"Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?"



quarta-feira, 2 de março de 2016

CANAL DE MOÇAMBIQUE de hoje


Jorge Khalau exonerado de Comandante Geral da PRM

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Jorge_Khalau
 
 
EY: se pudessem nos fazer outro favor, de mandar esse senhor a santunjira, iriamos agradecer muito.

 
 
 
Por despacho de hoje do Presidente da Republica Jorge Khalau deixa o cargo de Comandante Geral da PRM.
 

UE confirma pedido de mediação da Renamo para crise em Moçambique

A União Europeia (UE) confirma a existência de um pedido de mediação da oposição da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) para a crise política e militar em Moçambique, disse à Lusa fonte diplomática comunitária.
O pedido, noticiado na segunda-feira pelo diário eletrónico Mediafax, foi dirigido pela Renamo durante a visita a Maputo, na passada semana, da alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e vice-presidente da Comissão Europeia, Federica Mogherini, indicou a mesma fonte, sem mais detalhes.
LUSA – 01.03.2016

Moçambique vive clima de guerra, diz bastonário dos advogados


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Filipe Nyusi pede à Renamo para parar os ataques.
O bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique Tomás Timbane, considerou nesta terça-feira, 1, que o país vive um clima de guerra que já ninguém disfarça e está a falhar no compromisso com o Estado de direito.
Ouça aqui
No mesmo acto, o Presidente da República, Filipe Nyusi, apelou a Renamo a parar com os ataques na Estrada Nacional Número 1.
Estes pronunciamentos foram feitos no primeiro dia do mês em que o maior partido da oposição diz assumir a governação de seis províncias.
"Parafraseando um historiador moçambicano e que cito, a guerra que hoje surge não tem ou as movimentações militares que hoje surgem não têm enquadramento moral e nem político. A guerra mata a lei, mata as pessoas e fragiliza as instituições, fim de citação. E a Ordem dos Advogados, que tem como principal atribuição a defesa do estado de direito e dos direitos e liberdades fundamentais não pode deixar de apontar o diálogo e a inclusão de todas as forças vivas da sociedade na procura de um moçambique melhor. Os nossos corações só podem estar feridos com o clima de guerra que já ninguém disfarça. Quando um partido político se arma e combate o Estado é sinal de que estamos a falhar no que é essencial. Estamos a falhar no compromisso com o Estado de Direito", disse Tomás Timbana.
Por seu lado, o Presidente da República, Filipe Nyusi, também mencionou o actual clima que atenta a paz no país e apelou a Renamo a pôr fim aos ataques.
"Infelizmente, assistimos igualmente nos últimos dias o reiniciar da violência protagonizada por homens armados confirmados da Renamo que declaradamente anunciaram os ataques que hoje decorrem em todo país. Pese tal situação, a nossa determinação para a manutenção da paz permanece inabalável", reiterou Filipe Nyusi.
VOA – 01.03.2016

FORÇAS ARMADAS SOFREM BAIXAS EM MFUDZA HOJE 01/03/2016

 

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Hoje quando eram 11:47 uma coluna que saía de CAIA sofreu tremendas baixas tendo dividido a coluna em duas partes, Mfudza é uma zona localizada entre Nhamapadza e Ndiro, é uma zona controlada pela Renamo desde há muito tempo, até aqui já são no total 8 ataques no mesmo sítio e a coluna de Caia e Inchope é controlada a partir dai.
Até aqui ainda não temos o número de mortos na parte de FADM, só que está claro que os feridos é que é de mais, Muitos deles foram evacuados para Caia e Gorongosa.
Hospital de Caia encontra-se super lotado uma vez que em cada dia aumenta o número de feridos, sendo muitos deles os militares.
A maioria da população, só retornam nas suas casas a partir das 16:horas! Hora que para os tiroteios e agora vivem com medo porque quando os FADM são atacadas atiram cegamente e muitos deles estão a sair para lugares seguros e outros não dormem nas casas temendo serem atacados com FADM e FIR porque toda vez que são atacados e mortos nunca viram nem se quer um Soldado da Renamo.
É por causa disto que desconfiam que a Renamo convive com o povo daquela área!
Amanha é provável não haver escolta porque cada vez que passa o efectivo das FADM diminui-se e pode ser fracasso para os outros que querem continuar com a missão.
Boa noite Jusubo Abdullah de Armando.
In https://www.facebook.com/unai.kambumamatsangaisse

terça-feira, 1 de março de 2016

Governo moçambicano não se responsabiliza pela segurança de Dhlakama

 


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O ministro da Defesa Nacional de Moçambique, Atanásio Salvador Ntumuke, afirmou que o Governo não se responsabiliza pela segurança do líder da RENAMO, enquanto ele estiver fora das cidades moçambicanas.
Ouça aqui
Afonso Dhlakama encontra-se na Gorongosa, de onde se recusa a sair até que o Governo aceite uma mediação do conflito político
O ministro da Defesa Nacional moçambicano afirmou, em declarações após a abertura do ano letivo militar na Beira, na última sexta-feira (26.02), que o Governo não se responsabiliza pela segurança de Afonso Dhlakama, enquanto ele não regressar às cidades moçambicanas.
Atanásio Salvador Ntumuke acrescentou ainda que cabe ao líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) criar condições para a sua segurança onde quer que ele esteja. "Como é que ele saiu? Então, aí é que está o problema. Nós, da defesa e segurança, não sabemos", afirmou o ministro.

"Isto depende dele, ele foge de algo, da cidade para o mato. Portanto, nós estamos prontos para garantir a sua segurança, mas ele está no mato. Como é que nós vamos garantir a segurança? A não ser que os senhores conheçam onde ele está", acrescentou Ntumuke, quando questionado pelos jornalistas presentes se o Governo estaria a fazer algo para garantir a segurança de Dhlakama.
O ministro da Defesa Nacional de Moçambique esclareceu que as forças de defesa e segurança só poderão garantir a saída segura de Dhlakama mediante ordens do Presidente moçambicano e Comandante-Chefe das forças de defesa e segurança, Filipe Nyusi.
"Nós obedecemos às ordens do Comandante-Chefe. Quando [Dhlakama] foi resgatado da primeira vez, o Comandante-Chefe deu ordem para abrirmos um corredor [de segurança], para o trazermos para a Beira", esclareceu Atanásio Ntumuke, que reforçou que "para o Governo, Afonso Dhlakama está na Beira. Terá de ser o Chefe de Estado a ordenar às forças de segurança que abram o corredor para o trazer de volta à cidade, e nós estamos disponíveis".
O ministro moçambicano assegurou ainda que há cerco à serra da Gorongosa, sem avançar qual o paradeiro do líder da RENAMO, principal partido da oposição.
Governo reforça segurança e desmente violações dos direitos humanos
Depois do aumento da violência na N1, a principal estrada de Moçambique, o Governo moçambicano introduziu escoltas militares junto às viaturas civis. Na semana passada (25.02), homens armados da RENAMO dispararam contra viaturas civis em ambos os troços da N1, em Sofala.
Ao longo da última semana, o Governo moçambicano tem vindo a desenvolver esforços para desativar as maiores bases militares da RENAMO em Gorongosa, Maringue e Mangomonhe, na província de Sofala, onde se presume que sejam planeados os ataques às viaturas civis e às colunas militares ao longo da Estrada Nacional 1.
De acordo com um relatório da Human Rights Watch, vários refugiados moçambicanos no Malawi acusam as forças armadas na província de Tete de execuções sumárias, abusos sexuais e maus-tratos.
Atanásio Ntumuke desmente os dados apresentados no relatório. “Violar o quê? Vocês assistiram aqui à abertura do ano letivo militar. Isto tudo é para garantir a segurança do país e a integridade territorial. Quando falamos no país estamos a falar dos senhores daqui, que é quem faz parte do povo. O Dhlakama faz parte do povo. Então, de nenhuma maneira, as forças de defesa e segurança podem violentar a população”.
DW – 01.03.2016

Nyusi adia reunião do Conselho de Estado

 


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Prevista para amanhã, quarta-feira
A reunião do Conselho de Estado que havia sido convocada por Filipe Nyusi para se realizar amanhã, quarta-feira, 2 de Março, para debater a situação político militar, foi adiada para uma nova data a anunciar, segundo informaram na segunda-feira fontes daquele órgão que, constitucionalmente, é um órgão de consulta do Presidente da República.
Não foram divulgadas as razões do adiamento do encontro que tinha como agenda debater a situação político-militar e social do país, sabendo-se apenas que o secretário-geral do Conselho de Estado, Amade Miquidade, anunciou que o encontro poderá acontecer depois da sessão de perguntas que a Assembleia da República vai fazer ao Governo.
Esta é a segunda vez que Filipe Nyusi convoca os seus órgãos de consulta do Presidente da República.
O primeiro encontro aconteceu na semana passada, com o Conselho Nacional da Defesa e Segurança, que analisou a situação político-militar e social, tendo terminado com recomendações para um encontro entre o Presidente da República e o presidente da Renamo, para um diálogo para pôr termo ao conflito.

Actualmente, têm sido reportados frequentemente confrontos entre as forças militares do Governo e os homens armados da Renamo, particularmente nas províncias do centro do país.
Os encontros ocorrem num momento em que há informações de que as Forças de Defesa e Segurança foram solicitar a Filipe Nyusi um reforço orçamental, para que consigam sustentar a logística das colunas e desdobramentos nas zonas de conflito.
Segundo as nossas fontes, as Forças Armadas de Defesa de Moçambique e a Polícia queixam-se de não ter orçamento suficiente para a logística.
O Conselho Nacional de Defesa e Segurança é composto pelos ministros da Defesa Nacional, do Interior, dos Negócios Estrangeiros, da Economia e Finanças, dos Transportes e Comunicações e da Justiça, pelo director-geral do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, pelo comandante-geral da PRM, e dele fazem parte também Mariano Matsinha, António Hama Thai, Joaquim Munhepe, Marina Pachinuapa, todos da Frelimo, e os generais José Manuel e Inácio João Reis, da Renamo. (Bernardo Álvaro)
CANALMOZ – 01.03.2016