"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



sexta-feira, 1 de abril de 2016

Renamo justifica adiamento da tomada de poder em seis províncias moçambicanas com crise militar

A Renamo justificou hoje o adiamento do prazo do fim de março, dado pelo presidente do maior partido da oposição em Moçambique, para a tomada do poder no centro e norte do país com o agravamento da situação militar.
"Os planos mantêm-se mas agora há ofensivas muito sérias, confrontos muito sérios na Gorongosa desde quarta-feira", disse à Lusa o porta-voz da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), em relação ao objetivo do líder do seu partido, Afonso Dhlakama, de tomar o poder em seis províncias (Nampula, Niassa, Zambézia, Sofala, Tete e Manica) até ao fim de março.

Segundo António Muchanga, o líder da oposição mantém-se na serra da Gorongosa, província de Sofala, mas sem precisar o local exato, numa região, que, segundo a Renamo, tem sido severamente bombardeada nos últimos dias pelas Forças de Defesa e Segurança.

"A principal preocupação agora é ver o que se pode fazer para salvar vidas", observou o porta-voz.
Fontes locais do braço armado da Renamo ouvidas pela Lusa dão conta da utilização de armamento pesado na serra da Gorongosa nos vários dias.

"Hoje, das 09:00 às 14:00 tinham sido disparados pelo menos 20 morteiros", descreveu à Lusa uma das fontes a partir da Gorongosa.

Um jornalista local disse por sua vez que os bombardeamentos eram escutados na vila da Gorongosa, adiantando que se instalou o medo em vários bairros.

A Lusa tentou ouvir as autoridades provinciais das Forças de Defesa e Segurança, mas sem sucesso.

Os últimos dias têm sido acompanhados de uma intensificação dos apelos para a paz e para o diálogo por parte do Governo moçambicano, pela Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), partido no poder, organizações de sociedade civil e corpo diplomático acreditado em Maputo.

A Renamo não reconhece os resultados das eleições gerais de 2014 e ameaça tomar o poder nas seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio, tendo apontado março como o mês em que ia assumir a governação naquelas regiões.
As últimas semanas têm sido marcadas por um agravamento da situação militar, com registos de confrontos entre as duas partes e de emboscadas atribuídas a homens da Renamo nas principais estradas do país, atingindo viaturas militares e civis.
As autoridades determinaram em fevereiro a criação de escoltas militares obrigatórias em dois troços na província de Sofala da N1, a principal estrada do país, enquanto ao vizinho Malaui o número de refugiados em fuga da província de Tete ascende a pelo menos 11 mil.
A Renamo sujeita a retoma do diálogo à mediação da África do Sul, União Europeia e Igreja Católica, mas sugere que eventuais negociações não pararão a ameaça de tomar as províncias do centro e norte do país.
HB/AYAC // EL
 
 
 
 
 

Operações militares contra planos de governação da RENAMO


A RENAMO tinha anunciado que passaria a governar as seis províncias onde alega ter vencido as eleições parlamentares de 2014 a partir do fim de março. Um objetivo pouco provável quando aumenta a violência em Moçambique.  
 
Chegou ao fim esta quinta-feira, 31 de março, o prazo dado pela RENAMO para iniciar a governação nas seis províncias onde reclama vitória eleitoral. Mas o maior partido da oposição parece não ter os meios necessários para concretizar os planos.

O porta-voz do Partido da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), António Muchanga, recusou-se a comentar para a DW África se a RENAMO tem a capacidade de levar à frente o seu propósito nas presentes circunstâncias.

Muchanga limitou-se a reafirmar as intenções do maior partido da oposição nesse sentido, sublinhando, no entanto, que a RENAMO não vai empregar a força para alcançar o objetivo. E lembrou: "Neste momento há confrontos muito feios em várias zonas do país. Há confrontos em Tete, há confrontos na Gorongosa. Houve confrontos em Inhambane. O que significa que o povo entende claramente que o prazo pode não ter sido cumprido por causa dessa situação. Porque é preciso defender vidas humanas antes de tudo".
 Governo Reforça Presença Militar
Observadores independentes vêem, no entanto, outros obstáculos à implantação dos planos de governação da RENAMO. Muitos dos quadros administrativos das localidades nos baluartes do partido da oposição abandonaram os seus cargos mercê dos conflitos entre a RENAMO e as forças de ordem do Governo de Maputo.


Em Muxungué, o correspondente da DW África, Arcénio Sebastião, constatou uma importante movimentação de colunas de carros de combate militares: "Soube que a coluna que veio de Save teve confrontos com os alegados homens da RENAMO. A outra, de Caia e Nhamapaza, ainda hoje também teve confrontos".
Segundo Arcénio Sebastião, há indício de que unidades militares do Governo tentam, desde a tarde de 30 de março, chegar à residência do líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, na base militar de Satunjira: "Anunciam-se confrontos militares lá em Gorongosa", prevê o jornalista.

Alegado ataque da RENAMONo terreno na província de Sofala, o correspondente da DW não tem dúvidas de que a multiplicação das atividades militares do Governo está diretamente relacionada com o anúncio da RENAMO de que assumirá a governação nas seis províncias onde alega ter vencido as eleições parlamentares de 2014.

"As principais estradas já estão todas cheias de militares, militares que provavelmente têm a missão de cancelar qualquer governação que for a acontecer tal como a RENAMO anuncia", diz Arcénio Sebastião.
Mas tudo indica que, não obstante as repetidas afirmações da RENAMO e do Governo de que estão na disposição de negociar, a violência parte dos dois lados. Esta manhã foi atacado um autocarro de passageiros perto de Nhamatema no distrito de Barué na província de Manica por homens armados, que a polícia suspeita de serem membros da RENAMO.
Em Chimoio, a porta-voz do comando provincial da polícia de Manica, Elsídia Filipe disse: "Do ataque não registámos óbitos, mas confirmamos o registo de um ferido ligeiro. Este passageiro acabou contraindo escoriações provocadas pelos estilhaços de vidro".
Jornalistas impedidos de trabalhar
Não há, no entanto, confirmação independente para a autoria do ataque.
Segundo o correspondente da DW em Chimoio, Bernardo Jequete, os jornalistas foram impedidos de cumprir a sua missão: "Eu queria falar com dois passageiros, mas disseram para não falar com os passageiros. Proibiram. Na altura, disseram que só poderia falar a polícia".
A escalada de confrontos, a multiplicação de incidentes violentos e as acusações mútuas não indicam que esteja para breve um diálogo em Moçambique.
* com Arsénio Sebastião e Bernardo Jequete
 
 

Filipe Nyusi e a violência!

Escrevemos aqui, num passado recente, que as promessas de paz e tolerância feitas por Filipe Nyusi no seu discurso inaugural não passavam de uma tramóia semântica urdida por um cidadão com passado e carreira em violência.
Para um cidadão que chegou onde chegou graças à violência eleitoral a todos os níveis, que inclui a violência institucional, seria incoerente prescindir dessa mesma violência para se fazer homem.
A primeira tentativa de assassinato de Afonso Dhlakama, ocorrida em 2013, em Satungira, em operação dirigida por Filipe Nyusi como ministro da Defesa (deixou-se inclusive fotografar no local do crime) era suficiente para percebermos de que tipo de raça humana é Filipe Nyusi e quais são métodos da sua preferência para a resolução de diferenças políticas.
Em 2014, houve duas outras tentativas de eliminar fisicamente o presidente da Renamo e um humilhante cerco à sua residência no Bairro das Palmeiras, na cidade da Beira, depois de uma farsa que teve a conivência do bispo emérito da diocese dos Libombos e de outros falsos pastores. Estas acções vieram confirmar este currículo de violência e extremismo.
No passado domingo, em plena celebração da Páscoa, Filipe Nyusi deu ordens à Unidade de Intervenção Rápida para assaltar as duas residências de Afonso Dhlakama: a que não é utilizada, localizada na Av. Julius Nyere, e a do Bairro Sommershield “2”, onde residem a sua esposa, filhos e netos. Na mesma operação, a UIR foi arrombar a sede nacional do partido Renamo, também em Maputo, e, de lá, roubou documentos, computadores, dinheiro e armas.

É muito provável que nunca se venha a ouvir a opinião de Filipe Nyusi em relação a este crime, tal como não se conhece, até hoje, a opinião de Filipe Nyusi em relação aos outros crimes acima mencionados.
Mais uma vez, o silêncio de Filipe Nyusi perante todos estes actos macabros é revelador do seu pendor para a violência. Menores de idade que residem na casa de Dhlakama estiveram por mais de uma hora na mira de gatilhos e sob ameaças de disparo, se se movimentassem. Manhosamente, neste mesmo instante, Nyusi estava numa dessas igrejas onde anda a fingir ser cidadão de Bem.
Ora, que tipo de tolerância e paz são essas que Nyusi tanto anda a pregar, enquanto do outro lado vai dando ordens para espalhar terror nos seus opositores políticos e seus familiares, em que se incluem menores? Que tipo de aproximação quer com Dhlakama, quando manda humilhar a sua esposa, os seus filhos e netos? Que tipo de convivência pacífica Nyusi quer com a Renamo, quando manda a UIR roubar dinheiro na sede da Renamo, destruir bens e roubar outros? Que raio de tolerância é essa, de que tanto fala, ao promover actos de banditismo?
Por outras palavras, a opção pela violência é mesmo oficial. A arrogância e o sentimento de que “tudo podemos” suplantou o bom senso, e, pelos vistos, ninguém está disponível para emprestar os neurónios para equacionar uma solução para o caos decorrente desta postura.
Certamente que o leitor deverá estar recordado de que dissemos aqui, neste mesmo espaço, que o silêncio de Filipe Nyusi perante todas as atrocidades cometidas pelas Forças de Defesa e Segurança era indicador de concordância tácita. Uma bênção implícita ao terrorismo de Estado.
Anotámos aqui, neste mesmo espaço, que Nyusi, através da sua propaganda, estava a fabricar a ilusão de uma alegada impotência perante acções levadas a cabo pela suposta ala radical.
Quando nos referimos a este particular, apontámos esta hipótese de impotência como nula, visto que não acreditávamos que Nyusi, com todos os poderes discricionários constitucionalmente ao seu dispor, poderia estar a ser usado para acções de violência criminosa.
No passado domingo ficou claro que tínhamos razão. O rosto que não se via bem nesta fotografia de acções incoerentes, que de forma grave arrastam o país para o caos, é mesmo o de Filipe Nyusi. Agora ficou mais claro. Tudo o resto é coreografia de irresponsáveis. Vir a público com o argumento de que um partido não pode ter armas à sua guarda parece-nos pouco lúcido e amnésico. Há um documento baptizado como Acordo Geral de Paz, assinado em Roma, em 1992, que dá cobertura à guarda armada da Renamo. Se há alguém que nunca cumpriu uma linha desse mesmo Acordo, esse alguém chama-se Frelimo.
Canal de Moçambique – 30.03.2016

Exército moçambicano ataca base da Renamo na Gorongosa


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Ofensiva começou às 9 horas da manhã e já foram registadas mais de 20 explosões.
O exército moçambicano realiza desde as 9 horas da manhã desta sexta-feira, 1, uma ofensiva contra a base da Renamo na Gorongosa, na província de Sofala, soube a VOA de fonte segura.
Até ao momento já foram escutadas cerca de 20 explosões e alguns terão acontecido em áreas onde reside a população civil "porque os militares estão a ter dificuldades para atingir a base da Renamo", adiantou a mesma fonte.
Desconhece-se, por agora, se o presidente da Renamo Afonso Dhlakama encontra-se no local.
A VOA continua a acompanhar esta ofensiva do exército moçambicano que acontece um dia depois de findo o prazo dado pela própria Renamo para começar a governar nas seis províncias do centro e do norte no país onde, diz, ganhou nas eleições de Outubro de 2014.
VOA – 01.04.2016

Estrada circular terá apenas uma portagem

A ESTRADA circular de Maputo, cujas obras se encontram na fase de acabamentos, terá apenas uma portagem, ao contrário das quatro que vinham sendo anunciadas. A decisão, tornada pública no final da tarde de ontem, é o culminar das negociações que vinham decorrendo entre os conselhos municipais de Maputo e Matola e o Governo do distrito de Marracuane, na qualidade de hospedeiros da infra-estrutura, e o dono da obra, a Empresa Moçambicana de Desenvolvimento de Maputo Sul.
Nos termos da proposta inicialmente avançada, esta estrada deveria ter quatro portagens, nomeadamente na Estrada Nacional Número Um (EN1), junto à Academia de Ciências Policiais (ACIPOL); no troço entre Zimpeto e o nó de Tchumene, concretamente na Matola-Gare; no bairro da Costa do Sol, nas proximidades do projecto “Casa Jovem”; e uma última na travessia da ponte que liga a vila-sede de Marracuene e zona de Macaneta.
Assim, ao abrigo do novo entendimento alcançado entre as partes, a única portagem estará localizada junto à ponte da Macaneta, uma infra-estrutura que faz parte da estrada circular e que foi concebida e implementada no âmbito da dinamização do turismo.
Refira-se que o projecto inicial das quatro portagens foi justificado pela necessidade de assegurar a sustentabilidade da estrada, tendo em conta não só os montantes investidos (mais de 300 milhões de dólares norte-americanos), como também a garantia de financiamento dos trabalhos de manutenção.
Esta ideia não foi bem acolhida por vários círculos de opinião das áreas abrangidas pela estrada, que argumentavam que a proposta tornaria ainda mais caro o custo de vida dos cidadãos.
Neste momento, a expectativa dos utentes da via está na aprovação da tarifa a ser aplicada na portagem da Macaneta.
É de recordar que o Governo havia manifestado a intenção de encontrar soluções para minimizar o peso económico da introdução de portagens na estrada circular de Maputo, uma das quais passava pela melhoria das condições de transitabilidade das vias alternativas

Uma Educação à medida dos moçambicanos

Pode parece caricato, mas uma coisa temos de reconhecer: é deveras notável o trabalho feito pelo Ministério de Educação ao longo dos sensivelmente 41 anos de independência nacional. Foram 40 anos a produzir, em massa, indivíduos passivos e sem nenhuma emoção crítica a respeito de situações enviesadas que, diariamente, se sucedem ao seu redor. Foram 40 anos de produção de sujeitos com mentes estéreis ou infecundas, cuja única coisa que sabem fazer com esmero é idolatrarem o partido que apregoa futuro melhor.
A situação é, sem dúvidas, tão nacional e apresenta-se preocupante, uma vez que a cada dia que passa, fica claro que há um síndrome de ignorância adquirida instalada na nossa sociedade. Na verdade, o que temos vindo a assistir na sociedade moçambicana é a falta da prática maiêutica da política libertadora feita de questionamento e cepticismo. Tudo porque a Educação continua, todos os anos, a produzir robôs programados para sorrirem, subscreverem ideias alienantes habilmente concebidas e ignorarem os problemas reais e concretos que afligem os moçambicanos que vivem à intempérie.
Nos últimos dias, o país voltou a brindar-nos com mais uma das suas habituais mediocridades, onde teve como protagonista nada mais, nada menos do que a nossa famigerada Polícia e as suas rotineiras práticas despojadas de consciência. A título de exemplo, o Governo de Nyusi deportou do nosso país uma cidadã de nacionalidade espanhola por apenas ter participado de uma reunião pública na qual reivindicava, na companhia de outras cidadãs, o fim da violência contra a rapariga nas escolas e não contestava, como se quer fazer crer, o comprimento das saias das alunas. Outra situação lamentável foi a invasão perpetrada pela Polícia à residência do líder da Renamo e à sede nacional daquela formação política, sem nenhum mandado, violando, assim, o Estado de Direito.
Diante de situações como essas que deveriam chocar todos moçambicanos em pleno gozo do seu juízo e levar milhares de pessoas a protestarem pelas ruas do país, vemos uma sociedade serena e assobiando para os lados como se o problema não lhes dissesse respeito. O mais impressionante nessa história toda é o facto de os jovens desconhecerem que o Direito à manifestação está consagrado na Constituição da República e nem percebem que o Estado, que nunca foi verdadeiramente democrático, está a passar de policiado a militarizado.
Portanto, com direito à holofotes, os moçambicanos, os ditos doutores, inconscientemente continuam a gabar-se da sua inércia intelectual, e a crescer à margem da política libertadora. Aliás, essa apatia tem outra justificação, ou seja, como dissemos, representa uma lacuna na formação académica e, infelizmente, é uma situação absolutamente irreparável.

EY: Essa é uma das estratégias mediáticas da Frelimo, distribuir diplomas e certificados sem nenhuma capacidade de pensar nem interpretar o que lê e assim podem sem nenhuma resistência manipular e controlar as mentes e as pessoas.....

Homens da Renamo aterrorizam Funhalouro

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HOMENS armados da Renamo escondidos na base em Malamule, distrito de Funhalouro, são acusados de dificultar o movimento normal de pessoas e bens na localidade de Tsenane, ao mandar parar e revistar todas viaturas que circulam na região para diversos fins.
De acordo com o chefe da localidade de Tsenane, Salvador Mazive, desde meados de Fevereiro passado os homens armados da Renamo, subdivididos em pequenos grupos de 10 a 20 elementos, tomam emboscada nas ruas, ordenando a paragem de todas viaturas para uma revista minuciosa aos seus ocupantes, além de uma série de perguntas feitas aos seus ocupantes.
Como consequência desta situação, os residentes de Tsenane, na sua maioria, passam noites no mato por medo de sequestros seguidos de maus tratos, tal como aconteceu com o chefe da localidade, que em finais do ano passado foi brutalmente torturado depois de cair na emboscada dos homens de Afonso Dhlakama.
Salvador Mazive explicou que além da restrição dos movimento da população naquela localidade as instituições estatais, escolas e unidades sanitárias funcionam a meio gás, uma vez que alguns profissionais destas áreas vitais pernoitam na sede do distrito e o regresso aos postos de serviço  écondicionado à existência de transportadores que aceitam enfrentar a fiscalização desses homens.
 O chefe da localidade explicou que os militares da Renamo quando mandam parar viaturas querem polícias e professores, uma investigação que leva mais de uma hora, passando a pente fino os bens dos viajantes, entre outros comportamento que metem medo a todos que pretendem chegar às regiões de Vondo, Malamule, Ribye, Matlale assim como para o distrito de Chigubo, na província de Gaza.
Acrescentou que outros transportadores são obrigados a levá-los a zonas que pretendem chegar, tal como aconteceu com um comprador de madeira ido da cidade de Inhambane, que só não foi à província de Gaza, tal como aqueles queriam, porque não tinha combustível suficiente na viatura”, explicou Mazive.
Esta situação não só cria medo e pânico no seio da população como também encarece a vida na comunidade, já que os preços dos produtos da primeira necessidade são bastante altos, pelo facto de os poucos comerciantes que mantêm suas bancas abertas se aproveitarem do conflito político-militar para praticar a especulação de preços.
INTENSIFICAR A VIGILÂNCIA
Para o governador de Inhambane, que desde segunda-feira trabalhou nos distritos de Mabote e Funhalouro, regiões afectadas pelo conflito político-militar, a população deve intensificar as acções de vigilância, colaborando com as autoridades para o controlo da ordem e segurança públicas.
Para o efeito, Daniel Chapo disse que para travar a progressão de acções criminosas desses homens que pululam com armas de fogo nas comunidades  énecessário evitar que as famílias aceitem acolher hóspedes portadores de sses artefactos de guerra sem autorização.
“Não aceitem receber hóspedes com armas de fogo sem autorização, porque além de ser crime para essa pessoa os donos dessa casa também serão chamados a responder pela sua cumplicidade. Por isso vamos prestar muita atenção a todos movimentos estranhos nos nossos locais de residência. Tudo aquilo que acharmos anormal vamos partilhar essa situação com os líderes comunitários e esses por sua vez poderão saber como trabalhar a informação em coordenação com a Polícia”, pediu o governador.
 Chapo esclareceu que uma das causas directas da subida dos preços dos produtos da primeira necessidade são os ataques da Renamo nas estradas, porque, segundo suas palavras, muitos transportadores temem entrar nas zonas onde existem homens armados levando produtos porque não querem ver seus carros queimados, e os poucos que ainda aventuram aumentam os preços, daí que há toda necessidade de se consolidar a unidade entre os residentes, intensificando as acções de vigilância para neutralizar todas as manobras dos criminosos.
“Os inimigos que nos atacam hoje são os mesmos que sempre estiveram contra a nossa independência nacional, e hoje não querem ver Funhalouro, Mabote e toda a província de Inhambane a se desenvolverem; não querem ver bancos aqui, boas estradas e outras infra-estruturas. Se queremos o progresso vamos denunciar os criminosos. Não podemos esconder esses homens nas nossas casas. Vamos dizer não à guerra e sim ao desenvolvimento da província, em particular, e do país, em geral”, alertou o governador de Inhambane.
NOTÍCIAS – 01.04.2016

EY: Volvidos 41 anos de independência, quantas boas estradas e outras infraestruturas construíram naquelas zonas? A subida dos preços foi provocada pelo rombo nos cofres do Estado, a EMATUM, CIRCULAR DE MAPUTO E A PONTE DE CATEMBE. Por isso, não enganem os pobres. Fazem essa Guerra para justificar essas realidade pensando que o povo não sabe. Até quando vão ser falsos e vocês jornalistas do Noticias, TVM; RM e AIM quando não parar de desinformar o povo e de lamber as botas? Um dia isso terá o seu fim e ficarão sem protecção de ninguém...