* Forças da Frelimo continuam a desertar em massa
A planeada "super ofensiva final" para "acabar de vez" com o mítico líder da Renamo Afonso esta a enfrentar graves revés antes do seu inicio. Ontem, 8/11/16, por volta das 6 horas da manhã, uma companhia das forças da Frelimo que saiu da sua posição das "Mangueiras" em direcção a Mazembe (última residência conhecida do líder da Renamo), foi interceptado pelos temíveis rangers da Renamo nas proximidades do rio Nhanguo, a poucos quilómetros de Mazembe.
No ataque surpresa, feito a mui curta distância, os militares da Frelimo sofreram pesadas baixas, sendo 28 mortos e 23 feridos graves mas não houve perda de armas porque o homens verdes de Afonso Dhlakama usaram a táctica "shot and run" (dispara e foge).
Devido a este desastre, as deserções das forças da Frelimo intensificaram se e caso a planeada ofensiva demore mais tempo, não haveriam efectivos suficientes para a empreitada.
Aliás, nos últimos dias ocorrem muitas deserções nas forças da Frelimo. Em Morrumbala, os militares de duas posições na zona de Muera desertaram em bloco ao longo do último fim de semana. Também no fim de semana 14 militares fugiram da sua posição em Pandja (Mangomonhe).
COMBOIO VOLTA A SER ATACADO EM NIASSA
Na madrugada da segunda-feira o comboio da Vale foi atacado na zona de Mutuali/Malema, junto ao rio Lúrio. O maquinista da primeira "cabeça" foi atingido mortalmente mas o tripulante da segunda máquina conseguiu continuar com a marcha, o que evitou a destruição das valiosas máquinas que custam mais de um milhão de dólares cada.
Outras informações indicam que a companhia indiana Jindal, soldou placas blindadas a todas suas máquinas para evitar possíveis ataques pelos homens da Renamo. AMANHÃ ARRANCA A "ÚLTIMA" RONDA NEGOCIAL
Tudo indica que os mediadores já se encontram no pais desde segunda feira para ajudarem a resolver o diferendo político-militar que opõe os partidos Frelimo e Renamo. O processo negocial esta estagnado devido ao "mutismo" da Frelimo que ainda não apresentou nenhuma contra-proposa aos 14 pontos sugeridos pela mediação internacional comandada pelo italiano Mario Raffaelli.
A frelimo reluta em aceitar as demandas da Renamo porque tem consciência que isso resultará no normal funcionamento das instituições democráticas e muitos frelimistas serão levados a justiça pelos crimes praticados ao longo dos últimos 25 anos.
De fontes ligadas a ala militar da Renamo soubemos que caso a Frelimo "gingar" nesta ronda, as forças militares da Renamo passarão a usar exclusivamente a estratégia militar que culminará com a tomada das 6 provinciais e também Cabo Delgado. A Renamo anda muito impaciente e nervosa devido aos assassinatos em massa dos seus membros e simpatizantes protagonizados pelos esquadrões da morte da Frelimo e quer fazer vingança. Por estas alturas, o líder da Renamo ja esgotou todos os argumentos para amainar os ânimos dos seus militares e membros e esta sob uma tremenda pressão. Só a equipa de Mario Raffaelli e que pode evitar o pior.
Certa imprensa, como o Savana, insinuou que a Frelimo aceita de facto a nomeação dos 6 governadores da Renamo mas que a nomeação dos directores provinciais, administradores, etc, e um assunto a ser discutido num encontro entre os dois lideres, que absurdo e este? Porque esta "ideia fixa" da "obrigatoriedade" de uma cimeira Dhlakama-Nyusi? Afinal qual e o papel da equipa negocial da Renamo? A Renamo já deixou claro que primeiro a Frelimo deve cumprir o que concordou na mesa negocial e só depois é que se assina o cessar-fogo (acordo final). Dhlakama não vai sair da Gorongosa de jeito nenhum enquanto não for resolvida a questão da reestruturação das forças de defesa e segurança.
A imprensa baseada em Maputo tenta "fazer figas" para influenciar a opinião publica, quiçá, a mando da Frelimo mas eu, Unay Cambuma, não irei permitir isso. Até já ninguém menciona o facto de que estas negociações visam resolver a crise pós eleitoral resultante da espectacularmente escandalosa fraude eleitoral da Frelimo. Que ninguém esqueça que a Frelimo e o seu candidato Filipe Nyusi perderam as eleições de Outubro de 2014.
Os jornais baseados em Maputo, exceptuando o CanalMoz, estão contra a governação da Renamo porque beneficiam se da pilhagem dos recursos das regiões centro e norte.
UNAY CAMBUMA
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