"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



domingo, 4 de junho de 2017

Amurane lança a primeira pedra de construção da ponte no Bairro de Mutomote

domingo, 4 de junho de 2017


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Foto de Conselho Municipal de Nampula.

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Foto de Conselho Municipal de Nampula.

Foto de Conselho Municipal de Nampula.

Foto de Conselho Municipal de Nampula.

APOSTADO NA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DOS MUNÍCIPES 
Amurane lança a primeira pedra de construção da ponte no Bairro de Mutomote
Mahamudo Amurane lançou na manha desta Sexta-feira (2/6) a primeira pedra de construção da ponte sobre o rio Mutomote.
Os moradores do povoado de Namutequeliua, na zona de Mutomote, receberam com muita alegria o Presidente Amurane e sua comitiva, formada por Vereadores, Diretores, chefes dos Postos Municipais, representantes do governo distrital e a Sociedade Civil que compareceram a solenidade de lançamento da primeira pedra da ponte que a comunidade de Mutomote elegeu como prioridade na reunião do Orçamento Participativo de Nampula.
A ponte que irá devolver a dignidade que os munícipes merecem é mais uma obra de uma serie de benfeitorias que o Edil tem vindo a desenvolver no município com fundos das receitas próprias provenientes das taxas e impostos que tem coletado.
Interagindo com a população de forma clara, simples e achegada na língua local (Makua) Mahamudo Amurane anunciou que as receitas que o município tem coletado dos munícipes estão a ser revertidas na construção das obras como forma de devolução transparente a população. Avaliada em 3.500.000,00mt Amurane agradeceu a empresa construtura pela sensibilidade em executar a construção da ponte sem adiantamento até a execução em 20%, uma novidade de modalidade que visa garantir a execução segura da ponte dentro dos parâmetros e qualidade de engenharia exigidas, assegurando assim que a verba pública seja aplicada de forma transparente como tem vindo a cumprir. Amurane terminou sua intervenção agradecendo a participação da população no exercício de cidadania participando na escolha das suas prioridades para o desenvolvimento da cidade.

Amurane soma e segue com a sua Popularidade

domingo, 4 de junho de 2017


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Foto de Conselho Municipal de Nampula.

Foto de Conselho Municipal de Nampula.

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Foto de Conselho Municipal de Nampula.

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1 de Junho
AMURANE CELEBRA COM AS CRIANÇAS NO PARQUE
Por ocasião das comemorações do dia 1 de Junho, dia internacional da criança, o Conselho Municipal de Nampula ofereceu um almoço às crianças desfavorecidas dos orfanatos no Salão Nobre do Conselho Municipal e um concerto musical no parque dos Continuadores envolvendo mais de 3 mil crianças da cidade que foram abrilhantados com atuação de músicos locais e integrantes da Companhia Municipal de Canto e Dança proporcionando-lhes um dia inédito bastante animado.
A alegria nos rostos de cada uma delas brincando no pula-pula, com palhaços, nos baloiços, escorregadios, e a correr de um lado para o outro caracterizou o dia no jardim marcado por muitos presentes. 
Amurane na ocasião felicitou as crianças de todo mundo, incentivou para que se foquem nos estudos em prol de um futuro melhor.
De recordar que este parque foi recuperado e reformado pelo edil uma vez que ja havia sido vendido para fins desconhecidos.

AMURANE OBRIGA MDM A FORMAR GRUPO LIMPA IMAGEM

O caso do Amurane e MDM é uma realidade que nos leva a concluir que muitos moçambicanos até aqueles que considerávamos sérios e esclarecidos, não sabem o que de facto querem. Ou porque ignoram as realidades ou porque querem ganhar espaços que não lhes pertencem na arena pública e política.

Reclamamos da corrupção em todos níveis e falta de seriedade nas instituições tanto públicas como privadas e quando chega alguém para pôr ordem, fazem campanha degradante de imagem dessa pessoa acusando-lhe de tudo e menos nada, mas no entanto não apresentam provas da tal difamação. No ano passado encontramos o caso ex-ministro de educação, na tentativa de corrigir a forma de vestir das nossas crianças nas escolas. Por pensarem que as práticas externas ou a forma ocidental de vestir é a melhor, atiraram todo tipo de pedra.....Agora o caso Amurane que se tornou uma pedra no sapato do MDM.

Aliás, O MDM formou por mais que não seja de maneira oficial um grupo para lavar a imagem do partido e do seu presidente. A frelimo criou a G40 e o MDM como é filho da Frelimo, copiou formando a G20/60 sei lá como chamar, primeiro para tirar a nódoa ao seu partido e seu presidente e logo denegrir a boa reputação de certas pessoas . E igualmente como a Frelimo o MDM faz campanha contra aqueles que dizem a verdade ou contrariam a opinião do seu presidente.

Neste preciso momento a G40 do MDM do Deviz está empenhado a sujar o nome e a credibilidade do Amurane. É um caso de dizer que talvez no MDM está cheio de cegos que não conseguem ver os feitos do Amurane na cidade de Nampula. A cidade de Nampula é diferente que quando era gerido pela Frelimo, até casas de banhos públicos bem modernos tem o que nem Maputo tem.

Eu gostava muito ler os artigos do Edwin Hounnou, mas a partir do último artigo dele intitulado "Amurane pretende destruir MDM", fiquei sem aquele imagem de pessoa séria e realista. Afinal eu estava enganado. Deste artigo, fiquei a saber que afinal Edwin faz parta do G20/60 do MDM para atacar, sujar a imagem do Amurane e desacreditar os feitos dele como bom gestor do bem público.

"Não vi nem nenhuma ofensa contra Amurane", foi uma das afirmações no tal artigo. Será que o senhor Edwin não lê os artigos que os seus colegas do MDM escrevem contra o Amurane, ou simplesmente ignora porque é contra o seu adversário ou inimigo? "a Frelimo tem problemas da prática da ilegalidades mas defendem-mutuamente", esta foi outro dito para sustentar o seu repúdio contra a actuação de Amurane contra os corruptos no município de Nampula. Se o MDM pactua pela mesma prática de ilegalidades que critica na Frelimo, quer dizer que está a dar razão ao Amurane ao pactuar com essas ilegalidades e não defender-las. Quem defende um ladrão ou é porque é também ladrão ou como com o ladrão. O Amurane não é nenhum desses tipos que favorecem interesses egoístas em detrimento do povo.

"Os políticos deveriam saber que a roupa suja não se lava na praça pública", também o senhor Edwin afirmou isto para condenar o Amurane por ter falado ao público. Não sei se o senhor Edwin começou a sofrer de amnésia. Está coisa começou faz tempo e ninguém sabia a não ser os dirigentes do partido. Mas o MDM começou a tirar fora através da imprensa a difamar o Amurane. Quando Amurane estava no Brasil, o MDM em Nampula usando os familiares dos ladrões expulsos no município chamou a televisão para falar mal do Arumane, acusando-o de corrupção e de tudo. Até foram mais longe, usaram inocentes de uma paróquia para aumentar a difamação que depois de provado que tudo não passava de mentira, o pároco daquela paróquia pediu desculpas ao Amurane publicamente, eu ainda tenho a carta de pedido de perdão.

Amurane, como pessoa humana tinha que responder e explicar ao público o que se passa e de onde começou este problema e quem o principal mandante. O senhor Edwin hoje formando parte do G40 do MDM, não consegue ver que ele não está ofender simplesmente responder e esclarecer o povo para  nós sabermos e graças a reacção dele sabemos que o MDM e o seu presidente não são nenhuma alternativa política em Moçambique. Nisto, Amurane não tem nada que pedir perdão nem ao Daviz tão pouco ao partido, mas sim o contrário.

O MDM é formado por pessoas e são parte dessas pessoas que difamam cegamente ao Amurane, suponho eu tudo por inveja e cobiça. Amurane é competente e mostra isso nas acções que leva acabo no serviço aos munícipes de Nampula e estes estão contentes com o trabalho dele. Parem de criticar a Frelimo porque vocês estão no mesmo saco se calhar ainda pior. Amurane entrou no município e encontro os cofres vazios, a cidade feita uma lixeira. Ele fez tudo e melhorou bastante, está lutando contra a corrupção e corruptos, agora vocês estão tentando desviar a opinião pública sobre a reputação dele. Então não será mesmo de dizer que muitos moçambicanos não sabem o que querem na verdade.

Aqui está a razão porque a Frelimo faz e desfaz quando, como e onde quer e o que quer e nós nos limitamos a lamentar. Académicos como Edwin devia abster-se de lambebotismo  e ensinar a juventude a ter uma mente crítica capaz de analisar as coisas duma forma imparcial e coerente que permitiria a luta contra  a incompetência institucional do nosso governo.

Eu aconselho a deixar Amurane em paz para que ele continua a fazer o bem para os munícipes de Nampula. Amurane sim está a mostrar o país que é capaz e que se pode fazer uma gestão transparente da coisa pública e ademais que é possível combater a corrupção e os corruptos. Até me atrevo dizer que ele é capaz de fazer gestão não somente do município mas também da província e até do país e ai teríamos os corruptos da Frelimo e dos outros partidos na prisão e a colocar as coisas no lugar devido.
Mais, não disse e até a próxima.
VIVA AMURANE, VIVA AXINENE!


Muchanga e Mazanga acusados de traírem a RENAMO

04/06/2017

Sobre os recentes pronunciamentos de Benvinda Levi

04/06/2017

Frelimo aprisiona o povo

sexta-feira, 2 de junho de 2017


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‎Edwin Hounnou‎ para O PAIS DA VERDADE
14/5 às 11:23 ·


A experiência de conflitos por que o nosso país vem atravessando desde que se tornou independente, a 25 de Junho de 1975, exige de todos uma atenção acrescida na elaboração e construção de um ambiente de paz que abranja a todos os sectores da sociedade. A paz não se limita somente ao silêncio das armas nem das viagens sem sobressaltos pelas estradas nacionais. A paz efectiva é quando todos ficam a ganham.
A paz é um assunto de suma importância que a todos diz respeito, por isso, ela não pode ser discutida por a duas pessoas ainda que estejam imbuídos de muito boas intenções. A paz que se assente em simples entendimento menos na Constituição frágil, temporária e armadilhada que, a qualquer momento, pode explodir. A nossa constituição e as demais leis tem sido a principal armadilha contra a paz.
A paz que o povo precisa deve vir da justiça e inclusão nas oportunidades de todos, da revisão da Constituição da República de modo a permitir que quem vencer uma eleição não fique com tudo e o vencido não seja pária, num mero cidadão de segunda, aliás, como tem sido até agora. Numa sociedade que se rege pelos princípios de um Estado de Direito ninguém fica rico sem causa, nem contrai uma dívida astronómica, inconstitucional em nome do povo e fica ileso.
A injustiça e exclusão são uma fonte de onde brotam todos os conflitos quer sejam políticos quer sejam militares. Não sairemos do corredor de guerras enquanto se negoceia com intenções de aldrabar o outro, de passar à perna ao outro, como aconteceu com os acordos de Roma.
O problema não é Afonso Dhlakama nem é a Renamo mas a injustiça e a exclusão. O problema não é Daviz Simango nem é o MDM. A raiz do problema reside na Constituição da República, na forma como estão constituídos o STAE, CNE e o Conselho Constitucional. O problema vive no excesso de poderes conferidos à figura do chefe de estado.
O judiciário não funciona porque está subordinado ao poder político e agora está ficando cada vez mais visível quando vemos a Procuradora-Geral da República e o Presidente do Tribunal Administrativo perfilados, em placas dos aeroportos para uma genuflexão ao chefe do governo. Nada mais resta ao povo senão lançar as mãos à cabeça porque estamos bem perdidos. O país está mesmo entregue à bicharada.
Uma coisa é não trabalhar alegando a falta de meios e a outra, bem diferente, é entregar-se para ficar bem com quem o indicou para aquele cargo. Isso é perigoso e coloca em causa o funcionamento das instituições para além de demonstrar incompetência e vassalagem. A Procuradoria e ao Tribunal Administrativo vão a tempo de proporem a construção de um memorial aos mentores das dívidas ocultas, como sinal da sua subserviência ao gangsterismo e bandidagem.
O relatório da KROLL, apresentado à Procuradoria Geral da República no dia 12 de Maio corrente, não se espera nenhuma acção devido aos compromissos políticos da justiça. Há razões fundamentadas para desconfiar. Dos 2,2 biliões de dólares em questão, mais de 1,6 mil milhões não entraram nos cofres do Estado. Esse valor foi dividido pela turma do crime organizado que concebeu e pôs em marcha o plano das dívidas que a ocultas Frelimo endossou ao povo para pagar.

Divórcio de Amurane e MDM quase consumado

sábado, 3 de junho de 2017


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Centrais João Trindade denuncia inércia e promiscuidade do judiciário Divórcio de Amurane e MDM quase consumado: Naíta Ussene “Daviz Simango é ditador” Pág. 2 e 3 TEMA DA SEMANA 2 Savana 02-06-2017 Éde cortar a respiração o ambiente no Movimento Democrático de Moçambique (MDM). O presidente do município de Nampula, Mahumudo Amurane, acusou o líder do partido, Daviz Simango, de ditador e de estar por detrás das campanhas difamatórias contra a sua imagem bem como da família, supostamente desencadeada por membros do MDM. Sem falar da sua desvinculação do MDM, Amurane diz que está a ser vítima de vingança por ter questionado o líder do partido publicamente, para além de recusar drenar fundos do município para alimentar interesses do partido, bem como dos seus membros seniores. Amurane diz que a sua saída do MDM depende de Daviz Simango e que nas eleições autárquicas de 2018 vai concorrer à reeleição com ou sem apoio do MDM. Um ano e meio nos separa das eleições autárquicas, isto é, o seu mandato chega ao fim. Como é que olha para a cidade de Nampula neste horizonte temporal da sua governação, a partir da situa- ção que encontrou em 2014. Encontrámos uma cidade cheia de dívidas, esburacada, sem mercados condignos para os munícipes, sem vias de acessos nem ligações entre bairros. Na nossa governação, construímos pontes, ligando bairros, pavimentamos ruas, construímos praças, jardins, parques e tudo isto nos orgulha bastante e afirmamos que valeu a pena termos apostado num projecto que os munícipes ansiavam. Sentimos que os munícipes estão satisfeitos e encorajam-nos a darmos seguimento a estes passos. Isto para dizer que o seu manifesto eleitoral está a ser implementado na plenitude? O nosso manifesto está a ser implementado na plenitude, tendo em atenção o princípio “Nampula para todos”. Nós não discriminamos as pessoas, em função da filiação partidária, pelo contrário, incluímos todas as pessoas, no que diz respeito às respostas das necessidades das populações. O munícipe está em contacto directo com o seu presidente. Como outras cidades do país, Nampula apresenta muitos assentamentos informais, sobretudo nos bairros da periferia. Qual é o plano da edilidade para inverter o cenário? Avançamos com duas respostas. A primeira é a requalificação dos bairros, que consiste na abertura de vias de acesso, certamente que vamos derrubar algumas habitações que estão dentro das vias projectadas. Bairros como Muala, Muatala, Namicopo e Murapaniua são exemplos de locais onde estamos a trabalhar, construindo estradas e pontes para melhorar as vias de acesso. A segunda resposta é um projecto de longo prazo, que consiste num plano-director já aprovado na assembleia municipal, no qual nos propomos a erguer uma nova cidade para o futuro. Agora estamos a buscar mecanismos de viabilização do processo. Como município, não podemos implementar sozinhos este projecto, precisamos de Parcerias Público- Privadas (PPP). Alguns investidores já mostraram alguma abertura para que possamos avançar com a implementação desse projecto. O nosso desejo é fechar os contratos ainda neste mandato mesmo que não consigamos avan- çar na execução. Vamos parcelar a área, construir as vias de acesso, as valas de drenagem, colocar a tubagem de água, postos de energia, isto para que o munícipe chegue lá e encontre uma área infra-estruturada, com espaços para comércio, habitação e reservas para jardins. Em muitos municípios dirigidos pela oposição há queixas da obstrução da governação municipal por parte do Governo Central ou de outras entidades públicas conotadas com a Frelimo. Como é a situação de Nampula? Em 2014, tivemos problemas sé- rios. Até o Fundo de Compensa- ção Autárquica (FCA) atrasou três meses e só recebemos o Fundo de Investimento Local (FIL) no final de Novembro. Em 2015, o cenário mudou com a nomeação do novo governador, Victor Borges. Acho que este é um dos melhores que o país já teve. É um indivíduo que está ali com o seu partido, mas olha para questões do Estado. Quando é para resolver questões de interesse do Estado, ele está sempre disponível ao seu ní- vel, porque nem tudo depende dele para que as coisas possam fluir com normalidade. Tivemos o FCA sem problemas maiores, mas o mesmo não se verificou com o FIL devido a problemas de tesouraria e foi liberto à medida que havia condições, o que não aconteceu em 2014, porque eram mais problemas políticos do que financeiros. É preciso elogiar o Governo Central, na pessoa do ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleane, que é uma pessoa excelente, está sempre apta para nos atender. Devido ao problema de tesouraria, não recebemos o fundo de estradas e, só em 2016, foram criadas condições para recebermos fundos de 2014, mas até ao momento ainda não temos nenhum tostão. Que relatos tem dos municípios geridos pelo partido no poder? Com o Fundo de Estradas, o problema é generalizado a todos os municípios. Por isso, nas reuniões da nossa associação, sempre dissemos que não faz sentido que, num país tão extenso, com milhares de estradas, seja um homem a tomar decisões, isso é um absurdo. Esse fundo deve ser descentralizado. Como vão as relações entre o governo da cidade de Nampula e o município de Nampula? Já foram muito tensas em 2014, a situação mudou em 2015, temos um novo governador, que é uma pessoa que nomeia os administradores do distrito de Nampula. Se ele tem o espírito de abertura, não seria compreensível que fôssemos hostilizados pelo administrador. A ideia é colaborar para que juntos possamos trazer melhores soluções para o ambiente urbano. É por isso que digo que alguns confundem, que o facto de alguém estar alinhado e trazer soluções para os problemas do povo pensa-se que está a beneficiar a oposição. Quem está na cidade deve comprometer-se com os problemas da cidade. Quais os principais desafios da sua governação? Do lado político, há muita gente que confunde as coisas, dei oportunidade a membros da Frelimo, julgando que tinham competência para realizar certas tarefas, mas, ao invés de executar com responsabilidade as tarefas, sabotaram-me e, naturalmente, demiti essas pessoas. Notei que não têm qualidade para executar as tarefas com imparcialidade. Não podemos confundir o cidadão e partido. Esse é o maior desafio que temos. Outro desafio é educar o povo, que precisa de ter a consciência de que viver na cidade tem custos que devem ser partilhados. Nós temos de contribuir o pouco que temos para o desenvolvimento do município. Eles difamaram-me Mahamudo Amurane tem-se apresentado publicamente como um dirigente alérgico à corrup- ção. Porém, a chefia da bancada do MDM, seu partido, apareceu publicamente a falar das obras em curso na área onde foi erguido o viaduto, alegando que a autoriza- ção das obras é sinal de corrupção no seio da direcção do município de Nampula. Qual é o seu comentário? Não gostaria de comentar esse assunto, porque qualquer pessoa que não tenha ido à escola está a observar estes cenários e facilmente conclui que há um projecto de denegrir a minha imagem e desacreditar-se. Há obras, sim, debaixo do viaduto, e vão prosseguir. Agora dizer que há obras porque houve corrupção e não apresentam provas, pelo amor de Deus. Todos me acusam de corrupção, mas não apresentam provas. São matérias difamatórias. É preciso perceber que não fui eu que corri para a televisão denunciar os problemas no MDM, pelo contrário, fui explicar. Eles foram à televisão difamar a minha imagem. Partidos organizados têm a cultura de tratar questões internas em meios fechados. Porém, a zanga entre o MDM e o edil de Nampula é exposta a todos. Não havia um mecanismo interno de resolução deste diferendo? Eu expliquei que este assunto é antigo. Tudo começou na reunião do partido que teve lugar em Marracuene cujas desinteligências já expliquei à comunicação social. Tudo pairava em torno da nomeação dos governadores. Não fui percebido e logo disse claramente que não contem comigo, porque o projecto é uma falsa alternativa. Não é alternativa, é alternância. Vocês querem tirar a Frelimo para continuarem doutra forma. Quer dizer que o Edil está a ser vítima de vingança por ter confrontado em público o presidente do partido? Exactamente. Ele quis usar métodos baixos, que chama de “politicamente correctos”. Depois do encontro, voltamos para Nampula, eu todo satisfeito com a ingenuidade de que apresentei um projecto fantástico que vai servir de base legal e de discussão e acreditava que muitos moçambicanos iriam adoptar o projecto, mas foi em vão, porque as campanhas difamatórias contra a minha imagem foram lançadas. Infelizmente, no MDM o chefe não pode ser criticado. Quer dizer que há culto à personalidade do chefe É evidente. Os outros dizem que eu afrontei o presidente. Ele agora vai fazer 15 anos de mandato, mas é ele que vem à frente dizer que os outros estão há 40 anos e devem sair. Qual é a diferença com os outros? Vai candidatar-se a edil e quer ser presidente do partido e da República, depois vai dizer que quer separação dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Eu tenho as minhas dúvidas, porque se ele pretende controlar os governadores como terão independência na sua actuação. Naturalmente que vai ser falácia, vai nomear os governadores, o executivo, legislativo e judiciário, será uma fantochada, o poder será dele. Não há diferença com o actual modelo. Para as eleições gerais de 2014, tivemos candidatos a deputados a serem nomeados a dedo por ele, contestou-se que o irmão (Lutero Simango) não podia ser o chefe da bancada do MDM na Assembleia da República, mas Simango insistiu que seria ele. O primeiro a criticar o presidente foi Manuel de Araújo e foi isolado. Ele aceitou engolir sapos, mas os sapos quando enchem no estômago arrebentam. Eu não sou Araújo. A crise instalada entre o edil e MDM levou a direccão máxima do partido a atribuir-lhe nomes, tais como ingrato, maluco e infiltrado ao serviço do SISE. Que comentário faz sobre estas Divórcio de Mahamudo Amurane e o MDM quase consumado “Daviz Simango é um ditador” Por Raul Senda e Argunaldo Nhampossa (texto) e Naita Ussene (foto) Daviz Simango usa métodos baixos na gestão do MDM 2 TEMA DA SEMANA Savana 02-06-2017 3 acusações? Isso revela um desprezo total, mostra a outra face deles, mas que escondem à população, eles não têm condições para serem servidores públicos. Todas essas pessoas já me quiseram arrastar para práticas contrárias aos princípios de administração pública na vertente da gestão da coisa pública, mas rejeitei. Por exemplo, o chefe da Liga Nacional da Juventude do MDM, o deputado Sande Carmona, chamou-me bandido. Como é que um homem que aspira ser ministro usa esse tipo de termos? A raiva de Sande Carmona contra mim resulta do facto de este ter vindo ao meu gabinete com um amigo a propor uma parceria, com o município, para a criação de um estúdio de gravação de música. Identificou o local e nós, como município, aceitámos e prontificamo- -nos a parcelar e legalizar novos terrenos para as pessoas que seriam afectadas pelo projecto. Contudo, encarregamo-los, através de um memorando de entendimento, as despesas de reassentamento assim como o pagamento de taxas autárquicas. Assinamos o memorando há mais de um ano e nunca mais os vi. Até hoje, não há sinais de tal estúdio. Na verdade, o que Sande Carmona queria era que o município movimentasse pessoas, construísse casas e reassentá-los e ele ficar com o espaço a custo zero com o amigo. Não aceitámos isso. Só que eles estão enganados, porque nós vamos andar atrás deles para nos indicar o estúdio ou, caso contrário, veremos quem é bandido. O Carmona vai ter de explicar ao povo de Nampula quem é bandido. O presidente é que deve RÀFLDOL]DUDPLQKDVDtGD E quanto a Geraldo de Carvalho, que lhe chamou maluco... Foi infeliz, na medida em que disse que Nampula está num bom caminho, a cidade está a mudar, está óptima, mas o problema está na cabeça. Como isso é possível? Como é que podes dizer que o comboio está muito bem, a máquina está a transportar a carga devidamente, mas a locomotiva tem problemas, Isso é possível? Aí quem na realidade não está bem é a pessoa que faz esse tipo de pronunciamentos. Esses termos de violência, de mentiras, intrigas, calúnias e difamação são o modus operandi deles, porque isso é também incentivado pelo presidente do partido. Digo isso porque, na última reunião do MDM em que participei, o presidente do partido trouxe uma fita que mostrava membros do MDM violentando membros de outros partidos na campanha eleitoral de 2014, na província de Gaza. Disse que é assim que os membros do partido devem agir para não serem abusados e o presidente orgulha-se disso. Isso é um mau sinal. Como é que essas pessoas vão se comportar quando chegarem ao poder? ...Então para além de ser ditador, Daviz Simango é violento? De certeza que para além de ser ditador é violento. Daviz Simango apresenta-se como um homem de paz, mas na realidade ele não é isso. As pessoas podem dizer que eu tenho problemas com o partido, isso não é verdade, apenas sou contra certas práticas dentro do partido. Em nenhum momento vou aceitar que as contribuições dos munícipes de Nampula sirvam para alimentar apetites individuais. No dia em que os dirigentes do MDM voltarem a alinhar com os princípios que nortearam a nossa candidatura em 2014, voltarei a estar ao lado deles. Aparecem empresários no meu gabinete a dizer que querem apoiar o partido. Eu sempre lhes digo que essa ajuda deve ser fora do municí- pio e com pessoas ligadas ao partido porque não sou nenhum chefe. Uma vez apareceu, na minha casa protocolar, um empresário interessado em oferecer 200 mil meticais ao partido. Disse logo que isso deve ser na sede do partido e não na casa do Conselho Municipal. Chamei Fernando Bismarque para receber o valor. Agora não sei se ele canalizou ao partido, mas recebeu o valor fora das instalações do município. Para além de Carmona e Carvalho temos outro papagaio nesta ofensiva de me desacreditar perante a sociedade, que é o Fernando Bismarque. Este senhor, que até foi vosso colega, veio ao meu gabinete apresentar um amigo que passaria a fazer parte dos concursos da edilidade. Respondi-lhe que não havia problema, mas todas as obras do Conselho Municipal de Nampula são na base de concurso público. Tentou convencer-me e até identificou uma obra abandonada que o município estava em vias de adjudicar de forma directa. Pedi para ir fazer a orçamentação e trazer a proposta financeira. Foram fazer seus cálculos e apresentaram uma proposta de 16 milhões de meticais. Fomos ao mercado e procurámos outras propostas e acabamos efectuando a obra com qualidade desejada por cinco milhões de meticais com outros empreiteiros. Isto é, uma obra de 16 milhões, que a empresa do amigo de Bismarque queria foi feita por cinco milhões. A minha questão é: para onde ia o resto do dinheiro? Imagina uma pessoa gananciosa e ambiciosa como Fernando Bismarque como ministro? Todos os mo- çambicanos estão mal. O presidente diz que não vai aceitar engolir sapos. Os preparativos para o congresso do MDM estão a passos galopantes, pondera participar ou já está consumada a sua retirada do partido? Eu não sou presidente do partido. Espero que o presidente do partido tome a decisão que lhe convier, eu não estou preocupado, a minha concentração neste momento é com os munícipes de Nampula. Aventa a possibilidade de renunciar ao seu lugar na Comissão Nacional do MDM? Isso não depende de mim, mas do presidente do partido. A verdade é que não vou vergar nos meus princípios. Não estou intimidado. Tudo indica que o divórcio entre o MDM e Mahamudo Amurane está quase consumado. Quando é que vai oficializar a sua desvinculação do partido? Que seja o presidente do partido a oficializar a minha desvinculação. Aliás, tudo indica que a minha desvinculação está consumada, porque, quando o presidente Daviz manda seus papagaios para violentar-me ou difamar-me está a querer tirar- -me do partido, mas cabe a ele efectivar essa desvinculação, porque ele é que tem todos os instrumentos para fazer tudo o que bem entender do partido.& RPRXVHPR0'0YRXjV HOHLo}HV Os munícipes de Nampula podem contar com a candidatura do edil nas próximas eleições? Independentemente do apoio do MDM, vou levar o meu mandato até ao fim e a população da cidade de Nampula deve contar comigo nas próximas eleições autárquicas como candidato. Com ou sem MDM, serei candidato às autárquicas de 2018. Sem o MDM quem vai sustentar a sua candidatura? Não estou preocupado com isso, porque a população de Nampula está feliz com o meu trabalho. Não é só Nampula, mas todo o país. Moçambique tem, neste momento, o melhor gestor da coisa pública, que é Mahamudo Amurane. O trabalho que estou a fazer, de proporcionar melhoria das condições de vida dos munícipes de Nampula, vai ditar o meu apoio. Ninguém vence o povo e este está comigo, porque sou bom gestor, simpático, jovem. Vai ou não participar no congresso do MDM em Dezembro próximo? Que congresso? Do MDM... Tenho muita coisa na minha cabe- ça que ocupa toda a minha agenda. Sabes que nem tenho tempo para pensar nesse congresso? Neste momento estou mais concentrado em como fazer as coisas. Aliás, acho que Moçambique devia ser isso. Assuntos da nação em primeiro lugar. Se não tiver apoio de nenhum partido político na sua corrida pelo pleito eleitoral de 2018, aventa a possibilidade de criar o seu próprio partido? Isso dependerá daquilo que o povo almeja. Se no futuro sentir que o povo quer contar com o meu pró- prio partido não vou hesitar. A dinâmica da vida é assim, ontem não estava no município, veio um grupo, acreditei no projecto e juntei-me. Infelizmente, as minhas expectativas foram totalmente goradas e hoje estou totalmente decepcionado. Num passado recente, o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, disse que a crise do MDM é normal numa organização em crescimento. Qual é o seu comentário? Não quero acreditar nisso. Tivemos problemas com o senhor Ismael Mussá, que até explanou publicamente e acabou por deixar o partido. O próprio Manuel de Araújo foi vítima de humilhação e isolamento por várias vezes por expor suas opiniões ou criticar a direcção do partido. Agora, o meu colega Manuel de Araújo só podia dizer aquilo devido ao seu passado. Esteve na Renamo e depois passou para o MDM. Acho que não se sente confortável em deixar o partido, porque politicamente não tem muito espaço de manobra. Com Amurane é totalmente diferente. Eu sou voltarei a dizer Simango hoyeee... se as pessoas que lincham o meu bom nome se retratarem publicamente. Disse recentemente que o país corre o risco de sair de uma oligarquia para uma dinastia, a que se refere objectivamente? Não tem nada a ver com objectividade, já expliquei tudo sobre esse assunto.