"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



segunda-feira, 29 de abril de 2019

Funcionários do Estado sem salários

domingo, 28 de abril de 2019


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Funcionários do Estado sem salários
Os funcionários e agentes do Estado ainda não receberam o salário do mês de Abril. Os ordenados deviam ter sido pagos até hoje, mas devido a problemas técnicos o novo prazo é terça-feira, dia 30.
O intervalo de pagamento de salário para aqueles que garantem o funcionamento do Estado é dos dias 18 a 28 de cada mês, mas este mês foi diferente. O salário não será pago dentro desse período.
Numa nota de imprensa sem muitos detalhes, o Ministério da Economia e Finanças diz: “Levamos ao conhecimento do público que, por razões de ordem técnica, o processamento de salários dos Funcionários e Agentes do Estado referente ao mês de Abril de 2019, cujo período normal de pagamento e de 18 a 28 de cada mês, esteve condicionado”.
É o documento informa que o novo prazo para que o salário seja pago é até terça-feira. “Estão em curso, neste momento e durante todo o fim-de-semana, trabalhos no sentido de regularizar a situação de modo que, até terça-feira, dia 30 de Abril de 2019, os salários estejam disponíveis nas contas de todos os Funcionários e Agentes do Estado”.
O Ministério explica, contudo, que alguns funcionários e agentes do Estado já têm o dinheiro nas contas e o condicionamento afectou apenas as instituições do Estado sem autonomia financeira

o “perímetro” do futuro aterro sanitário de matlemele, localizado em Maputo, no município da matola.

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Hermenegildo Ernesto Mapsanganhe para Grupo de Debate Olho do Cidadão
Por favor compartilhem ate chegar la.....
Ao presidente Filipe Jacinto Nyusi
Excelência, é com muita aflição que lhe escrevemos esta mensagem em nome detodos nós moradores no “perímetro” do futuro aterro sanitário de matlemele, localizado em Maputo, no município da matola. Excelência louvamos o projeto pós é um bem público Com vista a melhorar o saneamento das nossas cidades (maputo, matola, etc) contudo, hipotecarmos a força e gratuitamente as nossas casas, o nosso futuro, desabrigar forçosamente as nossas famílias, e consequentemente regredir a vida de cerca de novecentas e cinquenta (950) famílias, é uma atitude desumana e injusta por parte do Conselho Municipal da cidade da matola, é um luto pra nós os jovens k ali habitamos pós todos buscamos dentre os créditos bancários e outros recursos para erguer nossas casas para vivermos com as nossas famílias; tudo inicia por volta de 2004 quando o nosso saudoso presidente do município da Matola carlos Tembe dirigiu-se às estruturas locais e aos nativos do bairro do matlemele afim de pedir a cedência de um espaço de 600x600 metros para a construção do aterro sanitário em substituição da lixeira de hulene, tal espaço foi concedido ao presidente onde ficou se por indemnizar as famílias pelas suas machambas e algumas casas no local. Passado mais de uma década sem nada acontecer no local, porque a cidade cresce, éis que em 2018 o presidente do munícipio da Matola veio sem o consentimento da estrutura e muito menos da população residente, exigir a retirada compulsiva e sem qualquer compensação, da população no perímetro do aterro sanitário actualmente com dimensões absurdas de 1000*1000 metros que tanto a população como a estrutura, o regulado do bairro desconhece. Nós os moradores deste bairro, actualmente afectados pelo projeto, questionamos a nossa retirada pois os adicionais 400metros, atigem significativamente a área residencial. Face a esta nova situação, em uma reunião com o Sr. Calisto Cossa, criou s uma comissão dos moradores com vista a dirigir as negociações com o município e nós moradores actualmente afectados pelo projeto. Como ponto de partida o município teria solicitado aos moradores, a sua colaboração no sentido de permitir que uma equipe de técnicos do Município e MITADER faça as medidas exactas dos 1000x1000 metros de modo que na base dos limites, proceder o levantamento do número exacto das famílias afectadas pelo projeto para que se possa conhecer a realidade de cada família; tipo de casa e a fase de construção da mesma ( acabada ou inacabada), o tamanho do terreno etc, feito isto, éis que o Sr. Calisto cossa veio a imprensa afirmar chamando a população de matlemele residente no “perímetro” do futuro aterro sanitário de matlemele de invasores…, excelência ele diz que nós somos invasores…, será?? Excelência nós temos a dizer que ser vizinho do cemitério não significa estar morto. A única coisa que o Sr. Calisto Cossa tem a nos dar, são terrenos baldios e sem nenhuma condição social de vida no interior do bairro de Ngolhosa, tudo bem, ainda que agente vá lá viver, como faremos sem nenhuma compensação pelas nossas residências para que agente possa reerguer as nossas casas, as nossas vidas, excelência a nós isso é mais um ciclone, é uma calamidade, é um luto, não temos mais forças pós a todos pedimos intervenção; já escrevemos à procuradoria, à Assembleia da República, ao primeiro -ministro, até a presidência escrevemos excelência, já fomos presos e espancados pela polícia mandatada, todas as vezes que revindicamos, e já fomos atirados com gás lacrimogêneo sempre que pacificamente marchamos ao gabinete do primeiro-ministro, em busca de ajuda. Hoje temos algumas das nossas casas outrora embargadas pelo Município e hoje demolidas alegadamente porque são ruinas. Excelência servi-mo-nos desta oportunidade para pedir socorro e apelarmos a sua urgente intervenção Pois já estamos desabrigados!!
Moradores de matlemele

sábado, 27 de abril de 2019

BM à espera... do impacto do IDAI, da DFI da Anadarko e das Gerais


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Destaques - Nacional
Escrito por Adérito Caldeira  em 26 Abril 2019
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O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique (BM) reuniu nesta quinta-feira (25) e decidiu continuar à espera... da avaliação do impacto do Ciclone IDAI na economia, da Decisão Final de Investimento da Anadarko e das Eleições Gerais de 15 de Outubro. Entretanto o @Verdade revelou que a economia moçambicana deve desacelerar ainda mais em 2019 e a inflação irá subir mais do que as expectativas governamentais.
Após haver aumentado de emergência, a 6 de Março último, o coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda estrangeira, de 27 para 36 por cento, o CPMO decidiu: manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 14,25 por cento, manter a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez (FPC) em 17,25 por cento, manter a taxa de juro da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) em 11,25 por cento, manter o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda doméstica em 14,0 por cento, e também manter o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda estrangeira em 36,0 por cento.
Claramente à espera que o Governo reveja em baixa o crescimento da economia, dos 4,7 por cento previstos para 1,8 a 2,8 por cento, e em alta a inflação média anual de 6,5 por cento para 8,5 por cento até ao final do ano o BM aguarda ainda pela Decisão Final de Investimento da Anadarko, e dos seus parceiros na Área 1 do Bloco do Rovuma.
“O mercado cambial doméstico continua sob pressão” refere o banco central no comunicado de imprensa distribuído após a CPMO indicando que o Metical mantém a tendência para depreciação iniciada em Janeiro, nesta quinta-feira (25) foi cotado em 65,30 por cada Dólar norte-americano.
“Esta perda de valor da moeda nacional, que ocorre num período em que os riscos externos se mantiveram elevados, reflecte também o excesso da procura de divisas decorrente do agravamento do défice da conta corrente, que, de acordo com os dados do IV trimestre de 2018, se deteriorou em termos homólogos em 98,8 por cento, ao atingir USD 2.008 milhões”, justifica o Banco de Moçambique.
A acontecer ainda durante o mês de Abril, como indica a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, a DFI na Área 1 da Bacia do Rovuma irá aumentar o fluxo de investimentos em divisas que somadas aos 118,5 milhões de Dólares que o Fundo Monetário Internacional vai emprestar e desembolsar nos próximos dias deverão equilibrar a deficitária Balança de Pagamentos até ao fim do ano.

Apesar dos empréstimos da EMATUM e MAM também terem sido contraídos com Garantias Soberanas que violaram a Constituição, PGR só tem certeza “que as Garantias emitidas à favor da Proindicus não são válidas”


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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 26 Abril 2019
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Foto da Assembleia da RepúblicaDecorridos 3 anos após a descoberta dos empréstimos contraídos com Garantias Soberanas emitidas violando a Constituição da República e leis orçamentais de 2013 e de 2014 a Procuradora-Geral da República informou que apenas tem certeza “que as Garantias emitidas à favor da Proindicus não são válidas (...) Decorrem ainda diligências no sentido de determinar as reais circunstâncias em que foram emitidas outras Garantias, nomeadamente à favor das empresas EMATUM e MAM”.
Em Novembro de 2016 o Tribunal Administrativo (TA), no Parecer que emitiu sobre a Conta Geral do Estado de 2015, constatou que as empresas EMATUM, SA, Proíndicus, SA e Mozambique Asset Management (MAM, SA) “contraíram empréstimos no exterior, que o Governo avalizou, passando, esses créditos, a constituírem dívida indirecta do Estado. As dívidas em causa foram contraídas sem a devida autorização da Assembleia da República, referida na alínea p) do n.º 2 do artigo 179, da Constituição da República, segundo a qual compete a este órgão autorizar o Governo, definindo as condições gerais, a contrair ou a conceder créditos”.
No mesmo Parecer o tribunal que fiscaliza as contas do Estado indica que as Garantias Soberana emitidas à favor das empresas Proíndicus, EMATUM e MAM nos exercícios de 2013 e 2014, foi superior ao limite fixado na lei orçamental daqueles anos.
Estas ilegalidades foram corroboradas pela Comissão Parlamentar de Inquérito à Dívida Pública e também pela Auditoria que a Kroll realizou às três empresas estatais.
Ainda assim a Procuradora-Geral da República tem dúvidas que essas dívidas sejam todas ilegais. “Decorrem ainda diligências no sentido de determinar as reais circunstâncias em que foram emitidas outras Garantias, nomeadamente à favor das empresas EMATUM e MAM”, afirmou nesta quinta-feira (25) Beatriz Buchili no Parlamento justificando que por isso não fazem parte da acção cível que a instituição que dirige intentou no The High Court of Justice, Business and Properity Court´s os England and Wales, Commercial Court, “contra os bancos, empresas e gestores intervenientes na contratação dos empréstimos”.
Proindicus ,“mãe” dos empréstimos ilegais, repudiada em tribunal pela PGR é o móbil da acusação nos EUA
Foto da Assembleia da RepúblicaContudo a advogada do Estado moçambicano declarou ainda na Assembleia da República que: “Os elementos até aqui coligidos dão nos a segurança que as Garantias emitidas à favor da Proindicus não são válidas e por isso não vinculam o Estado moçambicano”, por isso estão a ser contestadas no tribunal do Reino Unido.
Coincidentemente o @Verdade apurou que a acusação que corre no United States District Court for Eastern District of New York e que conduziu a detenção e ao pedido de extradição do ex-ministro Manuel Chang é intentada por cidadãos norte-americanos que investiram nos títulos soberanos da dívida da Proindicus, afinal os credores da EMATUM já tem um acordo de princípios com o Governo para a reestruturação dos seus investimentos e o Executivo também chegou a acordo com o banco russo VTB que é o titular da dívida da MAM.
O @Verdade não entende os critérios e os elementos que a PGR não tem para contestar também as Garantias Soberanas emitidas à favor da EMATUM e MAM tendo em conta que aconteceram no seguimento da negociata que foi arquitectada em torno da Proindicus.
Recorde-se que “espião” e Presidente do Conselho de Administração das três empresas, agora detido, afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito à Dívida Pública, em 2016, que: “A Proindicus foi financiada em Fevereiro de 2013. Inicialmente queríamos 2 biliões de Dólares, 2,5 e 3 biliões. Se conseguíssemos todo, ao abrigo da Proindicus, já não precisávamos de ir para as outras, a actividade de pesca encontrávamos uma forma de se fazer. Mas quando a Proindicus faz a primeira operação de financiamento de 372 e depois tem o segundo acréscimo, o banco financiador, que é o Credit Suísse... foi através do sindicato bancário, já não conseguiu mobilizar mais”.
“Os investidores, os bancos que participaram do sindicato já começam a mostrar algum sinal de desconforto porque o passivo da empresa é enorme num País como Moçambique quando não há (experiência) quando está tudo a começar tudo de zero . ... A solução é parcelar as actividades. Para nós a Proindicus faria tudo, até estaleiros, centros de manutenção, porque era tudo fechado. Tudo FDS. A operação de financiamento da Proindicus foi tão bem-sucedida do ponto de vista de conseguir os meios e a informação não sair”, explicou António Carlos do Rosário aos deputados membros da Comissão Parlamentar de Inquérito liderada pelo então deputado Eneas Comiche.
Aliás o ex-Presidente Armando Guebuza, que era também presidente do partido Frelimo, declarou à mesma Comissão Parlamentar de Inquérito que: “A idealização, concepção e contratação dos empréstimos visando adquirir meios destinados a operacionalizar o objectivo pretendido foi feita de forma sigilosa, em função de informação classificada, na posse das FDS, sobretudo, os Serviços de Informação e Segurança do Estado(SISE). E tratando-se de uma questão de natureza estratégico-militar, não podia ser partilhada”.
Portanto se as Garantias da Proindicus não são válidas as subsequentes da EMATUM e MAM também não deveriam ser, até porque todas foram emitidas violando a Constituição da República e as leis orçamentais.

Criada Zona Económica Especial de Ute para dinamizar economia da mais pobre Província de Moçambique


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Destaques - Nacional
Escrito por Adérito Caldeira  em 26 Abril 2019
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O Governo formalizou a Zona Económica Especial (ZEE) de Ute onde serão implantados um Porto seco e criado de um parque industrial para o processamento da matéria-prima agrícola e florestal no âmbito da dinamização da mais pobre Província de Moçambique.
Localizada nas proximidades da capital da Província do Niassa, atravessada pela linha férrea que liga a Cidade de Lichinga ao Porto de Nacala e pela estrada N14 que permite chegar ao Porto de Pemba vai nascer na povoação de Ute, no Distrito de Chimbunila, uma nova Zona Económica Especial que se propõe a atrair investimentos directos nacionais e estrangeiros para desenvolver rapidamente a mais pobre região do nosso país.
Pobre em desenvolvimento económico mas rica em terras férteis para prática de agricultura e desenvolvimento florestal é expectativa do Governo que a ZEE de Ute sirva de “plataforma logística de movimentação, armazenamento de mercadorias de e para destinos diversos, e na criação de um parque industrial, como alicerce para o processamento da matéria-prima agrícola e florestal e, fornecimento de produtos acabados para a cadeia logística viabilizando assim o porto seco, com uma área de 681 hectares”, explicou ao @Verdade a Agência Para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX).
De acordo com a APIEX serão edificados na nova Zona Económica Especial, formalizada através do Decreto nº 11/2019, de 27 de Fevereiro, uma central fotovoltáica com capacidade de 30MegaWatts, uma central elétrica que use biomassa, um sistema de abastecimento de água, um terminal de contentores e de camiões, acompanhado de serviços de empacotamento e desempacotamento de mercadorias e está também prevista a asfaltagem da estrada Ute-Ntoto.
Estas infra-estruturas permitirão, segundo a APIEX, a implantação de uma fábrica de processamento de madeira e seus derivados (produção de papel e outros), uma outra unidade de produção e processamento de frutas (maçã, uva, morango, litchia, kiwi, pera e manga), um indústria de produção e processamento de sementes melhoradas, uma unidade de produção e processamento de cereais (Girassol, Soja e Amendoim), e ainda uma fábrica de refinação de óleo ( Trigo, Milho e arroz).