, nao tem como.
Por isso no meu primeiro comentario fui pragmatico.
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Jr Chauque Enio Jorge Malema boa essa
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Amilton Munduze Elvino Dias e os demais, algumas coisas temos de analisar despindo a vontade do que devia ser ou seria melhor para nós. Eu nem quero saber dessas dívidas, mas tenho alguma consciência do que são as obrigações do Estado nesse tipo de situação. O Estado …Ver Mais
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Francisco Banda Amilton Munduze O estado deve honrar com os seus compromissos. Mas Comprimissos? Julgo que, o normal deixa de o ser quando o mesmo é decretado ilegal.
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Bernardo J. Nopiha O tempo esta bom aqui na capital, vai a pesca meu cara e deixa a matéria com os juristas, eu estou a ler somente os comentários.
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Silves Nhaule Os Jovens tem que ser Ouvidos na Assembleia da República partido PODEMOS concori para Assembleias Legislativas... juntos podemos Desevolver Moçambique.
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Silves Nhaule Onda de Malucos....quando está vermelho o simafero e Menstruação.de Egídio Vaz e sinal de perigo de Maluquinho
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Francey Zeúte Silves Nhaule assim quer ir ao parlamento destilar essa verborreia? Melhor ter apenas foto de perfil com gravata, não mereces!
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Silves Nhaule Francey Zeúte obrigado.. Irmão..apenas eu reclamo falado quem não merece e quem rouba e rebenta o País....
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Francey Zeúte Silves Nhaule parece que ali onde trabalha não rouba papel A4. Conheçamos essa peste.
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Silves Nhaule Francey Zeúte o q podia ouvir de si sendo Moçambicano valorizar a nossa Riqueza para que todos se beneficiem delas...
Agora quando falas em Mercer que merece .? N falei mal de nenhum nome mas sim da situação q o País se encontra.
E justo pra si... ver falar e olhar...
Até em Gaza já nos Autrapassaram estão 2040..kkkkkkkkkkkk
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Francey Zeúte Silves Nhaule força, continue criticando aquilo que também faz. Isso se chama reflexo no espelho.
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Silves Nhaule Francey Zeúte irmão você sabe que estou a falar pelas menção da sua explanação b
Notas q estás concieste dos factos mas eles não querem mudar e sujam os de mas q n são culpado.
Entendo..nem todos são Como tu..kkkk
O que mas Espanta e a Turma da onda vermelha todos terem a mesma direção para serem chamados na PGR e n gosto disso irmão envergonha o País e nas Pessoas.....
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“Exaltam-se os ânimos” poucas horas antes da campanha eleitoral
sábado, 31 de agosto de 2019
A poucas horas do arranque da campanha eleitoral, simpatizantes da Frelimo e da Renamo envolveram-se, em brigas no distrito de Angónia em Tete. Tudo começou quando membros da Frelimo foram arrancar a bandeira da Renamo que estava içada próximo do local onde já existia da Frelimo.
Membros do partido Frelimo ergueram a sua bandeira no cruzamento de Madeia, distrito de Angónia. Horas depois, membros da Renamo procederam de igual forma, o que foi visto como provocação pelos apoiantes do partido de batuque e maçaroca.
“Vieram, ergueram as bandeiras deles para vir sujar a nós. Nós pedimos para colocarem a bandeira deles amanhã mas eles não entenderam. Colocaram a bandeira deles…são confusos. Meu colega arrancou a bandeira da Renamo e eu fui defensor dele para o defender, contou um membros da Frelimo”.
Os homens da Renamo que foram levantar a sua bandeira a menos de cinco metros do local onde já estava da Frelimo explicaram a nossa reportagem a sua atitude.
“O partido colocou o bambu e bandeira já estava erguida. O grupo da Frelimo chega e nos manda tirar a bandeira e nós não respondemos nada. Nos rodearam e nos apedrejaram, cortaram bambu e fugiram. Neste momento a nossa bandeira está com a Frelimo
CAPIM POSTO, CAPIM DEPOSTO! O que vem antes?
sábado, 31 de agosto de 2019
CAPIM POSTO, CAPIM DEPOSTO!
O que vem antes?
Essa é apenas uma das questões que de forma recorrente faço aos meus botões vermelhos vermelhos, verde e branco.
O que vem antes, é o ministério, o indivíduo no ministério, a dignidade do indivíduo ou o grupo do ministério?
Antes de mais e antes que estejamos em campanha eleitoral, permitam dizer que já lá vão tempos, séculos e se calhar milênios em que o Homem tenta sobreviver seguindo a ordem natural da vida plantando para depois colher.
Nessa inglória tarefa de plantar e colher, o Homem diferente do animal, tem rivalizado ora com pragas que podem até ser de insectos, ora com cheias ou secas.
O nascimento de capim em meia plantação é um processo biológico, concorrencial e portanto NATURAL.
E já desde cedo, o Homem combate fenômenos naturais incluindo o capim sem muito sucesso. O CAPIM nasce ou em resposta à acção humana ou em resposta à necessidade de existir e ser capim.
Há capim que cresça favoravelmente onde há milho ou arroz e há capim, igual ao Jardim das nossas casas que cresce e rejuvenesce a medida que o aparamos.
Qualquer analogia que faça recurso ao capim tem de levar em conta estes e outros pressupostos.
Com isto, introduzo este palavreado que deverá servir para o que vou dizer no fim mas antes, vou partilhar convosco parte da história do capim de Manica, minha terra Natal.
Como muitos já devem saber, sou natural de Manica, e lá fiquei até aos 15 quando por conveniência familiar e coisas desta vida, fui morrar com meu pai em Nampula e depois em Maputo onde resido até hoje.
A minha querida bisavó, com quem vivi, foi quem me criou até aos 15 anos, devo quase tudo a ela e depois aos meus pais que me geraram.
Sem muitas posses, vivíamos no Bairro 7 de Abril, mais concretamente na Zona Centro. Em casa tínhamos um Rádio à pilhas AA+, uma cama, loiça, esteiras para todo mundo assim dormir. Sem saber, éramos muito felizes e unidos naquela doce pobreza.
A família Festo, como éramos conhecidos ou netos da Avó Eugénia, 7 que éramos, tínhamos machambas em tudo que era lugar e foi com base em muita porrada(para travar traquinices) e agricultura que fomos todos criados mas à base de agricultura repito, não aquela que constitucionalmente se força dizer que é a base do desenvolvimento do país sem que com isso tenha algum significado prático.
A nossa agricultura era a de cabo curto, a nossa fome saciou e a todos fez crescer. Cada um, depois, tratou de traçar seu destino e com base nas escolhas passadas.
As férias escolares eram passadas ou em Zembe ou em Nhamizinga(Hondé) ou nas outras machambas na cidade como eram os casos da do Bairro Centro onde plantavámos arroz e Batata-doce, ou naquela zona expansão do 7 de Abril onde tínhamos amendoins.
As férias escolares eram passadas ou em Zembe ou em Nhamizinga(Hondé) ou nas outras machambas na cidade como eram os casos da do Bairro Centro onde plantavámos arroz e Batata-doce, ou naquela zona expansão do 7 de Abril onde tínhamos amendoins.
Sabia que meu sustento vinha dali contudo não posso esconder o facto de naqula altura, inocentemente odiar a machamba do 7 abril.
Para quem não sabe, amendoim atrai corvos e aquela zona era frenquentada por corvos e pássaros.
A minha bisavó mesmo sem querer, mandava brincar na machamba como exercício para afungentar corvos e outros pássaros.
A minha bisavó mesmo sem querer, mandava brincar na machamba como exercício para afungentar corvos e outros pássaros.
Odiava também a machamba do Zembe, aquilo ficava em meio mato e olha que a grande diferença entre onde moravámos e lá, era a existência de casas e amigos para brincar mas para lá, iamos todos.
Fora a felicidade e desordem de uma casa com mais de 6 crianças, dentre as quais alguns na adolescência, tínhamos o tal aparelho de Rádio que pertencia a avó Eugénia e que só era ligado quando existia dinheiro para comprar as pilhas. O mau de Zembe era o facto de só existirem casas em casa em cada 10Kms.
Lá, o silêncio era por vezes substituído pelo canto de pássaros, noutras era acompanhado pela imaginação que era nutrida pela vã tentativa de explicar a concatenação vislumbrante do monte Zembe ou ainda, pelo barrulho que os meus tios faziam ao cair na água do Rio após saltar de um ponto alto ou quando até comemoravam a captura de um Mussopo (Peixe barba) acabado de pescar porque quando tal acontecia, o jantar não era Xiguinha ou carril de amendoim com rali ou rale (tapioca).
No fundo, gostava mais da machamba da Zona Centro onde podia brincar de guerra de arremeço de bolas de lama com os meus amigos da zona, principalmente com o Virgílio que era o mais divertido, indisciplinado e natural.
Na de Namizinga, que fica no distrito de Barrué, em direção à Hondé ou Catandica lembro-me de caçar peixinhos com a rede e de como não se cansava de recolher para preencher o aquário que tinha na época. Como rivais tinha patos e o ambiente. Os patos limpavam-me os peixes e o ambiente por vezes não era adptado aos peixes do Rio.
Em cada uma das machambas, cada um de nós tinha uma parcela da machamba a quem lhe era atribuído responsabilidade/direito de semear e colher quando tal não acontecia, a vó tratava de dividir pedacinhos para aque a ajudássemos a plantar e colher.
Embora entenda a analogia, a relação que tínhamos com o CAPIM não era igual que foi utilizada pela sua Excelência o Sr. Presidente da República ao se referir ao Sr. Rosário Fernandes então Presidente do INE.
Para nós, lá em casa, nem todo capim que cresce é ou serve ou servia para ser arrancado. Ainda que o critério fosse aquele, do Senhor Presidente, algo não me parecia bem ainda por ter sido usado depois da lenga-lenga dos números de Gaza.
Há em mim a ideia de que o agricultor que é um indivíduo sábio, sereno que bem acompanhado saberá pacientemente, chegar perto, olhar para terra para suposto capim com objectivo de perceber que condições favoráveis existem naquele solo para que o dito capim cresça, que valor agregado traz o CAPIM e porquê motivos cresce muito o capim a não o amendoim ou milho. Agricultura nada tem a ver com arrancar capim indiscriminadamente só porque cresceu mais que o outro. Agricultura é também amor, é aprender com o capim, com as pragas e intempéries a melhor forma sobreviver sem arrancar até a terra.
Antes de arrancar até a terra, o agricultor faz questões sobre a qualidade das sementes, se vale a pena plantar em tempo chuvoso, de vento ou de seca? Que valia tem arrancar o capim em tempo de chuva, ventos fortes ou de seca?
Que tipo de pragas e abutres o capim crescido ajuda a proteger?
Que tipo de pragas e abutres o capim crescido ajuda a proteger?
É que nem toda erva daninha é sem valor. Até uma determinada altura ou momento, o capim apesar de biologicamente concorrencial com o que plantamos pode ter um signo, um significado e um significante totalmente díspar do que de mau, mal, para cortar etc etc!
Pensando bem, pensando nas palavras do Presidente Nyusi, a respeito da parábola fico com a impressão de que ela era sobre a visão de um JARDINEIRO relativamente ao capim e a relva ou sobre o proprietário de um jardim e não propriamente a de um Agricultor.
O jardineiro é quem muitas vezes anda preocupado com a altura do capim ou pelo menos com o capim que cresce mais que o outro.
O Agricultor raramente pensa assim, remover o capim que é maior. Ou remove o capim ou critério não é tão linear.
E ainda assim, o JARDINEIRO sabe que há capim que deve ser deixado crescer para que seja aparado, reconstruído e redenhado.
E ainda assim, o JARDINEIRO sabe que há capim que deve ser deixado crescer para que seja aparado, reconstruído e redenhado.
O jardineiro está preocupado com a unamidade, e eu me pergunto se o Presidente está preocupado com unamidade discursiva cultuando assim, a burrice institucional, a cegueira do Estado, a ESTUPIDIFICAÇÃO e DESVALORIZAÇÃO DE QUADROS e consequentemente o apequenamento de vozes discordantes?
É que o jardineiro olha para o tamanho da relva e o agricultor para a qualidade da horta.
Ainda assim, o jardim é aparado tendo em conta a sinfonia do tamanho ou seja, todo capim que cresce sozinho morre.
No jardim, todas as folhas são unânimes, nemhuma delas é mais bela do que a outra e nenhuma delas procura alcançar a perfeição por temer a morteou por não pretender ser arrancada. Não há diverisidade é tudo unamidade.
Só que, há que há quem diga, que "toda unamidade é burra" e a mair parte das vezes que se apela a unamidade está se para o nivelamento por de baixo, para o culto a intransigência, cerseamento de vozes discordantes e sem querer, cultuar a MEDIOCRIDADE como forma de ser e de estar.
E cá por mim, o INE e seu Presidente estão de parabéns pelo exercício e por nos terem mostrado que podemos ter instituições sendo instituições e por nos terem mostrado não é por mérito que as pessoas são colocadas em certas posições mas sim para servir interesses que quando não são satisfeitos, é fim sem glória, tipo pecado.
E fica a dica, o mais belo girasol cresce sozinho. E crescer sozinho pode ser indicador de quem procura excelência!
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