"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Governo de Murrupula obriga professores a descontarem para X Congresso da Frelimo

Alfredo Salimo, director dos Serviços Distritais de Educação, juventude e tecnologia de Murrupula, refere que, só no mês passado, conseguiu arrecadar 323 mil meticais resultantes destes descontos...
Seis por cento do salário correspondem ao valor descontado no final do mês passado pelos serviços distritais de Educação, juventude e tecnologia do distrito de Murrupula, na província de Nampula, a cada um dos cerca de 870 professores que leccionam naquele distrito, alegadamente para o apoio ao X Congresso da Frelimo, agendado para Setembro do ano em curso na cidade de Pemba, em Cabo Delgado.
O cunho coercivo e sem discriminação partidária em que os descontos estão a ocorrer está a deixar os professores daquele distrito revoltados com o partido Frelimo e pedem a intervenção de quem é de direito para travar a situação, uma vez que, para o final deste mês, estão previstos mais descontos na mesma percentagem, segundo informa um documento da repartição da administração e planificação dos serviços distrital de educação, juventude e tecnologia, afixado em diversas escolas daquele distrito.
O documento assinado pelo chefe da repartição, Alberto Elias Germano, e com visto do director distrital, Alfredo Salimo, indica que “decorrem, em todo o país, as contribuições em apoio ao X Congresso do Partido Frelimo a realizar-se no próximo mês de Setembro, na cidade de Pemba, província de Cabo  Delgado. Assim, a Repartição de Administração e Planificação do S.D.E.J.T vem por esta via comunicar as V.Excias que, conforme a proposta dos professores do distrito, os descontos para este grande evento decorreram em duas fases, sendo 50% no mês de Janeiro e outros 50% no mês de Fevereiro. Recorde-se que são 2% do salário líquido durante seis meses”.
Depois dos descontos efectuados directamente no salário de Janeiro, os professores constituíram uma comissão que se deslocou à nossa delegação na cidade de Nampula para convidar a nossa equipa de reportagem àquele distrito para, de perto, acompanhar a indignação daquele grupo de funcionários.
Francisco Aniceto Bitone, um dos professores entrevistados pela nossa reportagem na Escola Primária Completa de Namicai, no posto administrativo de Nihessiue, diz ter ficado surpreendido ao notar, na conta, que o seu salário estava incompleto e, só mais tarde, é que teve informação de que cerca de 350 meticais haviam sido descontados do seu salário para apoiar a realização do X Congresso da Frelimo. Bitone diz não estar contra as contribuições, mas, na sua óptica, deviam ser de carácter voluntário e não proceder aos descontos no salário sem o consentimento dos docentes.
Manuel Francisco Rosário, docente N3 da Escola Secundária de Murrupula, classificou como insensibilidade por parte dos serviços distritais em descontar, num só mês, seis por cento do salário, contra a orientação partidária de 2%, durante seis meses. 
Manuel de Rosário diz-se mais preocupado com o facto de, para além de serem surpreendentes, estes descontos terem ocorrido em Janeiro, mês que, na sua opinião, as despesas familiares estão acrescidas devido ao fardo das festas, matrículas e material escolar para os filhos.
Janeiro Daniel, também professor da Escola Secundária de Murrupula, lamenta os descontos directos nos salários a todos os professores, independentemente da filiação partidária. Para Daniel, este procedimento faz com que até aqueles que são membros de outras formações políticas e/ou apartidários sacrifiquem parte do seu parco salário para um evento de um partido com o qual não se identificam.
Ainda na Escola Secundária de Murrupula, um professor que preferiu falar em anonimato, pediu para que a direcção do partido Frelimo esteja atenta a estas contribuições. O mesmo professor referiu que dirigentes a diversos níveis querem ser vistos pelo partido como sendo os que mais fundos conseguiram mobilizar para o referido congresso. E, para tal, recorrem a métodos coercivos que só criam revolta nos contribuintes contra o partido.
Director distrital reagem
Alfredo Salimo, director dos Serviços Distritais de Educação, juventude e tecnologia de Murrupula, confirma ter descontado os salários de todos os professores do distrito no mês passado e que mais um desconto está agendado para o fim deste mês.
Salimo refere que, só no mês passado, conseguiu arrecadar 323 mil meticais resultantes destes descontos e que, nesta altura, se encontram na conta da direcção distrital. A fonte acrescentou que o cheque para o levantamento desse valor a favor do partido Frelimo já foi entregue à administradora do distrito que, após o levantamento do montante, deverá proceder à entrega do mesmo ao gabinete provincial de preparação do X congresso em Nampula

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Quando a liderança de um partido está desesperada

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Lazaro-MabundaPor Lázaro Mabunda
Os pronunciamentos públicos de Guebuza são...um sinal de desespero, demonstrativo de que ele perdeu o controlo da agenda do partido e dos seus camaradas.
Quando as forças de Muamar Kadafi utilizaram, pela primeira vez, durante o conflito com os rebeldes, um míssil Scud, o coronel da NATO, Roland Lavoie, descreveu o acto como um sinal de desespero do regime de Kadafi: “A nossa avaliação é que o regime de Kadafi não tem mais capacidade operacional efectiva. Pode, certamente, atirar pratos contra a parede para fazer um pouco de barulho, mas não acreditamos que possa gerar um efeito significativo operacional”.
Parece-me ser o que está a acontecer na Frelimo, a avaliar pelo comportamento da sua liderança, sobretudo pelos seus pronunciamentos. É que, no ano passado, o Chefe do Estado, simultaneamente presidente da Frelimo, Armando Guebuza, respondeu mais aos críticos do que trabalhou para os silenciar. Foi um ano rico em respostas aos críticos do que em resultados de soluções dos problemas que são levantados por esses críticos. Foi mais lamentador do que solucionador das preocupações dos moçambicanos.
Fazendo uma busca, facilmente se conclui que, nos últimos dois anos, Guebuza investiu mais nas respostas pelas palavras do que pelas acções. Já recorreu, para apelidar os que o criticam, a expressões como “apóstolos da desgraça”, “tagarelas”, “intriguistas”, “incompetentes”, “marginais”, “impacientes”, “aqueles que querem ver tudo realizado hoje mesmo”; “que querem ver tudo a acontecer, em simultâneo, em todo o nosso Moçambique”, aqueles que “ignorando os processos que transcendem a nossa capacidade em recursos, quando as suas propostas não são realizadas, recorrem a artefactos atentatórios à unidade nacional, à harmonia e à convivência entre moçambicanos, e chegam mesmo a falar de vontade política do governo da Frelimo”, que “sofrem de conflitos internos”, entre outros.
Hoje, porque as críticas já não só vem de fora, como também de dentro do partido, o presidente da Frelimo, também se virou para dentro do partido, alertando os críticos internos do partido para “o risco de se marginalizarem, abandonarem o seu colectivo, os seus camaradas, as decisões dos órgãos, para reproduzirem as suas próprias ideias, pensando que estão a falar em nome” do partido.
Mais: Guebuza considera que “alguns querem aparecer como sendo melhores do que a própria Frelimo”. No entanto, não se refere a nenhum nome desses “alguns”, curiosamente, membros e seus subordinados no partido de que ele é o expoente máximo. Esta declaração, que aparece ao estilo de “fofocas”, deixa entender que na Frelimo a frontalidade de que se diz ter existido foi substituída pelos “dizem que…”, isto é, mais bisbilhotice do que frontalidade.
É preocupante para um partido da dimensão da Frelimo, quando o seu presidente faz declarações públicas reveladoras de que se suporta de bases de bisbilhotice, ao invés de usar os meios de que dispõe para chamar atenção aos seus subordinados para a necessidade de conter os seus ânimos nas suas aparições públicas.
Os pronunciamentos públicos de Guebuza são um sinal claro de que ele não dispõe de poder para impor ordem dentro do partido. São um sinal de desespero, demonstrativo de que ele perdeu o controlo da agenda do partido e dos seus camaradas.
Igualmente, Guebuza não só se apercebeu tardiamente de que o partido é tão grande que não cabe apenas nas suas mãos como também se apercebeu, tardiamente, de que alguns dos seus camaradas são tão poderosos do que ele. Também se apercebeu de que o seu esforço e intenção monárquica, não só foi infrutífera, como também dividiu o partido em alas.
As suas declarações públicas de que “há quem queira sugerir que existam duas ou mais Frelimos, é compreensível. Estão a tentar compreender um evento que está a percorrer, e que vai completar 50 anos, a partir da sua experiência pessoal, limitada e sem necessariamente olhar para este movimento, que só é movimento quando tem os seus membros unidos e a trabalharem para o mesmo propósito” são confirmativas de que existem, de facto, divisão no partido.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Descoberto mais gás na Bacia do Rovuma
A COMPANHIA Eni East África Moçambique anunciou ontem a descoberta de mais gás natural com reservas potenciais da ordem de 7.5 triliões de pés cúbicos (Tcf). Esta descoberta resulta do furo de pesquisa Mamba Norte-1, aberto na área 4 da Bacia do Rovuma.
Maputo, Quarta-Feira, 15 de Fevereiro de 2012:: Notícias

Com estes resultados, sobe para 30 Tcf a quantidade de reservas potenciais do Complexo Mamba da área 4. Muito recentemente, na sequência da perfuração do “Mamba Sul”, a companhia havia descoberto cerca de 22,5 Tcf de reservas de gás natural.
Aberto em águas profundas (1690 metros), o furo Mamba Norte-1 atingiu a profundidade total de 5330 metros e localiza-se a cerca de 23 quilómetros a norte do furo Mamba Sul-1, a 45 quilómetros da costa da província de Cabo Delgado.
Em comunicado recebido na nossa Redacção, o Instituto Nacional de Petróleos refere que nesta última descoberta foram encontrados 186 metros de areia saturada de gás natural do Oligoceno e Paleoceno.
Testes realizados após conclusão do furo Mamba Norte-1 confirmaram a sua elevada produtividade (cerca de um milhão de metros cúbicos/dia, devido a limitações de equipamento).
Esta é a primeira vez que no mar (off-shore) da Bacia do Rovuma são realizados testes num furo de pesquisa.
As actividades de pesquisa na área 4 prosseguem, estando neste ano prevista a abertura de cinco furos em prospectos e estruturas pré-identificadas para avaliar o potencial do Complexo Mamba.
Paralelamente, decorrem estudos de viabilidade de projectos combinados em larga escala de fornecimento de gás natural ao mercado nacional, regional e internacional (projectos de Gás Natural Liquifeito - GNL, produção de combustíveis líquidos, fertilizantes e outros projectos industriais).
São concessionários da área 4 da Bacia do Rovuma, cujo contrato de pesquisa e produção foi assinado em 2006, a Eni East África Moçambique (operador), com 70 porcento de participações, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (10 porcento), GALP Portugal com 10 porcento e Kogas Coreia do Sul com 10 porcento.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Detido porta-voz dos desmobilizados, líder dos ex-combatentes acusa polícia de ameaças de morte

A situãção do nosso país está de mal a pior. Cada dia que passa é uma novidade surpreendente. Há muita mudança na governação mas para o negativo sempre. Sempre poem em causa a jovem democracia querida pelo pobre povo. Abaixo estão alguns comentarios de diferentes pessoas expressando o seu sentimento e desagrado desta detenção arbitraria e brutal. leiam e ponham o vosso comentario.........

Maputo, 14 fev (Lusa) - O porta-voz do Fórum dos Desmobilizados, Jossias Matsena, foi hoje detido pela polícia de Moçambique, no dia em que aquela associação pretendia realizar uma manifestação defronte do Ministério dos Antigos Combatentes.
Nas primeiras horas de hoje, os desmobilizados tentaram concentrar-se diante do Ministério que os tutela para "pressionarem" o Governo moçambicano a atender as suas exigências.
Mas, pelo caminho, Jossias Massena foi detido pela polícia e conduzido à cadeia da Machava, disse o próprio à Lusa via telefone a partir da penitenciária.
O grupo reivindica o pagamento de uma pensão mensal de 12.000 meticais (cerca de 300 euros) e pretende manter um encontro com o Presidente da República, que constitucionalmente é o comandante em chefe das Forças Armadas de Moçambique, que responde também pelos desmobilizados.
Na segunda-feira à noite, o porta-voz do Fórum dos Desmobilizados contactou a Lusa para denunciar supostas ameaças da direção da polícia a nível da cidade de Maputo, facto hoje também denunciado pelo líder do grupo Hermínio dos Santos.
Segundo Hermínio dos Santos acusou o comandante da polícia da Cidade de Maputo, Manuel Zandamela, de ameaçá-los de morte e de "deportação" para as províncias de origem.
Num encontro mantido na segunda-feira com Manuel Zandamela, "o comandante da polícia da cidade de Maputo disse que se fosse no tempo de Hitler nos deixa entrar (no Ministério dos Antigos Combatentes) e fuzilava-nos todos. Eu perguntei: agora já não é tempo de Hitler, o que vais fazer e ele respondeu: vamos ver amanhã (terça-feira)", contou Hermínio dos Santos.
Hoje, o líder do Fórum dos Desmobilizados diz ter chegado às 5:30 no Ministério dos Antigos Combatentes, "mas estava lá todo o contingente belicista da FRELIMO: a força de intervenção rápida, os fuzileiros navais e militares do ramo de exército".
Devido ao aparato, o grupo de desmobilizados decidiu suspender a manifestação, disse Hermínio dos Santos.
Em contacto com a Lusa, Manuel Zandamele disse não ter conhecimento da detenção de Jossias Matsena e recusou ter proferido ameaças ao líder do Fórum dos Desmobilizados.
"Eu não disse nada disso. Achas que eu vou falar de Hitler neste país?", questionou o comandante da polícia da cidade de Maputo, que, entretanto, confirmou o encontro com Hermínio dos Santos.
"Tivemos um encontro. Eu não estava sozinho. Eles vinham comunicar-nos que não vão fazer manifestações, inclusive pediram-nos proteção e a polícia está lá à espera deles. Nós não detivemos ninguém", disse Manuel Zandamela.
Em novembro, o porta-voz do Fórum dos Desmobilizados foi preso, presente ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo e absolvido dois dias após ser detido, num processo sumário que a Liga dos Direitos Humanos considerou "obscuro".
Jossias Matsena foi detido por polícias, "à saída da embaixada dos Estados Unidos da América, em Maputo", na posse de um documento de "incitamento à violência", no qual apelava aos "cidadãos e às embaixadas para se retirarem da capital do país" porque o Fórum queria "ajustar contas com o Governo".

MMT.
Lusa/Fim

Comentários
Esse Sr. Manuel Zandamela comandante da Policia sabe mesmo o que está a falar ou tinha bebido tetancao? Se bem que é mesmo verdade de que o nome de Hitler entrou nesse caso dos desmobilizados e os ameacar de os deportar para um lugar incerto é vergonhoso. Se fosse mesmo aqui na alemanha onde vivo um agente da ordem e lei a falar assim no dia seguinte arrumava a mesa dele para sempre. Esse lugar que o Sr. Zandamela está a responder por ele nao te merece. És totalmente incompetente penso que nem sabe bem quem foi o tal Hitler. Por para esse estilo de responsa´veis como o Sr. Zandamela nao merecem para ...

  • Masseve Nos tempos a Frelimo era o povo e hoje é do dono.
  • wanted por mim seria melhor resolver-se ess caso,e que seja esclarecido duma so vez.
  • camula Nao se brinca com o povo. sim voces sao dirrigentes porque respondem os problmas do povo. concordo plenamente que Manuel Zandamela proferiu sim essas palavras anti-democraticas. todos governos quando estao no poder abusam com o seu poder esquecendo que o povo nao e' algo abstrato. nao estou agitar a ninguem, mas digo que mocambique, com essa maneira de governar nao vai longe. o povo vai monstrar um dia que esta muito cansado pelo vosso tratamento e ja tolerou bastante mas ja chega. nao ha outra coisa que querem se nao calar o Jossias Mastena. esse governo que temos e' de ladroes, analfabetos, assassinos, corruptos. olha so, mundo esta em grandes revolucoes o que devia ser chamada de atencao para o governo mas pelo contrario eles tem tendencias de demonstrar que o povo nao e' nada, o pais e' da frelimo. cuidado patriotas amanha sera muito tarde para evitar o que podem evitar ainda hoje. o povo ve tudo o que voces fazem, sabe que o pais tem riquezas, o povo e' algo concreto.
  • Massingue Concordo muito bem consigo CAMULA. Todos esses que se alegam de serem dirigentes e abusam o povo em nome da Frelimo , um dia terao a vossa justica.
  • Massango Aqui nao se trata de agitarmos nada mas se bem que o Governo até o presidente é eleito pelo povo, agora porqué o governo abusa o povo que lhes elegeu? Meus irmaos, vamos sair da ignorancia e passividade. Eleger a Frelimo de hj é eleger os grandes gatunos. Samora Machel era um que poderia ter engordado mas morreu magro. Mesmo o Presidente Guebuza no tempo de Samora Machel tinha boa figura, era um homem elegante.Mas hoje está bem diformado sem enxagero ele tem duas barrigas.

Manuel de Araújo denuncia mau relacionamento com governo provincial

Edil de Quelimane indignado com directores provinciais.

Alguns membros do executivo não estão a colaborar com a sua governação, em caso de solicitação para esclarecimento de certos assuntos que carecem de explicação ou intervenção do governo.
O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, mostra-se indignado com o comportamento de alguns membros do executivo de Itai Meque, designadamente directores provinciais, pelo facto de não estarem a colaborar com a sua governação em caso de solicitação para esclarecimento de determinados assuntos e situações que carecem de explicação ou intervenção por parte dos directores provinciais.

Segundo o edil daquela urbe, que não quis avançar nomes dos directores provinciais em causa, diz que tal acção deriva da falta de cultura e ignorância desses governantes, no capítulo da democracia.

Recorde-se que Manuel de Araújo é do MDM e conseguiu derrubar a Frelimo da gestão daquela autarquia, facto que causa atritos de ordem partidária. “Há directores que não sabem o que é descentralização e o que é democracia, onde começa o poder do edil do município e onde é que termina o poder do governo. Eles misturam tudo com diferenças políticas, e em democracia não é assim”, desabafou.

De Araújo diz não se conformar com este mal-estar. “A atitude destes directores deixa-me muito triste, mas, como sabe, eu sou professor de profissão e gosto de dar aulas, neste caso, vou dar aulas de democracia”, disse.

Recentemente, antes do arranque do carnaval, por exemplo, a edilidade decidiu que o palco para a abertura das cerimónias devia estar colocado bem próximo à praça da independência, e bem antes de iniciarem os trabalhos, o edil emitiu uma carta à direcção da educação e cultura da Zambézia para a coordenação das actividades, mas a mesma sequer foi respondida. Contudo, a direcção de Manuel de Araújo decidiu arrancar com a fixação do palco para o início do carnaval na referida praça, mas viu-se surpreendido com a presença massiva de agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR), a impedirem que a acção continuasse, alegando que, no local, se encontra a estátua do presidente Samora Machel, que devia ter sido inaugurada em Dezembro do ano passado.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Portugueses escolhem Moçambique para fugir da crise


À busca de melhores condições vida
Todos os meses chegam mais portugueses a Moçambique, tentando num país em grande crescimento a saída para a crise na Europa. Segundo a consulesa-geral de Portugal em Maputo, Graça Gonçalves Pereira, actualmente “há mais chegadas de portugueses a Moçambique, mas é um movimento que não começou agora, já se verifica desde 2010”.
Desde há dois anos, o ritmo de entradas no país duplicou, refere a cansulesa, ilustrando a afirmação com os cerca de 120 a 140 registos por mês no consulado, contra as 60 a 80 inscrições que se verificavam anteriormente àquele ano. “Podemos dizer que actualmente chegam pessoas com todos os perfis e para todos os tipos de actividade”, que se instalam não só em Maputo, disse à “Lusa” Graça Gonçalves Pereira. De acordo com diversas estimativas, 25 mil portugueses vivem Moçambique, a maioria na capital do país.
Filipa Botelho, 28 anos, formada em Design Gráfico chegou à capital moçambicana, Maputo, no âmbito do INOV-Art, um programa de estágio no estrangeiro, promovido pelo extinto Ministério da Cultura português.
Quando concorreu ao programa não teve opção de escolher nem o país, nem a empresa onde iria estagiar, mas “por muita sorte” foi parar em Moçambique. “Olhando para a minha experiência profissional em Portugal, sinto-me mais realizada profissional e pessoalmente em Moçambique”, afirma.
“Confesso que nunca pensei ter uma empresa nesta idade. Oficialmente abri a minha empresa em dezembro”, aliás, “foi a minha prenda de Natal a mim mesmo, quando recebi o alvará”, conta, sorridente.
Fonte económica local disse à Lusa que o número empresas portuguesas “tem vindo a aumentar” no país.
“A grande afluência tem sido as empresas de construção civil, metalomecânica, imobiliária e hidráulica, ramos de actividades muito ligados aos investimentos necessários para o desenvolvimento de Moçambique”, disse a mesma fonte.