"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"
terça-feira, 24 de novembro de 2015
1000 Soldados Massacrados em Funhalouro
No último artigo que escrevi intitulado, FDS/FIR verdadeiros inimigos do povo, eu questionava da prontidão do PR em dialogar com Dhlakama e a ponderação do desarme da Renamo e os discursos modificados do senhor Basílio que as armas na Renamo não constituíam mais ameaça ao Estado. A verdade já saiu a luz do dia. Na tentativa de desarmar a Renamo em Funhalouro, foram mortos 1000 militares, três helicópteros e dois blindados foram reduzidos em cinzas. Leia a mensagem a seguir, recebi por Whatsapp.
TRISTE!!!
OUVE MASSACRE EM FUNHALOURO.
AS PERDIZES PROMETEM TOMAR MUCHUNGUE E
FECHAR A ZONA CENTRO DO SUL CASO AS FIR E
FADM ATACAREM MANGOMONHE.
Não é por acaso que nyusi rendeu-se! desde o inicio da
guerra ate hoje, em nenhuma zona o governo perdeu os
seus homens no unico dia mais que inhambane! foi
massacre meus irmãos três elicopteros ficaram em
cinza, ficaram também no local dois blindados em
cinza.
isto foi entre terça e quarta feira da semana finda'
53 militares capturados , três batalhões foram movidas
para funhalouro e so 70% do treceiro batalhão é que saiu
vivo os dois batalhões tombaram no local!!!
Isso não é mentira meus irmãos é verdade e o
Muchanga confirmou a morte dos militares em massa
no programa resenha semanal mas sem detalhes,
muitos destes militares falavam khossa, zulu e
chindewele.
Os elicopteros a missão não era bombardear mas sim
lançar gâs lacrimogéneo na base da Renamo para os
fazer desmaiar e adormecelo-os e, depois captura-los e
metelo-os na cadeia.
outros que depois irei confirmar.
aproximadamente 1000 homens tombaram no local. a
fonte é mais que fidedigna.
OBS: Esta é a verdadeira razão porque o Nyusi mandou parar os ataques aos homens da Renamo. rendição incondicional.
Podridão da justiça moçambicana (3)
Hoje é terça-feira, dia que vos prometi que, incansavelmente, vos trarei algumas verdades sobre o quão putrefacta anda a justiça moçambicana. Episódios elucidativos sobre isso são tantos que mesmo 365 dias seriam poucos para revelá-los.
Como é do conhecimento de muitos, há pouco tempo houve o julgamento do académico Carlos Nuno Castel-Branco, em que ele foi absolvido por um jovem juiz de nome João Guilherme. Trouxe uma pequena lufada de ar puro à justiça moçambicana. Ele foi coerente e seguiu as leis, diferentemente de muitos magistrados lambe-botas que andam por ai aos magotes.
Lembram-se quem foi o advogado de Castel-Branco? Foi o juiz-conselheiro, João Trindade. Um antigo juiz que elaborava sentenças de chicotadas e penas altíssimas só por alguém ter sido encontrado com cinco litros de óleo, três quilos de farinha, duas barras de sabão e tantos supérfluos. Só por isto as pessoas eram condenadas em crime de açambarcamento de mercadoria e eram linchadas sem qualquer piedade.
João Trindade, segundo pessoas que lhe são próximas, não acredita em Deus. Ele teve no partido no poder o seu Deus. A sua defesa a Castel-Branco foi uma tentativa desesperada de lavar a sua imagem. No acto de defesa, até fez rasgados elogios ao juiz João Guilherme e recomendou-lhe para que credibilizasse a justiça moçambicana, ilibando o seu cliente. No entanto, não há-de ser por recomendação de João Trindade que Castel-Branco foi absolvido. O juiz interpretou a lei como deve ser , e o julgamento teve o desfecho que todos nós conhecemos.
É de conhecimento de muitos que Luís Mondlane, Norberto Carrilho e João Trindade nada fizeram para dignificar a justiça moçambicana. Eles aceleraram a sua podridão. São os principais culpados pelo estágio actual da nossa justiça.
Durante todos
os anos que estiveram no Tribunal Supremo, transformaram esta instituição num
verdadeiro cemitério de processos. Vejam que a expressão cemitério de processos,
referindo-se ao Tribunal Supremo, até passou a constar do léxico dos advogados
moçambicanos. Era inevitável pronuncia-la.
Luís Mondlane, Norberto Carrilho e João Trindade, estes três tiranos, aconchegaram-se no Tribunal Supremo vivendo do bom e do melhor às custas do escravizado povo moçambicano. Levavam décadas só para julgar um processo enquanto refastelavam-se com as mordomias pagas pelo bolso do pacato cidadão moçambicano.
Breve olhar à biografia de João Trindade. Ele nasceu na província da Zambézia. Entrou muito cedo para a magistratura e foi responsável por inúmeras sentenças que condenaram os nossos irmão à penas de chicotada. Teve um protagonismo inequívoco no encerramento da Faculdade de Direito, da Universidade Eduardo Mondlane.
João Trindade, porque ele já tinha o seu diploma em Direito, não queria ver nenhum moçambicano negro formado nesta área. Há-de ser curioso o que uma pessoa próxima de si uma vez me confessou: sempre que João Trindade elaborava uma dessas suas sentenças de chicotada, promovia festanças em sua casa. Era o bacalhau e vinhos importados e ligava aos camaradas para lhes pôr a par da boa nova.
Não restam dúvidas de que ele é um dos principais responsáveis pelo estado lastimável em que se encontra a nossa justiça.
Quando era presidente do Tribunal Popular Provincial de Maputo, apregoava aos seus colegas de profissão que Deus não existe. Deus é o partido no poder e que esse da bíblia não passa de uma mera invenção do homem. Era um autêntico ateu.
Uma pergunta directa a João Trindade. Recorda-se o senhor quando estava no Tribunal Popular Provincial de Maputo que a empresa ENAFRIO ofereceu muitos aparelhos de ar condicionado para coloca-los nos gabinetes dos magistrados?
Sabem o que este senhor fez? Colocou um no seu gabinete e os restantes deixou enferrujar até a total destruição. Ninguém merecia ter um ar condicionado além dele. Este senhor é um carrasco!
Tenho cá comigo quase 50 sentenças elaboradas por João Trindade. Reafirmo que este senhor é um dos responsáveis pela putrefacção da nossa justiça.
Luís Mondlane vs Gulamo Nabi
Gulamo Nabi era um jovem comerciante de 31 anos de idade, casado, pai de duas filhas e de nacionalidade moçambicana. Tinha um motorista de nome Zacarias Ibrahimo Chitará, também de 31 anos de idade, solteiro, nacionalidade moçambicana.
Na altura, Gulamo Nabi dedicava-se à venda de mobílias e tinha a sua própria loja. Foram tempos difíceis e teve que arranjar um negócio alternativo para o seu sustento e dos seus. Julgou que fosse oportuno dedicar-se à venda de camarão e comercializava-o na Swazilândia e África do Sul.
Foi nessa altura que adquiriu uma pequena camioneta para ajudar no transporte da sua mercadoria. Sempre que vendesse o camarão, comprava vídeos- cassete e reprodutores para viaturas para revendê-los em Moçambique. Não era um negócio lucrativo. Era meramente uma forma de sobrevivência.
O seu negócio circunscrevia-se em algumas caixas que nem totalizavam 40 quilos. Nessa altura, havia um grupo forte de traficantes de camarão que o vendiam em diversos países europeus, a partir da Beira. Eram pessoas ligadas à nomenklatura e eram consideradas verdadeiros tubarões.
Algumas pessoas mais velhas ainda recordam-se disso pois nessa altura o escândalo do tráfico do camarão despoletou e foi apelidado de “caso das malas frias”, em virtude de o camarão contrabandeado ser transportado disfarçado dentro das malas. O mercado principal era Portugal e outros países europeus.
Contudo, em Moçambique, como é do conhecimento de muitos, os verdadeiros tubarões nunca são presos. Peixe miúdo é que sofre inocentemente. Numa data qualquer de 1983, a Polícia moçambicana na fronteira de Namaacha recebeu uma denúncia de que alguém iria passar dali com o camarão para vendê-lo na vizinha Swazilândia. Foi nesse dia que o motorista de Gulamo Nabi foi preso e com ele foram encontrados 20 caixinhas que nem totalizavam 40 quilos de camarão.
O responsável pela denúncia? Foi uma senhora chamada Fátima Razaco, mãe da testemunha-chave do processo Carlos Cardoso, o Dudú, pessoa que contou sete versões diferentes sobre os mesmos factos.
Quando Chitará foi detido, ele confessou que o dono da mercadoria era Gulamo Nabi. Mais tarde este também foi preso. Ele, durante o interrogatório, disse que o camarão lhe pertencia e que o guardava na Pescom. Confessou ainda que pelo camarão ganhava qualquer coisa como 50 a 250 contos. Esses 250 contos comprava vídeos-cassete na África do Sul para vir vender em Moçambique por 300 contos.
Confessou ainda que era detentor de uma conta na África do Sul que tinha somente 360 rands. Negou que alguma vez haja contrabandeado camarão para qualquer país europeu e que tudo não passava de uma mentira monstruosa só para o incriminarem. O seu interrogatório era dirigido por Sérgio Vieira.
Porque haviam ordens para incriminar qualquer pessoa que fosse, sobretudo quando de um monhé se tratasse, encontraram em Gulamo Nabi o bode expiatório, e os verdadeiros culpados ficaram de fora. Gulamo Nabi foi levado para a cadeia da BO e esteve no pavilhão 3 cela número 2.
Em Janeiro de 1983, houve mudanças de juízes no Tribunal Militar Revolucionário. Foi quando Luís Mondlane foi escolhido a dedo para lá e exactamente para condenar Gulamo Nabi à pena de morte por fuzilamento.
Nos dias 25, 26 e 29 de Março e 1 de Abril houve julgamento e o Major Luís Mondlane condenou Gulano Nabi a pena de fuzilamento e ao seu motorista Chitará a 12 anos de prisão e 45 chicotadas. Na altura, Indira Ghandi, o Governo Britânico, o Papa de lá do Vaticano, a Comunidade Muçulmana de Portugal e Inglaterra, a Comunidade Ismaelita da França e muitos outros interessados com a causa, pediram ao Governo moçambicano para que concedesse clemência a Gulamo Nabi e que comutasse a sua pena em prisão perpétua.
Nessa altura, Luís Mondlane, o mesmo senhor que ainda continua vivo e está a viver às custas do povo moçambicano, manipulou o processo e deu informações falsas ao falecido Presidente Samora Machel de que Gulamo Nabi era culpado e que era um verdadeiro tubarão que contrabandeava camarão para Europa. Disse ainda que ele era detentor de constas bancárias robustas em Portugal e Inglaterra, factos que jamais foram provados.
Luís Mondlane mentiu para proteger os verdadeiros culpados. Algumas pessoas pensam que Samora Machel é que esteve por detrás da monstruosa condenação de Gulamo Nabi, mas não é verdade. Houve mão esperta de Luís Mondlane para manipular o processo, do mesmo jeito que foi manipulado o processo Carlos Cardoso para condenar inocentes e deixar os verdadeiros culpados de fora. Não foi assim que Nyimpine Chissano escapou a prisão?
Morte de Gulamo Nabi
No dia 9 de Abril de 1983 um contingente policial irrompeu pela cela adentro de Gulamo Nabi. Eram 5 horas da manhã. Gulamo Nabi estava ainda a dormir. Sacudiram-no para que acordasse e uma palavra imperativa soou: “Vamos”, ordenaram. “Vão me matar agora?”, perguntou Gulamo Nabi. “Não”, responderam-lhe. Mesmo assim ele pediu: “Dêem-me três minutos para rezar, por favor”. Os seus algozes negaram-lhe o seu último pedido e foi arrastado dali para fora. Havia um camião já estacionado do lado de fora. Foi nele que Gulamo Nabi foi transportado directamente para a lixeira de Hulene.
Lá estavam presentes o presidente do Conselho Executivo da Cidade de Maputo, Gaspar Zimba, estruturas do partido, grupos dinamizadores e uma banda militar a tocar músicas revolucionárias (do comunismo). Para além de Gulamo Nabi, naquela data foram fuzilados outros cinco presos. Gulamo Nabi foi metralhado entre lágrimas a gritar ALLAH! ALLAH!
Os gritos de Gulamo Nabi eram abafados pelas canções revolucionárias. Aquelas de que todos se recordam e que eram amiudamente cantadas em qualquer evento, no tempo do repolho. Tempos tristes e que marcaram a nação moçambicana de forma indelevelmente horrorosa. Havendo algumas pessoas- como Luís Mondlane-, que no meio de tanto desespero colectivo olhavam para o seu umbigo. Para vantagens individuais.
Assim terminava a vida de um pacato cidadão, condenado por indivíduos mesquinhos só para satisfazerem a sua ambição. Eu, Nini Satar, denuncio estas atrocidades para que nenhum outro juiz moçambicano enverede pelo mesmo caminho que o de Luís Mondlane.
Tenho tantas histórias destes juízes que um ano inteiro a escrever seria pouco. Era bom que um dia, um deles resolvesse me responder. Pode ser nas páginas dos jornais ou mesmo no meu facebook. Seria um confronto interessante e um oxigénio salutar para que mais coisas revelasse sobre estes tiranos. Até a próxima.
Nini Satar
In https://www.facebook.com/NiniSatarfans/posts/190113057997144
Luís Mondlane, Norberto Carrilho e João Trindade, estes três tiranos, aconchegaram-se no Tribunal Supremo vivendo do bom e do melhor às custas do escravizado povo moçambicano. Levavam décadas só para julgar um processo enquanto refastelavam-se com as mordomias pagas pelo bolso do pacato cidadão moçambicano.
Breve olhar à biografia de João Trindade. Ele nasceu na província da Zambézia. Entrou muito cedo para a magistratura e foi responsável por inúmeras sentenças que condenaram os nossos irmão à penas de chicotada. Teve um protagonismo inequívoco no encerramento da Faculdade de Direito, da Universidade Eduardo Mondlane.
João Trindade, porque ele já tinha o seu diploma em Direito, não queria ver nenhum moçambicano negro formado nesta área. Há-de ser curioso o que uma pessoa próxima de si uma vez me confessou: sempre que João Trindade elaborava uma dessas suas sentenças de chicotada, promovia festanças em sua casa. Era o bacalhau e vinhos importados e ligava aos camaradas para lhes pôr a par da boa nova.
Não restam dúvidas de que ele é um dos principais responsáveis pelo estado lastimável em que se encontra a nossa justiça.
Quando era presidente do Tribunal Popular Provincial de Maputo, apregoava aos seus colegas de profissão que Deus não existe. Deus é o partido no poder e que esse da bíblia não passa de uma mera invenção do homem. Era um autêntico ateu.
Uma pergunta directa a João Trindade. Recorda-se o senhor quando estava no Tribunal Popular Provincial de Maputo que a empresa ENAFRIO ofereceu muitos aparelhos de ar condicionado para coloca-los nos gabinetes dos magistrados?
Sabem o que este senhor fez? Colocou um no seu gabinete e os restantes deixou enferrujar até a total destruição. Ninguém merecia ter um ar condicionado além dele. Este senhor é um carrasco!
Tenho cá comigo quase 50 sentenças elaboradas por João Trindade. Reafirmo que este senhor é um dos responsáveis pela putrefacção da nossa justiça.
Luís Mondlane vs Gulamo Nabi
Gulamo Nabi era um jovem comerciante de 31 anos de idade, casado, pai de duas filhas e de nacionalidade moçambicana. Tinha um motorista de nome Zacarias Ibrahimo Chitará, também de 31 anos de idade, solteiro, nacionalidade moçambicana.
Na altura, Gulamo Nabi dedicava-se à venda de mobílias e tinha a sua própria loja. Foram tempos difíceis e teve que arranjar um negócio alternativo para o seu sustento e dos seus. Julgou que fosse oportuno dedicar-se à venda de camarão e comercializava-o na Swazilândia e África do Sul.
Foi nessa altura que adquiriu uma pequena camioneta para ajudar no transporte da sua mercadoria. Sempre que vendesse o camarão, comprava vídeos- cassete e reprodutores para viaturas para revendê-los em Moçambique. Não era um negócio lucrativo. Era meramente uma forma de sobrevivência.
O seu negócio circunscrevia-se em algumas caixas que nem totalizavam 40 quilos. Nessa altura, havia um grupo forte de traficantes de camarão que o vendiam em diversos países europeus, a partir da Beira. Eram pessoas ligadas à nomenklatura e eram consideradas verdadeiros tubarões.
Algumas pessoas mais velhas ainda recordam-se disso pois nessa altura o escândalo do tráfico do camarão despoletou e foi apelidado de “caso das malas frias”, em virtude de o camarão contrabandeado ser transportado disfarçado dentro das malas. O mercado principal era Portugal e outros países europeus.
Contudo, em Moçambique, como é do conhecimento de muitos, os verdadeiros tubarões nunca são presos. Peixe miúdo é que sofre inocentemente. Numa data qualquer de 1983, a Polícia moçambicana na fronteira de Namaacha recebeu uma denúncia de que alguém iria passar dali com o camarão para vendê-lo na vizinha Swazilândia. Foi nesse dia que o motorista de Gulamo Nabi foi preso e com ele foram encontrados 20 caixinhas que nem totalizavam 40 quilos de camarão.
O responsável pela denúncia? Foi uma senhora chamada Fátima Razaco, mãe da testemunha-chave do processo Carlos Cardoso, o Dudú, pessoa que contou sete versões diferentes sobre os mesmos factos.
Quando Chitará foi detido, ele confessou que o dono da mercadoria era Gulamo Nabi. Mais tarde este também foi preso. Ele, durante o interrogatório, disse que o camarão lhe pertencia e que o guardava na Pescom. Confessou ainda que pelo camarão ganhava qualquer coisa como 50 a 250 contos. Esses 250 contos comprava vídeos-cassete na África do Sul para vir vender em Moçambique por 300 contos.
Confessou ainda que era detentor de uma conta na África do Sul que tinha somente 360 rands. Negou que alguma vez haja contrabandeado camarão para qualquer país europeu e que tudo não passava de uma mentira monstruosa só para o incriminarem. O seu interrogatório era dirigido por Sérgio Vieira.
Porque haviam ordens para incriminar qualquer pessoa que fosse, sobretudo quando de um monhé se tratasse, encontraram em Gulamo Nabi o bode expiatório, e os verdadeiros culpados ficaram de fora. Gulamo Nabi foi levado para a cadeia da BO e esteve no pavilhão 3 cela número 2.
Em Janeiro de 1983, houve mudanças de juízes no Tribunal Militar Revolucionário. Foi quando Luís Mondlane foi escolhido a dedo para lá e exactamente para condenar Gulamo Nabi à pena de morte por fuzilamento.
Nos dias 25, 26 e 29 de Março e 1 de Abril houve julgamento e o Major Luís Mondlane condenou Gulano Nabi a pena de fuzilamento e ao seu motorista Chitará a 12 anos de prisão e 45 chicotadas. Na altura, Indira Ghandi, o Governo Britânico, o Papa de lá do Vaticano, a Comunidade Muçulmana de Portugal e Inglaterra, a Comunidade Ismaelita da França e muitos outros interessados com a causa, pediram ao Governo moçambicano para que concedesse clemência a Gulamo Nabi e que comutasse a sua pena em prisão perpétua.
Nessa altura, Luís Mondlane, o mesmo senhor que ainda continua vivo e está a viver às custas do povo moçambicano, manipulou o processo e deu informações falsas ao falecido Presidente Samora Machel de que Gulamo Nabi era culpado e que era um verdadeiro tubarão que contrabandeava camarão para Europa. Disse ainda que ele era detentor de constas bancárias robustas em Portugal e Inglaterra, factos que jamais foram provados.
Luís Mondlane mentiu para proteger os verdadeiros culpados. Algumas pessoas pensam que Samora Machel é que esteve por detrás da monstruosa condenação de Gulamo Nabi, mas não é verdade. Houve mão esperta de Luís Mondlane para manipular o processo, do mesmo jeito que foi manipulado o processo Carlos Cardoso para condenar inocentes e deixar os verdadeiros culpados de fora. Não foi assim que Nyimpine Chissano escapou a prisão?
Morte de Gulamo Nabi
No dia 9 de Abril de 1983 um contingente policial irrompeu pela cela adentro de Gulamo Nabi. Eram 5 horas da manhã. Gulamo Nabi estava ainda a dormir. Sacudiram-no para que acordasse e uma palavra imperativa soou: “Vamos”, ordenaram. “Vão me matar agora?”, perguntou Gulamo Nabi. “Não”, responderam-lhe. Mesmo assim ele pediu: “Dêem-me três minutos para rezar, por favor”. Os seus algozes negaram-lhe o seu último pedido e foi arrastado dali para fora. Havia um camião já estacionado do lado de fora. Foi nele que Gulamo Nabi foi transportado directamente para a lixeira de Hulene.
Lá estavam presentes o presidente do Conselho Executivo da Cidade de Maputo, Gaspar Zimba, estruturas do partido, grupos dinamizadores e uma banda militar a tocar músicas revolucionárias (do comunismo). Para além de Gulamo Nabi, naquela data foram fuzilados outros cinco presos. Gulamo Nabi foi metralhado entre lágrimas a gritar ALLAH! ALLAH!
Os gritos de Gulamo Nabi eram abafados pelas canções revolucionárias. Aquelas de que todos se recordam e que eram amiudamente cantadas em qualquer evento, no tempo do repolho. Tempos tristes e que marcaram a nação moçambicana de forma indelevelmente horrorosa. Havendo algumas pessoas- como Luís Mondlane-, que no meio de tanto desespero colectivo olhavam para o seu umbigo. Para vantagens individuais.
Assim terminava a vida de um pacato cidadão, condenado por indivíduos mesquinhos só para satisfazerem a sua ambição. Eu, Nini Satar, denuncio estas atrocidades para que nenhum outro juiz moçambicano enverede pelo mesmo caminho que o de Luís Mondlane.
Tenho tantas histórias destes juízes que um ano inteiro a escrever seria pouco. Era bom que um dia, um deles resolvesse me responder. Pode ser nas páginas dos jornais ou mesmo no meu facebook. Seria um confronto interessante e um oxigénio salutar para que mais coisas revelasse sobre estes tiranos. Até a próxima.
Nini Satar
In https://www.facebook.com/NiniSatarfans/posts/190113057997144
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Moçambique pode entrar em colapso a qualquer momento
Uma análise feita por mim NINI SATAR
Já não se pode disfarçar; a economia moçambicana está na fase mais "alucinante" de sempre. os factos da derrapagem, dia mais, dia menos, poderão ser encontrados na mesa do mais comum moçambicanos!
A subida astronómica do dólar face ao metical já esta a criar grandes problemas para o País , visto que 90% dos produtos em Maputo são importados, e 90% da matéria prima dos produtos fabricados em Moçambique são importados.
Ó combustível vai subir, o pão vai subir, a sexta básica vai subir, o salário mantém-se!!!
O governo já foi ao Fundo Monetário Internacional (FMI) se endividar em nosso nome colectivo ...
A portas internas temos um país em ameaça latente de guerra. Por conta dessa ameaça Moçambique é um dos países mais instáveis do mundo! Quem tinha valores minimamente consideráveis, numa conta meticais a uma semana perdeu 30% só por guardar, isto é absurdo!!!
Os bancos já estão em colapso só que ainda não declararam porque não terão o contra valor para devolver os seus clientes.
Como sabem as vezes os bancos comerciais inventam falta de sistema porque não tem "cash flow" esperam depósitos, depois volta o sistema.
O que podemos esperar nos próximos dias, é falta de sistema de nos bancos, para criar pretextos para que não se levante valores. Eu Nini Satar garanto que numa pesquisa - repleta de patriotismo - feita por mim que se todos clientes dum balcão forem levantar valores e encerrar as contas num único dia, o banco não terá liquidez.
Hoje em Moçambique é um risco ter dinheiro no banco e mais risco ainda é guardar meticais que já é uma moeda sem valor.
O Dólar já está na casa de 60 meticais, absurdo e exagero, hoje 5 mil dólares são 300 mil
Meticais a menos de um ano 300 mil meticais eram 10 mil dólares.
Estamos a falar de uma subida de 100%.
Então a vida em Moçambique em de menos um ano dobrou os custos.
Conforme uma conversa que tive hoje com um alto funcionário da FMI disse que a depreciação do metical está excessivamente alta, disse ainda que o Dólar devia estar na casa dos 45 meticais e não 60 meticais.
Isto causará uma falência de grandes empresas e bancos.
Vejamos:
Um banco faz um empréstimo de taxa máxima de 24% ao ano incluindo prime rate, veja que se houve uma subida de 100% do dólar o que o banco ganhou??
Se em um ano houve uma desvalorização de 100%.
Em janeiro deste ano o dólar estava oficialmente a 31 meticais.
O dinheiro continua na mão do cliente, o cliente ainda poderá fazer a reprogramação da dívida uma vez que poderá arranjar argumentos de falta de negócio, o banco por sua vez é obrigado a renegociar com o cliente.
Como sabem a maioria dos balcões dos bancos são alugados, os contratos são feitos em Dólares, só aí imaginem quanto os bancos estão a perder.
Se até agora não apareceu nenhum banco declarando falência é porque não terá liquidez para devolver aos clientes, estão apenas adiar um problema, assim como aconteceu na América com o maior banco Lehman Brothers, que adiou problemas durante anos.
No fim do ano vamos ouvir que o nosso estado vai emitir obrigações de tesouro para salvaguardar o bom nome do estado, mas na verdade o estado está enterrar se mais e endividar se mais.
Temos a divida de Cahora Bassa que ainda está por se pagar, temos a divida de Ematum que funciona num minúsculo contentor encostado numa parede do porto em Maputo, através deste minúsculo contentor foram chancelados documentos de 800 milhões de usd.
Aconselho que devemos cair na realidade e não adiar os problemas, porque cada dia o buraco é maior, quanto antes mais fácil de resolver...
Os comerciantes que alugaram imóveis, terão problemas porque os inquilinos não conseguirão pagar, se alguém alugou uma loja por mês, pagava em dólares e saia a 150.000 meticais hoje pelos mesmos 5 mil dólares terá que desembolsar 300 mil meticais, coisa impossível de ganhar num simples estabelecimento, este terá que renegociar o contrato ou cancelar.
Esta crise está afetar a todos moçambicanos em todas áreas.
E se continuar assim Moçambique será como Zimbabwe, para um pao teremos que ir com uma mala de dinheiro.
"Este texto não foi editado é um pensamento rápido que resolvi escrever"
In https://www.facebook.com/NiniSatarfans/posts/189742638034186
Nove mil alunos e 112 professores abandonaram Morrumbala
Devido a confrontos militares entre a Frelimo e a Renamo
Destes, três mil alunos vão perder os exames do presente ano lectivo devido à guerra já declarada.
No distrito de Morrumbala, na província da Zambézia, cerca de 9000 alunos do ensino primário e secundário abandonaram as escolas devido aos confrontos armados entre as forças militares do Governo da Frelimo e os homens da Renamo.
Destes 9000 alunos, 3000 não vão poder participar nos exames escolares que estão próximos, segundo deu a conhecer ao “Canalmoz” o porta-voz da Direcção Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano na Zambézia, Momed Ibrahimo, que considera a situação político-militar como sendo de “incerteza, neste momento.
Para além do abandono das escolas pelos 9000 alunos, também fugiram do distrito 112 professores.
Momed
Ibrahimo informou também que, em consequência da fuga dos alunos e dos
professores, estão encerradas naquele distrito 18 escolas e que alguns dos
alunos e professores dessas escolas foram integrados em escolas próximas dos
locais onde se encontram refugiados.
No caso dos professores, Momed Ibrahimo disse que houve necessidade de colocá-los em algumas escolas para poderem justificar o salário que recebem do Estado.
Explicou que nem todos os alunos puderam ser integrados em escolas, devido à complexidade das regiões onde estão refugiados. Acrescentou que seria necessário um censo para se apurar quantos alunos estão a assistir a aulas e quantos outros estão fora do sistema.
Mais desenvolvimentos nas próximas edições. (Bernardo Álvaro)
CANALMOZ – 23.11.2015
No caso dos professores, Momed Ibrahimo disse que houve necessidade de colocá-los em algumas escolas para poderem justificar o salário que recebem do Estado.
Explicou que nem todos os alunos puderam ser integrados em escolas, devido à complexidade das regiões onde estão refugiados. Acrescentou que seria necessário um censo para se apurar quantos alunos estão a assistir a aulas e quantos outros estão fora do sistema.
Mais desenvolvimentos nas próximas edições. (Bernardo Álvaro)
CANALMOZ – 23.11.2015
FDS E FIR/GOE VERDADEIROS INIMIGOS DO POVO
Na política do Governo da Frelimo é normal o anormal e mais absurdo tornar-se normal, um dito hoje transformar-se em um não dito. Nesta ordem de ideias, aqueles que têm como dever profissional e patriótico de defender o povo e o Estado e manter a ordem e tranquilidade públicas também fazem sempre o contrário, tornar-se inimigo verdadeiro do povo, senão verdadeiros mercenários do Estado e do povo sob um olhar pávido e cúmplice dos dirigentes do alto nível do governo.
Se estão recordados, faz alguns meses atrás que o comandante provincial da polícia da Zambézia escalou o distrito de Morrumbala. No seu discurso ao povo presente questionava ironicamente porque o povo fugia dos homens da FIR/FDS e não faziam o mesmo com os homens armados da Renamo. O que acontece é que os homens da Renamo tanto armados e civis, convivem harmoniosamente com as populações, eles não assustam, não pilham os bens da população, não humilham, não violam sexualmente as mulheres quando vão tirar água nos poços ou rios, não torturam a ninguém. Pelo contrário, estas atrocidades e crimes contra a humanidade são frequentemente cometidos ou praticados por aqueles que deviam zelar pela ordem, segurança e tranquilidade dos cidadãos. FDS e FIR/GOE e a policia em geral. Assim eles se tornaram verdadeiros inimigos do povo. De um lado, um inimigo a fugir e do outro, um inimigo a combater.
Isto justifica o porque quando as FDS/FIR chega numa povoação, a população entra em pânico e fica cheia de medo e até chegar a abandonar as suas casas. No entanto, quanto aos homens da Renamo, a população comparte com eles o seu dia a dia e é a própria população que alimenta a esses homens. Estes grupos assim como o próprio governo da Frelimo não merece confiança no seio do povo moçambicano. Da parte do governo porque passa o tempo mentindo e enganando o povo nos seus discursos, fala uma coisa e amanha muda tudo. Fala de paz e diálogo e logo manda atacar o irmão que pensa diferente; lamenta-se de não ter dinheiro para colocar paracetamol nas farmácias publicas e gasta montão dinheiro para compras blindados para caçar esses homens que muito bem convivem com o povo.
Por isso, o discurso do PR sobre o apelo de ponderação do desarme compulsivo dos guerrilheiros da Renamo e prontidão de dialogar com Dhlakama e outros, há que suspeitar muito. Ninguém pode nos garantir se não é outra estratégia para convencer que Dhlakama saia do lugar onde está e matar, já que não conseguiram fazer nas cinco vezes anteriores. Falo do cerco e invasão da casa dele em Março de 2012 em Nampula, do assalto em Santunjira, das emboscadas de 12 e 25 de Setembro e do cerco e invasão da residência dele nas Palmeiras na cidade da Beira.
Se de verdade ele e o seu governo quer diálogo para devolver a paz que eles tiraram aos moçambicanos, mostre-nos com acções concretas. Comece por tirar todos os militares estacionados nas imediações por onde estão os homens da Renamo, desde Santunjira, Sabe, Muxungue, Save e outros lugares. Depois daí, é que pode falar de diálogo com Dhlakama. Não diga que não há propostas concretas, nós damos e ele quer propostas segundo o pensamento e desejo de retorno a guerra. Por isso diz que não há sugestões. Como é possível, depois dos bispos lhes darem recomendações diz que ninguém lhe dá propostas concretas? Afinal o eu quer?
Repito, ordene a recolha de todos os efetivos do local improprio onde encontram estacionados. Existem os quarteis, comandos e esquadras que são lugares próprios para eles e não no mato, se bem que não estão em guerra. Se são amantes da guerra e violência, então continuem a endurecer o coração com os seus discursos belicistas. Façam isto e recuperem a confiança do povo, senão esse povo cansado de humilhações em todas dimensões, um dia se revoltará seriamente e por mais que usem esses inimigos acima mencionados para lhes matar, não o derrotará. Vamos construir um país uno e indivisível, com igualdade de oportunidades. não se justifica que as províncias com mais riqueza natural sejam as mais empobrecidas, as mais extensas ou populosas, tenham o mesmo orçamento com as mais pequenas e menos populosas. Pensem bem....!
Será o fim de linha para as “teses dos imperativos”?
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Será o fim dos subterfúgios e dos jogos baixos?
Mesmo que as interpretações do discurso do PR Filipe Nyusi sejam diferentes em cada órgão de informação que o noticia, alguma coisa deve estar fermentando nas hostes frelimistas.
Quando se olha para os “continuadores” dos “libertadores”, sente-se que eles não dominam a situação, ou que não passam de seguidistas mantidos para defenderem o que os mentores e detentores do poder querem e desejam.
É admirável e suspeito que jovens abracem teses que coloquem o país refém de desejos e agendas secretas, que acabam por se revelar simplesmente ocas. Querem controlar o país e os seus recursos por todo e qualquer meio ao seu dispor.
Se antes havia a facilidade de possuírem todo o poder e de terem um partido político que era o próprio Estado e Governo, depois que os ventos da democracia impulsionados pela guerra civil e por pressões externas, as coisas mudaram de jeito e feitio.
Há estudantes que aprendem rápido e outros que demoram mais tempo.
E há os que jamais aprendem.
Numa estratégia que se consubstancia em acomodar e distribuir “guloseimas” para supostos “delfins”, os “libertadores” conseguiram, durante algum tempo, manter o edifício intacto e forte. Mas eram aparências, porque, mesmo entre eles, as clivagens começaram a transparecer.
Quem
afirmava com a “boca cheia” que era um imperativo a Frelimo permanecer no poder
era um porta-voz que disso só tinha nome. Uma Frelimo corroída pelo tempo e por
erros sucessivos foi também sucessivamente derrotada nas batalhas eleitorais.
Primeiro ao nível autárquico e depois a nível das províncias mais povoadas do
país, a Frelimo perdeu a hegemonia, mesmo contando com um aparelho de Estado
infiltrado pelos seus membros a todos os níveis.
A população, cansada de promessas de uma unidade nacional que só servia para alavancar os interesses materiais dos detentores do poder, começou a exigir mudanças reais. E começou a votar pela oposição, pela Renamo, pelo MDM.
Após o desfecho eleitoral de Outubro de 2014, ficou evidente que, se não tem sido a ausência de editais, a vencedora teria sido a Renamo.
E, se tem havido algum nível de coordenação entre os partidos políticos da oposição, teria sido bem mais fácil remover a Frelimo da Ponta Vermelha e de ser maioria parlamentar. Por “estomacalismo e infantilismo político”, a oposição perdeu uma grande oportunidade.
Terá sido uma questão de acomodação de membros nas listas elegíveis que terá endurecido posições e impedido coordenação e concertação real.
A Frelimo, dominando o aparato informativo, judicial e policial e dos serviços de inteligência, aproveitou a “ingenuidade” da oposição.
Chegados a este ponto, encontrou-se uma ala na Renamo que decidiu que já bastava de cedências e de complacência com as repetidas fraudes e malabarismos legalistas baseados e implementados através de forças policiais e judiciais simpáticas.
As escaramuças que se verificam em algumas províncias do país podem ser uma amostra do que está para vir, mas também podem ser uma demonstração clara de que o país mudou irreversivelmente.
Face à desestruturação das FADM e potenciação das PRM/FIR/GOE, criou-se um certo mal-estar nas FADM, pois ao nível de salários e mordomias, elas sentem que são “enteados”. Com uma cadeia de comando sem experiência de guerra e com uma logística comprometida por redes de corrupção, os esforços para desarmar a Renamo compulsivamente têm sido um insucesso que acaba rearmando a Renamo.
Moçambique, por possuir uma economia fragilizada devido a vários factores, mas, dentre eles, a incapacidade de fazer escolhas acertadas, vê a sua economia derrapando para níveis assustadores sem que surjam sinais de correcção.
Moeda nacional escorregando, crise política instalada, um parlamento incapaz de legislar e fiscalizar, um Governo obtuso e sem visão realista da situação combinam-se para aprofundar a crise.
Estamos claramente perante incapacidade de liderar combinada com uma agenda paternalista dos anteriores detentores do poder.
Existem receios de que se o PR tiver carta-branca muitos interesses patrimoniais serão devorados ou diluídos. Habituados a sacar benefícios das posições ocupadas no quadro governamental, os que agora estão fora do jogo batem-se com todas as armas pela sua sobrevivência enquanto potentados e senhores de tudo.
Durante muitos anos, instalou-se na mente dos que sempre governaram Moçambique, que sem eles o país não existia. Isso repercutiu-se e propagou-se de tal forma que gente pouco informada e com baixos escrúpulos aceitou servir de agente de propaganda à mistura com outras funções regularmente atribuídas como as de agente de fraude e de ilicitudes eleitorais.
Não há quem não sinta as mãos de “professores e membros de OJM e OMM” na operação Outubro 2014.
Se o anunciado pelo PR quanto a “ponderação” no desarmamento da Renamo tiver alguma credibilidade, teremos que ver o ponto das questões militares discutido no CCJC esgotado e implementado.
Não vale a pena dizer que a Frelimo não é partido armado, pois todos sabemos que a cadeia de comando das FADM e PRM/FIR/GOE pertence e é composto por membros da Frelimo.
Se houvesse equidistância das forças militares e policiais, o cenário político moçambicano seria outro e a paz não estaria em discussão nos dias hoje.
É preciso desconstruir teses de normalidade não existente.
Os “imperativos de Edson Macuacua” ruíram assim como AEG foi “derrubado” no seu próprio partido.
Toda a engenharia montada em Pemba foi enferrujando e mostrando-se insustentável, pois, para além de sua rejeição interna, não ganhou tracção no país em geral.
Este Moçambique precisa do fim do jogo sujo e dos arranjos para beneficiar grupos de cidadãos com interesses especiais. Não podemos reduzir tudo ao que os “cidadãos especiais” entendem e desejam.
Seremos outro país se entendimento do “básico” suplantar o egoísmo doentio tornado epidemia.
Basta de fingirmos que está tudo bem e que o nosso país está andando, porque a realidade é bem diversa.
Desconstruir mitos e heroísmos jamais existentes, construir pontes entre uma irmandade real e fundada no senso de que somos cidadãos iguais para além da verborreia da “unidade nacional”. Jamais se tratou de pôr em causa a Unidade Nacional ou paz, mas, sim, de ultrapassar o servilismo montado para beneficiar pretensos cidadãos especiais.
Recuperar o senso de que o país e o seu povo são mais importantes do que proclamações políticas e concertação política visando a manutenção do poder.
Nem juntando antigos movimentos de libertação tornados Governos resolve os nossos problemas, se não houver capacidade de pôr em prática justiça política e económica.
O único imperativo válido é proteger os direitos políticos e económicos dos cidadãos moçambicanos.
Travar as correntes maléficas que só conduzem a desgraças e a violência é trabalho que deve ser assumido por um número cada vez maior de compatriotas.
Abnegação, trabalho, competência, persistência, inteligência, diligência, abertura e seriedade são chamados à mesa nacional.
Não há sabichões únicos e indispensáveis que ofereçam lições de sapiência omnisciente. Somos humanos e moçambicanos, e entender isso é o ponto de partida para a solução da crise político-eleitoral.
Torna-se evidente que as FADM e a PRM devem ser reconstituídas numa base apartidária, e esse facto merece um debate profundo, apoiado por consultorias e endividamento estratégico visando dissipar desentendimentos e vícios que processos como aquele do AGP conheceram.
Superar os “complexos de libertadores” faz parte do que se tem de fazer com urgência.
Cortar iniciativa aos charlatães e mercenários nos partidos políticos vai travar ondas mediáticas de ataques contra os esforços de estabilização do país.
Olhar para Moçambique para além de “interesses intestinais” é um ponto de partida para quem se pretenda líder político.
Sem seriedade e consequência não se estabelece confiança. (Noé Nhantumbo)
CANALMOZ – 23.11.2015
A população, cansada de promessas de uma unidade nacional que só servia para alavancar os interesses materiais dos detentores do poder, começou a exigir mudanças reais. E começou a votar pela oposição, pela Renamo, pelo MDM.
Após o desfecho eleitoral de Outubro de 2014, ficou evidente que, se não tem sido a ausência de editais, a vencedora teria sido a Renamo.
E, se tem havido algum nível de coordenação entre os partidos políticos da oposição, teria sido bem mais fácil remover a Frelimo da Ponta Vermelha e de ser maioria parlamentar. Por “estomacalismo e infantilismo político”, a oposição perdeu uma grande oportunidade.
Terá sido uma questão de acomodação de membros nas listas elegíveis que terá endurecido posições e impedido coordenação e concertação real.
A Frelimo, dominando o aparato informativo, judicial e policial e dos serviços de inteligência, aproveitou a “ingenuidade” da oposição.
Chegados a este ponto, encontrou-se uma ala na Renamo que decidiu que já bastava de cedências e de complacência com as repetidas fraudes e malabarismos legalistas baseados e implementados através de forças policiais e judiciais simpáticas.
As escaramuças que se verificam em algumas províncias do país podem ser uma amostra do que está para vir, mas também podem ser uma demonstração clara de que o país mudou irreversivelmente.
Face à desestruturação das FADM e potenciação das PRM/FIR/GOE, criou-se um certo mal-estar nas FADM, pois ao nível de salários e mordomias, elas sentem que são “enteados”. Com uma cadeia de comando sem experiência de guerra e com uma logística comprometida por redes de corrupção, os esforços para desarmar a Renamo compulsivamente têm sido um insucesso que acaba rearmando a Renamo.
Moçambique, por possuir uma economia fragilizada devido a vários factores, mas, dentre eles, a incapacidade de fazer escolhas acertadas, vê a sua economia derrapando para níveis assustadores sem que surjam sinais de correcção.
Moeda nacional escorregando, crise política instalada, um parlamento incapaz de legislar e fiscalizar, um Governo obtuso e sem visão realista da situação combinam-se para aprofundar a crise.
Estamos claramente perante incapacidade de liderar combinada com uma agenda paternalista dos anteriores detentores do poder.
Existem receios de que se o PR tiver carta-branca muitos interesses patrimoniais serão devorados ou diluídos. Habituados a sacar benefícios das posições ocupadas no quadro governamental, os que agora estão fora do jogo batem-se com todas as armas pela sua sobrevivência enquanto potentados e senhores de tudo.
Durante muitos anos, instalou-se na mente dos que sempre governaram Moçambique, que sem eles o país não existia. Isso repercutiu-se e propagou-se de tal forma que gente pouco informada e com baixos escrúpulos aceitou servir de agente de propaganda à mistura com outras funções regularmente atribuídas como as de agente de fraude e de ilicitudes eleitorais.
Não há quem não sinta as mãos de “professores e membros de OJM e OMM” na operação Outubro 2014.
Se o anunciado pelo PR quanto a “ponderação” no desarmamento da Renamo tiver alguma credibilidade, teremos que ver o ponto das questões militares discutido no CCJC esgotado e implementado.
Não vale a pena dizer que a Frelimo não é partido armado, pois todos sabemos que a cadeia de comando das FADM e PRM/FIR/GOE pertence e é composto por membros da Frelimo.
Se houvesse equidistância das forças militares e policiais, o cenário político moçambicano seria outro e a paz não estaria em discussão nos dias hoje.
É preciso desconstruir teses de normalidade não existente.
Os “imperativos de Edson Macuacua” ruíram assim como AEG foi “derrubado” no seu próprio partido.
Toda a engenharia montada em Pemba foi enferrujando e mostrando-se insustentável, pois, para além de sua rejeição interna, não ganhou tracção no país em geral.
Este Moçambique precisa do fim do jogo sujo e dos arranjos para beneficiar grupos de cidadãos com interesses especiais. Não podemos reduzir tudo ao que os “cidadãos especiais” entendem e desejam.
Seremos outro país se entendimento do “básico” suplantar o egoísmo doentio tornado epidemia.
Basta de fingirmos que está tudo bem e que o nosso país está andando, porque a realidade é bem diversa.
Desconstruir mitos e heroísmos jamais existentes, construir pontes entre uma irmandade real e fundada no senso de que somos cidadãos iguais para além da verborreia da “unidade nacional”. Jamais se tratou de pôr em causa a Unidade Nacional ou paz, mas, sim, de ultrapassar o servilismo montado para beneficiar pretensos cidadãos especiais.
Recuperar o senso de que o país e o seu povo são mais importantes do que proclamações políticas e concertação política visando a manutenção do poder.
Nem juntando antigos movimentos de libertação tornados Governos resolve os nossos problemas, se não houver capacidade de pôr em prática justiça política e económica.
O único imperativo válido é proteger os direitos políticos e económicos dos cidadãos moçambicanos.
Travar as correntes maléficas que só conduzem a desgraças e a violência é trabalho que deve ser assumido por um número cada vez maior de compatriotas.
Abnegação, trabalho, competência, persistência, inteligência, diligência, abertura e seriedade são chamados à mesa nacional.
Não há sabichões únicos e indispensáveis que ofereçam lições de sapiência omnisciente. Somos humanos e moçambicanos, e entender isso é o ponto de partida para a solução da crise político-eleitoral.
Torna-se evidente que as FADM e a PRM devem ser reconstituídas numa base apartidária, e esse facto merece um debate profundo, apoiado por consultorias e endividamento estratégico visando dissipar desentendimentos e vícios que processos como aquele do AGP conheceram.
Superar os “complexos de libertadores” faz parte do que se tem de fazer com urgência.
Cortar iniciativa aos charlatães e mercenários nos partidos políticos vai travar ondas mediáticas de ataques contra os esforços de estabilização do país.
Olhar para Moçambique para além de “interesses intestinais” é um ponto de partida para quem se pretenda líder político.
Sem seriedade e consequência não se estabelece confiança. (Noé Nhantumbo)
CANALMOZ – 23.11.2015
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