| Escrito por Redação |
Dhlakama diz que a sua saída de Gorongosa está condicionada ao acordo de cessar-fogo, cuja matéria está a ser debatida em sede de diálogo [Centro de Conferências Joaquim Chissano] pelas delegações do Governo e da Renamo. Dhlakama expressou a sua vontade a um numeroso grupo de jornalistas que o ouviam via telefone, na sede do seu partido, hoje, em Maputo. “Eu estou preocupado com a situação do país, sobretudo com as eleições de 15 de Outubro. Faltam poucos meses, os outros já estão a fazer pré-campanha e eu estou aqui nas matas”, afirmou o líder do maior força da oposição em Moçambique, lamentado o facto de os candidatos da Frelimo, Filipe Nyusi, e do MDM, Daviz Simango, estarem já em actividades de pré-campanha. Logo após iniciar a sua intervenção, Afonso Dhlakama afirmou aos presentes o seguinte: “eu quero sair daqui de Gorongosa, quero começar a andar. Quero sair e já demonstrei que tenho essa vontade de estar com a família e com vocês, amigos, mas o Governo continua a mandar as suas tropas para aqui, embora eu, Afonso Dhlakama, tenha mostrado boa vontade”. Para fundamentar a demonstração da sua “boa vontade”, recordou que de forma unilateral mandou cessar-fogo em todo o território moçambicano, contudo, o Governo continua a enviar tropas para o cercarem. Segundo entende, essa postura do Executivo visa impedir-lhe que “comece a organizar-se como candidato do partido, embora ainda não tenha sido legitimado”. Para a sua saída das matas, o líder da “perdiz” quer que lhe seja garantida a retirada das tropas que o “cercam” em Gorongosa. “Uma das garantias seria que hoje Guebuza demonstrasse boa vontade que eu tenho demonstrado e mandar retirar o Exército que está a cercar-se, para eu poder circular a vontade”, afirma, recordando que ele é um cidadão com o direito de votar e ser eleito. Que paz Guebuza quer? Afonso Dhlakama criticou ainda o Presidente da República, Armando Guebuza, por estar a mandar continuamente tropas para Gorongosa. Diz ele ter garantido aos observadores do diálogo político que há quatro dias o pediram para que continuasse com esta boa vontade de manter o cessar-fogo que não iria ordenar novos ataques. “Apesar de a Frelimo está a provocar, eu não quero atacar”. “E eu disse sim [ao pedido dos observadores], até porque está a pesar-se a consciência, como chefe da família, ordenar de novo ataques mesmo que sejam em defesa própria. Pesa-me muito,” assevera. Dhlakama diz que o PR está a enganar o povo dizendo que quer paz e não entende como é que este está em presidência aberta numa altura em que o povo clama por paz. O líder da Renamo questiona: Que paz o Guebuza quer, quando o outro cessou fogo e mesmo assim manda tropa para cercar Dhlakama e ele está a passear a fazer presidência aberta? Não queremos que cada partido tenhas forças armadas Sobre a exigência da paridade nas Forças de Defesa e Segurança, Dhlakama reiterou que o princípio está previsto no Acordo Geral de Paz (AGP) assinado em Roma, do qual o actual Presidente da República foi um dos negociadores. “Está escrito [no AGP] que a Renamo tem direito a 50 porcento, a Frelimo 50 porcento nas Forças Armadas. Hoje já não querem discutir o acordo, mas querem que a Renamo entregue armas. Como é que o Dhlakama vai entregar armas da segurança que o proteja e do partido às forças do outro partido?. Temos que criar um exército técnico-profissional. Não queremos que cada partido tenha as suas forças armadas”. “A Renamo não está a exigir uma coisa nova, apenas a implementação do AGP testemunhado pela comunidade internacional. Se não querem unificar as tropas que o digam à comunidade nacional e internacional para que eu possa reorganizar o meu exército”. Dhlakama diz estar bem de saúde O líder da perdiz garantiu à imprensa que ele está bem de saúde. Diz que os rumores de que ele está com a saúde fragilizada é invenção dos membros da Frelimo que temem que ele concorra às eleições. “Estou bom, bom mesmo. Só o cabelo está branco. Não estou doente, são os irmãos de Frelimo porque têm medo de o Dhlakama concorrer com eles, até dizem que apanhei trombose, que estou doente, morri, estou no Quénia, na América”. Recorde-se que Dhlakama apareceu em público há cerca de duas semanas na Serra de Gorongosa para se recensear, mas mesmo depois disso o seu paradeiro continua desconhecido. |
"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Dhlakama deseja sair das matas para começar pré-campanha rumo às eleições de 15 de Outubro
Castelo-Branco esclarece que não escreveu carta a criticar Presidente Guebuza, disse que fez um post no Facebook
| Escrito por Redação |
O economista e professor universitário moçambicano, Carlos Nuno Castel-Branco, foi ouvido esta segunda-feira (26) pela Procuradoria-Geral da República da Cidade de Maputo acerca das duas cartas abertas, supostamente da sua autoria, publicadas na imprensa, no ano passado, nas quais se criticava duramente o Presidente da República, Armando Guebuza, e a sua governação.
No âmbito das duas missivas, a Procuradoria instaurou na altura um processo com o número 503/13- B. Durante a audição de hoje, este órgão questionou ao antigo director do Instituto do Estudos Sociais e Económicos (IESE) se teria sido ele o autor das cartas publicas na imprensa, informou a sua advogada Alice Mabota, presidente da Liga dos Direitos Humanos. Esta disse ainda que o seu cliente negou a autoria das cartas, argumentado que apenas fez um "post" na rede social facebook."Ele foi chamado para se saber se a carta é da autoria dele ou não. E ele disse que não é autor da carta, ele é autor de um post," informou Mabota à saída da audição, ocorrida no Tribunal Judicial do Distrito-Um (1a e 3a secções). Por sua vez, Castelo-Branco disse não estar arrependido por ter feito o seu "post" no facebook. "Como vou estar arrependido se o post foi feito com a intenção de provocar debate sobre coisas que eu considero serem sérias no país. Tenho direito de fazer essas considerações e continuo a considerar essas questões sérias," afirmou, acrescentando que "aproveitamento que cada um quer fazer e as interpretações [do post] é problema dele, mas eu não estou e nunca vou estar arrependido. A luta continua." Sobre os próximos passos, a advogada disse que tudo irá depender da procuradoria, no entanto, ele considera que o processo não tem "pernas" para para prosseguir. "(...) isso não tem pernas nem barriga para andar. O post não pode ser analisado, não é o lugar próprio. A carta pode ser analisada, mas o post não pode ser analisada porque não é lugar próprio," esclareceu a advogada. A verdade é que não existe nenhuma legislação que regula o uso de redes sociais em Moçambique, daí que "post" do economista no facebook e que mais tarde foi replicado na imprensa como carta aberta ao Presidente da República não cobertura legal para ser analisada em juízo. Ao fazer aquele publicação, Castelo-Branco entende que estava a compartilhar com seus amigos do facebook seus pontos de vista sobre uma matéria que julga ser importante e em nenhum momento enviou o mesmo à imprensa para publicação. E sobre esse aspecto, Alice Mabota argumenta: ele fez um post para os seus amigos e ele é livre de fazer isso. Agora que me tragam a lei que diz que é proibido que alguém dialogue com seus amigos. Eu posso conversar consigo e lhe dizer o que acho que devo dizer, isso não é proibido. Não conheço uma lei que diz isso. Em Dezembro do ano passado, a Procuradoria ouviu sobre o mesmo processo os editores do semanário Canal de Moçambique e do electrónico MediaFax, Fernando Veloso e Fernando Mbanze, por terem publicado nos seus órgãos as referidas cartas. Nessa audição pretendia-se saber se o autor das cartas publicadas por estes meios de comunicação social tinha sido o professor Castel-Branco. “A Procuradoria quis saber se de facto é o professor Castel-Branco o autor da carta e como ele nunca apareceu a contestar, acabámos por confirmar [que é ele o autor] ”, disse Veloso. Na altura, Fernando Veloso explicou que ao se publicar a carta no semanário que dirige entendia-se que se estava a contribuir para a consubstanciação de Estado de Direito e também por ter se apercebido que as pessoas estavam a discutir o conteúdo das mesmas sem o seu devido conhecimento. Veloso disse na altura que com a sua forma de proceder, a procuradoria estava a perder oportunidade de mostrar que Moçambique é um país verdadeiramente livre e democrático, com uma imprensa que pode levar aos cidadãos opiniões mais diversas que circulam, de forma que a democracia e o estado livre se consubstanciem |
Gerais 2014: Reunião da Frelimo limita serviços no Hospital Central de Nampula
segunda-feira, Maio 26, 2014
Mais de vinte funcionários afectos a diversos sectores no Hospital Central de Nampula (HCN) foram coagidos, na manhã desta segunda-feira (26), a abandonar os seus postos de trabalhos com vista a participarem numa reunião a porta fechada promovida pelo partido no poder, a Frelimo, facto que condicionou, sobremaneira, o atendimento de pacientes.
A reunião decorreu no anfiteatro daquela unidade sanitária, a maior da região norte do país. Os órgãos de comunicação social foram impedidos de realizar a cobertura do encontro que visava, dentre vários assuntos, instar os técnicos e profissionais de saúde a fazerem parte das células da Frelimo criadas nos bairros da cidade de Nampula.
Os quadros seniores da Frelimo simularam que estavam no HCN para divulgar as normas traçadas durante o último encontro dos “camaradas”, sobre o passos a serem observados para se chegar a deputado da Assembleia da República.
Fonte: @Verdade - 26.05.2014
KERYGMA - O ANTRO DA FRUSTRAÇÃO NACIONAL
Normalmente, na segunda-feira, a maioria das pessoas anda desanimada. No fim-de-semana, parece-me, gasta-se mais energia do que nos dias laborais. Alguns rostos que se vêem na segunda-feira assemelham-se aos que saem de escombros. Algumas faces precisam de ser engomadas porque o seu definhamento, no primeiro dia laboral, é assustador. O álcool, para além de ser catalisador de acidentes de viação, é o motivo que gera o desânimo nas segundas-feiras.
Por causa disso o meu amigo Chau, numa conversa sobre esse assunto, dizia o seguinte: “No dia que as empresas públicas, privadas e algumas agências decidirem usar bafómetros muitas pessoas vão perder o emprego”. Particularmente, acho a ideia da utilização do bafómetro genial. Alguém consegue fazer chegar esse recado à ministra Maria Helena Taipo? Temos de aprovar a introdução de bafómetros nos locais de trabalho. (Estou consciente de que muitos amigos estarão contra esta sugestão. Mas de disciplina e produtividade precisa-se).
A parte inicial deste texto é para fazer a ponte sobre o que o meu amigo Filipão me confidenciou.
– Bahule, já percebeste que se consome muito álcool neste país? As pessoas andam frustradas.
Eu, entontecido, com aquela confissão, perguntei:
– Filipe, porque as pessoas estão frustrados e a beber muito?
– Andam frustradas por causa das coisas que estão a acontecer no dia-a-dia.
Faço-me de desentendido para chegar ao alcance da inquietação do meu amigo:
– O que está a acontecer no dia-a-dia?
– São as cenas deste país. É coisa má a acontecer e isso afecta muita gente.
De facto, admiti sem abrir a boca, são muitos acontecimentos para um povo que ainda tem a guerra no seu imaginário. Muitos enredos para um país que almeja pão, água, transporte digno e uma paz efectiva, seja ela por meio de uma paridade sem consistência ou de uma paridade alicerçada numa etnicidade que se quer forjar em nome de uma moçambicanidade genuína. O cansaço que a maioria dos moçambicanos sente já deixou de ser físico.
Tornou-se psicológico. Todos os dias somos bombardeados com notícias de instabilidade porque os que se deviam entender no lugar onde se realizam conferências, na zona da Costa do Sol, andam a brincar com as lógicas de paridade como se dois mais dois fosse igual a dez. Nunca saberemos realmente o que querem. Se todos querem vincar serem os donos do poder ou se querem todos servir o povo.
– Mano, a bebida é fácil de se ter. Até dizem que no tal de Mutxope seis cervejas custam cem meticais. O voo do meu pensamento foi quebrado com este detalhe alcoólico.
– Tens razão, Filipe. Há muito exagero nessas coisas.
– É isso. Os governantes sabem disso e não fazem nada. Querem embebedar a juventude para não perceber o que está a acontecer.
– O preço do livro é dez vezes mais elevado que uma grade de cerveja. Se a educação é essencial porque é que os manuais escolares têm preços elevados? Até o livro que é gratuito ainda não chegou aos destinatários. Um país com muita madeira, mas os alunos sentam-se no chão. Não vou falar do “my love”, o maior retrocesso deste país. Na capital do país, o lixo confunde-se com uma noite de estrelas.
Frustrado em dose dupla, o meu amigo falava com um nervosismo de derrubar o prédio mais alto de Moçambique. Eu escutava-o e não tinha o que dizer, pois também vivo os mesmos problemas.
– Sabes Bahule, enquanto essas coisas continuarem assim este país não terá um sobrevivente. Todos estaremos alcoolizados porque continuaremos a beber para não encararmos os problemas que o país vive.
Filipe respirou fundo e voltou à carga:
– Só há uma solução para isto.
– Qual seria a solução?
– Perguntei inocentemente.
– Pedirmos a Deus que faça cair um dilúvio só em Moçambique.
– !?
– Sim e entrariam na arca os que não têm nada a ver com essas coisas de política e paridade. Na arca podem admitir algumas bitolas para se garantir alguma diversão enquanto esperammos que a terra seque.
Que sugestão hilariante! Mas uma coisa é certa. O país anda frustrado e precisa de alguma cura divina. Entre o álcool e a cura divina oscilam as frustrações de muitos moçambicanos. A verdade é uma apenas – temos de saber anular, com alguma serenidade e sabedoria, os dias fortes que se aproximam.
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
Ainda não se sabe ao certo a razão da tomada daquela atitude por parte dos professores, mas é conhecida a impopularidade da Frelimo e dos seus dirigentes na cidade da Beira.
A reportagem do CanalMoz deslocou-se a várias escolas e constatou que, de facto, não havia aulas, estando os estudantes no pátio. Dirigimo-nos à escolas secundárias da Manga e “João XXIII”, que se localizam próximo da sede de partido Frelimo no mesmo bairro. Não encontrámos qualquer professor. Os estudantes informaram-nos que os professores tinham um encontro com Chipande em Inhamízua.
O CanalMoz dirigiu-se à sede do partido Frelimo e verificou que não havia lá ninguém. A sala de reuniões encontrava-se ornamentada e colorida com bandeiras daquele partido e do seu candidato, estando tudo pronto para uma jornada de campanha ilegal. Mas não havia convidados. Apenas funcionários da secretaria do partido Frelimo.
Perguntámos a uma das funcionárias da secretaria a razão de a sala estar deserta, quando havia sido marcada uma reunião. A funcionária, que pediu para não ser identificada, disse ao nosso jornal que o encontro ficou adiado por falta de comparência dos professores e de alguns agentes económicos da cidade, que haviam sido convocados para a reunião.
Frelimo não reage
A nossa equipa de reportagem
tentou sem sucesso contactar o primeiro secretário provincial do partido
Frelimo, Henriques Bongece, para colher dele mais informações sobre aquela
situação. Bongece aconselhou-nos a deixar o número do jornal e disse que a secretária
do seu partido entraria em contacto para esclarecimentos. Até ao fecho desta
edição não houve nenhum contacto.
terça-feira, 8 de abril de 2014
FADM SOFREM 17 BAIXAS EM GORONGOSA
¤ 11 feridos graves evacuados de emergência para Chimoio
Um batalhão das Fadm que seguiam em 6 viaturas militares sendo 3 camionetas e 3 jipes um dos quais transportando uma metralhadora pesada, sofreu hoje 8/4/14, 2 emboscadas em Tazaronda e Mucodza respectivamente, distrito de Gorongosa, matando 17 militares e 11 feridos graves.
Nos últimos tempos os militares adoptaram a táctica de varrer com metralhadoras pesadas as áreas propensas a emboscadas e Tazaronda (10-13 km de Satungira) é uma área "urbanizada" com algumas infra-estruturas públicas e foi quase dentro daquela localidade onde as perdizes metralharam as viaturas usando a táctica de dispara e foge.
Refeitos da surpresa, os militares tentaram encetar uma perseguição mas sem sucesso e de seguida decidiram levar os feridos para a vila sede e para isso foi destacado uma unidade em 2 viaturas (um jipe e camioneta com algumas de tropas de escolta) que acabou caindo numa outra emboscada numa área impensável em Mucodza, 7km da vila sede, vitimando mais tropas. Muitos feridos estavam em estado critico.
Unay Cambuma
Unay Cambuma
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Golpe de mestre….
72 COMANDOS ESPECIAIS DO ZIMBABAWE ANIQUILADOS EM BUZI
COMBOIO DA VALE TRAZIA ARMAMENTO
Um comando de tropas especiais do ZNA ( Zimbabwe National Army), que se fazia transportar em 6 helicópteros, tentou assaltar uma base da Renamo situada na localidade Chissinguana, distrito de Buzi. A base situa-se numa mata densa. Os helicópteros aterraram a uma distância segura e os militares "makomeredes", como são conhecidos os zimbabweanos, adentram na mata em direção à base. Antes, os helicópteros sobrevoaram a área para tentar metralhar as perdizes do ar mas sem sucesso devido ao denso matagal. Não nos ficou claro se foi na ida à base ou a na volta mas os atacantes caíram numa pesada emboscada a curta distancia e sofreram grandes perdas e houve uma debandada. Foi um desastre, 72 ficaram no terreno e uma escassa dezena e que logrou salvar-se milagrosamente na debandada. Várias armas foram recolhidas e não se sabe ainda se os corpos abandonados foram recolhidos.
Um comando de tropas especiais do ZNA ( Zimbabwe National Army), que se fazia transportar em 6 helicópteros, tentou assaltar uma base da Renamo situada na localidade Chissinguana, distrito de Buzi. A base situa-se numa mata densa. Os helicópteros aterraram a uma distância segura e os militares "makomeredes", como são conhecidos os zimbabweanos, adentram na mata em direção à base. Antes, os helicópteros sobrevoaram a área para tentar metralhar as perdizes do ar mas sem sucesso devido ao denso matagal. Não nos ficou claro se foi na ida à base ou a na volta mas os atacantes caíram numa pesada emboscada a curta distancia e sofreram grandes perdas e houve uma debandada. Foi um desastre, 72 ficaram no terreno e uma escassa dezena e que logrou salvar-se milagrosamente na debandada. Várias armas foram recolhidas e não se sabe ainda se os corpos abandonados foram recolhidos.
VAGÕES DA VALE TRAZIAM ARMASConforme postamos de manhã, homens armados atacaram um comboio da Vale mas as nossas fontes afiançaram-nos que na verdade foi a Renamo que atacou a composição porque trazia num dos seus vagões uma quantidade de armas suficientes para equipar um batalhão. As armas, entretanto apreendidas pela Renamo, eram provenientes do Zimbabwe. Tudo indica que as perdizes monitoraram o comboio desde o ponto de partida, tendo neutralizado a carga na remota área de Samacueza, Muanza. Não há detalhes de como ocorreu operação, que acabou ferindo o maquinista principal.
GOVERNO "OFERECE" GRANDES QUANTIDADES DE ARMAS À RENAMO
As armas foram trazidas de helicópteros da força aérea zimbabweana na sexta-feira, ao aeroporto de Chingozi, Tete.
Mais uma jogada de mestre do lendário general Dlhakama.
A captura de armas em Muanza é um acontecimento a todos os títulos catastrófico para o governo e uma extraordinária e espetacular aquisição de armas e munições novas para a Renamo. Foram apreendidas bazucas, morteiros, metralhadoras, ak-47, munições, etc, tudo 'blend new'.
Um vagão só com armas é uma coisa hecatómbica. É melhor o governo assinar um cessar-fogo já.
ÚLTIMA HORA ÚLTIMA HORAANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS EM VOLTA DO ATAQUE DO COMBOIO DA VALE
INFORMAÇÕES DE ÚLTIMA HORA INDICAM QUE UMA DAS CARRUAGENS TRANSPORTAVA ARMAS E O COMBOIO FOI MONITORADO DESDE TETE ATÉ AO LOCAL ONDE CAIU NA EMBOSCADA.
VAMOS AOS DADOS:
INFORMAÇÕES DE ÚLTIMA HORA INDICAM QUE UMA DAS CARRUAGENS TRANSPORTAVA ARMAS E O COMBOIO FOI MONITORADO DESDE TETE ATÉ AO LOCAL ONDE CAIU NA EMBOSCADA.
VAMOS AOS DADOS:
Conforme a reportagem da STV, o ataque ocorreu em Muanza na zona de Samacueza em Sofala;
O maquinista debaixo do tiroteio conseguiu desengatar todos os vagões, tendo-os abandonado no local;
O maquinista conseguiu conduzir as cabeças (máquinas) até ao Dondo;
O maquinista só levou um tiro na perna;
A STV não entrevistou o maquinista e nem disse o seu nome.
Analisando estes dados e acoplando-os aos dados secundários que dizem que num dos vagões o comboio transportava armas vindas do Zimbabwe e que teriam sido embarcados em Tete, e que a guerrilha monitorou o comboio desde Tete até ao local escolhido para o ataque, transpira o seguinte:
a) o maquinista debaixo de fogo não poderia ter conseguido desengatar as carruagens;
b) deduz-se que os guerrilheiros conseguiram paralisar o comboio e terão desengatado as carruagens para ficarem a descarregar o armamento;
c) os guerrilheiros autorizaram o maquinista a avançar para Beira.
O facto de a televisão não ter feito entrevista ao maquinista nem ao seu auxiliar, e tendo mantido os nomes da tripulação em anonimato*, prova que há um segredo a esconder para não vazar o segredo sobre a carga que transportavam e as circunstâncias em que caíram na emboscada.
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