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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Inventar a guerra para comprar armas

 


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Canal de Opinião por Adelino Timóteo
A verdade é como o azeite: sempre vem ao de cima. Esse ditado enquadra-se perfeitamente no que está a acontecer em Moçambique, onde um grupo de mafiosos, sem outro nome, defraudou o Estado em 622 milhões de dólares e aplicou-os na compra de armas. O referido grupo de mafiosos, que sonegou o saque daquele dinheiro, encontrou na guerra uma justificação para eximir-se de futuras responsabilidades criminais.
E a causa de justificação, para tudo o que esse grupo mafioso urdiu, programou, criou e esquadrinhou, de forma infalível e criminosa, foi um segmento de cidadãos que acreditava ilusoriamente que estamos num Estado de Direito. O resultado pretendido pelo referido grupo de mafiosos não podia ser mais fantasioso que esse: estão os pobres cidadãos moçambicanos a mataram-se entre si. Estão os pobres militares e guerrilheiros a lutarem  por uma causa oca, criada e fantasiada por gente astuta, que criou um inimigo, estão os mafiosos a cultivar ódio recalcado entre os humildes cidadãos de um país, quais sadistas, para continuarem a saquear dinheiro ao Estado, para engordarem as suas contas bancárias e garantir um futuro próspero aos filhos, com o sangue de gente empobrecida e sacrificada por defender os seus caprichos e luxos, lá nos ricos apartamentos e faustas mansões em que vivem.
É aconselhável uma marcha da sociedade civil moçambicana a pedir a cabeça desses mafiosos, a pedir o congelamento de contas  bancárias e riqueza detida por esses mafiosos, lá fora. É aconselhável que a sociedade civil apele aos países de origem das multinacionais que estão ligadas a esses mafiosos no sentido de desencorajar qualquer conexão empresa- e garantir um futuro próspero aos filhos, com o sangue de gente empobrecida e sacrificada por defender os seus caprichos e luxos, lá nos ricos apartamentos e faustas mansões em que vivem.
É aconselhável uma marcha da sociedade civil moçambicana a pedir a cabeça desses mafiosos, a pedir o congelamento de contas bancárias e riqueza detida por esses mafiosos, lá fora. É aconselhável que a sociedade civil apele aos países de origem das multinacionais  que estão ligadas a esses mafiosos no sentido de desencorajar
qualquer conexão empresarial com estes leprosos pejados de sangue nas mãos, que não só são responsáveis de milhares de refugiados, como de matanças de centenas de nacionais no campo e nas nossas cidades, onde nos últimos dias se reportam cenas horrorosas de assassinatos, e sempre gente sem conexão com o poder do dia.
Mobilizemo-nos numa marcha geral contra essa guerra. Digamos “não” à guerra. Digamos “não” a essa “gangster” de mafiosos que depaupera e dilapida os cofres do Estado a pretexto premeditado  e de enriquecimento.
Chamemos a atenção à comunidade internacional, para, na eventualidade de esta guerra resvalar num genocídio, que os autores, que estão bem identificados, sejam chamados à responsabilidade criminal, para que a justiça internacional caia em cima dos mesmos.
E, para que não nos acusem de revanche, é preciso referir que tudo está plasmado nos dois acordos de paz que estes mafiosos assinaram e ilusoriamente dizem cumprir, sem sequer dar os passos visíveis e necessários, como a integração  dos guerrilheiros de outra parte nas forças armadas e de segurança, coisas conhecidas de há mais de vinte anos, nem mesmo depois do acordo celebrado há menos de dois anos, porque, para esses mafiosos, sempre foi prioritário fazer-se com o controlo da Polícia e do Exército, seus cachorros para todo esse triste teatro de matança a que assistimos impotentemente.
Para esses mafiosos justifica recusar um Exército e Polícia unificados, pois, habituados a ordenar matanças, têm o seu suporte existencial nesta saga de difícil memória na nossa sociedade, onde já ninguém sabe de que lado nem quando pode ser crivado de balas desses matadores.
O país tornou-se tão perigoso que já não dá confiança de viver nele, porque aqueles que se dizem o garante da segurança, aqueles que arrancam armas a outros, são os mesmos que têm estado a matar indiscriminadamente os civis e indefesos, nas cidades.
Os astutos e mafiosos mobilizaram a imprensa engajada, mostrando armas que uma das partes mantinha em seu poder, sabendo todos que são cobertas pelo acordo de paz, a imprensa acantonada não se deu ao trabalho de recordar esse aspecto.
Contudo, ainda assim, ficou claro que as armas que vimos não são essas que estão a matar nas cidades do nosso país. São as armas que estão com as ditas forças de segurança.
Não nos venham dizer que o clima de guerra reinante é por causa de cinco dúzias ou mais de guerrilheiros que não foram integrados no Exército. Antes senão, é preciso que dêem a mão à palmatória, e digam que compraram as armas, para prover as suas comissões e com isso se enricarem.
É preciso que digam “mea culpa”, porque, enquanto não comprávamos armas lá fora, enquanto transformávamos os quartéis em escolas e universidades, jamais houve guerra na nossa pátria amada!
Indignemo-nos! A melhor geração de jovens, formados e educados, está a acabar nessa guerra injusta. (Adelino Timóteo)
CANALMOZ – 08.04.2016

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