"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



sábado, 13 de julho de 2019

EUREKA por Laurindos Macuácua Cartas ao Presidente da República (159)

sexta-feira, 12 de julho de 2019

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"O senhor fica feliz quando todos aqueles conhecidos carreiristas e bajuladores de ocasião lhe dizem que está a governar bem? Devia desconfiar, sobretudo dos elogios frequentes da Comissão Política em seus comunicados vazios."

EUREKA por Laurindos Macuácua
Cartas ao Presidente da República (159) 
Bom dia, Presidente. Não sei de quem tirou isso, mas o senhor é da opinião de que só os fracos é que reconhecem os seus erros. Chego a esta conclusão por via daquela entrevista que o senhor deu em Lisboa. O senhor tem aversão à crítica. Logo concluo que recusa a aprender. Estas duas coisas andam de mãos dadas. 
Como é que o Presidente recusa-se a responder, contra-ataca, quando é questionado se as famílias de mais de 600 mortes que ocorreram com os últimos dois ciclones, nomeadamente o Idai e o Kenneth, não merecem uma resposta e se vai haver um inquérito ao que falhou em torno de todo este processo. O senhor diz que isso não é preocupação dos moçambicanos. É preocupação das duas jornalistas que lhe entrevistavam. O Presidente até vai mais longe: diz que ao invés de se concentrarem em coisas sérias, procuram especular. 
Sinceramente, eu não sei o que é mais sério, para o Presidente, do que esta tragédia. E depois o Presidente divagou, dizendo que a primeira coisa que o seu Governo fez foi salvar vidas. Ora, desculpa Presidente: não devia prevenir mortes a primeira coisa a ser feita? Com este tipo de mentalidade, obviamente, vamos sucumbir à próxima adversidade climática. 
Por que o Presidente tem de se chatear quando é questionado sobre se have - ria ou não algum inquérito para apurar responsabilidades no caso do ciclone? Isto, Presidente, é o mesmo que alguém lhe perguntar se procura aprender dos erros. Como é que é, afinal, avaliado o desempenho de cada um no seu Governo? O sensato, nesta questão de ciclone, era avaliar o que foi feito. Os passos seguintes dependem muito disso. Deixa essa coisa de procurar motivações quando as pessoas lhe interpelam de forma crítica. O que querem, no fundo, é o seu crescimento, a sua mudança de atitude para o melhor. 
O senhor fica feliz quando todos aqueles conhecidos carreiristas e bajuladores de ocasião lhe dizem que está a governar bem? Devia desconfiar, sobretudo dos elogios frequentes da Comissão Política em seus comunicados vazios. Vou lhe dar um exemplo, Presidente. Tenho um amigo, hoje é um escritor notável, mas o seu primeiro livro não foi lá grande coisa. O livro foi lançado na e pela Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) há mais de duas décadas. Todos os seus confrades elogiaram a ele e a sua obra. Rejubilou. Disseram exactamente o que queria ouvir. Todavia, houve algo que mais tarde iria se recordar para toda a vida e quiçá para toda a sua carreira de escritor. Outro confrade seu, na mesma ocasião, o puxou de lado e disse-lhe sem rodeios: o seu livro é uma merda!

Na altura pode não ter gostado, mas não havia outra forma crua, incisiva, de dizer a verdade. Porém, hoje é agradecido ao único indivíduo que soube dizer a verdade. Esse, sim, revelou-se um amigo desinteressado, verdadeiro. 
Em suma: a hostilidade à interpelação crítica só lhe faz mal, Presidente. Sei que não começou consigo, mas o senhor e o seu partido investem muito nisso. Sempre quando não recebem os costumeiros afagos querem saber que motivações tem essa pessoa. Vocês, no fundo, são inimigos da melhoria! 
DN – 12.07.2019

Carta que acompanha a tabela antes publicada de contribuições "obrigatórias" dos funcionários públicos para a FRELIMO

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Mais um jornalista detido em Cabo Delgado

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Arlindo Victorino, jornalista da Rádio Comunitária Nacedje , em Macomia, ficou detido por uma semana, alegadamente por não ter pago custas judiciais ao tribunal e indeminização por difamação a uma funcionária da empresa Electricidade de Moçambique (EDM).
A sua detenção ocorreu no dia 2 de Julho corrente. Segundo confirmaram familiares e colegas foi solto esta terça-feira, após a intervenção da Delegação do Instituto de Comunicação Social de Cabo Delgado, proprietária da rádio, que supostamente terá avançado parte do valor que levou o jornalista à Cadeia Distrital de Macomia.
“Ele foi capturado na rua, por volta das 16 horas e foi levado directamente para a cadeia, onde ficamos a saber que o caso que ele tinha no Tribunal é antigo e ainda não tinha chegado ao fim”, contou um familiar que preferiu o anonimato.
Segundo apurou “O País”, tudo começou em 2016, com a publicação de uma notícia onde a população denunciava irregularidades na expansão de energia electrica e cortes constantes que deixavam muitos clientes as escuras.
Na tentativa de obter reacção das denúncias apresentadas num comício orientado pela antiga administradora de Macomia Joaquina Nordine, o jornalista deslocou-se a EDM de Macomia, onde encontrou Merina Afonso, a queixosa no processo.
De acordo com informações, depois de várias tentativas que redundaram num fracasso, na sua última insistência, Arlindo Victorino, que estava a ser aconselhado a contactar a secretária distrital para o esclarecimento de um caso da EDM, decidiu gravar a conversa sem o consentimento da Merina, que acabou sentindo-se ofendida ao ouvir a sua voz num dos blocos informativos da Radio Comunitária de Nacedje.
O caso parou no tribunal, e de acordo com a sentença, o jornalista foi condenado a pena de prisão de um ano, convertida em multa, que no entanto por razões desconhecidas não chegou a pagar.
Oficialmente não é conhecido o valor total que consta na sentença, mas “O País” sabe que Arlindo Victorino ainda deve pagar cerca de 25 mil meticais ao Tribunal e 30 mil de indeminização a Merina Afonso, a funcionaria da EDM, que supostamente precipitou-se a submeter a queixa a justiça, antes de ter tentado exigir o direito a resposta no órgão de comunicação social, segundo prevê a lei.
Nos últimos três anos, jornalistas em igual número da Rádio Comunitária de Nacedje em Macomia, pararam na barra da Justiça. Além de Arlindo Francisco, outros dois, Amade Abubacar e Germano Adriano, são outros dois jornalistas que ficaram detidos este ano por cerca de 100 dias, e aguardam decisão da justiça em liberdade, num processo relacionado com os ataques armados em Cabo Delgado.
VISÂO – 12.07.2019

Africa do Sul recua na decisão de extraditar Manuel Chang a Moçambique

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Borges Nhamirre
17 min
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Africa do Sul recua na decisão de extraditar Manuel Chang a Moçambique

O novo ministro da Justiça da Africa do Sul, Ronald Lamola, solicitou ao tribunal supremo para anular a decisão do seu antecessor, Michael Masutha, de extraditar Manuel Chang para Moçambique, alegando que quer reconsiderar a decisão.

Lamola toma esta acção a meio da pressão judicial da sociedade civil moçambicana e da pressão diplomática dos EUA contra a extradição de Chang a Moçambique.




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Mário Heidegger Obrigado Borges por nos trazer esta nota de informação que visa tranquilizar o povo moçambicano em particular Eu e tu e todos nós. Bem haja
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Roberto Lamba
Será verdade isso ilustre Borges Nhamirre?
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Orlando Bila
Tomara que seja
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Nanthula Nanthula Hs
Borges Nhamirre é um homem integro.
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Paulo Mate
Aleluia! Que prevaleça a justiça.
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Rudolfo Cossa
Boa nova, que dá mais fôlego aos cidadãos honestos de Moçambique. Aos corruptos, isto vai lhes doer de contínuo.
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Lino Comar
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Franklin Murera
Fonte??
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Domus Oikos
Será Boa nova
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Ulsaya Maguibanyane
Russell Vagner e Mophrime Tolstoy
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Mophrime Tolstoy
Jogos de rato e gato. Vamos ver até onde isto vai.
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