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| Escrito por Redação em 08 Dezembro 2016 |
Sufa Momade, residente do bairro de Muatala, arredores da cidade de Nampula, é chefe de um agregado constituído por sete pessoas e não tem latrina na sua residência. A evidente fragilidade dos solos no bairro é a justificação para o uso do rio Muatala como local para Sufa e família realizarem as suas necessidades fisiológicas. Quem também usa o rio como casa de banho é Mauro Santos, e família, que residem no bairro de Muhala-belelenses a mais de vinte anos. A pobreza é justificação para nunca ter edificado nenhum tipo de latrina embora tenha consciência dos problemas que o fecalismo à céu aberto origina. “ Dos mais de 25 milhões de moçambicanos, que existiam em 2014, somente cerca de 6 milhões usam infra-estruturas melhoradas de saneamento e mais de 9,7 milhões praticam o fecalismo a céu aberto. De acordo com o Inquérito ao Orçamento Familiar de 2014/2014 o tipo de saneamento usado pelos moçambicanos (retrete com fossa séptica/latrina melhorada ou não tem latrina/latrina não melhorada) está directamente relacionado com a pobreza.
Estratégia do Governo da Frelimo é diluir o orçamento do saneamento nas obras públicas
A título ilustrativo na proposta de OE para 2017, que a bancada do partido Frelimo deverá mais uma vez aprovar sem pestanejar, a construção de infra-estruturas de saneamento do meio estão diluídas na “Prioridade IV – Desenvolvimento de infra-estruturas Económicas e Sociais” com uma alocação de 36.140,3 milhões de meticais. Porém olhando atentamente para acções a serem realizadas é possível vislumbrar que o Executivo de Nyusi propõe-se a construir apenas 95.489 latrinas melhoradas e 8.873 fossas sépticas. O custo de uma latrina melhorada, laje mais a obra de preparação da fossa, custa entre 1000 a 1500 meticais, o que quer dizer que fazer todas as latrinas que o Governo se propõe custará menos de 1% do orçamento previsto. Paradoxal é que até as agências das Nações Unidas - Organização Mundial da Saúde(OMS) e do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) – alinham nesta solução de ignorar os problemas reais e encontrar soluções paliativas, embora considerem Moçambique como uma dos dez Países no mundo com maior taxa de fecalismo a céu aberto Durante o passado mês de Outubro, para mitigar os potenciais casos de cólera que todos os anos surgem durante a época chuvosa, o Ministério da Saúde em parceria com a OMS e o UNICEF realizaram uma campanha de vacinação nas zonas urbanas da cidade de Nampula contra a doença, alegadamente com “êxito”, pois terão sido vacinados cerca de 200 mil pessoas citadinos da chamada capital Norte de Moçambique. “As propostas não abordam como o Governo vai responder à crescente procura no acesso a água potável para os moçambicanos tendo em conta o aumento da densidade populacional. Aliás, é ainda preocupante o facto de que apenas 60% das Unidades Sanitárias têm uma fonte de água. Como será tratado este défice?”, questiona este Fórum de Organizações da Sociedade Civil moçambicana. |
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