Depois de mais de 20 anos seguidos de Paz, as balas voltam a cruzar a vida de Moçambique e dos Moçambicanos. Não se sabe quantos mortos a “situação” já provocou. Sabe-se que uma das “situações” recorrentes de” tensão” ou “escalada do confronto” é o já tristemente célebre “ataque à coluna”, sendo “a coluna” uma formação de veículos automóveis que avança pelo “troço Muxungué-Save”supostamente “ escoltada” por elementos das Forças Armadas ou Polícia de Intervenção. Veja como é, nas imagens que nos enviou um leitor atento. (Video submetido por Tertius Nel) (Club Of Mozambique) |
"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"
terça-feira, 24 de junho de 2014
22 de Junho: Em Directo do Ataque à Coluna Muxungué Save
“O país está em guerra sim, haja coragem de assumir”
Na entrevista ao Diário da Zambézia, conduzida pelo jornalista António Zefanias, Mazula disse que “a situação já é preocupante ao avaliar pela forma como as armas tem vindo a ser usadas como forma de acabar com as diferenças”. E são usadas, não só para acabar com as diferenças, mas também pela apetência dos políticos pelo poder, “quer para se manterem, quer para ascenderem”. Conforme explicou Mazula, o país está em guerra e não vale a pena minimizar, buscando linguagens suaves como conflito político-militar, porque essa fase já passou. Aliás, de acordo com o académico e ex-reitor da UEM, há bastante tempo que o país saiu do tal conflito político militar para uma situação de guerra. Há guerra, conforme Mazula, naqueles casos em que já não se pode andar via terrestre (como é o caso de Muxungué, Murrotone, etc), os camiões são queimados, as armas são usadas como forma de acabar com um e outro e isso não tem outro nome se não guerra. Mazula lembra com mágoa os malefícios da guerra. “Nós estávamos habituados a viver em paz, apesar da pobreza, mas com isso que estamos a viver, poderemos ser mais pobres”- disse Mazula, citado no Diário da Zambézia. O entrevistado considera ainda que isto acontece em contraste com o desenvolvimento, apesar de algumas correntes defenderem a tese de que com a guerra se faz o desenvolvimento, mas estas teorias são de menos humanas. Aliás, o académico pede que se faça uma análise fria e que todos moçambicanos se questionem, o porquê do retorno à guerra. Questionado sobre onde reina o receio de afirmar ou declarar que o país esteja em guerra, este disse que “a falta de coragem reina naqueles que defendem que é apenas um conflito político e não guerra”. DIÁLOGO SÉRIO PRECISA-SE Na senda da guerra que assume estar a acontecer no país, Mazula falou do diálogo que tem vindo a acontecer no Centro de Conferências Joaquim Chissano em Maputo. Sobre este assunto, afirmou que falta seriedade nas pessoas que dialogam porque, no final do dia, o que os moçambicanos precisam é de um diálogo sério, franco para que, no fim, produza resultado. E o resultado que os moçambicanos esperam, continua a entrevista do Diário da Zambézia, é o fim da guerra, para que as armas não sejam um elemento para a resolução das diferenças. Para que o diálogo flua, Mazula pede à Frelimo encontre razões na Renamo e à Renamo que, por seu turno, encontre razões na Frelimo, para que no final de tudo, os moçambicanos gozem da paz que conquistaram em 1992. “A guerra beneficia algumas pessoas. Serve de fonte de acumulação de riqueza, dai que são estes poucos que defendem que a guerra prevaleça”- lamentou Mazula para depois acrescentar que “quando é assim, são jovens que morrem, jovens que nunca souberam o porquê da guerra são enviados ao combate”-finalizou. Assim sendo, de acordo com o entrevistado, o fosso entre ricos e pobres vai aumentando a olhos vistos o que não ajuda o país. Faltou uma verdadeira reconciliação: para se chegar a um extremo como este de voltar-se as armas, diz Brazão Mazula que entende que tudo aconteceu porque, logo depois da assinatura dos Acordos Gerais da Paz (AGP) em 1992, entre o governo e a Renamo, faltou uma verdadeira reconciliação, uma reconciliação cultural, em que as duas partes poderiam sentar numa esteira e ambos comerem juntos, tudo para o bem do país. Por outro lado, o académico foi mais longe ao afirmar a reconciliação não foi efectiva, porque não bastou apenas o calar das armas, faltou uma convicção assumida sobre a reconciliação. “Não há diálogo cultural no nosso país, porque a reconciliação faz-se com um diálogo cultural, não simplesmente um diálogo político”- rematou Mazula para depois explicar que “ a reconciliação também se faz com pessoas que pensam diferente, pessoas que vêem o país de outra forma, mas todos eles que se sentam numa esteira chamada Moçambique”- disse. Na óptica daquele académico, faltou tudo isso, porque não se faz reconciliação apenas do lado político, mas também ao nível económico, psicológico, cultural etc. E para que salvemos a geração vindoura, temos de acreditar que a reconciliação não é apenas o que se fez no país, mas precisamos de muito mais. A dado passo, Mazula disse que coloca a hipótese de ter faltado uma reconciliação séria e um diálogo cultural e que a reconciliação devia ter sido um programa de acção governativa, da acção política e da acção social, mas não o foi porque ninguém se comprometeu com a reconciliação. “Hoje, são os jovens que são levados para a guerra, significa que esta juventude está educada na violência como solução do problema, o que é grave”- desabafou. Zefanias termina a sua entrevista referindo que Brazão Mazula é docente de alguns cursos na Universidade Católica de Moçambique, Faculdade de Ciências Sociais e Políticas de Quelimane, e que foi que foi lá,em Quelimane, que o foram encontrar e lhe pediram esta entrevista. |
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Sociedade Civil tenta combater o ProSAVANA
| Escrito por Alfredo Manjate |
Trata-se de um projecto dos governos do Japão, do Brasil e de Moçambique, orçado em milhões de dólares, que deverá incidir sobre as províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Niassa e Tete, sendo os distritos-alvo os de Monapo, Muecate, Meconta, Nampula, Mogovolas, Murrupula, Mecubúre, Ribáuè, Lalaua e Malema Cuamba, Mecanhelas, Madimba, Ngauma, Lichinga, Majune e Sanga e Gurué e Alto Molócuè, onde um número considerável de gente, mormente agricultores, vai perder as suas terras, segundo os entendidos na matéria. As OSC e os camponeses contestaram o ProSAVANA desde a altura em que foi anunciado no país e exigem a sua suspensão ou, então, uma mudança de abordagem. Com a campanha pretende-se mobilizar os cidadãos e levar a cabo uma acção de resistência dos camponeses e das comunidades afectadas e sob o risco de perder as suas terras. Ana Tawacale, camponesa e membro da União Nacional dos Camponeses (UNAC), disse que em Nampula algumas áreas já se encontram ocupadas para a implementação desse programa. Por sua vez, o membro da Associação Académica para o Desenvolvimento Rural (ADECRU), Jeremias Vunjane, afirmou que na província da Zambézia os governantes ameaçam deter os agricultores que tentarem contrariar a adesão ao programa. Alice Mabota, presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, não tem dúvidas de que a luta contra a usurpação da terra naquele ponto país poderá ser dura e levará à morte. Ela indicou que o ProSAVANA representa um retrocesso para o país na medida em que vai deixar muitas famílias sem terra para produzir a sua comida. “A questão de usurpação da terra dos camponeses é extremamente séria e vai levar à morte. Esta é uma luta que vamos travar mas vai morrer gente porque as pessoas que vêm para o ProSAVANA estão habituadas a expulsar os camponeses com recurso à força das armas. Há camponeses e activistas dos direitos humanos que vão morrer, temos consciência disso”, alertou Mabota. A campanha será divulgada através de diversos meios de comunicação, vídeos, actividades culturais, música, seminários, entre outros. Para a activista e membro da Justiça Ambiental (JA), Vanessa Cabanela, não existe terras livres na área prevista pelo ProSAVANA. “Não é possível implantar o agronegócio naquela região sem deslocar as pessoas das suas zonas. Fala-se em envolver os camponeses, mas de que forma é que isso vai ser feito? Como é que se vai proteger o direito dos camponeses?”, questionou. |
| A delapidação de madeira na ordem do dia em Nampula |
| Tema de Fundo - Tema de Fundo |
| Escrito por Júlio Paulino |
A delapidação de diversas espécies de madeira na província de Nampula é liderada maioritariamente por cidadãos chineses que, muitas vezes, envolvem alguns indivíduos nacionais na exploração ilegal daquele recurso florestal. O @Verdade deparou com uma cidadã de origem chinesa, cujo nome não foi possível apurar, nos Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia (SPFFB) onde efectuava o pagamento de uma multa na ordem de um milhão e quinhentos meticais, devido à apreensão de um dos seus camiões. O veículo foi neutralizado em flagrante delito na exploração ilegal de madeira num dos distritos estratégicos da província de Nampula. Ainda no mês passado (Maio), um outro cidadão também de origem chinesa fez o pagamento de uma multa por transgressão das regras de uso de várias espécies florestais. O indivíduo pagou 750 mil meticais. Estes são apenas alguns dos casos num universo imensurável de delapidação de recursos florestais. A exploração desenfreada de madeira, que é feita em conluio com alguns membros das comunidades, é uma realidade. Os esquemas usados, muitas vezes, têm custado a vida de alguns fiscais que tentam travar esta prática. Há relatos de conivência dos fiscais dos SPFFB afectos a alguns distritos da província de Nampula. Informações na posse do @Verdade dão conta de que um fiscal, que se encontrava num dos locais estratégicos no distrito de Memba, foi de forma premeditada atropelado mortalmente quando tentava imobilizar uma viatura que continha madeira, cujo destino era a cidade portuária de Nacala. Como forma de fugir dos fiscais, os furtivos usam algumas vias criadas para o efeito e o processo de evacuação de madeira das zonas de abate ao destino é feita no período nocturno. Dados colhidos nos Serviços Provinciais de Floresta e Fauna Bravia na Direcção Provincial da Agricultura em Nampula dão conta de que algumas espécies de madeira, como é o caso de pau-ferro e pau-rosa, estão a escassear, devido à demanda das explorações registadas nos anos anteriores, como consequência do seu valor comercial no mercado internacional. Contrariamente aos anos anteriores em que dezenas de árvores eram abatidas e levadas em toro para o exterior através do porto de Nacala, actualmente o cenário é outro. O mercado preferencial é a província de Maputo e alguns estaleiros de cidadãos chineses. Ou seja, depois da devastação das florestas, é possível ver camiões enormes carregados de diversas espécies de madeira a circularem pelas artérias da cidade de Nampula com destino a Maputo. De acordo ainda com as nossas fontes, devido a estes factores, os operadores do ramo só poderão ter acesso a uma autorização para a exploração de 100m cúbicos de pau-ferro e pau-rosa, e, quanto a outras espécies, é permtido explorar até os 500 metros cúbicos. A zona de tampão da reserva de Mecubúri foi invadida pelos madeireiros furtivos e muitas espécies de madeira estão em processo de extinção, com destaque para o pau-rosa e pau-ferro, por sinal as mais procuradas. Para além de Mecubúri, outras regiões que dispõem de recursos florestais são os distritos de Murrupula, Muecate, Mogovolas, Malema, Ribáuè, Meconta, Eráti, Nacâroa, Memba, entre outros.
Governo procura formas para proteger algumas espécies de madeira
Para contornar a extinção de algumas espécies de recursos florestais, o Governo introduziu, ainda este ano, alguns instrumentos legais no que tange à atribuição de licença aos madeireiros. Para o efeito, aos interessados na exploração das espécies de pau-rosa e pau-ferro só é concedida uma licença para explorar 100 metros cúbicos, contrariamente a outras.Por outro lado, importa salientar que grande parte daqueles estabelecimentos é propriedade de cidadãos chineses. A reactivação e abertura de unidades de processamento de madeira no país deveu-se ao cumprimento do regulamento que veda a exportação em bruto de algumas espécies daqueles recursos florestais, como é o caso do pau-rosa e pau-preto. Por outro lado, o @Verdade soube que, até ao dia 19 de Maio, data do início de atribuição de licenças para a exploração florestal no país, o sector dos SPFFB em Nampula havia tramitado 97 autorizações, na sua maioria pertencentes a novos operadores. Refira-se que o toro mais volumoso foi registado em Abril de 1999, de 658 quilogramas, tendo sido exportado para a China e, desde então, nunca mais se viu um espécime desse porte. Um dos sócios de uma firma chinesa que opera em Nampula, vocacionada à venda de mobiliário em Nampula, confirmou ao @Verdade que os produtos fabricados com base na madeira moçambicana têm como destino os mercados europeu e americano devido ao seu valor comercial. Este ano foi exportada uma quantidade não especificada de madeira para a Ásia.
Vias de acesso em franca degradação
Algumas vias de acesso que ligam as zonas de devastação de recursos florestais aos respectivos destinos estão num elevado estado de degradação, devido ao tipo de camiões que por lá circulam. Os operadores não intervêm na sua reabilitação, limitando-se apenas a fazer pequenos remendos, sobretudo quando se trata de troços que dificultam o seu trânsito.
Líderes comunitários sem capacidade para travarem os furtivos
O regulado de Tuphurutho, localizado no posto administrativo de Namirôa, distrito de Eráti, em Nampula, é, dentre os vários exemplos de regiões desta província, uma zona onde o controlo da exploração desenfreada de recursos florestais por furtivos ultrapassa as capacidades das lideranças comunitárias. Para se chegar até ao povoado de Tuphurutho, a partir da vila sede do distrito é necessário percorrer perto de 120 quilómetros.
Essa acção está aliada à falta de emprego e à procura de meios de sobrevivência. De acordo com o líder comunitário, ele só é solicitado quando se pretende um documento referente à consulta comunitária, para efeitos de emissão de licença de exploração de recursos florestais naquela zona. O régulo Tupurutho, que se mostra triste com a situação de exploração desenfreada de recursos florestais, disse que, muitas vezes, quando os madeireiros furtivos são interpelados, eles invocam os nomes dos chefes do distrito e do posto como sendo os que facilitam a prática. “Por regra, não é permitido efectuar o corte de madeira nos meses de Janeiro a Maio, mas temos vindo a registar casos relacionados com os madeireiros furtivos que passam durante a calada da noite com camiões carregados de madeira”, disse tendo acrescentado que “quando são interpelados, eles afirmam que estão a trabalhar a mando das estruturas da sede do distrito, nomeadamente o director dos Serviços Distritais de Actividades Económicas, o chefe do posto administrativo, entre outras individualidades”. Devido à alegada protecção dos furtivos pelas autoridades distritais, o régulo Tupurutho disse que está a mobilizar a comunidade com vista a impor regras no processo de exploração de madeira na sua área de jurisdição, uma das formas encontradas para combater a delapidação de recursos na região em alusão. Tupurutho anunciou ainda que, a partir dos próximos dias, os homens, na sua maioria jovens mobilizados para travar a delapidação de madeira naquele regulado, vão proceder à colocação de barricadas nas vias consideradas estratégicas, sobretudo na calada da noite, para impedir a circulação dos camiões dos madeireiros furtivos. O nosso entrevistado referiu ainda que, no âmbito dos 15 porcento que são disponibilizados aos regulados em resultado da exploração de recursos florestais, o seu povoado beneficiou apenas de 24 mil meticais e 20 chapas de zinco, numa região onde vivem mais 10 mil pessoas. Ele acrescentou que o valor foi repartido por três comunidades, nomeadamente Tupurutho, Namuatho e Murico. O montante foi aplicado na compra de carteiras para as salas de aula, a construção e o apetrechamento das residências dos professores. “Estas quantias não reflectem aquilo que é a quantidade de madeira que é explorada nas nossas regiões, razão pela qual exigimos a revisão destes valores. Por outro lado, pedimos que os madeireiros reabilitem as vias de acesso“, frisou o régulo. Aquele líder comunitário disse ainda que, a partir deste ano, não vai chancelar pedidos de licenciamento sem que se cumpra todas as formalidades impostas pelo sector, principalmente o plano de maneio, que consiste na apresentação de mudas para o processo de reposição, devido à ameaça de extinção de algumas espécies. No regulado Tupurutho, posto administrativo de Namirôa, distrito de Eráti em Nampula, uma das regiões mais ricas em madeira a nível daquele ponto do país, foram licenciados para o efeito três operadores florestais.
“É preciso replantar as árvores”
Segundo a Direcção Nacional de Terras e Florestas, a degradação florestal no país está a acontecer de forma assustadora e a um ritmo muito acelerado. Se não forem replantadas as árvores, os danos ambientais serão devastadores, uma vez que elas são um grande protector do ambiente, um dos ocupantes do topo da cadeia de criação da fotossíntese e do ar que respiramos.De referir que Moçambique continua a enfrentar grandes desafios na gestão, conservação e utilização das suas florestas que, diariamente, são sacrificadas e condenadas à extinção. Mijuco: A riqueza que gera pobrezaNampula Mijuco é uma comunidade da regedoria de Tupurutho, posto administrativo de Namirôa , distrito de Eráti, a norte da província de Nampula. Localiza-se a cerca de 100 quilómetros da sede do distrito e de pouco mais de 350 da sua capital provincial. Devido à sua localização geográfica, Mijuco não possui infra-estruturas sociais e económicas de vulto. As aldeias 25 de Junho, Namuatho, Murico e Navaia são dependentes do comércio ambulatório e das feiras dominicais.
Rede viária deficitária
O estado deplorável das vias de acesso de e para uma das comunidades de Mijuco é deficitário e algumas estradas são intransitáveis. Esta situação preocupa sobremaneira a população que se sente obrigada a percorrer longas distâncias, acima de tudo, a pé para adquirir alguns produtos de primeira necessidade em Namapa ou em Alua. Os operadores de mototáxi, os únicos que fazem o transporte de passageiros, cobram a cada passageiro valores que variam entre 350 e 400 meticais, num troço de 45 quilómetros.
Barricadas nos corredores de madeira
Os exploradores de madeira que operam naquela região (alguns dos quais furtivos), poderão ver interditada a sua actividade, alegadamente por não estarem a contribuir na procura de soluções dos vários problemas da população. Armindo Murrule Malule, ou simplesmente régulo Tupurutho, confirmou ter autorizado os populares a colocarem barricadas nos principais corredores de madeira.
Insuficiência de professores
Apenas dois professores, sendo um médio e outro de nível básico, asseguram o sistema de ensino de 307 alunos inscritos no presente ano lectivo na regedoria de Tupurutho. Segundo Alfredo da Silva, líder influente na região, além do problema de falta de professores, a insuficiência de salas de aula melhoradas é outra inquietação. O nosso interlocutor disse ter colocado o assunto às entidades de tutela e ao governo do distrito.A Escola Primária Completa de 25 de Junho conta com sete salas de aula, construídas com material precário e não tem carteiras. Além dos problemas acima indicados, a questão de água constitui uma outra dor de cabeça naquela região. Este facto faz com que as mulheres e as crianças percorram longas distâncias para encontrarem uma fonte alternativa de água, sobretudo as lagoas, disputando-a com animais bravios. |
Dhlakama ameaça dividir o país ao meio caso o governo não aceite as suas exigências
O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, ameaçou hoje dividir o país ao meio, caso o governo não aceite as suas exigências. Dhlakama atacou ainda os líderes religiosos, acusando-os de conivência com o governo.
Sexta, 06 Junho 2014 20:37
Líder da perdiz responsabiliza congregações religiosas pela actual situação da tensão
Depois do porta-voz da Renamo, agora foi o lider do partido a ameaçar dividir o país. Dhlakama interagiu, esta sexta-feira, via teleconferência, com representantes das principais igrejas baseadas em Maputo. O presidente da Renamo diz que se o governo não aceitar a paridade nas forças de defesa e segurança vai dividir o país, "nós estamos cansados porque a frelimo não nos quer, perguntem a Guebuza se tem uma ilha onde vai colocar os da Renamo. Só podemos dividir o país como aconteceu na Coreia".
Afonso Dhlakama explicou ainda que alargou e intensificou os ataques na zona centro do pais para se defender das incursões das Forças de Defesa e Segurança.
As igrejas tentaram persuadir o líder da Renamo a parar com os ataques e a seguir a via do diálogo, mas Dhlakama atacou-as, responsabilizando as congregações religiosas pela actual situação de tensão. O líder da Renamo disse estar comprometido com a paz e pediu aos líderes religiosos para sensibilizar o governo, de modo a parar com o que chamou de acções visando acabar com o seu partido.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Moçambique: Jorge Khálau acusa «Nini» de
comandar os raptos em Maputo e Matola
Maputo – O Comandante Geral da Polícia da República de Moçambique, Jorge
Khálau, acusou Momad Assif Satar, mais conhecido por «Nini», condenado a pena
de prisão maior pela morte do jornalista Carlos Cardoso, de ser o «patrão» dos
raptos que têm abalado as cidades de Maputo e Matola.
Nini tem escrito cartas aos jornais, a informar que tem colaborado com a
polícia para a detenção dos mentores dos raptos.
Numa entrevista publicada pelo jornal pró-governamental «Notícias», editado em Maputo, Jorge Khálau disse que Nini não colabora com a polícia e quer «enganar as pessoas» para parecer inocente.
«Devo esclarecer que Nini não está a ajudar a Polícia na identificação dos raptores, como alguma imprensa procura dar a entender. A verdade é que Nini quer tapar a cara às pessoas, fingindo que não sabe de nada sobre os raptos. Nini está sim por detrás de grande parte dos raptos. Ele quer lavar a sua imagem fingindo que não sabe de nada, enganando as pessoas como se estivesse a ajudar a polícia na neutralização dos raptores. Isso não constitui a verdade. A única verdade é que Nini é o patrão dos raptos e a polícia vai continuar a exercer o seu papel no combate a este fenómeno que, felizmente, estamos a vencer aos poucos», disse o Comandante.
Em vários julgamentos os suspeitos e condenados sempre mencionaram o nome de Nini como sendo o mandante dos raptos, mas sempre foi despronunciado por falta de provas.
Sobre o assunto Khaláu disse que «aqueles que vão sendo neutralizados pela Polícia têm revelado que Nini é o patrão dos raptos. A profissão de Nini é orientar o crime organizado e, infelizmente, vai tentando enganar-nos dizendo que não sabe de nada ou que tem estado a prestar colaboração na identificação dos criminosos. É tudo mentira. Ele é que comanda os raptos. Grande parte dos raptores detidos aponta o seu nome», acusou Khálau.
Numa entrevista publicada pelo jornal pró-governamental «Notícias», editado em Maputo, Jorge Khálau disse que Nini não colabora com a polícia e quer «enganar as pessoas» para parecer inocente.
«Devo esclarecer que Nini não está a ajudar a Polícia na identificação dos raptores, como alguma imprensa procura dar a entender. A verdade é que Nini quer tapar a cara às pessoas, fingindo que não sabe de nada sobre os raptos. Nini está sim por detrás de grande parte dos raptos. Ele quer lavar a sua imagem fingindo que não sabe de nada, enganando as pessoas como se estivesse a ajudar a polícia na neutralização dos raptores. Isso não constitui a verdade. A única verdade é que Nini é o patrão dos raptos e a polícia vai continuar a exercer o seu papel no combate a este fenómeno que, felizmente, estamos a vencer aos poucos», disse o Comandante.
Em vários julgamentos os suspeitos e condenados sempre mencionaram o nome de Nini como sendo o mandante dos raptos, mas sempre foi despronunciado por falta de provas.
Sobre o assunto Khaláu disse que «aqueles que vão sendo neutralizados pela Polícia têm revelado que Nini é o patrão dos raptos. A profissão de Nini é orientar o crime organizado e, infelizmente, vai tentando enganar-nos dizendo que não sabe de nada ou que tem estado a prestar colaboração na identificação dos criminosos. É tudo mentira. Ele é que comanda os raptos. Grande parte dos raptores detidos aponta o seu nome», acusou Khálau.
Voto do MDM nas regalias dos deputados: Daviz Simango pede desculpa
Daviz Simango considera que a bancada do MDM cometeu um grande erro ao ter aprovado as duas leis que atribuem regalias aos deputados e aos ex-Presidentes da República, numa altura em que a esmagadora maioria da população moçambicana vive asfixiada pela pobreza. O presidente do MDM afirmou já ter reunido com os seus chefes de bancada e deputados a propósito da votação favorável e unânime que estas medidas mereceram do seu partido. Simango declarou ainda que tenciona pedir uma audiência ao Presidente Guebuza para lhe transmitir esta posição e solicitar que o mesmo devolva estas medidas à Assembleia para reapreciação. |
Subscrever:
Mensagens (Atom)