"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



terça-feira, 21 de agosto de 2012

COMANDOS DAS FADM EM EXERCÍCIOS NO LESOTO

21 de Agosto de 2012, 10:31

MAPUTO, 21 AGO (AIM)- Um contingente de tropas das Forças Especiais (Comandos) das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) encontra-se desde semana finda no Reino de Lesotho, a participar em exercícios conjuntos entre os países membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Trata-se de exercícios denominados HIGHANDER que terminam no próximo dia 2 de Setembro e têm como objectivo preparar as Forças Especiais da Região, cultivar a interoperabilidade e a doutrina conjunta, garantido a sua prontidão e habilitando-as com competências inerentes ao cumprimento das missões, no quadro da defesa colectiva.

Falando no momento da despedida dos Comandos, o Chefe de Estado Maior General das FADM, General de Exercito Paulino Macaringue,  disse que o cumprimento daquela missão deve ser encarado com enorme responsabilidade pois, os mesmos estarão, não somente a representar as FADM como o país no seu todo.
Segundo o “Noticias”, na sua edicao de hoje,  Macaringue orientou para que representem condignamente a instituição a que fazem parte e a honrarem a República de Moçambique, observando um comportamento irrepreensível e espírito de missão e promovendo um relacionamento baseado na cordialidade, respeito mútuo e camaradagem.

Agente da polícia espancado por colegas

 
 
A vítima diz que pediu dispensa para levar o filho doente ao hospital.
Um agente da Polícia da República de Moçambique foi brutalmente espancado por colegas, na sua própria residência, no bairro de Carrupeia, em Nampula, no último sábado, alegadamente por ter faltado ao serviço.
A vítima diz que pediu dispensa para levar o filho doente ao hospital. Trata-se de Arlindo Sinelo, de 46 anos de idade, afecto à 1ª esquadra da PRM em Nampula, e com 23 anos de polícia.
Falando ao “O País”, a vítima, que sofreu quatro pontos na sequência dos ferimentos, diz não entender as razões da violência que sofreu.

Membros da Renamo amotinam-se no Comando Distrital de Angoche

Tensão política em Angoche.
Membros e simpatizantes da Renamo estiveram, ontem, amotinados no Comando Distrital de Angoche, província de Nampula, para exigir a libertação do delegado político distrital da Renamo, que, alegadamente, foi  detido pela Força de Intervenção Rápida (FIR) na sua casa, onde se encontravam hospedados o chefe de Mobilização, Armindo Milaco, igualmente deputado, e o chefe do Departamento de Organização, Meque Brás. Estes dois estavam em missão nos distritos de Nampula.
 Num comunicado designado “relâmpago”, enviado pelo à nossa redacção, o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, refere que “a confusão foi provocada pelo senhor Adelino Wachapo, chefe de posto de Sangaozi, que tentou inviabilizar o comício que se realizou naquela localidade. O referido chefe dizia que havia recebido orientações centrais para impedir que o secretário-geral (apesar de não fazer parte da delegação) realizasse o comício”.  Foi nestas condições que o delegado distrital da Renamo em Angoche foi detido.

MDM em Manica considera retirada de suas bandeiras de perseguição

 
Bandeiras da Frelimo e Renamo continuam hasteadas.
O MDM está preocupado por alegada impunidade dos agentes envolvidos na destruição dos seus símbolos fundamentais. A  vandalização das bandeiras não inclui as da Frelimo e da Renamo.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) é o único partido proibido de içar bandeiras dentro do município de Chimoio, província de Manica.
A última bandeira do MDM que se encontrava asteada na sua sede provincial e que tinha resistido à vandalização foi, finalmente, retirada e incendiada pela polícia camarária.
A atitude despertou alguma atenção ao nível da cidade de Chimoio pelo facto do presidente daquele município ter-se justificado pela medida alegando a postura camarária que era posta em causa, e que a medida incluía a todos os partidos. Entretanto, as bandeiras da Frelimo e da Renamo continuam asteadas até nas aldeias, o que dá logo a entender que a medida era, exclusivamente, contra as bandeiras e actividades do MDM.

Teólogos muçulmanos ameaçam cortar colaboração com a Frelimo

 
 

Em causa os comunicados do Ministério da Educação
A comunidade muçulmana desafia o Governo a “pedir desculpas (públicas) aos muçulmanos pela ofensa, além de autorizar as mulheres muçulmanas o uso do véu na imagem fotográfica de documentos de identificação, tais como (Bilhete de identidade, passaporte, carta de condução, cartão de eleitor etc.)”
Está declarada a guerra! A Comissão dos Álimos (teólogos) de Nampula emitiu, no passado dia 11 de Agosto em curso, uma deliberação na qual não só desafia o Governo a “pedir desculpas aos muçulmanos pela ofensa, via imprensa” como também ameaça cortar colaboração com o executivo e com o partido Frelimo.  
No dia seguinte (12 de Agosto), elaboraram, em resposta aos referidos comunicados do Ministério da Educação (MINED), atinente ao uso do véu nas escolas públicas, privadas e particulares, uma exposição que foi encaminhada ao Conselho de Ministros, em que apresentam a sua preocupação pelos “constantes pronunciamentos e decisões do Ministério de Educação”.                                 
Deliberação da sessão extraordinária                            
Os teólogos muçulmanos, reunida na sua sessão extraordinária dos dias 10 e 11 de Agosto de 2012 na cidade de Nampula, para analisar o teor das circulares nºs 1387/2012 e 06 GM/MINED/2012 do MINED, do dia 31 de Julho e 10 de Agosto de 2012, respectivamente, deliberaram que o Governo deve, além de pedir desculpas aos muçulmanos pela ofensa, via imprensa, “autorizar, de forma documentada, o uso do hijab (véu Islâmico) nas instituições públicas e privadas permanentemente”; autorizar também “as mulheres muçulmanas o uso do véu na imagem fotográfica de documentos de identificação tais como (Bilhete de identidade, passaporte, carta de condução, cartão de eleitor etc.)”.
Na mesma deliberação, desafiam o Governo a incluir “mais académicos e intelectuais muçulmanos nos diferentes sectores de actividades do âmbito governamental” e “colaborar em matéria religiosa com os teólogos e respeitar os princípios islâmicos”.
Os teólogos referem que os pontos apresentados são os que “mais inquietam os muçulmanos de Nampula, em particular, e do país no geral”, daí esperarem “a apreciação minuciosa e a resposta urgente” dos mesmos para “tranquilizar o clima tenso instalado pela circular nº 1387/12, emitido pelo MINED”.
Recado eleitoralista
Na deliberação em referência, assinado pelo Sheikh Ismael Abudo, os muçulmanos deixam um recado claramente eleitoralista: “com a resolução das inquietações acima pela vossa parte, perspectivar-se-á uma boa colaboração da Comunidade Islâmica no âmbito político”.
O documento foi enviado, não só ao governador da província de Nampula, como também ao secretário do Comité Provincial do Partido Frelimo e aos conselhos dos Álimos provinciais.
Repúdio muçulmano em exposição
Num outro documento (exposição), encaminhado ao Conselho de Ministros, os teólogos dizem que “volvidos 50 anos do partido Frelimo e 37 da independência, esperava-se um Moçambique melhor, de paz, tolerância e respeito mútuo”, onde a prioridade de agenda “fosse harmonia social em todas as regiões” do país.
 “A Comunidade Muçulmana faz e fará parte do povo moçambicano até ao dia em que se publicar o contrário; ela contribuiu desde a fase pré-colonial, colonial e pós-colonial até aos nossos dias, de grande forma para os diferentes aspectos de agenda do desenvolvimento deste país sem necessidade de se especificar. Todavia, não faz sentido somente ser utilizada e excluída”, refere aquela comunidade na exposição, esclarecendo que “quem pensar que os muçulmanos são atrasados estará a trair a sua própria consciência”.

sábado, 11 de agosto de 2012

Milionário reconstrói Arca de Noé

Arca ainda em contrução em 2011.Brincadeiras sobre o fim do mundo e discussões sobre o clima estão em alta, e tem um holandês que já se preparou para o pior. Johan Huibers construiu uma réplica da Arca de Noé seguindo as medidas bíblicas. A barca tem cerca 40 metros de comprimento, 23 de largura e 14 de altura.

A ideia de construir a embarcação surgiu há 20 anos quando Johan sonhou que a Holanda estava submersa. A obra demorou 4 anos para ser concluída. Para comemorar o feito, o holandês pretendia colocar 3 mil pessoas a bordo e navegar até Londres para a Abertura dos Jogos Olímpicos, mas foi impedido pelos bombeiros por medidas de segurança.

Agora o milionário pretende montar um zoológico dentro da arca e abrir para visitação. Será que ele vai conseguir um casal de cada animal?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tanzania avisa: “Prontos para a guerra” contra o Malawi

  
Edward-Lowassa-deputado-tanzaniaA Tanzania está preparada para uma eventual  guerra com o Malawi  em torno das disputas fronteiriças sobre a linha divisória do Lago Niassa.
A ameaça foi feita  pelo presidente  da Comissão Parlamentar da Defesa, Segurança e Relações Exteriores  da Tanzânia, Edward Lowassa(na imagem).
A Tanzania exige ao Malawi para parar imediatamente com  as pesquisas  de gás natural e petróleo no Lago Niassa, considerado o terceiro maior da África, mas o governo de Lilongwe rejeita a exigência tanzaniana, alegando que a prospecção  está a acontecer dentro das fronteiras legais.
Lowassa  declarou que se o cenário de guerra for necessário, a Tanzânia está pronta para “consentir sacrifícios e derramar o sangue dos seus melhores filhos” e as forças armadas tanzanianas estão psicologicamente preparadas e equipadas para fazer face à situação.
O parlamentar tanzaniano foi mais longe, ao dizer que o exército do seu país está entre os mais modernos do mundo, para além de viverem um ambiente estável em termos político-militares.
Em conexão com esta crise, circulam informações, ainda não confirmadas por fontes independentes, segundo as quais, a Tanzania estaria já a movimentar tropas para a fronteira com o Malawi.
Cerca de trinta por cento das exportações e importações malawianas  dependem  do porto tanzaniano de Dar-es-Salam e outra parte, a mais significativa, se desenvolve através dos portos moçambicanos da Beira e Nacala.
Em caso de eclosão de uma guerra, o Malawi perde a rota de Dar-Es-Salam e fica parcialmente ou totalmente bloqueado em termos logisticos.
Mais grave ainda, o Malawi nunca teve experiência de guerra, enquanto a Tanzania já enfrentou no passado o regime de Idi-Amin Dada do Uganda e efectivos tanzanianos apoiaram o exército governamental em Moçambique durante a guerra de desestabilização.
Os dois países  voltam a reunir-se no próximo dia vinte deste mês, em Mzuzu, no extremo norte do Malawi, com vista a procurar uma solução diplomática em torno da linha divisória sobre o Lago Niassa.
Observadores  acreditam que, tal como aconteceu no passado, a  próxima ronda negocial poderá redundar num fracasso, tendo em conta as profundas diferenças entre as duas partes, e também todo um ambiente envolvente e sobretudo a animosidade que antecede as conversações do próximo dia vinte de Agosto.
O presidente da Comissão Parlamentar da Defesa, Segurança e Relações Exteriores da Tanzânia, é citado a dizer ainda que o seu país também está interessado em ver este conflito resolvido através de canais diplomáticos, usando se necessário uma mediação internacional.
Lowassa destacou que o Malawi é um país vizinho, e dai que “não gostaria que os dois países se envolvessem numa guerra.  Mas caso seja necessário, a Tanzania não descarta essa hipótese”.
O  governo malawiano assumiu semana passada que aposta numa solução diplomática com a Tanzania em torno do Lago Niassa, também partilhado por Moçambique.
O ministro malawiano dos Negócios  Estrangeiros e Cooperação Internacional, Emphraim Chiume, disse que não há motivo de ansiedade ou de alarme devido à crise fronteiriça entre os dois países.
De acordo com Chiume, a fronteira Malawi/ Tanzania foi definida através do Tratado Anglo-Germânico assinado a um de Julho de 1890, que estabelece a linha divisória na margem oriental do lago Niassa.
Além disso,  os chefes de Estado e de governo da extinta Organização da Unidade Africana  assinaram uma resolução em 1963, segundo a qual os Estados africanos deverão reconhecer e aceitar as fronteiras que herdaram aquando das suas independências.
Emphraim Chiume acrescentou que a União Africana assumiu a mesma posição em  2002 e em 2007.
Mas o ministro tanzaniano  dos Negócios Estrangeiros e Cooperação  Internacional, Bernard Membe, disse que o conflito começou em 1960  quando o primeiro presidente do Malawi, Kamuzu Banda, reivindicou que  o Lago Niassa e o distrito tanzaniano de Mbeya eram parte do Malawi, usando como pretexto o Tratado Anglo-Germânico de 1890.
Posteriormente, as conversações sobre este diferendo foram interrompidas numa altura em que Kamuzu Banda alinhava abertamente ao lado do regime racista  da África do Sul, enquanto a Tanzania era à favor dos movimentos de libertação da África Austral.
Recorde-se que o falecido Presidente Kamuzu Banda viria a reivindicar  também um pouco depois de 1965, no Congresso do seu partido, o MCP, que todo o norte do Rio Zambeze em Moçambique até ao Oceano Indico  e alguns  distritos da Zâmbia também eram parte do seu país, naquilo que ele chamava o “Grande Malawi”.
Bernard  Membe anunciou que o diálogo Tanzania/Malawi viria a ser retomado em 2005 entre os Presidentes Jakaya Kikwete e Bingu wa Mutharika, este último já falecido, que decidiram criar um comité ministerial  envolvendo os dois países países para a resolução da disputa em torno do lago Niassa, baptizado pelos malawianos como Lago Malawi.
O comité reuniu-se em 2010 e 2012 para analisar uma série de questões, entre as quais, a alegação do governo tanzaniano segundo a qual algumas aeronaves  supostamente pertencentes a companhias  envolvidas na pesquisa de hidrocarbonetos estão a sobrevoar ilegalmente o seu espaço aéreo nacional, o que representa uma ameaça a segurança e a soberania estatais.
A Tanzania exige ao Malawi para parar imediatamente com  as pesquisas  de gás natural e petróleo no Lago Niassa, considerado o terceiro maior da África, mas o governo de Lilongwe rejeita a exigência tanzaniana, alegando que a prospecção  está a acontecer dentro das fronteiras legais.
Em Outubro de 2011, o governo do falecido Presidente do Malawi, Bingu wa Mutharika concedeu uma licença  a empresa britânica Surestream Petroleum para a pesquisa de petróleo e gás natural no Lago Niassa, nos blocos dois e três, o que corresponde a uma área combinada de vinte mil quilómetros quadrados, em águas disputadas.
O  Malawi alega ainda que todo o lago pertence ao seu território, enquanto a Tanzania reivindica que  cada país tem apenas direito a cinquenta por cento.
Presume-se que o lago Niassa, para além de rico em peixe, tenha algumas reservas de petróleo e gás natural.
Nalguns círculos  restritos, circula informações segundo as quais, o Malawi alega que a Tanzania não deveria se preocupar pelo Lago Niassa, porque para além deste, tem os lagos Tanganhica e Vitória e o Oceano Indico, também partilhado por Moçambique.
Por Faustino Igreja, em Blantyre