"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



domingo, 16 de setembro de 2012

A história da Frelimo é pior que a da PIDE colonial

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O outro lado da história do partido no poder
-diz o membro do Conselho do Estado, António Muchanga
Antonio_Muchanga“A lei do fuzilamento foi aprovada e havia um tribunal que fazia cumprir esses mandatos. É preciso trazer isso para a memória colectiva dos moçambicanos. E só dessa maneira é que vamos perceber que a Frelimo se reconciliou com todo o seu povo, e não ir ao “simpósio” para ocultar algumas fases da história e contar o que convém”- António Muchanga, membro do Conselho do Estado
“Dentro da nossa inocência e como continuadores da Revolução Moçambicana, cantávamos a favor da Frelimo. A Frelimo praticou fuzilamentos públicos. Nós sabíamos que a PIDE matava pessoas, mas nunca conseguíamos ver. Sabíamos que a PIDE fazia desaparecer pessoas porque nunca conseguimos entrar em contacto com os cadáveres dessas pessoas. Mas a Frelimo matava em comícios populares. São exemplos disso, Gulamo Naby e José Manderero e outros – António Muchanga, do Partido Renamo
Cláudio Saúte
CMC_153snasp1 CMC_153snasp2Na semana passada foi realizada uma conferência do partido Frelimo, que foi denominada por “simpósio” das Comemorações dos 50 anos desta associação que persegue objectivos políticos. Mas há muitos historiadores que dizem que de facto o partido Frelimo não está a completar 50 anos, mas, sim, apenas 35 anos. Estes que afirmam que o Partido Frelimo tem apenas 35 anos, alegam que o partido Frelimo foi fundando, como partido, a 03 de Fevereiro de 1977. Alegam ainda que antes disso o que havia era um movimento de libertação, denominado Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).
No III Congresso do partido Frelimo foi extinta a Frente de Libertação de Moçambique e criado o partido Frelimo Marxista-Leninista.
Seguiu-se uma ampla campanha de “estruturação do partido” como recordam os historiadores e os jornais da época que reportaram este facto e não deixam mentir.
O tal “simpósio” serviu da Matola, no último fim-de-semana, organizado para exaltar os feitos positivos do partido Frelimo. Mas, na verdade, o percurso desde a criação do partido Frelimo até hoje não foi só repleto de coisas boas.
Nem mesmo durante o período de luta pela independência nacional, e quando existia a Frente de Libertação de Moçambique sob o acrónimo FRELIMO de que o partido hoje existente usurpou a designação ao converter-se em Marxista-Leninista e de que foi primeiro presidente Samora Moisés Machel que no entanto não foi o primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique, pois desta foi o Professor Dr. Eduardo Chivambo Mondlane.
Em todo este processo desde os primórdios da luta de libertação nacional houve muitas torturas, matanças, perseguições, cárceres e outras formas de eliminação e admoestação compulsiva de quem pensava de forma diferente do Marxismo-Leninismo apregoado por um certo grupo dentro da Frente de
Libertação de Moçambique, grupo esse que assumiu em 1977, após a Independência Nacional, no III Congresso o controlo da situação. Por via da eliminação física de todos os opositores conseguia assim chegar ao ponto a que queriam, acabando no entanto por suscitar uma guerra civil de consequências desastrosas.
Por essa razão, muitas vozes levantaram-se hoje indignando-se com o que consideram ser a lavagem da história, pelo facto de só se contar o lado “glorioso” da Frelimo. Uma dessas vozes é o conhecido António Muchanga, ex-deputado da Renamo e membro do Conselho do Estado, que concedeu esta entrevista ao Canal de Moçambique para denunciar a “distorção da história”.
António Muchanga chegou a comparar a actuação do partido Frelimo, através do Serviço Nacional de Segurança Pública (SNASP) à actuação da polícia política colonial, a PIDE-DGS. Disse mesmo que a máquina de repressão e tortura adoptada pelo partido Frelimo no período pôs Independência, ultrapassou de longe as acções da PIDE/DGS as famigeradas versões da polícia política colonial dos regimes de Oliveira Salazar e Marcelo Caetano, respectivamente.
“Quando comparamos as estruturas da PIDE e do partido Frelimo, vemos que a Frelimo ultrapassou de longe a PIDE. Essa parte da história não foi contada no “simpósio” da Frelimo realizado a semana passada na Matola. A outra parte não contada, foi a operação de recolha das prostitutas e das Testemunhas de Jeová que foram carregadas e abandonadas no mato, para serem devorados por animais”, lembra António Muchanga.
“Dentro da nossa inocência e como continuadores da Revolução moçambicana, cantávamos a favor da Frelimo. A Frelimo praticou fuzilamentos públicos. Nós sabíamos que a PIDE matava pessoas, mas nunca conseguíamos ver.
Sabíamos que a PIDE fazia desaparecer pessoas porque nunca conseguimos entrar em contacto com os cadáveres dessas pessoas. Mas a Frelimo matava em comícios populares. São exemplos disso, Gulamo Naby e José Manderero e outros”, continua a lembrar o membro do Conselho do Estado.
Segundo Muchanga, estes e outros factos fazem parte do processo da governação da Frelimo. São factos históricos     marcantes para os moçambicanos e que um dos oradores deveria ter tido a coragem de levantar e falar no tal “simpósio” da Matola onde só se falou do que convém.
“Estas coisas, algumas estão escritas. A lei do fuzilamento foi aprovada, havia um tribunal que fazia cumprir esses mandatos. É preciso trazer isso para a memória colectiva dos moçambicanos, e só dessa maneira é que vamos perceber que a Frelimo para se reconciliar com todo o povo não deve estar aí a saltar algumas fases da história e contar só o que convém”, disse sublinhando que a história tem a parte negra e isso é claro.
Muchanga acrescentou que a Frelimo diz que tinha que atacar algumas igrejas porque representavam interesses da PIDE-DGS. Mas este membro do Conselho do Estado defende que nem todos os padres, nem todos os sacerdotes estavam envolvidos nos esquemas da PIDE.
Fazendo uma comparação factual, António Muchanga diz que actualmente acontece a mesma coisa. Na Frelimo, existem indivíduos que mataram pessoas sem que elas tivessem culpa, acusaram, prenderam e mataram.
Arrancaram esposas dos outros, arrancaram propriedades alheias e enriqueceram-se ilicitamente roubando às outras pessoas e ao Estado, mas não aceitam que todos os membros da Frelimo sejam tratados como ladrões.
“Queremos que o Governo clarifique esta situação”.
Testemunho das torturas da Frelimo
Muchanga conta, por exemplo, que na sua aldeia, em Manjacaze, província de Gaza, assistiu a cenas de pessoas a serem chamboqueadas porque vendiam pão e compravam farinha para alimentar as suas famílias.
António Muchanga recorda que a Assembleia Popular em 1983 aprovou a Lei de Chicotada. Era então presidente da Assembleia Popular do tempo do partido único, Marcelino dos Santos.
As pessoas eram chamboqueadas em frente dos seus pais e filhos. Tinha que estar alguém sentado na nuca e outro nas pernas. A população tinha que cantar perante as torturas, afirma António Muchanga agora membro do Conselho do Estado eleito pela Assembleia da República de que já foi deputado pelo partido Renamo.
Este Conselheiro do Estado admite que dentro da inocência ele e outros jovens na altura “continuadores”, cantavam, enquanto pessoas eram chamboqueadas. Disse que eles sabiam que a PIDE matava pessoas mas nunca conseguiam ver. Sabiam também que a PIDE fazia desaparecer pessoas porque nunca conseguimos entrar em contacto com os cadáveres.
Mas a Frelimo matava em comícios populares.
Satisfeito por algumas verdades
António Muchanga disse que está satisfeito por saber que alguns camaradas da linha dura da Frelimo reconhecem que os estatutos vindos da UDENAMO foram redigidos por Marcelino dos Santos, antigo presidente da Assembleia Popular.
“Há um reconhecimento de que Marcelino dos Santos é uma das pessoas que redigiu os estatutos provenientes da UDENAMO. Porque parece haver dúvidas sobre a heroicidade de Marcelino dos Santos. Também parece haver dúvidas de que Mondlane foi candidato da UDENAMO.
Foi interessante ouvir isto, mas é preciso completar o que falta”, pede António
Canal de Moçambique – 20.06.2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

“Houve tentativas de manipulação nas reivindicações dos muçulmanos”

“Houve tentativas de manipulação nas reivindicações dos muçulmanos”Segundo o sociólogo Gulamo Tajú
O sociólogo Gulamo Tajú concedeu-nos uma entrevista onde, de entre outros temas, analisa o movimento de reivindicação dos muçulmanos, desencadeado nas últimas semanas. Tajú diz que este movimento não é alheio ao X congresso da Frelimo, que se avizinha

Como é que explica a emergência do Movimento Islâmico de Moçambique?
O movimento desta natureza não é algo linear. Em primeiro lugar, a criminalidade que nos últimos tempos se manifestou, particularmente sentida entre alguns elementos da comunidade muçulmana sob forma de raptos. Então, o elemento inicial despoletado deste movimento é esta situação de que a onda de criminalidade recrudesceu nos últimos tempos, com esta manifestação de raptos em reivindicação de pagamentos de dinheiro para libertação dessas pessoas.
O que se procedeu nos encontros, depois de algumas exigências, começando com o reforço da segurança, foi caminhando para um nível político mais prático. Segundo o discurso público, nesta estação, de Amad Camal, um dos aspectos fulcrais é negociar a participação, a inclusão dos muçulmanos.
Esta é a expressão. Negociar com a Frelimo a inclusão dos muçulmanos no poder, porque a Frelimo nos próximos 10 anos vai ser o partido no poder. É o que eu ouvi. Saiu da simples exigência do reforço da segurança da criminalidade para uma exigência da inclusão dos muçulmanos no poder.
Acha que a questão de segurança foi um protesto?
Pode não ter sido, provavelmente para um conjunto de movimentos sociais. Nem toda a gente tem a mesma agenda que toca a todos. Com o tempo, alguns passam a não se identificar com o mesmo. Não sei se será para todos ou um processo para alguns.
Sob ponto de vista de liderança, ir buscar um elemento aglutinador como a segurança era um elemento fundamental sob ponto de vista das pessoas?
Penso que lá dentro há pessoas que, genuinamente, foram por razões de segurança e aquela era a melhor forma de exigirem, mas há outros que não era essa a visão. Como se disse nas reuniões convocadas, apareceram pessoas de outras congregações religiosas e de partidos políticos. Um segmento naturalmente faz uso deste para outras oportunidades e começa acentuar esta questão de negociar com a Frelimo a inclusão dos muçulmanos no poder, porque a Frelimo nos próximos 10 anos é previsível que seja o partido no poder. Portanto, esta é a linguagem de Camal. Estamos à beira de um congresso, não há melhor oportunidade para fazer passar alguma ideia e reivindicação para isso, mas depois ele acrescenta: diz que muito por culpa dos intelectuais e dos media está a racializar-se, adjectizar-se este movimento. Estas são as palavras de Camal e que 98% dos muçulmanos deste país são negros e pobres.
Qual é o alcance desta mensagem?
Em primeiro lugar, por que a história dos muçulmanos no poder? Temos um país em que o poder não está constituído de forma linear, racial, regional e nem religiosamente, muito menos de outra natureza, não é esse o princípio.
Como explica este súbito apetite dos muçulmanos?
De que muçulmanos? Essa é a pergunta! Eu sou muçulmano de origem familiar, pelo menos até à geração dos meus bisavós, do que me contaram, são todos muçulmanos, tanto do meu pai assim como da minha mãe. Mas temos parentes cristãos, a mãe das minhas filhas é católica apostólica Romana. A questão é: de que muçulmanos estão a falar, embora o poder não esteja constituído em linhas religiosas. Temos um primeiro-ministro que é muçulmano; temos um provedor da justiça que é muçulmano; temos um ministro da planificação e desenvolvimento; vice-ministro dos recursos minerais e energia; vereadores das assembleias municipais e deputados que são muçulmanos e não foram para lá por serem muçulmanos, mas como cidadãos moçambicanos. Agora, qual o muçulmano que está a reivindicar? Este grupo com certeza categoriza muçulmanos e muçulmanos. Que fique claro de que muçulmanos se trata.
Este movimento não se afirma como partido político, mas comporta-se como tal: fazem exigências ao estado. Há ali um grupo político em embrião de uma irmandade Islâmica como acontece no Egipto?
Embora ele diga que 98% são negros e pobres, as imagens eram de 2%. O que predominava ali eram os 2% e é um grupo bem definido. Este grupo é que diz que o Ide é hoje e não amanhã, contrariando todo o resto, é um grupo extremamente bem realizado. É um grupo de pertença. Uma identidade é um sentido de pertença ao grupo que convoca alguns recursos, podem ser a língua, a religião, a terra de origem, a irmandade.
Nós temos múltiplas identidades. Eu sou Islâmico, mas sou de Inhambane, sou da UEM e da Matola. Provavelmente, entre o grupo islâmico, haja outros elementos de identidade que são convocados. Não se olhe a comunidade Islâmica como identidade única.
Sobre a questão das identidades, que é a questão central, o grupo mostrou pouca homogenidade. Pareceram homogéneos mas desagregaram-se à medida que o processo foi desenvolvendo. Há distanciamento dos Hindus e Ismaelitas, depois fica a percepção de que são os muçulmanos de Maputo. O que isto significa?
 É exactamente esta questão da multiplicidade de identidade e de recursos identitários que são convocados a formar grupos... dentro da comunidade há elementos de pertença que distinguem e grupalizam ainda mais. Quer dizer que, eventualmente, o Camal convocava para dizer que vocês estão a racializar. A presença não é discurso, foi a própria configuração da comunidade que dá. Isto é mau.

Há uma questão racial dentro da própria comunidade?
Eventualmente que sim. Isto é algo que mesmo nas nossas práticas religiosas sentimos. Em Inhambane existia uma mesquita velha, mais Afro e outra nova mais Ásia. Hoje, provavelmente, as coisas não sejam às mesmas. Alguns seguem o Islão, mas, na verdade, fazem parte de um grupo, os outros fazem por empréstimos.
A relação religiosa e a política tem sido problemáticas desde séculos, muitas vezes por instrumentalização da religião. Estaremos a encaminhar-nos por aí?
Espero que não encaminhemos por aí. Espero que aquelas pessoas tenham ido genuinamente na sua maioria porque o seu primo, amigos e tios foram raptados. Espero que esta solidariedade humana tenha sido a fonte motivadora e que Camal e o seu grupo sejam um grupo pequeno e isolado. Provavelmente o Camal e o seu grupo tinham os seus interesses, que os colocaram dentro de um grupo que estava preocupado com outros problemas.
Voltamos à questão de identidade: Amin Maalouf escreveu um livro com o título “identidades assassinas”, em que ele diz que na história da humanidade a afirmação de si próprio segue tantas vezes a ponte da negação do outro. Estamos perante esta situação?
Toda a identidade é construída para agregação aos semelhantes e por diferenciação dos outros. Eu sou islâmico porque não sou cristão e identifico-me como islâmico e por oposição de diferença do outro. Esta questão da identidade não é natural, biológica, hereditária, é qualquer coisa que é construída em relações sociais e contextuais,  num espaço que me identifico com um e outro. n

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Desmond Tutu defende que Blair e Bush devem ser julgados em Haia

Desmond Tuto  diz que Bush e Blair mentiram sobre a existência de armas químicas no Iraque.
Não é uma posição inédita, mas desta vez foi defendida pelo Nobel da Paz Desmond Tutu. Num artigo publicado no diário britânico Observer, o bispo sul-africano, considerado um herói da luta contra o apartheid, defendeu que George W. Bush e Tony Blair devem ser julgados em Haia devido à guerra no Iraque.
Tutu acusou o anterior presidente norte-americano George W. Bush e o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair de terem mentido sobre a existência de armas de destruição maciça e disse que a guerra naquel país tornou o mundo mais instável, mais “do que qualquer outro conflito na história”. As acusações não surpreenderam Blair, que já as terá ouvido inúmeras vezes. “É o mesmo argumento que ouvimos muitas vezes”, reagiu, citado pela BBC.
No início desta semana, o bispo sul-africano recusou-se mesmo a liderar um painel de uma conferência em Joanesburgo em que participava Tony Blair. Agora, Tutu defende que a campanha para derrubar o regime de Saddam Hussein em 2003 abriu caminho à guerra civil na Síria e a um possível conflito no Médio Oriente que envolva o Irão. Bush e Blair “levaram-nos para a beira do precipício, onde nos encontramos agora, com o espectro da Síria e do Irão diante de nós”, escreveu Desmond Tutu.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Renamo dá ultimato ao Governo para retirar a polícia da sede do partido em Nampula

30 de Agosto de 2012, 12:48

Maputo, 30 ago (Lusa) - A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, deu um ultimato ao Governo até domingo, para a retirada da polícia das imediações da sede do movimento em Nampula, disse hoje à Lusa o porta-voz desta formação política.
A Força de Intervenção Rápida (FIR) mantém um contingente nas redondezas da sede da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) na província de Nampula, norte do país, desde março passado, quando esta polícia antimotim invadiu as instalações durante um confronto com antigos guerrilheiros do partido.
No confronto, um polícia morreu e 27 membros do principal partido da oposição foram detidos, dos quais a maioria foi libertada, enquanto alguns ainda aguardam julgamento.
Em declarações à Lusa em Maputo, o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, disse que o partido comunicou ao Governo da província de Nampula que a polícia tem até domingo para se retirar da sede.
"O partido vai esperar até domingo e depois vai organizar uma manifestação de repúdio contra o cerco à sede. A FIR é para impor a lei e ordem e não para montar cercos a partidos políticos", disse o porta-voz da Renamo.
A Renamo, assinalou Fernando Mazanga, não espera "nenhum banho de sangue" na manifestação que poderá realizar-se contra a presença da polícia na sua sede, mas faz depender as consequências dessa ação à postura da polícia.
"Acreditávamos que os contactos entre o presidente da Renamo (Afonso Dhlakama) e o chefe de Estado (Armando Guebuza) resolveriam a questão, mas isso não aconteceu e já não é possível controlar a irritação dos membros do partido com a situação", acrescentou Fernando Mazanga.
O porta-voz da Renamo desmentiu que as mudanças na direção do partido em Nampula tenham a ver com uma nova postura que esta formação política quer impor na resolução do diferendo com a polícia.
"São mudanças necessárias para lubrificar a máquina partidária. Se (José) Mourinho entendesse que (Cristiano) Ronaldo não joga, não joga", enfatizou o porta-voz da Renamo, defendendo as competências de Afonso Dhlakama para restruturar a direção do partido.
No âmbito das mudanças anunciadas esta semana, Afonso Dhlakama exonerou Lúcia Afate do cargo de delegada da Renamo em Nampula e nomeou para o posto Júlia Sebastião e exonerou António Nihórua do posto de chefe de mobilização, não tendo ainda indicado o novo titular.

Comentários sobre o pronunciamneto do Daviz Simango

 
Aqui simplemente apresento os diferentes comentarios de diferentes moçambicanos sobre os pronunciamentos do Diviz Simango Presidente do MDM. "Nao somos dementes políticos". Como podem ver os comentários em forma de desabafo, mostram que o povo moçambicano está cansado da eternidade governação pelo único partido que muito pouco faz para o sofrimento do povo. mas também ão faltaram ideias contrárias. De tudo as eleições se aproximam e assim veremos em que lado o povo se encontra se elas forem verdadeiramente justas e livres, quer dizer sem coagir, sem intimidar, sem roubar os votos.... leiam o pensamentos dos veem as coisas defirentemente de nós mas que não são inimingos.
 
  • Almeida Antonio · Comentador principal · Trabalha na empresa Alemanha
    VIVA O MDM! VIVA O MDM O Partido para todos os Mocambicanos. ViVA O MDM a esperanca do Povo Mocambicano estas de Parabens Muido, vamos so Trabalhar para conquistar o Poder, sobemos que alguns tem medo de um dia chegar no Turbunal Internacional em quistao de Crimes, corrupicao, e de ma Governacao, nao falta muito vamos Trabalhar, nem num Partido em africa que consguiu com pouco tempo tantos sucessos como O MDM ate no Mundo. a qui fala -se muito do MDM, O Partido deve se dedicar muito para todos Mocambicanos e para o seu bem Estar, Emprigo combate a creminalidade, formacao da Policia, educar a Populacao, meus irmaos Mocambique e lindo! so AFrelimo EStragou Mocambique, com Corrupicao.crimes, ete ete, abraco da Europa.
  • Aldo Massunda · Trabalha na empresa Administration Training
    Forca MDM, parabens por mais um aniversario! Dia apos dia despertando o povo mocambicano para a conquista dos seus direitos. Mocambique para todos! Livre dos abutres que dancam e comem acusta do esforco do povo, humilhado e oprimido por aqueles que se intitulam combatentes the patria e declaram futuro melhor, combate a pobreza... Viva o Galo! Forca povo mocambicano. Vamos despertar!
  • Rodrigues Maloa · Beira
    Nao sou politico e nem quero me meter nisso.....
    • Nao devia ter aparecido aqui, como na politica nao há abstencao, a sua abstencao traduz-se em apoio a quem está a governar.
  • As pessoas falam aquilo que sabem e não querem aceitar. O MDM, aliás, na altura, o candidato independente para o Município da Beira, foi sustentado mais pelos senas, chuabos, macuas e outras tribos deste país e, até tribos do sul, mesmo machanganes, residentes nesta cidade. Portanto, não foi o clã Simango. Na Frelimo, até o Guebuza tem uma gota de sangue do império de Gaza, se é mentira perguntem na mãe dele. Nós precisamos ser coerentes naquilo que falamos e não vejo, eu, mal nenhum que dois membros da mesma família militem num mesmo partido, o que não é correcto é um partido que se faz governo exclui outros partidos ou indivíduos aliados a eles. Moçambique não é propriedade dos partidos, mas alguns fazem-no, ignorando os milhões de cidadãos que podiam dar o seu apoio.
  • Moçambique precisa de uma força politica credivel que possa ser alternativa viável aos mesmos de sempre.Gostaria de acreditar que o MDM fosse essa tal força, mas tenho visto/lido e não me tem convencido.A ver vamos o que escolhem os moçambicanos.
    • O MDM ja fez o suficiente para mostrar, a quem tem nao receio de mudar de rumo, que é um partido com uma liderenca atipica de africa onde reinam ditaduras e exclusao. "Uma mulher que nao sabe o que quer, nao pode dizer que aquele homem nao sabe conquistar."
  • A exclusão de todos aqueles que se simpatizam com o seu partido e não sejam do clã Simango, constitui regra nos estatutos do seu partido. Desertados de outras formações políticas, por frustração é que militam no MDM. São um bando de ambiciosos desgovernados e fique claro meu amigo que seus seguidores não são um terço do universo dos eleitores. Este país não se vai deixar governar por maquiavélicos.
    • Davis Simango nao tem nada de maquiavelico, leia bem Maquiavel depois saberas a quem aplicar o termo.......
    • o povo mocambicano esta cada vez mais apar do que esta a acontecer no pais,ja da para ver k em breve camisetes,capulanas e bonés da Frelimo nao sera motivo de mais votos.
      VIVA MDM
  • Samuel Estefane Macuácua Estefane · Faculdade de Direito
    Não somos dementes com a cara de um profissional nepotimismo, eis a razão que pderá estragar a unidade do seu partido, me parece que está dirigir o poder nesses moldes, é mau está a preparar a propria sua vala.
    • Caro Samuel Estefane, onde ha exactamente nepotismo nao é no partidao? Diogos, Chissanos, Guebuzas, Macaringues, Macuacuas, Macamos, Nhamtumbos, Pachecos, e tantos outros, nao vejo problema nenhum dois irmaos com uma veia politica invejavel, que contribuem para a democratizacao do nosso pais, saiba que o Lutero e Daviz tem se pautado pelo urbanismo e comportamento exemplar na AR, e outro na Autarquia Beirense. Nao sei porque diz que está a preparar a sua vala, isso é intimidação, o que é mau, nao fica bem intimidar o seu proximo, se nao deus tambem irá te intimidar!
    • A tua propaganda Samuel Macuacua não vai pegar.
    • Jaconias Pedro Massango · Comentador principal
      O grande desafio do país nao é contra o analfabetismo mas sim contra a ignorancia e o egocentrismo exacerbado.
  • “Não somos dementes políticos”

    Daviz Simango.
    No dia do MDM, Daviz Simango aproveitou para falar da história do MDM e mandar recados para a Renamo e a Frelimo. Simango disse ainda que, com o surgimento do MDM, milhões de moçambicanos passaram a ter oportunidade de exprimir a sua vontade abertamente.
    O líder do MDM, Daviz Simango, afirmou, na última terça-feira, que a sua formação política não é composta por dementes políticos, tal como muitos círculos tentaram e tentam dar entender, desde o surgimento do “galo” há quatro anos.
    Simango, que falava a uma moldura humana ligada ao seu partido durante as celebrações do dia da criação deste movimento político, assinalado no passado dia 28 de Agosto, dia que o MDM chama de Dia de Revolução, referiu que “prova disso, é que em menos de cinco anos conseguimos eleger oito deputados para a Assembleia da República, colocando ponto final à bipolarização na casa do povo; conquistamos parcialmente dois municípios; e temos membros nas assembleias provinciais em todos os locais onde não conseguiram impedir a nossa participação.” 
    Com o surgimento do MDM, continuou Daviz Simango, milhões de moçambicanos passaram a ter oportunidade de exprimir abertamente as suas ideias em prol da construção de uma nação sã, em que as oportunidades sejam iguais, independentemente das crenças políticas. “Querermos construir um Moçambique para todos e, para tal, contamos com todos os moçambicanos, e a nossa prioridade número um para alcançarmos tal feito passa pela conquista do poder. Só estamos à espera das eleições”, continuou. O Movimento Democrático de Moçambique marcha pelas ruas da Beira, celebrando o seu dia de revolução com as antenas viradas para a conquista do poder no país.
     28 de Agosto é uma data histórica para o MDM, pois foi nesta data  em que foram rompidas  as relações entre a liderança da Renamo e as suas bases na cidade da Beira por terem decido apoiar a candidatura independente de Daviz Simango, em 2008, o que culminou, nove meses depois, com a criação do MDM.

    domingo, 26 de agosto de 2012

    Muçulmanos em Nampula distanciaram-se das manifestações convocadas em Maputo

     
    A comunidade apelou,..., a toda a comunidade muçulmana à escala nacional a não se deixar instrumentalizar por indivíduos que usam a religião para finalidades políticas.
    A comunidade muçulmana em Nampula, representada pela comissão dos Álimos ”teólogos”, apelou, na manhã deste sábado, em conferência de imprensa, a toda a comunidade muçulmana à escala nacional a não se deixar instrumentalizar por indivíduos que usam a religião para finalidades políticas. este apelo foi lançando no final do encontro havido na manhã do sábado, na sala de reuniões da reitoria da Universidade Lúrio, no campus de Marere, cidade de Nampula, entre a comissão - em representação da comunidade islâmica de Nampula, por sinal a maior do país, com cerca de quinhentos mil membros - e os ministros da justiça e da educação, em representação do governo.
    O encontro de cerca de duas horas, que decorreu à porta fechada, tinha como objectivo esclarecer à comunidade muçulmana a decisão tomada pelo governo em relação à polémica questão da proibição do uso de hijab “véu islâmico” nas escolas públicas, privadas e particulares do país.
    Na conferência de imprensa, depois do encontro, a ministra da Justiça, Benvinda Levi, referiu que, ao contrário do que estabeleciam as circulares números 1387/2012 e 06 GM/MINED/2012, dos dias 31 de Julho e 10 de Agosto de 2012, do Ministério da Educação e Cultura, que apenas permitiam o uso do véu islâmico no período de Ramadan, o governo decidiu, em Conselho de Ministros, permitir que os muçulmanos usem o véu islâmico nas escolas em qualquer altura do ano.
    Importa  esclarecer que esta decisão do governo surge depois de uma série de ameaças efectuadas pelos muçulmanos em Nampula, entre as quais romper todas as relações com o governo e partido Frelimo, entre outras.
    Abdul Latifo, porta-voz da comissão dos teólogos muçulmanos louvou a decisão do governo e prometeu divulgá-la no seio da comunidade muçulmana na extensa e populosa província de Nampula.
    Latifo disse, ainda, que se governo continuar a pautar por esta postura do diálogo não só com os muçulmanos, mas com todas as forças vivas da sociedade, vai evitar muitos males e perpetuará a paz e harmonia social no país.
    Neste encontro, a comissão dos Álimos de Nampula não apresentou aos representantes do governo preocupações relacionadas com a questão dos raptos que têm estado agitar a comunidade muçulmana na capital do país.
    Questionados pela imprensa sobre a sua posição em relação às já convocadas manifestações pacíficas, paralisação da actividade comercial, entre outras medidas, Abdul Latifo disse que a comunidade muçulmana em Nampula, tudo o que sabe é pela imprensa, e não podia tomar nenhuma decisão sem contacto formal com os mentores destas reivindicações em Maputo. contudo, clarificou que os muçulmanos em Nampula são pelo diálogo e acreditam que dialogando com o governo é possível encontrar soluções para diversos males, incluindo a questão dos sequestros. Latifo alertou a sua comunidade para estar atenta aos já evidentes esforços de usar a religião muçulmana e problemas que afectam a sua comunidade para ganhos políticos de meia dúzia de pessoas. Latifo terminou a sua intervenção manifestando solidariedade às famílias vítimas de sequestros e apelando ao governo a procurar estancar o fenómeno com urgência.