Governo negoceia reinício do transporte de carvão
O Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, informou ainda ter tido um encontro em Moçambique com representantes do grupo brasileiro Vale, de que a Vale Moçambique é subsidiária controlada a 95%, tendo-lhes garantido o envolvimento das Forças de Defesa e Segurança, que irão assegurar a protecção e permitir, desse modo, que as operações ferroviárias sejam retomadas.
A Vale Moçambique decidiu suspender o envio do carvão para o porto da Beira há cerca de dois meses, na sequência de ataques contra as composições ferroviárias, de que resultaram alguns feridos ligeiros.
A linha de Sena, com 357 quilómetros, liga o porto da Beira, via Dondo, ao Malawi, dispondo ainda do ramal Inhamitanga/Marromeu (88 quilómetros) e do troço Dona Ana/Moatize (254 quilómetros), constituindo a espinha dorsal da região centro de Moçambique e do vale do Zambeze, em particular.
O ministro, citado pela Voz da América, disse ainda que a paralisação dos comboios com carvão está a causar prejuízos à empresa estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique, que estimou poderem vir a rondar 50 milhões de dólares.
NOTÍCIAS – 08.10.2016
EY: 50 milhões de dólares é muito que podiam comprar novas armas e aumentar as investidas contra a renamo. Que pena para a Frelimo!
Sem comentários:
Enviar um comentário