08/08/2019
Na sentença, a Juíza explica que estes indivíduos agiram de forma premeditada ao irem se inscrever novamente depois de terem obtido o cartão de eleitor a que os moçambicanos tem direito de acordo com a Legislação Eleitoral. Foi a partir deste pressuposto que, a Juíza do Tribunal Distrital de Morrumbala viu que recaem sobre estes fulanos, sendo eles conhecedores da Lei e sobretudo gestores dos órgãos de administração eleitoral, crimes de Promoção dolosa de inscrição previstos e punidos pelo Artigo 49, nr 2 da Lei nr 08/2014, de 12 de Março.
Cronologia do caso
No dia 20 de Junho de 2019, o Diário da Zambézia procurou ouvir a reação do Director Provincial do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral na Zambézia, Luís Cavalo, na qualidade do número 1 do STAE, visto que o caso envolve seu director em Morrumbala. Em entrevista via telefónica com Cavalo, este dissera que “eu não tenho informações sobre o assunto de Morrumbala... não recebi documento a respeito do assunto” – estivemos a citar (DZ, edição 2.992 de 20/06/2019). Portanto, o director do STAE evitou pronunciar-se.
A 1 de Julho de 2019, o 1º Vice-Presidente da ComissãoNacional de Eleições CNE), António Chupanga, visitou a província da Zambézia e o Diário da Zambézia, quis ouvi-lo em torno deste assunto. Tal como fizera o Luís Cavalo, Chupanga também recusou comentar o caso de dupla inscrição em Morrumbala, argumentando que tudo aquilo que envolve membros do seu órgão é da alçada do Tribunal. Chupanga disse mais ainda que “quando estes casos chegam nos órgãos da Justiça, nós como CNE não comentamos”- frisou. Aliás, numa outra alusão, o 1° Vice-Presidente da CNE distanciou-se dizendo que "os assuntos de ilícitos eleitorais não entram na história da CNE, estes casos são apreciados e julgados pelos Tribunais"- explicou tendo acrescentado que "aguardemos a decisão Tribunal”- rematou António Chupanga.
Esta quarta-feira a tarde, por volta das 16:11 minutos, o Diário da Zambézia estabeleceu uma chamada telefónica para o director do STAE na Zambézia, aquele que outrora dissera que não sabia de nada sobre Morrumbala. Mas infelizmente não atendeu. As 16:13 minutos, escrevemos “sms” com o seguinte teor “Boa tarde director Cavalo, como estás? Daqui (nome) repórter do DZ, gostaria de saber qual é a posição sobre a sentença dos seus quatro colegas julgados hoje (quarta-feira), no Tribunal Distrital de Morrumbala. Aguardo o retorno, obrigada” Porém, até fecho desta edição não tivemos a resposta do nosso pedido junto de Luís Cavalo.
DIÁRIO DA ZAMBÉZIA – 08.08.2019
NOTA: Não será esta condenação muito "suave"? Continuarão a exercer as mesmas funções ou já foram demitidos? Os nomes em duplicado já foram eliminados? E vejam que não deverá ser caso único.
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE
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