"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Analistas: Comité Central da Frelimo ensombrado por contestação à liderança do presidente
02/05/2019
Analistas ouvidos pela Lusa consideram que o Comité Central da Frelimo vai realizar-se sob “a sombra” do conflito entre o Presidente da República e da organização, Filipe Nyusi, e Samora Machel Júnior, filho do primeiro Presidente, Samora Machel.
O Comité Central da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) reúne-se de sexta-feira a domingo na cidade da Matola, província de Maputo, não se conhecendo ainda a agenda do encontro do principal órgão de decisão da organização política no intervalo entre os congressos.
“O presidente do partido [Filipe Nyusi] não vai sossegado ao Comité Central, não vai despreocupado, porque a sua autoridade tem sido severamente desafiada por Samora Machel Júnior”, disse à Lusa Juma Aiuba, analista político residente na cidade de Nampula, norte do país.
O filho do primeiro Presidente acusou Filipe Nyusi de violar os estatutos da Frelimo, exigindo que seja instaurado um processo disciplinar ao presidente do partido.
Para Juma Aiuba, Samora Machel Júnior é apenas o rosto de uma forte corrente no partido que contesta a direção de Filipe Nyusi e que tenta pôr em causa a sua recandidatura à Presidência da República nas eleições gerais deste ano.
“Graça Machel já disse que está incondicionalmente ao lado do filho Samora Machel Júnior e como ela há outras figuras com influência na Frelimo que se opõem a Nyusi”, considerou.
João Pereira, politólogo e docente universitário, considera que a Frelimo se transformou num palco de guerras de egos e de grupos de interesses, perdendo visão e projeto de sociedade.
“As divergências públicas entre Samora Machel Júnior e Filipe Nyusi são a prova de que a Frelimo está cada vez mais centrada em lutas entre pessoas do partido e menos em criar uma visão e um projeto de sociedade”, declarou João Pereira.
Assinalando que o partido no poder foi forjado sempre em contexto de divergências, desde a sua fundação, em 1962, aquele académico frisou que o partido corre o risco de cisão devido à grave crispação.
Adriano Nuvunga, diretor da Associação Desenvolvimento e Sociedade (ADS) e docente de Ciência Política na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), considera que Filipe Nyusi chega ao Comité Central fragilizado pelos ataques à sua autoridade por Samora Machel Júnior e pelas dificuldades que o seu Governo enfrenta.
“O descontentamento de Samora Machel Júnior traduz o descontentamento de um setor muito importante da Frelimo”, defende Adriano Nuvunga.
Por outro lado, prosseguiu, o executivo de Filipe Nyusi enfrenta dificuldades para governar, como se vê nos atrasos no pagamento de salários no Estado.
O diretor-executivo da ADS referiu ainda que o combate contra a corrupção, uma das bandeiras de Filipe Nyusi, é visto com descrédito pela sociedade moçambicana, porque é uma ação seletiva visando ganhos políticos.
Fernando Lima, presidente do grupo de media privado Mediacoop e comentador político, entende que, apesar da oposição à sua autoridade, Filipe Nyusi conserva muito poder na Frelimo, porque conseguiu colocar quadros leais na direção.
“Penso que Filipe Nyusi retém muito poder no partido, porque ou colocou figuras leais em postos de direção ou as figuras que já lá estavam ficaram-lhe leais, à medida que foi consolidando o controlo”, frisou Fernando Lima.
O diferendo entre Filipe Nyusi e Samora Machel Júnior agudizou-se com a decisão da direção da Frelimo de instaurar um processo disciplinar ao filho do falecido Presidente Samora Machel, depois de o político ter decidido concorrer à presidência do município de Maputo, contrariando a decisão do partido de candidatar Eneas Comiche, que venceu a eleição.
LUSA – 02.05.2019
NOTA: Será que Samito entra mudo e sai calado?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
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Piores aumentos salariais dos últimos 3 anos desmentem fim da crise económica em Moçambique
02/05/2019
Os novos salários mínimos em vigor em Moçambique, com a pior revisão desde 2016, desmentem “o início do pós-crise” anunciado pelo Presidente Filipe Nyusi em meados de 2018. Apenas 5 por cento de aumento para os sectores da Pesca e Função Pública, este últimos que continuam amordaçados porque o Governo não quer reconhecer-lhes o direito de se organizarem em sindicatos, estão longe da cesta básica que aumentou 10 por cento para 19.637 Meticais.
Na véspera do Dia do Trabalhador a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social anunciou a ansiada revisão salarial anual, fruto da concertação entre o Governo, patrões e sindicatos que cada vez menos representam os trabalhadores moçambicanos.
“Partindo dos pressupostos da realidade do país que os reajustes pudessem salvaguardar a manutenção dos postos de trabalho e a possibilidade de se criarem novos postos de trabalho e também a manutenção da estabilidade das empresas”, ressalvou Vitória Diogo ao anunciar os piores aumentos desde 2016 e após 3 anos em que os moçambicanos sentiram o seu poder de comprar ser corroído por uma inflação acima de dois dígitos.
Tal como no ano passado a Indústria Mineira volta a obter o maior aumento, 12 por cento, passando o salário mínimo do sector que ainda é o pivot da economia de 8.263,78 para 9.254 Meticais.
O segundo maior aumento vai para o sub-sector da indústria hoteleira com 10,2 por cento, um pouco menos do que a percentagem de 2018 mas ainda assim elevando o salário mínimo de 5.878 para 6.478 Meticais.
Os piores aumentos percentuais no sector privado, 5 por cento, foram para os trabalhadores dos sectores da pesca Industrial e Semi-industrial assim como da Pesca da Kapenta aumentando de 5 115 para 5.370,75 Meticais e de 4.063,50 para 4.266,68 Meticais, respectivamente.
No entanto o sector que mais emprega, cerca de 5 milhões de moçambicanos, teve uma dos aumentos mais baixos, apenas 5,78 por cento para a Agricultura, Cala e Silvicultura o que eleva o salário mínimo de 4.150 para somente 4 390 Meticais.
Assinalável é também o parco aumento para os funcionários dos bancos e seguradores, as únicas empresas com lucros bilionários crescentes nestes anos de crise, mas que viram os salários crescerem apenas 7,25 por cento passado o mínimo de 11.987,60 para 12.760,18 Meticais.
Cesta básica de alimentos ficou mais cara 10 por cento, só a cerveja não aumentou em Moçambique
Para os Funcionários do Estado, que nos últimos meses começaram a enfrentar o drama do atraso salarial tal como os colegas do privado e continuam amordaçados porque não lhes é permitido o direito de se organizarem em sindicatos, o Governo de Filipe Nyusi concedeu “5 por cento para todos”, anunciou na passada terça-feira (30) Armindo Ngunga, o vice-ministro da Educação que foi o porta-voz da sessão ordinária do Conselho de Ministros que aprovou os irrisórios aumentos.
Os moçambicanos têm a plena noção que estão longe de recuperar o poder de compra perdido desde 2016, quando a inflação da comida chegou a quase 50 por cento, e embora desde os meados de 2018 os preços dos produtos alimentares básicos não tenham subido substancialmente a verdade é que os salários mesmo revistos estão longe de ser suficientes.
O Ministério da Saúde recomenda que um indivíduo adulto, para ter uma alimentação equilibrada, deve consumir por mês 3 kg de arroz, 9.1 kg de farinha de milho, 2 kg de feijão seco, 0,5 kg de amendoim, 3,5 kg de peixe seco, 0,5 litros de óleo, 1,2 kg de açúcar, 1 kg de sal, 3,4 kg de folhas verdes e 3,6 kg de frutas da época.
Contas feitas pela Organização dos Trabalhadores Moçambicanos indicam que para uma família moçambicana este rancho que em 2018 custava 18 mil Meticais passou a custar 19.637 Meticais, sem incluir a energia eléctrica, ficou mais cara 21 por cento, o transporte, o custo das telecomunicações móveis que aumentaram... acessível continua apenas a cerveja, cujos preços não mudam desde 2014!
@VERDADE – 02.05.2019
Moçambique/ciclones: Voo sobre a ilha do Ibo e zona costeira mostra face da destruição
02/05/2019
Se o ciclone Kenneth tivesse uma cara, seria a da destruição da ilha do Ibo.
O roncar do vento ficou gravado nas chapas retorcidas, palmeiras e casas tombadas que se veem às centenas para quem se aproxima de avião da antiga capital de Cabo Delgado.
Do ar, vê-se que o perímetro de cada aldeia da costa Norte de Moçambique está decalcado, mas sem nada lá dentro, só uma amálgama de pedras, paus, lama, chapas de zinco que brilham ao sol e palmeiras estateladas, tudo pulverizado.
"Perdi a casa, perdi tudo, por isso fiz uma barraca de chapas", dois painéis retorcidos encostados um no outro, são a única coisa garantida de Moaba Abdala e da família, no Ibo.
Com 72 anos, conheceu duas grandes tempestades, mas nunca pensou vir a conhecer a mãe delas: "Essa era ela, muito forte, muito pior. Partiu-me a casa toda".
Moaba Abdala, a vizinha dele, o jovem casal que mora ao lado, os pescadores e todos à volta, perderam as casa de estacas e ‘matope' (barro).
Aliás, nem cimento e alicerces escaparam, como se vê na casa da diretora de serviços públicos, nalguns hotéis, no hospital e na polícia, num roteiro de prejuízos que tocou a todos.
É impossível dar um passo no Ibo sem ver estragos, há 15.000 mil pessoas afetadas e duas pessoas morreram quando as casas desabaram.
A fortaleza de São João Baptista do Ibo, construída por portugueses no século XVIII, escapou incólume e serve agora de centro de acolhimento para 131 desalojados, famílias inteiras, muitas crianças.
Outros dois centros funcionam na ilha e no total devem acolher cerca de 400 pessoas.
As crianças são as únicas que se vê comer fora do horário da refeição e o que têm para matar a fome são papas de farinha de milho.
Cândido Mapute, representante do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), refere que a alimentação está a ser providenciada, depois de as organizações humanitárias terem enfrentado dificuldades por falta de acessos terrestres até ao cais (sete vias foram destruídas pelo ciclone) e por causa de mau tempo para voar.
Uma semana depois, este é primeiro dia em que o sol brilha durante a maior parte do dia, e junto à pista de aterragem do Ibo estão dezenas de caixas de biscoitos energéticos do Programa Alimentar Mundial (PAM), ajuda alimentar para providenciar vitaminas e nutrientes a quem tem passado fome.
Mas há queixas, como refere Emílio Ivo, 49 anos: "A comida é pouca", mas a fome é relativa para quem dá graças por estar vivo.
"O ciclone atirou-me a parede de casa para cima da perna" e aponta para o joelho, que vai levar tempo para sarar.
Da mesma forma, "vai levar tempo a reconstruir o Ibo", refere Cândido Mapute.
Muitos desalojados vão todos os dias às respetivas casas e ‘machambas’ (hortas), olham, remexem nos escombros, tentam encontrar um ponto de partida, mas voltam todos à fortaleza na hora das refeições e para dormir.
Além da alimentação, o tratamento da água é uma prioridade, porque a maioria dos poços do Ibo ficou inquinada, explica Cândido Mapute, enquanto ajuda a montar algumas tendas.
"Estamos a tentar libertar as divisões no interior da fortaleza, em que há muita gente junta", numa altura em que distribuir abrigos também faz parte das prioridades da assistência humanitária.
Nádia Saide, 32 anos, não quer recordar o que se passou, recusa-se a falar da quarta-feira do ciclone, há uma semana.
"Epá, nós estamos mal", diz, e pega em duas peças de roupa.
Há muito trabalho para fazer na fortaleza: parte do pátio está pintado com roupa estendida a secar ao sol, enquanto as crianças varrem do outro lado.
"Não há escola. Saiu a chapa", ou seja, as salas de aula não têm telhado, explicam.
O ciclone Kenneth foi o primeiro a atingir o norte de Moçambique e foi classificado com um grau de destruição de categoria quatro (numa escala de um a cinco, o mais forte).
A tempestade matou 41 pessoas, segundo o levantamento provisório das autoridades, e afetou cerca de 166.000 pessoas.
LUSA – 02.05.2019
Consultora EXX Africa alerta para aumento das actividades dos terroristas no norte
02/05/2019
O director da consultora EXX Africa alertou hoje à Lusa que os ciclones que assolaram Moçambique podem favorecer o aumento das actividades do grupo terrorista que tem levado a cabo ataques no norte do país.
"A curto prazo, a tempestade vai ter dois efeitos no conflito na província de Cabo Delgado", onde decorre a maior parte das explorações de gás natural pelas empresas internacionais, disse Robert Besseling à Lusa.
"Se o Governo não conseguir dar abrigo às pessoas de Ibo, elas serão obrigadas a ir mais para o interior, onde ficariam mais vulneráveis a ataques ou acções de recrutamento por parte dos rebeldes", explicou o analista.
Por outro lado, acrescenta, "com as plantações de cereais em Macomia e Quissanga destruídas e a serem substituídas por alimentos doados pela ajuda internacional, a tradicional forma de aquisição de alimentos por parte dos insurgentes, que é obrigar os civis a darem uma parte da sua colheita ou recorrer a plantações próprias, ficou bloqueada, o que aumenta a probabilidade de atacarem os distribuidores locais de ajuda internacional".
Robert Besseling diz que "é difícil colocar um número no aumento da probabilidade destes ataques sem saber as reservas alimentares" que os terroristas têm, mas alerta que "as fontes locais da EXX Africa avisam que os distribuidores devem ter cuidado, nos próximos meses, quando viajarem sem escolta para locais dominados pelos rebeldes".
Para além disto, conclui, "este risco para os distribuidores de ajuda vai aumentar se um dos resultados da tempestade for a concentração de muitas pessoas num só local", o que as torna mais vulneráveis.
O ciclone Kenneth, que atingiu o norte de Moçambique e o sul da Tanzânia na semana passada, destruiu milhares de casas e desalojou dezenas de milhares de pessoas, sendo esperado que resulte em mais inundações.
O governo confirmou pelo menos 41 mortes e 39 feridos até agora e adiantou que o ciclone afetou 35.228 famílias no norte do país, tendo destruído parcialmente 32 mil casas e duas mil completamente, além de ter devastado 31 mil hectares.
A estas juntam-se mais seis mortes devido ao desabamento de parte da lixeira municipal de Pemba, no norte do país, devido às chuvas torrenciais associadas ao ciclone.
O ciclone Kenneth foi classificado com a categoria quatro, a segunda mais grave, com ventos contínuos de 225 quilómetros por hora e rajadas de 270 quilómetros por hora, segundo a agência das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitário (OCHA, na sigla em inglês).
LUSA – 02.05.2019
quinta-feira, 2 de maio de 2019
Sobe para 43 óbitos pelo impacto do Ciclone Kenneth no Norte de Moçambique
| Destaques - Newsflash |
| Escrito por Redação em 02 Maio 2019 |
“Há a lamentar 41 óbitos, actualizou nesta terça-feira (30) o porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique, Armindo Ngunga, falando a jornalistas em Maputo.
Seis dessas pessoas perderam a vida na Cidade de Pemba quando o lixo acumulado no aterro municipal à céu aberto desabou, na noite de domingo (28), sobre as casas onde se encontravam, arrastado pela força da água da chuva que continua a cair na capital da Província de Cabo Delgado.
Quatro das vítimas mortais são da mesma família, duas crianças e os respectivos progenitores.
Grande parte das pessoas afectadas pelo primeiro ciclone registado na Província de Cabo Delgado em décadas está no Distrito de Macomia, 85.225, onde mais de 17 mil casas ficaram destruídas, 4 unidades sanitárias danificadas assim como 65 salas de aulas e 234 postes de energia.
No Distrito de Quissanga existem 21.150 pessoas desalojadas e na Ilha do Ibo pelo menos 15 mil outros cidadãos. Dos mais de 168 mil moçambicanos afectados pelo Ciclone Kennth 20.720 estão em 30 Centros de Acomodação criados nos distritos de Quissanga, Metuge, Mocímboa da Praia, Macomia, Palma, Muidumbe e também na Cidade de Pemba.
De acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades estão também a precisar de assistência humanitária urgente perto de 13 mil pessoas na Província de Nampula, onde as chuvas trazidas pelo Ciclone Kenneth destruíram 2.634 casas nos distritos de Nampula, Erati, Meconta, Mogovolas, Monapo, Muecate, Nacaroa e Memba.
Entretanto um cidadão perdeu a vida no passado domingo em Nacala-Porto quando a embarcação em que se fazia transportar não suportou a força do mar agitado pelo mau estado do tempo que se fez sentir no Norte de Moçambique após a passagem do Ciclone Kenneth. O comandante da Polícia costeira, lacustre e fluvial na Província de Nampula, Jaime Mário, indicou que cinco outros passageiros da pequena embarcação são dados como desaparecidos.
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Desmoronamento da lixeira municipal mata cinco pessoas em Pemba
terça-feira, 30 de abril de 2019
O desmoronamento de parte da lixeira Municipal sobre dezenas de casas nas proximidades faz cinco vítimas mortais, das quais quatro são membros da mesma família.
O facto ocorreu por volta das 20 horas de Domingo na sequência das enxurradas que a cidade de Pemba está a registar.
As cinco vítimas mortais foram colhidas de surpresa quando se encontravam nas suas casas em convívio familiar. Sucede que por causa da chuva que continua a cair com alguma intensidade, parte da lixeira Municipal cedeu e foi contra dezenas de casas deixando soterradas cinco vítimas e presumivelmente outras famílias.
Os dados sobre os cinco óbitos podem ser preliminares tendo em contas que a lixeira municipal cobriu várias casas. Uma equipa multi-sectorial composta pelo serviço nacional de salvação pública de Moçambique e Brasil mais concretamente de Minas gerais está no terreno a fazer busca dos corpos e de possíveis sobreviventes.
Esta não é a primeira vez que a lixeira municipal desmorona causando luto e destruição de casas. Em 2014 no mesmo local três pessoas perderam a vida por mesma causa.
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Até lá vão haver muitas cheias no Zambeze, muita água vai correr…
Saudações revolucionárias
Na luta do povo ninguém cansa.
FUNGULANI MASSO
A LUTA É CONTÍNUA